Esporte

São Paulo x Botafogo é o jogo de abertura do Brasileirão, dia 27 de abril; veja a tabela detalhada

Foto: Renato Pizzutto/BP Filmes

São Paulo x Botafogo será o jogo de abertura do Campeonato Brasileiro-2019. O clássico está marcado para sábado (27 de abril), às 16h, no Morumbi, com transmissão exclusiva do canal Premiere. Juntos, os clubes têm oito títulos da divisão de elite do futebol nacional, depois da unificação dos troféus anteriores a 1971 pela CBF. Seis vezes campeão, o São Paulo ergueu a taça pela última vez em 2008, quando conquistou seu terceiro título consecutivo, dirigido por Muricy Ramalho. Duas vezes ganhador, o Botafogo levantou o troféu pela última vez em 1995, com a geração de Túlio Maravilha e Donizete Pantera.

A CBF divulgou nesta quarta-feira a tabela detalhada das nove primeiras rodadas do campeonato, com datas, horários e locais dos jogos.

No mesmo sábado de São Paulo x Botafogo (27 de abril), vão acontecer outras três partidas, com destaque para Flamengo x Cruzeiro, às 21h, no Maracanã. O clássico terá transmissão exclusiva do Premiere. Pouco antes, às 19h, na Arena Condá, a Chapecoense receberá o Internacional (Premiere). E, em Belo Horizonte, no mesmo horário, o Atlético Mineiro pegará o Avaí, jogo do Sportv.

Para o primeiro domingo do campeonato, outras seis partidas estão confirmadas. Uma das atrações é Grêmio x Santos, com a volta do horário das 11 horas da manhã, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, com transmissão exclusiva do Premiere. Athletico x Vasco, às 16h, na Arena da Baixada, será o confronto mostrado pela TV Globo para o Rio e boa parte do Brasil. Para os torcedores paulistas, Bahia x Corinthians é o jogo da TV aberta, na Fonte Nova, em Salvador, também às 16h, mesmo horário de Ceará x CSA, na Arena Castelão, em Fortaleza, pelo Premiere.

Os campeões das Séries A e B em 2018 vão se enfrentar logo na rodada de abertura. Palmeiras x Fortaleza será às 19h de domingo, na Arena Palmeiras, com transmissão do Esporte Interativo. Decacampeão brasileiro, segundo o ranking unificado da CBF, o Palmeiras terá como adversário o tricolor cearense, que volta à Série A pela primeira vez desde 2006. No mesmo horário, o Fluminense receberá o Goiás, no Maracanã, em jogo do Sportv e do Premiere.

Globo Esporte

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Saúde

COVID-19: Megaestudo no Reino Unido mostra reinfecção de apenas 7 a cada 100 mil

Foto: Andressa Anholete/Getty Images

Com mais de um ano já decorrido da pandemia, os casos de reinfecção por covid-19 são uma das grandes preocupações no radar. Um megaestudo publicado no Reino Unido pela prestigiosa revista científica The Lancet mostrou resultados animadores. Mais de 25 mil pessoas participaram do estudo, que mirou profissionais de saúde. Desse grupo, cerca de 17 mil profissionais ainda não haviam sido infectados, segundo testes que detectavam anticorpos. Outros 8 mil havia contraído o vírus e se curado.

Apenas 7,6 pessoas já contaminadas voltaram a testar positivo para covid-19 num grupo de 100 mil pessoas, ante 57,3 contágios a cada 100 mil no grupo que não tinha anticorpos entre junho de 2020 e janeiro de 2021.

O intervalo médio entre o primeiro e o segundo contágio foi de mais de 200 dias, sugerindo que a “proteção” é válida por pelo menos sete meses. A descoberta levou os pesquisadores a concluir que as pessoas que já testaram positivo para a covid-19 têm risco 84% menor de voltar a se contaminar. “O estudo mostra que infecções prévias de sars-cov-2 induzem imunidade efetiva para futuras infecções na maior parte dos indivíduos”, afirma o estudo.

Ainda segundo o estudo, mais de 90% dos infectados com o novo coronavírus desenvolveram anticorpos cerca de uma semana após os primeiros sintomas, e mantinham os anticorpos por ao menos três meses. A duração da “proteção”, afirma, o estudo, ainda é desconhecida, mas as novas descobertas mostram que pode durar por ao menos 7 meses.

Uma preocupação ainda em aberto é a capacidade das novas variantes do novo coronavírus ampliarem a possibilidade de um segundo contágio. Seria um risco adicional para a esperada imunidade de rebanho, atingida quando ao menos 60% da população já tem anticorpos contra a covid-19. O Brasil tem 13,8 milhões de casos de covid-19 e 25 milhões de vacinados com a primeira dose.

A garantia de proteção vem com a segunda dose. Mas mesmo que levemos em conta a primeira dose mais o número de já contaminados, chega-se a 39 milhões de pessoas, ou menos de 25% da população. Mesmo com os animadores resultados do The Lancet, o país está longe de uma proteção coletiva que dê tranquilidade contra o coronavírus.

Exame

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Saúde

Brasil apoia proposta da OPAS para mudar critério de distribuição de vacinas do consórcio Covax

Foto: Ragul Krishnan/Unicef – 23.fev.2021

O governo brasileiro apoia a ideia de que o mecanismo mundial de distribuição de vacinas, o Covax, passe por uma mudança no que se refere aos seus critérios para alocar doses do imunizante aos países em desenvolvimento. O objetivo é de que a intensidade do surto da covid-19 em um país seja considerado no cálculo de quanto deve ir a cada governo.

O posicionamento do Brasil é também defendido pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS), que insiste que a região é hoje a que vê as maiores taxas de mortes no mundo.

Criada como iniciativa da OMS há um ano, a Covax tem como meta distribuir 2 bilhões de doses de vacinas até o final do ano. Mas, no primeiro trimestre, as previsões não conseguiram ser atingidas. Esperava-se que 100 milhões de doses poderiam ir a mais de cem países até o final de março. Mas apenas 38 milhões foram enviadas.

Na sexta-feira, a OMS informou a governadores brasileiros sobre a possibilidade de entregar 4 milhões de doses da vacina ainda em abril. Não se trata, porém, de um adiantamento. Mas apenas o envio de um volume que estava sendo planejado para o mês e que não conseguia ser entregue por conta da escassez do produto no mundo.

Para maio, outras 4 milhões de doses poderiam ser enviadas.

A OMS, porém, insiste que isso não se trata de um adiantamento e nem de um volume extra de vacinas, em comparação ao que já havia sido combinado.

As doses virão da fabricação da AstraZeneca na Coreia do Sul. Mas, segundo as autoridades em Genebra, ainda não existem garantias de que isso será realizado, apesar dos anúncios por parte dos governadores.

O problema do mecanismo, segundo a OMS, não é a falta de dinheiro. Mas a escassez de doses. Para os próximos meses, os problemas continuarão, já que parte importante do abastecimento viria do Serum Institute, da Índia, local de produção da vacina desenvolvida pela AstraZeneca e Universidade de Oxford.

No caso indiano, porém, a explosão de casos nos últimos dias levou o governo a suspender as entregas de vacinas. Da condição de maior esperança de exportador do mundo, a Índia passou a ser importadora de doses, inclusive com acordos de abastecimento de vacinas russas.

Novos critérios

A Covax acredita que, apesar dos atrasos e impacto nas entregas no mês de abril, o ritmo de distribuição ganhará intensidade a partir de maio. Uma das apostas é um eventual acordo ainda com produtores chineses que, depois de meses de avaliação, poderão ter suas vacinas aprovadas pela OMS.

Mas, para os países especialmente afetados pela pandemia, a pressão é para que haja uma modificação na forma de distribuição das vacinas existentes no mercado.

Na maior campanha de vacinação da história, um dos princípios da Covax é de que todos os países receberiam o mesmo volume proporcional de doses, num esforço de garantir a equidade entre os países.

Num primeiro momento, cada país seria abastecido com o equivalente a 3% de suas populações. Numa segunda etapa, as entregas teriam como meta chegar a 10%.

Mas, para as autoridades brasileiras e para a OPAS, um critério extra deveria ser incluído, relativo às taxas de mortes.

Países com taxas mais elevadas de mortalidade por 100 mil pessoas poderiam garantir uma antecipação nas vacinas previstas. O Brasil, com maior número de mortes nas últimas duas semanas e superando os EUA em mortes por milhão, seria o principal beneficiado se as mudanças forem realizadas. A proposta foi tratada entre autoridades brasileiras e a cúpula da OMS.

Socorro Gross, representante da Organização Panamericana da Saúde no Brasil, afirmou nesta semana no Parlamento Europeu oque “pela primeira vez na historia o sistema de saúde entrou em colapso” no país e indicou que a segunda onda da covid-19 está afetando o país de forma mais dura.

“O pessoal médico está cansado. Mas o Brasil tem a capacidade de vacinar. O que precisa é de mais vacinas”, disse Gross. “Estamos pedindo para que se revise os critérios (de distribuição de vacinas) para nossos países para receber mais”, disse.

Segundo a OPAS, os países da Américas receberam da Covax apenas 3 milhões de doses até agora, com o Brasil representando 1,2 milhão desse total. Até junho, o mecanismo prevê um total de 10 milhões de doses para o país. Mas não há ainda uma data para cada uma das entregas.

Obstáculos

O pedido da OPAS está sendo alvo de considerações em Genebra. Mas existem obstáculos reais para que tal proposta seja implementada. Pequenos países que aguardam na fila para receber as doses alegam que o Brasil já conta com outros acordos com as multinacionais e tem capacidade de produção. Priorizar o país significaria que locais mais pobres teriam de esperar ainda mais pelas vacinas.

Diplomatas estrangeiros ainda alegam que a atual crise brasileira é resultado de decisões políticas por parte do governo de Jair Bolsonaro e que, portanto, pedir agora vacinas enquanto outros fizeram a “lição de casa” não seria bem aceito pela comunidade internacional.

Há ainda um obstáculo técnico. Parte dos países receberam primeiros lotes de doses e usaram para dar a primeira vacina para parte de sua população. Mas agora aguardam as seguintes entregas pela Covax para dar a segunda dose. Antecipar vacinas para o Brasil poderia significar um impacto negativo para o cronograma das demais autoridades.

Na OMS, a ideia ainda sofre resistências por outros motivos. Na entidade, a vacina é vista como uma “medida adicional”, e não como uma resposta para a fase aguda de uma crise sanitária.

A volatilidade ainda da tendência da pandemia tornaria essa equação ainda mais complicada, principalmente diante da necessidade de que a distribuição seja planejada com meses de antecipação.

Na avaliação das entidades internacionais, países levarão meses ou até anos para garantir a imunidade de rebanho por meio de vacinas, o que significaria atender a 70% de sua população.

Por isso, a meta inicial é de atingir às pessoas mais vulneráveis e trabalhadores do setor de saúde para garantir que haja uma redução no número de mortes.

“Continua a existir uma disparidade chocante e crescente na distribuição global de vacinas”, alertou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

“Alguns países não receberam nenhuma vacina, nenhum recebeu o suficiente e agora alguns países não estão recebendo suas alocações da segunda fase dentro do prazo”, lamentou.

“Mostramos que a COVAX funciona. Mas para realizar seu pleno potencial, precisamos que todos os países assumam os compromissos políticos e financeiros necessários para financiar totalmente a COVAX e acabar com a pandemia”, defendeu.

Henrietta Fore, diretora executiva da Unicef, também lançou um alerta. “Neste momento, não há oferta suficiente para atender à demanda global – especialmente nos países mais vulneráveis”, disse.

“As vacinas estão concentradas nas mãos de poucos. O nacionalismo vacinal ameaça a todos nós. Novas variantes estão surgindo. Os sistemas de saúde estão tensos. E os trabalhadores da saúde estão exaustos – com muitos ainda esperando por sua própria vacinação”, disse.

Jamil Chade – UOL

 

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Economia

Nova rodada do auxílio emergencial será depositada hoje para 2,43 milhões nascidos em junho

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A primeira parcela da nova rodada do auxílio emergencial será depositada, neste domingo (18), para 2,43 milhões de beneficiários do programa nascidos em junho. O total credita soma R$ 502 milhões. O saque em dinheiro para o grupo só poderá ser realizado a partir do dia 7 de maio.

Até a liberação da retirada em espécie, o valor pode ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem. Pelo sistema, os beneficiários conseguem pagar boletos, comprar pela internet e pelas maquininhas de estabelecimentos comerciais.

O calendário dos novos pagamentos do auxílio emergencial é dividido em quatro ciclos, de créditos e saques. Os débitos da primeira parcela seguem até 30 de abril, quando o benefício será disponibilizado para os nascidos em dezembro. Os beneficiários do Bolsa Família, por sua vez, começaram a receber a nova rodada do auxílio emergencial no dia 16 de abril, de acordo com o calendário habitual do programa assistencial.

A nova rodada terá quatro parcelas, de abril a julho, com valor médio de R$ 250. Mulheres chefes de família receberão R$ 375 e pessoas que vivem sozinhas, R$ 150. O total de beneficiados atingirá 45,6 milhões.

Desde 2 de abril, as pessoas que se inscreveram pelos meios digitais da Caixa e os integrantes do Cadastro Único do governo federal podem conferir se têm direito a receber o benefício pelo site www.cidadania.gov.br/auxilio. Para quem teve o cadastro negado nesta data, o prazo para contestar a decisão, no entanto, terminou na última segunda-feira (12).

Caso a pessoa entenda que cumpre critérios de elegibilidade, ela deve clicar na opção que aparece no Portal de Consultas da Dataprev e enviar o pedido. Para as pessoas que tiveram o resultado da solicitação divulgado no dia 10 deste mês, o período para contestação será até 22 de abril.

As estimativas apontam que os novos pagamentos vão injetar R$ 44 bilhões na economia. Desta vez, no entanto, o impulso para conter um tombo maior da economia em 2020 será usado por 98% dos moradores de favelas no Brasil para a compra de alimentos.

Além de alcançar menos beneficiados, com menor valor das parcelas, a nova rodada de pagamentos não aceita novos cadastros para quem ficou de fora do programa em 2020, mas agora precisaria da ajuda. Estão entre os beneficiados apenas aqueles que já estavam cadastradas pelo Cadastro Único, pelo aplicativo da Caixa ou Bolsa Família.
R7

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Nacional

Bebê morre eletrocutado ao morder fio de carregador de celular

Um bebê de 8 meses não resistiu a um choque elétrico que recebeu ao morder o fio do carregador de celular. O acidente aconteceu na cidade de Araçoiaba, Grande Recife. A Polícia Civil abriu investigação para apurar as circunstâncias da morte e as responsabilidades.

Segundo a família, Talisson Fidélis estava com a avó quando foi eletrocutado. Ela não percebeu que o menino teve acesso ao equipamento plugado na tomada.

“Ela está dopada. Ficou em choque. Está se culpando pelo que aconteceu”, disse Emerson Fernando, pai de garoto, ao UOL.

Ele contou que estava com a esposa em uma consulta quando soube do choque. “Minha mulher está grávida de três meses. Fui com ela ao pré-natal, por isso ele ficou com a avó. Não sei nem o que dizer, meu Deus. Meu filho virou anjinho”, desabafou.

Fonte: Uol

GRANDE PONTO

Opinião dos leitores

  1. Meus sentimentos à família!
    Muito estranho pois a tensão é considerada pela NR-10 como extra-baixa tensão, não causando riscos ao ser humano.
    Em condições normais isso não deveria ter acontecido.

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Cidades

FOTOS: Hospital de Campanha recebe apoio do SAMU após pane elétrica

Após fortes chuvas ocorridas na madrugada do dia 18 de Abril, uma pane elétrica atingiu parte da zona leste da capital potiguar, incluindo a região de Areia Preta, onde se encontra o Hospital de Campanha do município. Imediatamente o SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado para dar suporte à instituição e um outro grupo gerador chegou para dar suporte à rede hospitalar.

Confira fotos de Pedro Vitorino:

Foto: Pedro Vitorino

Foto: Pedro Vitorino

Foto: Pedro Vitorino

Foto: Pedro Vitorino

 

Opinião dos leitores

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Política

Pazuello deve ganhar comando da Secretaria Especial de Modernização do Estado, no Planalto

O ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, deve ganhar nos próximos dias o comando da Secretaria Especial de Modernização do Estado (Seme). Neste sábado, Bolsonaro, em uma demonstração de confiança no militar que deve ser um dos principais alvos da CPI da Pandemia, levou o ex-ministro para uma viagem ao interior de Goiás, onde, sem máscara, causou aglomeração, apesar de o país registrar diariamente mais de 3 mil mortes por dia.

A secretaria de Modernização é subordinada à Secretaria-Geral da Presidência, chefiada pelo ministro Onyx Lorenzoni, e atualmente tem à frente o procurador da Fazenda Nacional, Sérgio Augusto de Queiroz. Se confirmado no cargo, Pazuello passará a despachar do Palácio do Planalto. A expectativa é que a nomeação seja publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União.

Segundo fontes de governo, a Seme foi a solução encontrada para abrigar Pazuello, que deixou o Ministério da Saúde no dia 23 de março, data da publicação no Diário Oficial. Sem encontrar um cargo para o ex-ministro imediatamente, o general acabou retornado às suas funções no Exército, mas com a promessa do presidente de que voltaria ao governo.

Inicialmente, chegou a ser cogitado entregar um ministério para que Pazuello mantivesse o foro privilegiado, o que gerou disputa no governo. Outros cargos também foram considerados para dar uma “saída honrosa” para o ex-ministro, o que não ocorreu também devido à resistência interna.

A secretaria especial não tem direito a foro privilegiado. O ex-ministro responde a um inquérito que apura a responsabilidade na crise na saúde pública de Manaus, que registrou falta de oxigênio medicinal em hospitais em janeiro.

O inquérito corria inicialmente no Supremo Tribunal Federal (STF), mas no dia 24 de março o ministro Ricardo Lewandowski determinou o envio do processo para a primeira instância após Pazuello ter sido demitido por Jair Bolsonaro e, portanto, perder o foro privilegiado. A defesa do ex-ministro, no entanto, segue sendo feita pela Advocacia-Geral da União.

O anúncio da demissão de Pazuello foi feito por Bolsonaro no dia 15 de março em meio à escalada de mortes pela covid-19. O atual ministro da Saúde, o médico Marcelo Queiroga, chegou ao governo com o discurso pró-ciência e pedindo que a população use máscara e mantenha o distanciamento social.

A recomendação foi contrariada pelo presidente neste sábado ao visitar a cidade de Goianópolis, a 160 quilômetros de Brasília, ao lado de Pazuello e do ministro da Defesa, Walter Braga Netto. No local, Bolsonaro cumprimentou apoiadores, alguns deles também sem máscara, incluindo idosos e crianças.

A saída do presidente ocorre em um momento em que o país tem superado, diariamente, mais de 3 mil mortes por Covid-19.

Nesta sexta-feira, em edição extra do Diário Oficial, a Presidência autorizou a abertura de crédito extraordinário de R$ 2,6 bilhões para o Ministério da Saúde, focado no custeio de leitos UTI e aquisição de medicamentos.

Na última semana, governadores e prefeitos cobraram do governo federal a entrega de remédios do chamado “kit intubação”, utilizado em pacientes que precisam de respiradores mecânicos.

O GLOBO

Opinião dos leitores

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Saúde

Tecnologia brasileira reduz em 80% a necessidade de ‘pulmão artificial’, diz Fapesp

Um tomógrafo por impedância elétrica desenvolvido pela empresa paulista Timpel ajudou médicos do Massachusetts General Hospital, em Boston, nos Estados Unidos, a reduzir em 80% a necessidade de pacientes com insuficiência respiratória aguda e indicação de terapia de oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) serem submetidos ao tratamento. A terapia é popularmente conhecida como “pulmão artificial” e adotada em casos muito graves de covid.

No Brasil, o caso mais conhecido é o do ator Paulo Gustavo, que está internado com a doença e passa pelo tratamento com ECMO.

Os resultados do estudo foram descritos em artigo publicado na revista Respiratory Care. “A equipe de resgate pulmonar desse hospital tem utilizado o equipamento que desenvolvemos desde 2016 e vem obtendo resultados espetaculares”, disse Rafael Holzhacker, em palestra apresentada durante o webinar “Empreendedorismo científico e inovação em resposta à covid-19”, realizado pela FAPESP com apoio do Global Research Council em 7.abr.2021.

O tomógrafo desenvolvido pela empresa teve apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). Faz a avaliação da resistência à passagem de uma corrente elétrica (a impedância), que varia substancialmente à medida que o paciente inspira e expira. Ao atravessar o tórax e encontrar diferentes resistências no percurso, a corrente elétrica indica a região dos pulmões por onde o ar está circulando, fornecendo uma informação vital ao médico, em tempo real, à beira do leito.

Isso permite que equipes médicas monitorem ininterruptamente e de forma não invasiva a condição do pulmão de pacientes com insuficiência respiratória. Desse modo, é possível otimizar a ventilação mecânica com o objetivo de reduzir complicações e lesões pulmonares e evitar o prolongamento desnecessário do procedimento.

“A ventilação mecânica é complexa, não intuitiva e apresenta vários perigos que não são visíveis à beira do leito. Além disso, as respostas dos pacientes são muito heterogêneas”, apontou Holzhacker.

A evolução dos pacientes durante a intubação é lenta e a estratégia de ventilação mecânica adotada em um caso pode não funcionar em outro.

“Por isso, é muito importante a equipe médica ter indicadores individualizados para visualizar a condição do pulmão de um paciente para realizar a ventilação mecânica adequadamente, com a finalidade de diminuir o tempo de dependência e, consequentemente, os efeitos colaterais da intubação”, afirmou Holzhacker.

UTILIZAÇÃO NOS EUA

Com o auxílio do equipamento, a equipe médica do Massachusetts General Hospital desenvolveu estratégias de ventilação mecânica individualizada para 15 pacientes com insuficiência respiratória aguda internados na instituição e com indicação de ECMO.

Por meio de manobras de ventilação mecânica visualizadas por meio do tomógrafo, eles conseguiram que apenas dois dos 15 pacientes com indicação de ECMO fossem submetidos ao procedimento, em que o sangue do paciente circula fora do corpo, por meio de cânulas, passa pela bomba e membrana de um equipamento que funciona como um pulmão artificial e retorna oxigenado para o corpo.

“O ECMO é um dos últimos recursos utilizados em uma UTI por ser caro e muito complexo, mas com a pandemia de covid-19 a necessidade dessa terapia foi multiplicada”, disse Holzhacker.

A mesma equipe médica do hospital americano relatou em outro estudo, publicado no início de 2020 na revista Critical Care, ter conseguido também com base na ventilação mecânica individualizada visualizada através do tomógrafo desenvolvido pela Timpel reduzir pela metade o risco de morte de pacientes obesos e com insuficiência respiratória aguda que necessitaram ser intubados.

*Elton Alisson | Agência Fapesp

PODER360

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Educação

Estudantes poderão se candidatar a bolsas remanescentes do Prouni no início de maio

 

Nos dias 3 e 4 de maio, o Ministério da Educação abrirá as inscrições para a ocupação de bolsas remanescentes do processo seletivo do primeiro semestre de 2021 do Programa Universidade para Todos (Prouni). A inscrição será realizada exclusivamente pela internet, no site oficial do Prouni.

As bolsas remanescentes ofertadas são aquelas não preenchidas no processo seletivo regular para o primeiro semestre de 2021. Os estudantes que fizeram qualquer uma das edições do Enem nos últimos 10 anos, poderão se inscrever para disputar uma das bolsas ofertadas. Entre os critérios exigidos, estão o bom desempenho no Enem, com a pontuação mínima obtida de 450 pontos, e a condição socioeconômica do estudante.

O resultado está previsto para ser divulgado no dia 7 de maio e o prazo para que os aprovados entreguem a documentação necessária, é de 10 a 13 de maio. (Brasil 61)

DIÁRIO DO PODER

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Meio Ambiente

Cinco anos depois, pesquisadores encontram metais tóxicos em peixes do Rio Doce

Estudos desenvolvidos pela Rede Solos Bentos Rio Doce constataram que os rejeitos despejados pela Samarco aumentaram significativamente a presença de metais e metalóides nas águas, no solo e também nos peixes, que servem de alimento para boa parte das pessoas que vivem nas regiões próximas às margens do Rio Doce.

Joint-venture da Vale e da BHP Billiton, a Samarco é a empresa responsável pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em novembro de 2015. A barragem integrava o Complexo Minerário de Germano. Na tragédia, cerca de 40 milhões de metros cúbicos de rejeito escoaram ao longo do Rio Doce, causando impactos socioambientais em dezenas de municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo.

As análises feitas pelos pesquisadores tiveram início antes mesmo de os rejeitos, ricos em ferro, alcançarem o estuário do Rio Doce. “Assim que soubemos do rompimento da barragem iniciamos a coleta de amostras, de forma a termos material para complementar posteriormente o estudo”, disse o coordenador da Rede SoBen Rio Doce e professor do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ângelo Bernardino.

A chegada dos rejeitos no estuário do rio durou entre 12 e 15 dias. Novos estudos, para acompanhar os primeiros efeitos desse lançamento de rejeitos no ecossistema, começaram a ser feitos pelo projeto, financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes). “Comprovamos então o impacto desses rejeitos nos ecossistemas lacustres e na bacia do rio, assim como no estuário. Acredita-se que houve impacto sensível também na região marinha próxima”, disse o coordenador dos estudos.

“Ainda em novembro de 2015, dias após a chegada dos rejeitos, vimos perda de biodiversidade. Cerca de 30% dos organismos que ali estavam, não estavam mais. Registramos um aumento muito rápido na concentração de metais e metalóides que não estavam lá, e vimos mudanças no ecossistema e no habitat do fundo do Rio Doce. Os estudos dos impactos iniciais foram publicados em 2017. Desde então, continuamos acompanhando o que acontece por ali”, acrescenta o professor

Risco ecológico

Os estudos mostraram que o acúmulo e a presença em grandes concentrações de metais colocavam o estuário sob grande risco ecológico. Esse risco decorre não apenas da concentração individual de metais, mas de suas combinações toxicológicas com outros materiais, uma vez que os rejeitos não ficam inertes após serem depositados no fundo dos estuários.

Processos bioquímicos são naturalmente alterados no fundo do estuário em função de presença ou ausência de oxigênio. Essas oscilações, no entanto, acabam sendo alteradas com a chegada dos rejeitos e com as reações causadas pelo ferro vindo da barragem com outros materiais encontrados ao longo do rio. “Esses elementos deixam então o fundo do rio e os solos para serem liberados na coluna d’água, de forma a contaminar também a fauna”, detalha Bernardino.

“Vimos então a hipótese sendo verificada: ao se tornar biodisponível, parte desses elementos se acumularam na fauna, em especial nos peixes que são consumidos pelas populações locais”, completou.

Segundo o pesquisador, foi constatada a presença de manganês, metal que, ingerido de forma mais constante, pode resultar em efeitos adversos à saúde humana, causando distúrbios neurodegenerativos, como Alzheimer e Mal de Parkinson, além de toxicidades cardiovasculares e danos ao fígado. “Verificamos também o incremento de vários outros metais [além do manganês] em tecidos de peixes do Rio Doce, como o Bagre, muito consumidos apesar de a pesca estar restrita na região”, disse.

“A situação é complicada porque muitas pessoas que vivem ali não têm a menor condição de consumir outra proteína, que não a dos peixes”, completa. (ABr)

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. O povo pagando o preço da privatização, mas, provavelmente o minério ficou mais barato, e os funcionários com salários mais baixos, do geito que os empresários desejam e parte do povo brasileiro acredita que deve ser.

    1. Foi o teu ladrao vagabundo Lula que privatizou , deixa de escrever MERDA, governos tem que cuidar da saúde etc …que bosta o governo tem que ser empresário , só se for para roubar como os PTralhas fizeram com a PETROBRAS

    2. Tomara que privatize tudo! Se A vale ainda fosse estatal jamais teria o destaque internacional que tem hoje na produção de minérios! Qual serviço público das estatais alguém aí está satisfeito? Correios? Petrobras? EBC ? Banco do Brasil? Kkk

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Saúde

Vacinados contra a covid-19 no Brasil chegam a 26 milhões, 12,29% da população

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou neste sábado, 17, a 26.024.553, o equivalente a 12,29% da população total. Nas últimas 24 horas, 246.610 pessoas receberam a vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 21 Estados e Distrito Federal.

Do total de vacinados, 9.479.785 receberam a segunda dose, o que representa 4,48% da população com a vacinação completa contra o novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, 344.826 pessoas receberam essa dose de reforço. Somando as vacinas de primeira e segunda dose aplicadas, o Brasil aplicou 591.436 imunizantes neste sábado.

Em termos proporcionais, o Rio Grande do Sul é o Estado que mais vacinou sua população até aqui: 16,89% dos habitantes receberam ao menos a primeira dose. A porcentagem mais baixa é encontrada no Mato Grosso, onde 8,60% receberam a vacina. Em números absolutos, o maior número de vacinados com a primeira dose está em São Paulo (6 milhões), seguido por Minas Gerais (2,59 milhões) e Bahia (2 milhões).

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Tá muito lenta essa aplicação de vacinas, 500 mil por dia. Nesse ritmo vai levar dois anos para vacinar toda a população. tinha que ser pelo menos dois milhões, incompetência total dos nossos gestores.

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