Economia

“QUE BELEZA”: Presidente da Petrobras não descarta reajuste da gasolina neste ano

15169651Foto: Pedro Ladeira – 28.abr.2015/Folhapress

Em sua primeira entrevista após anunciar uma “dieta” drástica nos investimentos da Petrobras, o presidente da companhia, Aldemir Bendine, 51, não descartou um reajuste no preço da gasolina até o fim do ano. Não enxerga, contudo, necessidade de um aumento agora.

“Não dá para garantir que não haverá”, disse ele à Folha nesta quarta-feira (1º).

O aumento mais recente dos combustíveis foi em novembro de 2014 -3% na gasolina e 5% no diesel nas refinarias.

Desde que assumiu o comando da petroleira, em fevereiro deste ano, Bendine já conseguiu aprovar o balanço da empresa com uma amarga conta de corrução, R$ 6 bilhões, e reviu o plano de negócios da petroleira dentro de parâmetros considerados mais realistas pelo mercado.

Apesar das vitórias, ainda pairam dúvidas sobre a imunidade da diretoria em relação à interferência do Palácio do Planalto contra reajustes nas bombas de combustíveis. Contra elas, afirma: “Não nos sujeitamos nem a um [mercado] nem a outro [governo].”

O executivo prometeu preservar os ativos do pré-sal da lista de projetos à venda e condenou mudanças no regime de partilha neste momento. Sinalizou, contudo, que uma solução intermediária, como a de dar a preferência no lugar de obrigar a Petrobras a ser a operadora única dos campos licitados, pode ser um caminho.

Criticado reservadamente pela antecessora Graça Foster por não ter familiaridade com o setor de óleo e gás, o ex-presidente do Banco do Brasil devolve com uma provocação: “E você acha que o problema da Petrobras é de petróleo?”.

*

Folha – Como a Petrobras saiu de um estado de euforia, com o pré-sal, para um estado de decepção?
Aldemir Bendine – Acho que o grande componente foi a reversão no mercado de petróleo. Tínhamos uma situação de preços de barril acima de US$ 100.

Mas o mercado despenca e, em 2014, o barril caía a menos de US$ 50 diante de excesso de oferta e da baixa demanda. Assim, não há o que segure.

Mas foi também por incompetência. O balanço da Petrobras mostrou isso.
Difícil falar de passado. Não sou engenheiro de obra pronta. Temos um quadro de grande excelência e operamos hoje uma das melhores reservas de petróleo do mundo, o pré-sal. A Petrobras está se reposicionando. Não vamos olhar para o retrovisor.

E como é redimensionar uma empresa cujo barril valia o dobro pouco tempo atrás?
Tem que haver busca frenética por eficiência. Vamos reduzir custos internos. Fazer novos negócios para melhorar fluxo de caixa. Vamos negociar preços com fornecedores. Haverá integração do modelo de gestão das refinarias.

E essa dieta Ravnena (dieta alimentar da presidente Dilma Rousseff) nos custos?
[Risos]. Hoje não temos uma operação unificada de logística. Vamos concentrar. Vamos cortar o efetivo da comunicação, a Folha noticiou, num primeiro momento, em cerca de 50% [hoje há mais de mil funcionários na área]. Vamos terceirizar atividades menos nobres.

Encontrou estrutura muito inchada?
Diria que estava longe do adequado para uma empresa dessa magnitude. Modelo de operação verticalizado e pesado. A Petrobras precisa ficar mais leve, ter mais segurança na tomada de decisão.

Que mágica vocês vão fazer para gerar caixa se só vender ativos não é suficiente?
Voltamos todos os nossos investimentos para a área de exploração de petróleo. Isso vai gerar mais receita. Além de geração de caixa que, de fato, não é suficiente, tem o plano de desinvestimento com venda de ativos que hoje não fazem muito sentido para nós. Vamos atrás de novos negócios, fazer consórcios para a área de refino.

A Petrobras admite ser sócia minoritária de projetos, como no setor de térmicas e de álcool?
Dependendo do segmento, sim. Se eu tiver condição de aprendizado e desenvolvimento de novas tecnologias, posso ser minoritário. Mas, sem nada em troca, nenhum ganho, não temos interesse.

Vai vender quais ativos?
Não vou falar, esquece. Se abrir, deprecio o valor do ativo.

BR Distribuidora foi lançada [pergunta feita após comunicado ao mercado].
Pretendemos fazer neste ano. Vamos fazer os estudos. Temos indicativos de que há interesse.

Vai ser por IPO?
Não há um único modelo de alienação desses ativos. Por que tenho necessariamente de fazer um IPO? Por que não posso, por exemplo, buscar um sócio estratégico? Não sei o que será feito. Mas eu tenho de surpreender o mercado, não posso ir a reboque dele.

Dos ativos já ventilados para venda, não se chega aos R$ 60 bilhões em cinco anos.
Eu diria que o mercado está precificando errado. Nós conhecemos os nossos ativos, nós sabemos. Aquilo ali não é futurologia. Não vamos trabalhar com expectativas que não podem ser atendidas.

E capitalizar a empresa?
Fora de cogitação.

Está falando dos fornecedores envolvidos na Lava Jato?
Tem Lava Jato, mas também fornecedores com dificuldades financeiras. Em relação ao câmbio, trabalhamos com as melhores previsões, mas os cenários podem não se concretizar, por isso vamos atualizar em dezembro. Acho que vamos entrar numa situação de caixa no fim do ano melhor do que agora.

Mas a Petrobras tem um problema sério com dívidas tributárias.
Vamos negociar para diminuir esse passivo com impostos, algumas dívidas a gente nem reconhece.

Fala-se em uma bomba de R$ 40 bilhões nos próximos dois anos. Esse número é realista?
De fato a empresa tem um passivo tributário alto e vamos buscar, pela via negociação, diminuir isso para não trazer impactos ao caixa da companhia.

Como vai resolver o imbróglio da Sete Brasil? Se fosse hoje, teria autorizado a joint venture [para produção de sondas de exploração]?
São cenários totalmente diferentes. O projeto, em si, é inteligente e benéfico para a empresa. Nós poderemos ter impacto se houver atrasos ainda mais consideráveis para destravar isso.

Por que o BNDES desistiu de financiar o projeto?
Não posso falar por eles.

Haverá venda de ativos do pré-sal?
Não está no plano de desinvestimento da empresa nenhum ativo do pré-sal, pois se trata do nosso melhor e mais rentável ativo.

Analistas dizem que está tudo focado na venda de ativo, mas a geração de caixa está ruim. Não é o caso de aumentar a gasolina?
Primeiro que geração de caixa não está ruim, está equilibrada. Caso haja necessidade de correção de preços, por óbvio a empresa vai realizar. Entretanto, há que analisar que muitos analistas têm uma forma simplista em relação a esse cálculo. Além disso, estamos num cenário de baixa demanda de consumo.

O mercado fala em defasagem de 10% em relação aos preços internacionais.
Totalmente equivocado.

A política de preço será discutida na próxima reunião do conselho?
A empresa não se sujeita à volatilidade do mercado internacional, mas exercemos nossa política de preço diariamente.

E ao governo, a Petrobras se sujeita?
De forma alguma.

O sr. veio na pior crise da empresa. Aprovou o balanço, apresentou um plano de negócios considerado realista.
Teve ainda o financiamento no meio do caminho, que conseguimos.

Mas ainda há dúvidas sobre se a Petrobras está, de fato, blindada da interferência da presidente da República.
A empresa tem independência na sua política de preços e assim será. Seria mais fácil, neste momento de expectativa, promover um aumento, mesmo sem base. Mas não vamos nos sujeitar nem a um [mercado] nem a outro [governo].

No entanto, analistas, investidores e o mercado ainda têm muita dúvida dessa blindagem. Por que esses agentes devem acreditar na sua palavra?
Diante do que já foi realizado. O conselho de administração é independente, e a ele eu me reporto. Vamos atuar de acordo com as práticas de mercado. Essa angústia é visível. Entretanto, está muito mais condicionada a ranços do passado do que à real situação neste momento.

Dá para garantir que não haverá aumento da gasolina este ano?
Não. Não dá para garantir.

Em 2014, houve pressão forte da empresa para reajustar os combustíveis. Não há mais eleição, mas a popularidade da presidente está no chão. Como o sr. vai convencer a presidente a aumentar o preço?
Isso tem de ser feito ao conselho, não à presidente da República.

O sr. já disse que cumprirá a lei que o Congresso aprovar. Mas a Petrobras não consegue hoje ser a operadora única do pré-sal por falta de dinheiro.
Esse é um modelo extremamente benéfico para nós. Por óbvio a situação de caixa traz uma realidade de difícil execução caso houvesse um leilão do pré-sal neste momento.

Tenho convicção de que a União tem sensibilidade para não realização de leilão neste momento não só pela situação de caixa mas principalmente pela volatilidade do preço do barril. Não seria positivo neste momento.

Dilma Rousseff é contra uma mudança agora. Mas o ex-presidente Lula sugeriu substituir a obrigatoriedade pela preferência. Com qual deles o sr. fica?
À parte a empresa não se manifestar sobre tema referente ao Estado, pessoalmente creio que é inoportuna a discussão sobre o modelo de concessão. Isso cria ainda mais insegurança. Mas poderia ser uma alternativa que preservaria o interesse do Estado.

O governo discute o futuro das empresas da Lava Jato. O sr. defende que as empresas sejam salvas? Como evitar um novo “petrolão”?
Não me cabe comentar. Pessoalmente, é vital a empresa ter uma cadeia de fornecedores para conceber seu plano de negócios. Estamos revisando nosso cadastro com aplicação de medidas protetivas e de regras rígidas de controle nos contratos atuais e futuros. Decisões serão cruzadas e colegiadas, tudo subirá para o alto escalão. A partir de agora, nenhum contrato ou aditivo será implementado sem as devidas análises e aprovações.

Já sofreu pressão por indicação de cargos?
Nenhuma.

Sua antecessora reclamou para Dilma de que o sr. não entendia nada de petróleo quando foi escolhido.
Desconheço essa informação. Entretanto, você acha que o problema da Petrobras hoje é de petróleo?

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. O imoral é que o Brasil vende gasolina pura para o Paraguai mais BARATO, e lasca os Brasileiros com uma misturada, 27% de etanol.

  2. Vão ter que vender a BR Distribuidora por causa da irresponsabilidade na gestão da Petrobrás.
    Vote 13.

  3. Bravo, bravo, bravo, enquanto a gasolina sobe o preço para os brasileiros, nas EXPORTAÇÕES DO PETRÓLEO AOS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA DIMINUEM CADA VEZ MAIS.
    OBRIGADO PT, AFUNDANDO o BRASIL.
    Vamos pagar para os outros se beneficiarem.
    Estamos pagando o preço por não sabermos votar.

  4. Alguém tem que pagar pelo roubo praticado contra a Petrobras pelo PT. E como sempre, vai ser o povo. Mas tudo isso está bem perto de acabar. Pois com a prisão em breve dos lideres petistas: Lula e Dilma o final desse estelionato eleitoral chegará.

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Política

PSOL tira Robério Paulino da disputa e anuncia apoio a Cadu de Lula a três dias da eleição

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O PSOL decidiu retirar a candidatura de Robério Paulino ao Governo do Rio Grande do Norte e declarar apoio a Cadu de Lula (PT) na disputa estadual.

A decisão será formalizada nesta quinta-feira (1º), em um ato marcado para as 11h, na sede estadual do PSOL, em Natal.

A mudança ocorre a apenas três dias da eleição e menos de 48 horas após Robério participar do último debate entre os candidatos ao Governo do Estado, realizado na noite desta terça-feira (29), ao lado de Allyson Bezerra, Álvaro Dias e Cadu de Lula.

Com a retirada, o PSOL passa a integrar formalmente o campo de apoio à candidatura de Cadu na reta final da campanha.

A decisão representa uma mudança na configuração da disputa pelo Governo do RN às vésperas do primeiro turno, marcado para este domingo (4).

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Brasil

MAIOR PESQUISA DA CAMPANHA: Instituto Veritá aponta Flávio Bolsonaro à frente para presidência e detalha raio-X do eleitorado

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A nova pesquisa nacional do Instituto Veritá mostra Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT) em diferentes recortes do eleitorado e detalha os resultados por religião, renda, idade, sexo, escolaridade, ocupação, raça e estado.

No panorama geral de votos válidos para o primeiro turno, o levantamento aponta Flávio Bolsonaro na liderança com 45,14% das intenções de voto, seguido pelo atual presidente Lula (PT), que registra 44,65%, configurando uma vantagem de 0,49 ponto percentual a favor do candidato do PL. Os demais candidatos somam 10,21%.

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Entre os evangélicos, Flávio aparece com 62,7%, contra 27,3% de Lula. Entre católicos, Lula tem 50,2%, ante 40,6% de Flávio. No grupo sem religião, o petista registra 63,0%, enquanto Flávio soma 23,2%.

Por renda, Flávio lidera entre os eleitores que recebem de 2 a 5 salários mínimos, com 49,8% contra 40,2% de Lula. Acima de cinco salários, são 47,4% a 42,6%. Entre os que ganham menos de dois salários, Lula aparece com 50,0%, contra 39,6% de Flávio.

No recorte por idade, Flávio tem 46,4% entre 35 e 54 anos e 46,5% entre os eleitores de 55 anos ou mais. Entre os jovens de 16 a 34 anos, Lula registra 43,3%, contra 42,2% de Flávio.

Entre os homens, Flávio marca 45,7%, ante 43,4% de Lula. Entre as mulheres, Lula tem 45,8%, contra 44,6% de Flávio.

No ensino superior completo ou incompleto, Flávio aparece com 45,0%, contra 42,2% de Lula. Entre eleitores com até ensino médio completo, Lula tem 45,4% e Flávio 45,2%. Na População Economicamente Ativa (PEA), os números são 45,5% para Flávio e 43,4% para Lula.

Por raça, Flávio registra 49,3% entre os eleitores brancos, contra 40,4% de Lula. Entre pardos, Lula tem 47,9%, contra 41,9% de Flávio. Entre negros, o petista aparece com 48,9%, ante 41,9% do candidato do PL.

Nos estados, as maiores vantagens de Flávio aparecem em Roraima, com 51,87%, Rondônia, com 40,95%, Acre, com 36,34%, Mato Grosso, com 33,00%, e Santa Catarina, com 32,73%. As maiores margens de Lula aparecem em Piauí, Bahia, Ceará, Maranhão e Paraíba.

A pesquisa ouviu 40.500 eleitores entre 20 e 25 de setembro de 2026, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,0 a 3,5 pontos percentuais por UF.

 

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Política

ELEIÇÕES 2026: Blog do BG e Meio Dia RN divulgam nesta quinta-feira (1º) a última pesquisa do Instituto Perfil antes do 1º turno no RN

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O Blog do BG divulga nesta quinta-feira (1º) a última pesquisa de intenção de votos, feita em parceria com o Instituto Perfil, que mostra como está a disputa pelo voto às vésperas do primeiro turno no Rio Grande do Norte.

O levantamento será divulgado a partir das 12h30 no programa “Meio Dia RN”, na 96 FM, com publicação simultânea no Blog do BG.

Essa é a última pesquisa realizada pelo Blog do BG em parceria com o Instituto Perfil antes do 1º turno das eleições de 2026. O levantamento apresentará o cenário atualizado da disputa pelo Governo do Estado, as duas vagas ao Senado, os cargos de deputado federal e estadual e a Presidência da República.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 26 e 29 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-01598/2026 e RN-08009/2026.

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Brasil

Lula e seu governo são desaprovados por mais da metade dos brasileiros, aponta Futura

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O presidente Lula (PT) é desaprovado por 52,8% dos brasileiros, enquanto 44,1% aprovam sua gestão, segundo levantamento da Futura/100% Cidades divulgado nesta quarta-feira (30). Outros 3,1% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

A avaliação do governo também registra índices negativos. Para 48,2% dos eleitores, o trabalho de Lula é “ruim” ou “péssimo”. Já 36,3% consideram a gestão “ótima” ou “boa”, enquanto 14,6% avaliam como “regular”. Outros 0,9% não souberam responder.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores, por telefone, entre os dias 25 e 29 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Instituto Futura, custou R$ 160 mil e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01122/2026.

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Brasil

TSE forma 3 a 1 para manter proibidos posts que ligam Flávio a ataque a Nossa Senhora

Crédito: Evaristo Sá / AFP

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou placar de 3 a 1 para manter fora do ar publicações que associam Flávio Bolsonaro (PL) ou sua família a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. André Mendonça, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques votaram pela proibição, enquanto Ricardo Villas Bôas Cueva abriu divergência.

Mendonça, relator do caso, afirmou que não existe projeto, declaração ou ato de Flávio que sustente a acusação. Segundo o ministro, a ordem não impede críticas, opiniões ou manifestações religiosas, mas alcança postagens que apresentem a informação como verdadeira.

A decisão original determinou a retirada de publicações das redes sociais. O caso provocou uma disputa entre ministros do STF depois que Flávio Dino liberou os conteúdos e Luiz Fux restabeleceu a ordem do TSE.

O julgamento ocorre no plenário virtual e termina às 23h59 desta quarta-feira (30). Ainda faltam três votos e basta mais um favorável à decisão de Mendonça para formar maioria.

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Geral

Ecolimp: tecnologia e rastreabilidade para uma gestão de resíduos mais eficiente

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Gerenciar resíduos exige muito mais do que realizar uma coleta. Exige controle, rastreabilidade, segurança e informação em cada etapa do processo.

É isso que a Ecolimp oferece.

A Ecolimp integra tecnologia e operação para proporcionar uma gestão de resíduos mais eficiente, organizada e transparente. Em um único sistema, empresas e órgãos públicos podem acompanhar suas coletas, consultar datas e agendamentos, acessar registros fotográficos, emitir e consultar o CTR digital e acompanhar a localização do caminhão.

Tudo isso permite maior visibilidade sobre os serviços realizados, facilita o acompanhamento das operações e oferece informações importantes para a gestão e a fiscalização.

Mais do que coletar resíduos, a Ecolimp ajuda sua empresa ou instituição a ter mais controle sobre seus processos, mais segurança nas informações e mais transparência em suas operações.

Uma gestão eficiente também significa cumprir responsabilidades, preservar o meio ambiente e transformar informação em decisões mais seguras.

Quer saber mais sobre as soluções da Ecolimp?

Fale com a equipe pelo WhatsApp: (84) 99134-3410.

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Brasil

“CADÊ NOSSAS NORUEGUESAS?”: mensagens mostram intimidade do senador Irajá com Vorcaro

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Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro mostram uma relação próxima do ex-banqueiro com o senador Irajá (PSD-TO). Nas conversas, o parlamentar chama o ex-controlador do Banco Master de “líder”, troca brincadeiras e trata de viagens e encontros no Brasil e no exterior.

O primeiro contato registrado ocorreu em outubro de 2024. Irajá perguntou: “Cadê nossas norueguesas!?”. Vorcaro respondeu que seria necessário mandar alguém buscá-las. Em outro momento, o banqueiro convidou o senador para viajar a Dubai.

As mensagens também indicam uma visita de Irajá à casa de Vorcaro, no Lago Sul, em Brasília, além de conversas sobre um encontro em Saint-Tropez, na França. Em abril de 2025, ao dizer que enfrentava um momento complicado, Vorcaro ouviu do senador que estava à disposição para ajudar.

Em nota, o gabinete de Irajá afirmou que o único assunto tratado entre os dois foi o PL 2.234/2022, que prevê a legalização de cassinos e resorts integrados no Brasil. Relator da proposta, o senador disse que a articulação em busca de apoio faz parte da discussão do projeto.

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Política

PESQUISA VIA CERTA/PITÁGORAS: Zenaide cresce e se aproxima da liderança na disputa para o Senado

Marcos Oliveira /Agência Senado

A senadora Zenaide Maia aparece com 46,1% das intenções de voto na soma das duas opções para o Senado na nova pesquisa Via Certa/Pitágoras. O levantamento mostra Zenaide a 7,2 pontos percentuais da liderança, enquanto o terceiro colocado registra 35,2% – 11 pontos a menos que Zenaide.

Na pesquisa, Styvenson Valentim aparece com 53,3%, reeleito assim como Zenaide, com os 46,1%. Na sequência estão Coronel Hélio, com 35,2%; Samanda de Lula, com 28,8%; Rafael Motta, com 20,6%; e Tércio Tinôco, com 9%.

O levantamento ouviu presencialmente 1.200 eleitores do Rio Grande do Norte entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Via Certa Natal Comunicação Digital Ltda. e está registrada sob os números RN-04828/2026 e BR-03649/2026.

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Geral

FORA DA AGENDA: Vorcaro recebeu Padilha em jantar restrito antes de encontro com Lula, indicam mensagens

Alexandre Padilha- Foto: Gabriela Biló – 28.set.26/Folhapress

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro recebeu o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para um jantar restrito e fora da agenda oficial em sua casa, em Brasília, no dia 23 de outubro de 2024. O encontro ocorreu menos de dois meses antes de Vorcaro se reunir com o presidente Lula no Palácio do Planalto, segundo mensagens obtidas pela Folha.

Na época, Padilha comandava a Secretaria de Relações Institucionais e foi acompanhado pelo então secretário-executivo da pasta, Olavo Noleto. As conversas extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro indicam que o jantar foi marcado para as 22h e reuniu cinco pessoas.

Reprodução Folha de São Paulo

Àquele momento, Vorcaro tentava se aproximar do núcleo político do governo e já havia comprado 25% das ações da farmacêutica Biomm. No ano seguinte, a empresa firmou parceria com o governo federal para fornecer insulina ao Ministério da Saúde. A reportagem não aponta que o jantar tenha resultado na contratação.

Padilha e Noleto não informaram o assunto discutido. Em nota, a assessoria afirmou que o então ministro participava diariamente de encontros com representantes de vários setores, que não houve desdobramento relacionado ao jantar e que, naquela data, não existiam acusações contra o Banco Master. O encontro de Vorcaro com Lula ocorreu em 4 de dezembro de 2024 e foi intermediado pelo ex-ministro Guido Mantega.

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Geral

CRISE NO STF: Gilmar critica vazamentos e uso eleitoral de investigações durante homenagem a Fachin

Foto: Luiz Silveira/STF

Durante a homenagem ao primeiro ano de Edson Fachin na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes criticou nesta quarta-feira (30) o que classificou como vazamentos seletivos e uso político-eleitoral de investigações.

Decano da Corte, Gilmar comparou o atual momento com sua atuação ao lado de Fachin durante a Operação Lava Jato. Segundo ele, apesar da sensibilidade dos documentos, não havia vazamentos nos gabinetes dos ministros.

“Naquela quadra não houve notícias de vazamentos seletivos em nossos gabinetes. Apesar da sensibilidade dos documentos que estavam sob nossa responsabilidade. Tampouco qualquer ato que pudesse indicar uso político eleitoral das investigações”, afirmou Gilmar.

Fachin assumiu a relatoria da Lava Jato no STF após a morte do ministro Teori Zavascki. Gilmar destacou que os dois divergiam em questões jurídicas, mas mantinham o entendimento de que a Justiça não deveria ser utilizada para interesses políticos.

“A partir de compreensões distintas sobre o processo penal. Essa divergência, porém, jamais alcançou aquilo que nos unia – a convicção de que o juiz não é parte nem instrumento de causa alguma”, disse.

Ao comentar a gestão de Fachin, Gilmar afirmou que o presidente do STF mantém uma postura sóbria mesmo diante de um ambiente de “temperatura elevada”. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também elogiou Fachin e destacou sua capacidade de diálogo e de saber “como e quando agir”.

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