Uma das principais investigações em curso no país abriu uma grave crise institucional entre dirigentes dos órgãos que comandam o processo.
Há mais de um mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável pelo caso, determinou que a Polícia Federal submetesse a ele todos os documentos brutos referentes às apurações da Farra do INSS, revelada pelo Metrópoles.
André Mendonça também ordenou que qualquer alteração na equipe que investiga o caso fosse previamente autorizada por ele.
Um dos escândalos mais rumorosos da atualidade, as fraudes no INSS impactaram o país pelo alcance de vítimas, amplo envolvimento de personagens poderosos e volume de dinheiro desviado de aposentados. Entre os investigados, está Lulinha, o filho do presidente da República.
A determinação do ministro André Mendonça, no entanto, foi mal recebida na PF. Por lei, o delegado de polícia tem autonomia para conduzir a investigação.
A PF alega que o procedimento habitual seria analisar documentos apreendidos, dados extraídos de celulares, elaborar um relatório e encaminhá-lo ao gabinete do ministro. A PF também dispõe de uma cadeia de custódia das provas.
A decisão do ministro se ampara em dois objetivos. O primeiro é preservar a autonomia da polícia federal e evitar que haja interferência política ou seletividade no curso das investigações. Além disso, garantir o acesso à defesa dos elementos já produzidos e das diligências já encerradas, nos termos da Súmula Vinculante 14 do Tribunal.
O ministro foi informado de que depoimentos já colhidos não estariam sendo juntados aos autos, assim como não estariam sendo apresentados os relatórios periódicos sobre o andamento das investigações, conforme determinado pelo relator.
A PF tem resistido em cumprir a ordem de Mendonça. A coluna apurou que o ministro reagiu e determinou o esclarecimento da questão, que pode ensejar desobediência processual e obstrução de justiça.
As providências de Mendonça chegaram ao conhecimento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que manteve sua posição de não compartilhar os dados e remeteu a contenda para a Advocacia-Geral da União (AGU). A interlocutores, o diretor-geral da PF diz que só falta chegar a ordem de prisão.
O caso transformou-se em uma batata quente. O chefe da AGU, ministro Jorge Messias, é próximo de André Mendonça e contou com o apoio dele em sua indicação ao Supremo, posteriormente rejeitada pelo Senado.
Há uma promessa de Lula de que, se reeleito, repetirá a indicação. Nesse cenário, criar um atrito com um amigo e possível futuro colega de tribunal não é algo que Messias deseje. O ministro da AGU, inclusive, está de férias.
O episódio também gerou desapontamento no Palácio do Planalto com a postura do ministro da Justiça, Wellington César Lima, que se manteve neutro diante do embate. Para delegados da PF, na qualidade de chefe da Polícia, o ministro deveria ter saído em defesa da autonomia da PF para conduzir as investigações.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também evitou se envolver na crise. De um lado, avisou que não pretende questionar a ordem do ministro André Mendonça. De outro, sinalizou que não concorda com pressão sobre o diretor-geral da PF.
O choque decorre de uma divergência de entendimento. Por um lado, Andrei Rodrigues questiona a determinação de Mendonça, porque o ministro não teria indicado no despacho fatos que comprovassem a atuação irregular da PF para justificar uma medida que soa para os delegados como intervenção. Por outro lado, o ministro André Mendonça tem afirmado publicamente que vai garantir a qualquer custo uma investigação republicana sobre o escândalo, sem vazamentos ou interferências políticas.
Em meio à crise envolvendo o caso do Banco Master e André Vorcaro, o ministro Gilmar Mendes defendeu ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, a retirada de delegados da Polícia Federal que atuam nos gabinetes de ministros da Corte.
A proposta foi discutida nesta quinta-feira (3), diante da tensão entre o ministro André Mendonça e a cúpula da PF e dos desdobramentos das investigações sobre o banco.
Para Gilmar, a presença de policiais cedidos pode criar uma relação inadequada entre investigadores e ministros responsáveis por inquéritos. Atualmente, seis delegados da PF estão cedidos ao STF, sendo quatro lotados diretamente em gabinetes.
André Mendonça conta com dois deles, Graziela Machado e Thiago Marcantonio. Outros dois, Fábio Shor e Anderson Antonio Ferreira de Souza, atuam com Alexandre de Moraes, enquanto Fábio Lucena está no gabinete de Luiz Fux. Raphael de Mello Batista trabalha na área de segurança da Corte.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descartou a privatização dos Correios, apesar da crise financeira enfrentada pela estatal, que registrou prejuízo de R$ 3,1 bilhões apenas no primeiro semestre de 2026.
Durante entrevista à TV Globo, Lula reconheceu os problemas da empresa e afirmou que os Correios “não se adaptaram aos novos tempos”, principalmente diante do avanço das empresas privadas no setor de logística.
Mesmo com o resultado negativo, o presidente defendeu a manutenção da estatal e afirmou que pretende recuperar a companhia, citando sua presença em todo o país e a função social dos serviços prestados.
A senadora Zenaide Maia (PSD), candidata à reeleição ao Senado pelo Rio Grande do Norte, participou na manhã desta sexta-feira (18) do Bom Dia RN, da Inter TV, na série de entrevistas com os candidatos ao Senado pelo Estado. Conduzida pelos jornalistas Hugo Andrade e Larisse Neves, a entrevista durou 30 minutos, nos quais a candidata apresentou suas propostas e respondeu, com seriedade, educação e domínio dos temas, a todas as perguntas, das mais polêmicas às mais específicas sobre o trabalho legislativo.
Logo na primeira pergunta, Zenaide foi questionada sobre a polêmica do possível rompimento com Fátima Bezerra, quando cogitou ser candidata ao Senado . A senadora respondeu que, em 2022, Fátima deixou claro seu projeto político de concorrer ao Senado, e que ela seguiu seu caminho: “Continuei o meu trabalho, e essa era a minha função. Foi esse trabalho que me fez chegar aos 167 municípios, com emendas e com projetos diretos em Brasília que protegem os municípios. Eu sei que as emendas são importantes, mas é pouco diante do que a gente tem que defender o município de verdade. Ela era candidata, juntamente com um grupo. Eu segui em frente.”
Sobre os rumos da campanha, Hugo Andrade perguntou se Zenaide tem candidato a presidente. A senadora explicou que o partido a deixa livre para a escolha e que votará em Lula. O jornalista então questionou: “A senhora não acha que, para os eleitores, pode parecer um certo oportunismo político?” “Na hora em que o PSD tinha candidato, avisei ao presidente que meu candidato era o presidente Lula. O meu partido é consciente; sou vice-líder do governo e voto em Lula. Não se trata de oportunismo”, garantiu. “Fui convidada para ser vice-líder do governo e resolvi ajudar o presidente Lula, na época, que precisava disso. E continuo, isso não vai mudar. Eu jamais deixarei de apoiar um projeto que não seja a favor do povo. Cito projetos que ajudei no atual governo federal, como o Mais Médicos, o piso nacional da enfermagem e o salário igual para homens e mulheres na mesma função. Isso é o meu papel, e eu faço no Senado. Sou da base desde o início.”
Questionada sobre a PEC dos juros altos, de sua autoria, que trata da redução da taxa de juros do cartão de crédito e está desde 2019 aguardando aprovação, Zenaide respondeu: “Apesar de ser fundamental e ainda esperar aprovação, continuará sendo uma das minhas batalhas. O poder do sistema financeiro consegue segurar. Os juros altos prejudicam não só as pessoas, mas também o setor produtivo.”
A senadora disse acreditar nas chances de aprovação da PEC e citou exemplos do endividamento das famílias brasileiras, submetidas à maior taxa de juros do mundo, cobrada no Brasil.
O jornalista Hugo Andrade também perguntou sobre os quatro projetos de autoria da senadora já aprovados no Senado e que dependem agora da Câmara dos Deputados. Um dos exemplos citados é o projeto que reserva 5% das vagas de emprego para mulheres vítimas de violência. A senadora comentou e defendeu os projetos.
Sobre o debate das emendas parlamentares na movimentação política das eleições, a senadora respondeu que a emenda parlamentar é um direito legal de indicação. Zenaide Maia destinou emendas aos 167 municípios do RN, com R$ 500 milhões destinados, e explicou a diferença entre a emenda individual e a emenda parlamentar.
Perguntada sobre as pesquisas que a mostram em segundo lugar, sobre como vê a disputa pela vaga e se se sente ameaçada diante de um possível empate técnico com três candidatos no páreo, Zenaide afirmou: “Política é muito dinâmica. Eu encaro com tranquilidade. Acredito no meu trabalho e acredito nas pesquisas, mas continuo o meu trabalho e venho crescendo e tentando conquistar meus votos, mostrando que fiz um bom trabalho. Defendo Saúde, Educação, sou municipalista e quero continuar ajudando o RN.”
Os jornalistas questionaram: Caso seja reeleita e o presidente Lula não seja, a senadora apoiaria os projetos do novo eleito?. Resposta: “Depende de cada projeto, mas vou defender sempre em defesa da população. Quando Bolsonaro foi presidente, durante a pandemia, mesmo com gente morrendo, não botamos nada que não fosse para ajudar a população.”
Ao encerrar, a candidata agradeceu o espaço da Inter TV e reforçou seu compromisso: “A senadora Zenaide já fez muito pelo Estado, mas pode fazer mais pela saúde, pela educação e pela segurança pública. É por isso que estou aqui, candidata à reeleição ao Senado, querendo trabalhar cada vez mais com o nosso povo, não só tentando aumentar as emendas da saúde e da educação, mas também segurando leis e projetos. Nem sempre o projeto deve ser aprovado: a gente está lá para aprovar leis, além de não aprovar projetos que não devem ser aprovados.”
Ao longo de toda a entrevista, a candidata demonstrou clareza, transparência e educação ao responder a todas as perguntas com seriedade e conhecimento dos temas. Zenaide Maia concorre ao Senado pelo PSD, número 555 na urna.
“Independência, equilíbrio e prudência.” Nunes Marques escolheu essas três palavras para anunciar como pretendia conduzir as eleições de 2026. Era 12 de maio, e o ministro assumia a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma defesa da liberdade de expressão e uma advertência: combater ameaças à democracia não autorizava “excessos incompatíveis com o Estado democrático de Direito”. Quatro anos antes, sob Alexandre de Moraes, o tribunal havia suspendido a divulgação de um documentário da Brasil Paralelo até depois do segundo turno. Agora, o novo presidente prometia contenção. Restava saber quanto espaço teria para praticá-la.
No Supremo Tribunal Federal (STF), a promessa encontrou desconfiança. Segundo apurou Oeste, uma ala da Corte discutia rever decisões da Justiça Eleitoral caso considerasse insuficiente a atuação de Nunes Marques e de seu vice, André Mendonça. A convivência tinha os contornos de uma trégua sob vigilância. Em junho, no programa Roda Viva, Gilmar Mendes tornou pública a disposição do Supremo de atuar como instância revisora diante de eventual parcialidade do TSE.
Nos meses seguintes, aquilo que parecia uma divergência jurídica começou a ganhar forma concreta em processos, liminares e decisões contraditórias. Na reta final da campanha, porém, três ministros ouvidos pela reportagem passaram a enxergar algo maior. Para eles, uma ala do Supremo prepara as condições jurídicas e políticas para que a disputa sobre os limites da Justiça Eleitoral não termine com a apuração dos votos. Caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença Lula, a batalha seguinte poderá ser pela legitimidade do próprio resultado.
Construção da narrativa
Na avaliação dessas fontes, o núcleo político da eventual contestação já está à vista: a suspeita de “interferência estrangeira” na campanha brasileira. Uma iniciativa do PT ajuda a entender por quê. Em 23 de setembro, o partido pediu ao ministro Flávio Dino uma investigação sobre uma possível atuação do governo de Donald Trump em favor de Flávio Bolsonaro. O pedido não foi apresentado em uma ação eleitoral. Entrou em um processo sobre a barragem de Mariana, em Minas Gerais, que já estava sob a relatoria de Dino. A escolha do caminho não era irrelevante. Naquela mesma ação, Dino havia estabelecido meses antes que decisões judiciais estrangeiras referentes ao Brasil só poderiam produzir efeitos no país mediante autorização do Supremo — uma reação às sanções impostas com base na Lei Magnitsky. O PT pediu que essa proteção fosse transportada para a eleição presidencial e alcançasse votação, apuração, proclamação do resultado e até diplomação do vencedor pelo TSE. “São bons de narrativa”, disse a Oeste um ministro, sob reserva. “Querem uma justificativa para questionar a vitória do adversário de Lula e esvaziar o TSE.”
O partido também requereu a abertura de investigação pela Polícia Federal e acesso a relatórios da Agência Brasileira de Inteligência. Pediu ainda que fossem avaliadas buscas no comitê de Flávio Bolsonaro e na sede nacional do PL, além de quebras de sigilo, mediante representação policial ou requerimento do Ministério Público. A petição cita relações com a organização norte-americana Rockbridge Network, publicidade no exterior favorável ao candidato e conteúdos utilizados por estruturas ligadas ao PL. O próprio documento, contudo, reconhece que o eventual financiamento estrangeiro precisa ser comprovado. Contatos internacionais, manifestações políticas e publicações produzidas no exterior, isoladamente, não demonstram que uma candidatura recebeu recursos ilegais.
É precisamente nesse espaço entre suspeita e prova que está a preocupação dos ministros ouvidos por Oeste. Uma investigação pode comprovar uma irregularidade. Pode também demonstrar que ela nunca existiu. O temor das fontes é outro: que a acusação adquira força política antes de qualquer conclusão e sobreviva até depois da contagem dos votos. A hipótese dos ministros é que, diante de uma derrota de Lula, a discussão deixe de ser apenas sobre propaganda, abuso de poder ou financiamento de campanha e se transforme em uma questão de soberania nacional. Nesse cenário, a controvérsia sairia da Justiça Eleitoral e chegaria ao Supremo com uma pergunta muito mais grave: uma vitória obtida sob alegada influência estrangeira poderia ser reconhecida? É esse salto — da fiscalização da campanha para a contestação do resultado — que dá dimensão à disputa em curso.
Disputa de poder
Outros processos das últimas semanas ajudam a compreender por que os ministros levam essa hipótese a sério. Em 25 de setembro, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, determinou a retirada de publicações ligadas à informação falsa de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A ordem atingiu uma publicação do humorista Antonio Tabet. Para contestá-la, Tabet não abriu uma nova ação no TSE nem esperou o julgamento do colegiado eleitoral. Procurou Flávio Dino no Supremo e pediu que o ministro estendesse à publicação os efeitos de uma decisão tomada meses antes em outro caso — um processo envolvendo um vídeo sobre a inelegibilidade do ex-deputado Deltan Dallagnol.
Uma ação originada de uma disputa eleitoral no Paraná recebia, assim, um conflito da campanha presidencial. Dino acolheu o pedido e suspendeu a ordem de Mendonça antes de o TSE concluir o julgamento. A defesa de Flávio reagiu pelo mesmo caminho: recorreu a Luiz Fux em outra ação já existente no Supremo. Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a determinação da Justiça Eleitoral. Dentro do próprio STF, portanto, duas decisões individuais apontavam em sentidos opostos sobre uma controvérsia que estava sob análise do TSE.
O tribunal eleitoral resolveu a questão em 30 de setembro. Manteve a retirada das informações falsas, mas preservou o post de Tabet depois de Mendonça ajustar seu voto. No dia seguinte, Dino reconheceu que seu processo havia perdido o objeto. Fez, contudo, uma ressalva: em questões constitucionais, a última palavra continuaria pertencendo ao Supremo. O episódio terminou. A disputa institucional, não. Antes disso, o Bolsa Família já havia mostrado como uma questão com impacto direto na campanha poderia sair da órbita do TSE. Em 18 de setembro, a pedido da Advocacia-Geral da União, o decano do STF reconheceu a legalidade do reajuste de 15% anunciado por Lula na véspera. Faltavam pouco mais de duas semanas para o primeiro turno. Gilmar decidiu dentro de um processo sobre a implementação da renda básica. Considerou que o aumento cumpria determinação anterior do Supremo e recompunha a inflação. Segundo apurou Oeste, integrantes da cúpula do TSE se irritaram com a iniciativa por entender que uma discussão sobre os limites eleitorais do reajuste deveria ocorrer na Justiça Eleitoral. O padrão se repetia: uma controvérsia surgida no meio da campanha era levada ao Supremo por meio de um processo aberto originalmente para discutir outro assunto.
Movimentos semelhantes apareceram nos Estados. Em Roraima, uma decisão de Dino sobre prazos de desincompatibilização afetou o registro de Arthur Henrique, candidato do PL apoiado por Flávio Bolsonaro. No Rio de Janeiro, um impasse no Supremo interferiu na sucessão temporária do governo estadual. No Ceará, Floriano de Azevedo Marques impôs restrições a adversários do governador petista Elmano de Freitas, decisão posteriormente suspensa por Mendonça. Os casos têm objetos, personagens e fundamentos diferentes. Não demonstram, isoladamente, uma articulação nacional. Para os três ministros ouvidos por Oeste, porém, ajudam a revelar algo que consideram decisivo: o Supremo já encontrou caminhos processuais para interferir em controvérsias eleitorais enquanto elas ainda estavam submetidas ao TSE.
Depois das urnas
É aqui que a preocupação muda de escala. Até agora, as intervenções atingiram publicações, registro de candidatura, acesso a recursos partidários, propaganda eleitoral e decisões administrativas com consequência política. A hipótese discutida nos bastidores do Supremo é que o mesmo mecanismo seja utilizado, depois da votação, sobre um objeto incomparavelmente maior: o resultado da eleição presidencial.
Na avaliação das fontes, a narrativa de interferência estrangeira daria o fundamento político dessa mudança. A disposição do STF de rever atos do TSE forneceria o caminho jurídico. Os pedidos já apresentados ao Supremo proporcionariam os processos. Faltaria o fato capaz de reunir essas peças: uma derrota de Lula. Se Flávio vencer, dizem os ministros ouvidos pela reportagem, a alegação de ingerência norte-americana poderia deslocar a discussão da contagem dos votos para as condições em que eles foram conquistados. O argumento deixaria de ser apenas o de proteger uma campanha contra uma ameaça estrangeira. Poderia servir para questionar a legitimidade da vitória do adversário.
Esse ponto é importante porque uma eleição presidencial não pode ser anulada apenas por suspeitas políticas. Seria necessário transformar a acusação em questão jurídica, apontar fatos, estabelecer nexo com a campanha e demonstrar consequência suficiente para comprometer a legitimidade do pleito. É justamente essa distância entre o discurso político e a consequência jurídica que torna decisivo o que ocorrerá depois do primeiro turno. Os três ministros consultados por Oeste não dizem que exista, hoje, uma decisão tomada para impedir a posse de Flávio Bolsonaro. O que afirmam é que estão sendo construídos argumentos, precedentes e vias processuais que poderiam ser acionados caso Lula seja derrotado.
Essa distinção precisa permanecer clara. A petição do PT não comprova uma operação para invalidar as eleições. As decisões de Dino, Gilmar ou outros ministros tampouco demonstram, isoladamente, uma ação coordenada. O alerta decorre da combinação desses movimentos e da leitura feita por integrantes da própria Corte sobre onde eles podem desembocar.
Na posse de maio, Nunes Marques prometeu independência, equilíbrio e prudência. Às vésperas da votação, porém, a disputa já ultrapassa os limites de sua presidência no TSE. O que está em jogo, na avaliação dos ministros ouvidos por Oeste, é saber se a autoridade da Justiça Eleitoral continuará valendo quando proclamar um vencedor que uma ala do Supremo não deseja. Se a hipótese dessas fontes se confirmar, a intervenção terá mudado de natureza. Deixará de servir apenas para rever decisões tomadas durante a campanha e alcançará a própria escolha feita nas urnas. A suspeita de interferência estrangeira poderá fornecer o argumento; os processos já abertos, o caminho; e o Supremo, a instância encarregada de decidir até onde vale o resultado proclamado pelo TSE. Nesse cenário, a eleição não terminaria com a contagem dos votos. O eleitor elegeria o presidente, mas a escolha permaneceria sujeita à aprovação de ministros que não receberam um único voto. A vontade popular deixaria de ser soberana. Entre a decisão das urnas e o exercício do poder, estaria a toga.
PODE TER CERTEZA QUE, SE O PRESIDENTE DOS EUA NÃO FOSSE O GALEGO DO ALECRIM, O GOLPE IRIA SE REPETIR. MAS COM O GALEGO DO ALECRIM, LULA CORRE O RISCO DE FICA MADURO, CASO INVENTAR DE DAR GOLPE. SIMPLES ASSIM.
As apostas esportivas online já alcançam mais de um quarto dos estudantes de ensino médio no Brasil, apesar da proibição legal para menores de 18 anos. Os dados integram uma pesquisa inédita da Frente Parlamentar Mista de Educação, realizada em parceria com o Equidade.info com 1.912 entrevistas em 191 escolas de todo o país. O levantamento possui margem de erro de 2,4 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O início precoce das apostas e o avanço gradual da prática conforme a faixa etária destacam-se nos principais índices do estudo. A pesquisa aponta que 9,5% das crianças de 11 anos relataram já ter jogado. 16,2% dos alunos do 6° ao 9° ano afirmam já ter apostado.
No ensino médio, o número de alunos que confessaram já ter apostado sobe para 27,3% dos entrevistados. Entre os jovens de 17 anos, 32,3% revelaram que já fizeram apostas em sites onlines. Entre os que têm 18 anos ou mais, 40,1% confessam já ter apostado em bets.
Perfil dos Apostadores e Fatores Socioeconômicos
O risco de envolvimento com as plataformas online é numericamente maior entre os meninos. Nos anos finais do fundamental, eles representam 19% contra 13% das meninas, disparando para 41% contra 12% no ensino médio, um padrão que se alinha aos comportamentos observados entre adultos.
A prevalência da prática é equiparada entre escolas públicas e privadas, embora haja nuances financeiras: nas redes públicas, é maior o percentual de alunos que relatam lucro (7,4%), enquanto nas privadas predomina quem perde mais do que ganha (9,5%). Surpreendentemente, quatro em cada dez estudantes apostadores não sabem mensurar se tiveram saldo positivo ou negativo, e o estudo aponta que a educação financeira curricular atual não mitiga essa exposição.
O Papel das Bets Ilegais e a Resposta do Setor
A legislação brasileira exige rigorosos mecanismos de controle de maioridade, como reconhecimento facial e vinculação de contas bancárias. A presença de menores nesses ambientes sugere o uso de plataformas clandestinas ou a anuência direta de responsáveis.
Para a presidente da frente parlamentar, deputada Tabata Amaral (PSB/SP), a prática ameaça o desenvolvimento e a saúde financeira de uma geração inteira. O professor Guilherme Lichand, de Stanford e supervisor do levantamento, reforça que os dados acendem alertas sobre a facilidade de contorno das restrições de idade e o acesso infantil a esses conteúdos, o que também viola diretrizes recentes como o ECA Digital.
Em nota oficial, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) negou qualquer envolvimento de plataformas legalizadas pelo Ministério da Fazenda, atribuindo o problema exclusivamente aos milhares de sites clandestinos que operam sem barreiras tecnológicas eficazes no país.
Minutos após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (31) que suspendeu a propaganda eleitoral digital, os repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e a participação em debates e outros meios de comunicação, Renan Santos (Missão) se manifestou pelas redes sociais dizendo que foi “censurado” pelo ministro Dias Toffoli.
Em protesto contra a decisão, Renan trocou a foto dos perfis oficiais de sua campanha nas redes sociais.
O ministro determinou a suspensão cautelar após apontar que 16 perfis utilizados pelo candidato foram informados à Justiça Eleitoral 12 dias depois do pedido de registro da candidatura. Para Toffoli, a omissão poderia permitir que as contas fossem tratadas pelas plataformas como perfis comuns e, assim, obtivessem vantagem por meio dos algoritmos de recomendação.
A decisão de Toffoli é cautelar e não determina, por enquanto, o indeferimento da candidatura. Renan e o partido terão 24 horas para informar quando os perfis passaram a ser utilizados para propaganda eleitoral e se existem outras contas usadas pela campanha. O descumprimento da determinação pode levar ao indeferimento do registro.
Em vídeo publicado nas redes sociaisum dia antes da decisão do TSE, Renan já havia comentado sobre o risco de sua candidatura e criticado a possibilidade de ser acusado de abuso de poder econômico.
“Eles estão falando aqui de um caso que está dando problema no TSE para um monte de gente, do registro das redes sociais de todos os candidatos. É um problema que envolve o TSE, é um problema interno de sistema ali, que já foi resolvido há muito tempo”, afirmou.
Renan também disse que sua campanha é uma das mais baratas entre os candidatos e que depende de vaquinhas e doações privadas. “Eu posso ser enquadrado por abuso de poder econômico. […] As campanhas dos outros estão usando centenas de milhões de reais, por dentro e por fora. E eu estou abusando do poder econômico”, declarou.
A senadora Zenaide (PSD) aparece liderando a corrida eleitoral para o Senado, em empate técnico com Styvenson Valentim (Podemos) na pesquisa do Instituto Perfil, realizada em parceria com o Blog do BG, divulgada nesta quinta-feira (3).
Na soma dos dois votos, Styvenson aparece com 15,25% e Zenaide com 12,81%. Levando-se em consideração a margem de erro, de 2,45 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. O resultado coloca Zenaide novamente entre os nomes que disputam diretamente a liderança da corrida pelo Senado.
Em seguida vêm Samanda de Lula (PT) com 6,94%, Rafael Motta (PDT) com 6,15%, Coronel Hélio (PL) com 4,28%, Tércio Tinôco (União Brasil) com 1,09%, Sandro Pimentel (PSOL) com 1,03%, Rosália Fernandes (PSTU) com 0,78%, Professor Guilherme (UP) com 0,63%, Sônia Godeiro (PSOL) com 0,59%, Clóvis Costa do Coletivo Nós (AGIR) e Luciana Mandu (PSTU), ambos com 0,28%, Gari Wendell Batista (AGIR) com 0,13% e Linhares Jibóia (DC) com 0,03%.
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores, em todas as regiões do Rio Grande do Norte, entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro de 2026, com margem de erro de 2,45 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números TSE BR-07608/2026 e TRE-RN RN-01368/2026.
O presidente Lula (PT) vem prometendo gastar mais em compras para fortalecer a indústria nacional da Defesa. Em discursos recentes, durante a campanha presidencial, Lula vem reforçando essa ideia. Entre as empresas onde esse investimento deve ser feito está a Avibras, adquirida recentemente pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.
A fábrica localizada em Jacareí-SP voltou a operar em maio deste ano. No fim de julho, a Avibras recebeu a visita do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin. Na ocasião, Lula prometeu ampliar encomendas à empresa. Recentemente, no sábado (23), em comício realizado Rio de Janeiro, Lula reforçou em seu discurso que pretende ampliar investimentos no setor de Defesa.
Joesley e Wesley Batista são figuras carimbadas em missões internacionais durante o terceiro mandato de Lula na Presidência governo Lula, como em viagens à China e à Indonésia. Mas não é de hoje a proximidade entre os irmãos Batista, Lula e o PT. A expansão da JBS foi fortemente financiada pelo BNDES durante os governos Lula. Delações de executivos da JBS já relataram propinas a políticos do PT e outros partidos aliados do governo.
Esse senhor não pensa em outra coisa fora corrupção, quem o conhece de longa data sabe que isso é desde da época de sindicalista onde acharcava montadoras de automóveis usando instrumento da greve
Lula deve ser sócio desses caras. É muita maracutaia entre eles. Muitas facilidades dado pelo governo a esses canalhas. Assim, todo mundo fica milionário.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a jornalista Renata Vasconcellos durante sabatina da TV Globo nesta quinta-feira (27), após ser questionado sobre o crescimento da dívida pública e as metas fiscais de seu governo.
Renata perguntou ao presidente sobre a trajetória do endividamento e quais seriam suas metas para a dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Antes de responder sobre o tema, Lula demonstrou incômodo e criticou a forma como a jornalista elaborou a pergunta.
“Renata, eu pensei que uma jornalista da tua qualidade, da tua competência, pudesse começar essa pergunta falando diferente”, afirmou Lula.
Na sequência, o presidente chegou a sugerir como Renata deveria ter formulado o questionamento.
“Você poderia dizer: ‘Presidente, o senhor foi o único na história do Brasil que fez superávit primário durante oito anos do seu primeiro mandato’”, disse.
Lula então defendeu sua gestão fiscal e afirmou que não está preocupado com a dívida pública.
O senador Styvenson Valentim (Podemos) e a senadora Zenaide Maia (PSD) aparecem empatados tecnicamente na liderança da disputa na pesquisa do Instituto Perfil, realizada em parceria com o Blog do BG, considerando a soma das intenções de voto para a primeira e a segunda vagas ao Senado Federal.
Na soma dos dois votos, Styvenson aparece com 15,25%. Em seguida vem Zenaide Maia (PSD) com 12,81%. Levando-se em consideração a margem de erro, que é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.
Em seguida vêm Samanda de Lula (PT) com 6,94%, Rafael Motta (PDT) com 6,15%, Coronel Hélio (PL) com 4,28%, Tércio Tinôco (União Brasil) com 1,09%, Sandro Pimentel (PSOL) com 1,03%, Rosália Fernandes (PSTU) com 0,78%, Professor Guilherme (UP) com 0,63%, Sônia Godeiro (PSol) com 0,59%, Clóvis Costa do Coletivo Nós (AGIR) e Luciana Mandu (PSTU), ambos com 0,28%, Gari Wendell Batista (AGIR) com 0,13% e Linhares Jibóia (DC) com 0,03%. Os indecisos somam 33,94%, enquanto branco/nulo são 15,78%.
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores, em todas as regiões do Rio Grande do Norte, entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro de 2026, com margem de erro de 2,45 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registado sob os números TSE BR-07608/2026 e TRE-RN RN-01368/2026.
O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou na noite deste sábado do tradicional Leilão de Sant’Ana, realizado na Granja Caiçara, em Caicó. Integrando a programação oficial da Festa de Sant’Ana, o evento superou as expectativas de público e participação, reunindo fiéis, famílias e lideranças políticas de diversas regiões do estado.
Antes do leilão, a programação contou com a tradicional Peregrinação de Sant’Ana, marcada pela celebração da Santa Missa, reunindo devotos e famílias em um momento de fé, devoção e confraternização. Realizada anualmente, a peregrinação consolidou-se como um dos momentos mais tradicionais da programação que antecede a Festa de Sant’Ana de Caicó.
Durante a celebração, Álvaro Dias agradeceu a presença dos participantes e destacou a importância da fé para o povo seridoense.
“Gostaria de agradecer a presença de todos vocês neste momento de fé e devoção. Com nossa fé em Sant’Ana, que ela continue protegendo o nosso Seridó.”
Participaram da programação o pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira; o prefeito de Acari, Fernandinho; o prefeito de Natal, Paulinho Freire; a vice-prefeita de Natal, Joana Guerra; o presidente da Câmara Municipal de Natal, Eriko Jácome; os vereadores de Natal Kléber Fernandes, Irapuã Nóbrega, Daniell Rendall e Aldo Clemente; a pré-candidata a deputada estadual Anne Lagartixa; o deputado estadual Adjuto Dias; o deputado federal General Girão; a pré-candidata a deputada federal Nina Souza; o pré-candidato a deputado federal Coronel Brilhante; os ex-prefeitos de Caicó Robson de Araújo (Batata) e Bibi Costa; o Padre João Júnior, pároco da Catedral de Sant’Ana de Caicó; o diácono Severino Neto; além de prefeitos da região, lideranças políticas, fiéis e representantes da sociedade caicoense.
Fotos: Ton Molina/STF/Luiz Silveira/STF e Reprodução
O ministro do STF, André Mendonça, avalia incluir Alexandre de Moraes na investigação do caso Banco Master após a Polícia Federal identificar mensagens trocadas entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro.
As mensagens estavam escondidas no bloco de notas do celular de Vorcaro. Em uma delas, datada de 30 de outubro de 2025, o banqueiro pede ajuda a Moraes diante de uma possível ofensiva da Polícia Federal, do Ministério Público e do Banco Central contra ele e o Banco Master.
Vorcaro cita nominalmente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o presidente do Banco Central Gabriel Galípolo. Ele afirma ter recebido informações de dentro do BC sobre uma possível operação e pede que Moraes ajude a evitar uma “sacanagem” que poderia comprometer seus negócios.
O relator do caso, André Mendonça, determinou que a PF identificasse o interlocutor de Vorcaro e recebeu um relatório confirmando que as mensagens eram destinadas a Moraes. Antes de decidir se inclui o colega de STF na investigação, Mendonça pediu manifestação da PGR. Gonet terá cinco dias para se posicionar.
A deputada federal Carla Dickson (PL-RN) recebeu novos e importantes apoios à sua caminhada pela reeleição à Câmara dos Deputados. Em Timbaúba dos Batistas, no Seridó potiguar, o ex-prefeito Chilon Batista e a vereadora Jéssica Clemente anunciaram que estarão ao lado da parlamentar.
As adesões fortalecem a presença de Carla Dickson no município e ampliam sua base de apoiadores na região do Seridó. Chilon Batista possui uma trajetória de atuação política e serviços prestados a Timbaúba dos Batistas, enquanto Jéssica Clemente integra a atual representação política do município no Legislativo.
Carla agradeceu a confiança e destacou que cada novo apoio aumenta a responsabilidade de continuar trabalhando pelos municípios potiguares.
“Recebo com muita alegria o apoio do ex-prefeito Chilon Batista e da vereadora Jéssica Clemente. É uma demonstração de confiança no trabalho que estamos realizando pelo Rio Grande do Norte. Seguimos juntos, com fé, trabalho e compromisso com o nosso povo”, afirmou a deputada.
Com novas adesões em diferentes regiões do estado, Carla Dickson segue fortalecendo sua caminhada e levando a mensagem de continuidade do trabalho realizado em Brasília em defesa da saúde, da inclusão, das famílias e dos municípios do Rio Grande do Norte.
O Monsenhor Lucas Batista Neto, 83 anos, encontra-se internado no Hospital São Lucas desde quinta-feira passada (27), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em razão de insuficiência cardíaca descompensada associada à fibrilação atrial.
Segundo o boletim médico, divulgado nesta tarde pela Casa de Saúde São Lucas, em Natal, o quadro clínico dele é considerado estável e inspira cuidados.
O paciente permanece hemodinamicamente estável, consciente, em tratamento clínico intensivo, sob monitoramento contínuo e suporte medicamentoso adequado.
A equipe médica segue acompanhando sua evolução clínica e novos boletins serão divulgados conforme a necessidade. EQUIPE MÉDICA ASSISTENTE Dr. George Barreto – Cardiologista – CRM/RN 5778 Dr. Leonardo Mesquita Sampaio – Geriatra Dr. Emerson Sena – Arritmologista Kalina Uchôa Araújo Sidon – Fisioterapeuta
Áudio revelado pela colunista Juliana Dal Piva, do ICL Notícias, contradiz declarações anteriores de Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre sua relação com pessoas ligadas a Daniel Vorcaro. Nas conversas, o deputado trata o dono do Banco Master como “Dani” e “lindão”, pede ajuda para um negócio de seu advogado e ex-assessor e ainda cita uma conversa com o pastor André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha.
Nikolas conta que conversou com o pastor após ter criticado, em 2024, um evento financiado pelo Banco Master em Londres. “Eu falei: ‘Pastor, eu não fazia ideia que era este o Banco do Dani. Se não, obviamente, não teria postado, teria conversado anteriormente’”, afirma.
Anteriormente Nikolas já havia negado conhecer André Valadão. O pastor e a Lagoinha também aparecem no entorno do caso Master por causa do Clava Forte Bank, fintech ligada a Valadão que encerrou as atividades e entrou no radar das apurações sobre possíveis relações com o banco de Vorcaro.
Nesta quinta-feira (3), Nikolas admitiu ao colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, que teve dois contatos com Vorcaro, mas negou qualquer irregularidade. Ele disse que o primeiro ocorreu em 2024, justamente após André Valadão procurá-lo por causa das críticas ao evento bancado pelo Master. Após o vazamento do áudio, o deputado publicou um vídeo ironizando o caso, disse que estava cortando o cabelo para ficar “lindão” e prometeu comentar o episódio.
Prende esse canalha e manda para os EUA