Mílvia Maria Varela de Melo, reconhecida por comandar por mais de 40 anos o Buffet Sônia & Mílvia em Natal, faleceu nesta segunda-feira (6), segundo informações da família ao site BZNotícias. Ela enfrentava problemas de saúde desde fevereiro, após sofrer um AVC e complicações bacterianas, e teve um novo AVC no sábado (4).
Junto com a irmã Sônia Maria Varella Galvão, Mílvia consolidou o buffet no bairro Barro Vermelho como um dos mais tradicionais da cidade. O local é conhecido pelos salgados, doces e especialidades juninas, como pamonha e canjica, conforme clientes e frequentadores.
Viúva de Cristiano Eugênio de Melo, homenageado com uma alameda no bairro Tirol, Mílvia deixa três filhos: Valério, Christiana e Georgia, segundo nota da família divulgada pelo BZNotícias.
A trajetória de Mílvia marcou a gastronomia natalense, tornando-se referência na tradição de eventos e festas da cidade. Clientes e parceiros do buffet lamentaram a perda, destacando a qualidade e o legado deixados.
A família informou que ainda definirá a data e o local do velório e do sepultamento, garantindo que todos os detalhes serão comunicados oficialmente.
Presidente do BRB (Banco de Brasília) entre 2019 e 2025, Paulo Henrique Costa foi preso na manhã desta quinta-feira (16) na 4ª fase da Operação Compliance Zero da PF (Polícia Federal). A nova etapa da operação cumpre dois mandados de prisão e sete de busca e apreensão, em São Paulo e no Distrito Federal.
Como mostrou o analista da CNN Matheus Teixeira, a PF investiga se Costa recebeu R$ 140 milhões de Daniel Vorcaro como propina para viabilizar a compra do Banco Master pela instituição financeira de Brasília.
Formado em Administração de Empresas pela Universidade Católica de Pernambuco, o ex-presidente do BRB, de 49 anos, trabalhava há mais de 20 anos no mercado financeiro. Iniciou a carreira no banco HSBC em 1999, de onde partiu para a Caixa Econômica Federal em 2001.
Começou sua trajetória no banco público como trainee e passou por posições gerenciais como Diretor Executivo de Controladoria, Diretor de Administração, Finanças e Relações com Investidores na Caixa Seguridade e Superintendente Nacional de Administração de Risco Corporativo.
Durante este período realizou pós-graduações pela Fundação Getúlio Vargas e pela universidade Stanford, nos Estados Unidos. É mestre em administração por duas instituições estrangeiras, a Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e a Kellogg School of Management, nos Estados Unidos.
Costa assumiu também posições nos bancos Panamericano e Pan. Seu último cargo na Caixa Econômica foi de vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital, função que deixou para assumir a presidência do BRB, indicado pelo ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, em 2019.
Em novembro de 2025, foi alvo da primeira fase da operação que investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa. Os gestores do BRB eram investigados pela compra de carteiras de ativos do Banco Master, de Daniel Vorcaro, consideradas fraudulentas.
O preço do gás de cozinha deve subir entre R$ 8 e R$ 9 no Rio Grande do Norte, podendo chegar a até R$ 125 para o consumidor final. O aumento já começou a ser repassado pelas distribuidoras e deve ser sentido a partir desta semana.
Segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo do RN (Singás/RN), o reajuste médio nas distribuidoras é de R$ 7,11, influenciado pela alta do diesel e por fatores internacionais, como tensões no Oriente Médio.
A expectativa é de repasse generalizado, embora alguns estabelecimentos ainda comercializem estoques antigos. O setor já registra queda nas vendas e prevê redução no consumo, principalmente entre famílias de baixa renda.
Distribuidores também relatam dificuldade para repassar integralmente o aumento sem perder clientes e avaliam até suspender programas como o “Gás do Povo”, diante da alta nos custos.
Para os consumidores, o reajuste agrava o orçamento doméstico, já pressionado por outros aumentos. Especialistas alertam ainda que o encarecimento do gás pode impactar a inflação e gerar efeito em cadeia, elevando custos em setores como alimentação.
Mais um restaurante encerrou suas atividades em Natal. Desta vez, o anúncio foi feito pelo Duma Cozinha, que comunicou oficialmente o fechamento por meio das redes sociais, agradecendo aos clientes e parceiros pela trajetória construída.
O comunicado divulgado pelo estabelecimento destacou os desafios, aprendizados e momentos vividos ao longo do período de funcionamento. A equipe também fez questão de reconhecer a contribuição de colaboradores e clientes que fizeram parte da história do restaurante na capital potiguar.
Foto: Reprodução
“Chegou a hora de se despedir! Obrigado a todos que fizeram parte dessa história. Esperamos que os momentos felizes vividos no Duma Cozinha se eternizem na memória e nos corações de todos que estiveram conosco nessa jornada. Foi um grande prazer recebe-los e servi-los. Cada prato produzido, cada evento realizado carregou o esforço e a dedicação de pessoas que acreditaram muito nesse projeto e construíram juntos o sonho de nos tornarmos um lugar que vai muito além da gastronomia. Desejamos uma vida plena e cheia de muito sabor a todos. Fiquem com Deus.”
O encerramento ocorre poucos meses após outro nome conhecido da gastronomia local também fechar as portas: o restaurante português Santa Maria, que encerrou as atividades em fevereiro após cerca de duas décadas de funcionamento.
Com mais esse fechamento, o cenário gastronômico da cidade volta a chamar atenção para os desafios enfrentados pelo setor, que tem registrado mudanças e perdas recentes mesmo entre estabelecimentos consolidados.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva aumentou a previsão de inflação para 2026, passando de 3,7% para 4,5%, exatamente o teto da meta definida para o ano.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica.
Apesar da revisão na inflação, o Ministério da Fazenda manteve a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,3% para 2026.
Segundo o governo, a piora na projeção da inflação foi causada principalmente pelos efeitos da guerra no Irã, que elevaram o preço do petróleo e aumentaram a pressão sobre combustíveis e outros produtos.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, os combustíveis acumulam alta média de 6,8% no Brasil neste ano.
A equipe econômica também citou outros fatores que influenciaram a revisão:
aumento do preço do petróleo;
expectativa de juros mais altos;
resultados recentes do IPCA acima do esperado;
variações no câmbio.
Mesmo com a revisão, o governo afirma que a inflação ainda deve permanecer dentro da meta. O centro da meta para 2026 é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, permitindo um limite máximo de 4,5%.
A secretária de Política Econômica, Débora Freire, afirmou que o cenário ainda depende da evolução do conflito no Oriente Médio.
O IPCA de abril subiu 0,67%. Em 12 meses, a inflação passou de 4,14% em março para 4,39%.
Para 2027, a previsão de inflação também aumentou, saindo de 3% para 3,5%.
Já a projeção de crescimento da economia em 2027 foi mantida em 2,7%, com expectativa de melhora impulsionada pela redução gradual da taxa Selic.
No fim de abril, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic de 14,75% para 14,5% ao ano, mas alertou para os riscos inflacionários ligados ao cenário internacional.
A ministra Míriam Belchior (Casa Civil) e os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento) — Foto: Washington Costa/MF
Os ministérios da Fazenda e do Planejamento anunciaram nesta sexta-feira um bloqueio de R$ 22,1 bilhões no Orçamento federal de 2026. Como já havia R$ 1,6 bilhão congelado anteriormente, o total de despesas travadas pelo governo chega agora a R$ 23,7 bilhões.
O governo ainda não informou quais áreas serão afetadas.
Segundo o Ministério do Planejamento, os cortes devem ser divididos de forma proporcional entre os órgãos federais.
O principal motivo do bloqueio foi o aumento das despesas obrigatórias, principalmente com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), cuja previsão de gasto subiu R$ 14,1 bilhões.
Os gastos com a Previdência Social também cresceram. A estimativa aumentou em R$ 11 bilhões, levando a projeção total para R$ 1,122 trilhão em 2026.
Por outro lado, houve redução de R$ 3,4 bilhões nas despesas com pessoal e encargos sociais.
Pressão nas contas públicas
Mesmo com a alta das receitas, especialistas afirmam que o governo subestimou despesas com aposentadorias e benefícios sociais.
Um estudo da Consultoria de Orçamento da Câmara aponta que os gastos com Previdência e BPC podem superar a previsão em R$ 18 bilhões em 2026, o que pode exigir novos cortes ao longo do ano.
Especialistas também afirmam que a redução da fila do INSS elevou os gastos, porque aumentou o pagamento de benefícios atrasados.
A fila do INSS caiu de 3,1 milhões de pedidos em fevereiro para 2,3 milhões em maio, segundo dados do governo.
Levantamento do especialista Rogério Nagamine mostra que, entre 2023 e 2025, a diferença entre o gasto previsto e o efetivamente pago na Previdência acumulou R$ 75,6 bilhões.
Apesar do bloqueio, o governo mantém a projeção de fechar 2026 com resultado fiscal ajustado positivo de R$ 4,1 bilhões, após descontar despesas autorizadas fora da meta, como precatórios.
Bloqueio não é contingenciamento
O governo explicou que o bloqueio ocorreu porque as despesas ultrapassaram o limite permitido pelas regras fiscais. Nesse caso, são reduzidos gastos discricionários, como investimentos e manutenção da máquina pública.
Já o contingenciamento acontece quando a arrecadação cai e ameaça a meta fiscal. Desta vez, isso não foi necessário porque a arrecadação cresceu, principalmente com o petróleo.
Segundo a Receita Federal, a arrecadação com exploração de petróleo e gás natural aumentou 264% no primeiro quadrimestre do ano, saltando de R$ 11 bilhões para R$ 40,2 bilhões.
A alta foi impulsionada pelo aumento do preço do petróleo após a guerra no Oriente Médio. O governo estima arrecadar até R$ 40 bilhões extras com esse cenário.
Com isso, a arrecadação federal chegou a R$ 735 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, recorde histórico para o período.
O advogado Roberto Podval disse à CNN que não participará de um eventual acordo de delação premiada envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apesar de garantir que continuará atuando na defesa do investigado.
“Tenho vários clientes e amigos que, eventualmente, poderão ser delatados. Estarei conflitado”, declarou Podval.
Apesar disso, a decisão, não significa um rompimento com Vorcaro, que desde a crise do Banco Master, perdeu dois advogados contrários à tese da delação: Walfrido Warde e Pierpaolo Bottini.
“Continuarei com Vorcaro, mas não participarei da delação”, prosseguiu.
Pierpaolo foi substituído por José Luís Oliveira Lima, conhecido como “Juca”, que já atuou em casos de grande repercussão nacional. Entre clientes defendidos, anteriormente, por ele, estão o ex-ministro José Dirceu (PT) no processo do mensalão, o doleiro Alberto Youssef na Lava-Jato, o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Pedro Guimarães e o general Walter Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), condenado pela trama golpista.
A autorização, desta quinta (19), que permitiu a transferência de Vorcaro para a Superintendência da Polícia Federal no DF, sinalizou um avanço sobre as negociações de uma colaboração. O empresário já assinou um termo de confidencialidade, etapa preliminar comum antes do início formal de uma delação premiada.
As indicações que saem dos gabinetes do STF (Supremo Tribunal Federal), PGR (Procuradoria-Geral da República) e PF (Polícia Federal) são as de que as negociações sobre uma colaboração podem estar em fase avançada.
A CNN apurou que o ministro André Mendonça sinalizou que rejeitaria um acordo de delação “pela metade”, visando apenas políticos e deixando ministros do próprio STF para um segundo momento.
O presidente americano, Donald Trump disse neste sábado, 23, que as negociações para paz entre Estados Unidos e do Irã estavam “muito perto” de finalizar um acordo para encerrar a guerra, de acordo com uma entrevista por telefone à CBS News. Ele afirmou que discutiria a versão mais recente da proposta com seus assessores e que poderia tomar uma decisão sobre a retomada da guerra até domingo, conforme declarou à Axios em uma entrevista separada.
“Ou chegamos a um bom acordo ou eu os mandarei para o inferno”, disse Trump, segundo a Axios.
O americano tem oscilado entre os dois polos da diplomacia e do ataque militar desde que um cessar-fogo foi declarado há seis semanas para permitir que as partes chegassem a um acordo. Os entraves seguem sobre o programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota crucial de fornecimento de petróleo e gás atualmente controlada por Teerã.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, por sua vez, disse que havia uma chance de o Irã aceitar as tratativas pôr fim ao conflito no Oriente Médio.
Irã também eleva o tom
Em Teerã, o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, alertou para uma resposta “esmagadora” caso o presidente americano Donald Trump “cometa outro ato de loucura e reinicie a guerra”.
“Se atacarem o Irã novamente, [o resultado] certamente será mais devastador e amargo para os Estados Unidos do que no primeiro dia da guerra”, publicou Qalibaf, que também é porta-voz do Parlamento iraniano, nas redes sociais.
Qalibaf divulgou essas declarações após se reunir com o chefe do exército paquistanês, o marechal de campo Asim Munir, figura-chave nos esforços internacionais para alcançar uma solução negociada para o conflito, que chegou à capital iraniana na noite de sexta-feira.
Em conversa com o secretário-geral da ONU, António Guterres, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, reclamou das “posições contraditórias e das repetidas exigências excessivas” de Washington, segundo as agências de notícias Tasnim e Fars.
Esses fatores “prejudicam o processo de negociação conduzido sob mediação paquistanesa”, afirmou o ministro iraniano. “Apesar de sua profunda desconfiança em relação aos Estados Unidos, a República Islâmica do Irã tem participado do processo diplomático com uma abordagem responsável e a máxima seriedade, buscando alcançar um resultado razoável e equitativo”, acrescentou.
De acordo com a agência de notícias iraniana IRNA, o chefe do exército paquistanês, que tem desempenhado um papel proeminente nos esforços de reaproximação, conversou com Araqchi até as primeiras horas de sábado sobre os “mais recentes esforços e iniciativas diplomáticas com o objetivo de evitar uma escalada ainda maior”.
‘Divergências profundas’
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, já havia alertado que as divergências com Washington permanecem “profundas”.
Ele afirmou que questões relacionadas ao fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, a situação no Estreito de Ormuz, o bloqueio americano aos portos iranianos e a questão nuclear permanecem “sem solução”.
O Catar, que foi severamente afetado pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, e outros países da região também intensificaram os esforços de mediação alternativa. Teerã confirmou a visita de uma delegação da monarquia na sexta-feira.
Um assalto de grande impacto foi registrado na noite deste sábado (4) no município de Angicos, na região Central do estado. A ação aconteceu em um posto de combustível e causou momentos de tensão entre funcionários e clientes.
Segundo informações preliminares, homens fortemente armados, utilizando fuzis e pistolas, invadiram o estabelecimento conhecido como Posto DM e realizaram o crime de forma rápida. A presença de armamento pesado aumentou o clima de pânico durante a abordagem.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre valores levados nem registro de pessoas feridas. A Polícia Militar do Rio Grande do Norte foi acionada e realiza diligências na região na tentativa de identificar e localizar os suspeitos.
Casos com esse nível de violência têm gerado preocupação crescente no estado, especialmente pelo uso de armas de grosso calibre e pela ousadia das ações criminosas, que costumam ocorrer de forma coordenada.
A Federação Iraniana de Futebol confirmou neste sábado (9) que a seleção do país disputará a Copa do Mundo FIFA 2026, mas afirmou que os países-sede precisarão atender exigências feitas pela delegação iraniana.
Em comunicado, a federação iraniana afirmou que “nenhuma potência externa pode impedir o Irã de disputar uma Copa para a qual se classificou com mérito”.
Tensão política e segurança
A posição foi anunciada em meio à tensão provocada pela guerra no Oriente Médio e após autoridades do Canadá negarem entrada ao presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, por supostos vínculos com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, grupo classificado como organização terrorista pelo governo canadense.
A participação iraniana passou a ser questionada após o agravamento do conflito no Oriente Médio, iniciado em fevereiro após ataques envolvendo Estados Unidos e Israel.
Apesar disso, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os jogadores iranianos serão bem-vindos, mas ressaltou que integrantes ligados ao CGRI ainda poderão ter entrada barrada.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, confirmou que o Irã disputará normalmente suas partidas nos Estados Unidos.
Exigências do Irã
Segundo Mehdi Taj, o governo iraniano apresentou dez condições para participar do torneio.
Entre os pedidos estão:
garantia de emissão de vistos;
respeito à bandeira e ao hino iraniano;
segurança reforçada em aeroportos, hotéis e deslocamentos;
autorização de entrada para jogadores e membros da comissão técnica com histórico de serviço militar ligado ao CGRI.
Taj citou nominalmente os jogadores Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi.
Jogos da seleção iraniana
A seleção iraniana pretende instalar sua base em Tucson, no Arizona.
Na fase de grupos, o Irã enfrentará:
Nova Zelândia, em Los Angeles, no dia 15 de junho;
O presidente americano, Donald Trump, disse neste domingo (3) que os Estados Unidos vão guiar em segurança navios presos no Estreito de Ormuz a partir da manhã desta segunda-feira (4), no horário do Oriente Médio.
O Estreito de Ormuz é a principal rota marítima para o escoamento do petróleo do Oriente Médio. Localizada entre Omã e o Irã, a passagem é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para navios que saem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas.
“Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas, para que possam seguir com suas atividades livremente”, escreveu em sua rede social, a Truth Social.
Trump afirmou que ação será destinada a navios de países que não estão envolvidos na guerra no Oriente Médio, mas não citou nenhuma nação especificamente.
“Instruí meus representantes a informá-los de que faremos todos os esforços para retirar seus navios e tripulações do Estreito com segurança”, afirmou.
Chamada pelo presidente de “Projeto Liberdade”, o republicano justificou que a operação tem o objetivo de libertar pessoas, empresas e países que seriam “vítimas das circunstâncias” do bloqueio na passagem.
“Se, de alguma forma, esse processo humanitário for interferido, essa interferência, infelizmente, terá que ser combatida com firmeza”, alertou ao final da mensagem.
A publicação de Trump vem após o Irã, ainda neste domingo, ter afirmado que recebeu uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta de negociações de paz.
O presidente da Câmara Municipal de Natal, Eriko Jácome, participou, nesta terça-feira (28), da reunião da bancada federal do Rio Grande do Norte com centenas de vereadores e presidentes de câmaras municipais potiguares, realizada em Brasília, dentro da programação da 25ª Marcha dos Vereadores.
O encontro reuniu cerca de 400 parlamentares municipais do estado e teve como objetivo promover o diálogo direto com deputados e senadores, fortalecendo a articulação em defesa das pautas municipalistas.
Durante a reunião, foram debatidas demandas prioritárias para os municípios, além da busca por mais investimentos, parcerias institucionais e melhorias na legislação que impacta diretamente a gestão pública local.
Para Eriko Jácome, o momento representa uma oportunidade estratégica de alinhamento entre o Legislativo municipal e a bancada federal. “É na união de forças que conseguimos avançar. Esse diálogo direto com nossos representantes em Brasília é fundamental para garantir mais recursos e políticas públicas que atendam às necessidades da população”, destacou.
A participação do presidente reforça o compromisso com a representatividade, o fortalecimento do parlamento municipal e a construção de soluções concretas para Natal e todo o Rio Grande do Norte.
O restaurante Cichetti está entre os participantes da terceira edição do Natal Restaurant Week, um dos principais festivais gastronômicos da capital potiguar. O evento reúne alguns dos melhores restaurantes da cidade, oferecendo ao público a oportunidade de experimentar menus completos — com entrada, prato principal e sobremesa — a valores fixos e mais acessíveis.
Especializado em culinária italiana, o Cichetti preparou dois menus exclusivos para o festival, disponíveis no almoço e no jantar. Durante o Natal Restaurant Week, os clientes poderão aproveitar o almoço por R$ 95,00 e o jantar por R$ 115,00, com opções variadas que valorizam ingredientes clássicos e combinações contemporâneas.
No almoço, o menu começa com opções como salada de frango defumado com molho de alho e ervas frescas ou batatas italianas assadas com molho de iogurte. Como prato principal, o público pode escolher entre o risoto solomillo, preparado com tiras de mignon e gorgonzola, o robalo com legumes grelhados ou o rigatoni gratinado com linguiça, ricota e parmesão. Para finalizar, as sobremesas incluem panna cotta com frutas vermelhas, sorbet de manga com mel e hortelã ou torta de chocolate com creme de coco.
Já no jantar, o restaurante aposta em combinações mais elaboradas, começando com salada de parma com picles de mamão e molho de limão siciliano ou atum defumado com creme de abacate. Entre os pratos principais, destacam-se o risoto de polvo ao vinho tinto, o camarão diavolo com massa longa e molho de tomate picante, e o bife de chorizo servido com legumes grelhados. As sobremesas seguem as mesmas opções do almoço, garantindo um final doce e equilibrado para a experiência.
Os menus promocionais estarão disponíveis de segunda a sexta-feira, no almoço das 11h30 às 15h e no jantar das 18h às 22h. Às sextas-feiras, o horário do jantar é estendido até às 23h. A participação do Cichetti reforça a proposta do festival de democratizar o acesso à boa gastronomia, permitindo que mais pessoas vivenciem experiências completas em restaurantes renomados da cidade.
Antes mesmo do início da Copa do Mundo de 2026, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) renovou o contrato do técnico Carlo Ancelotti por mais quatro anos. O anúncio aconteceu nesta quinta-feira e o treinador italiano ficará no comando da seleção brasileira até o Mundial de 2030.
— Há um ano cheguei ao Brasil. Desde o primeiro minuto, entendi o que o futebol significa para este país. Há um ano, estamos trabalhando para levar a Seleção Brasileira de volta ao topo do mundo. Mas a CBF e eu queremos mais. Mais vitórias, mais tempo, mais trabalho. Estamos muito felizes em anunciar que continuaremos juntos por mais quatro anos. Vamos juntos até a Copa do Mundo de 2030. Quero agradecer a CBF pela confiança. Obrigado, Brasil, pela calorosa recepção e por todo o carinho — disse Ancelotti.
Ancelotti foi anunciado como técnico da seleção brasileira em maio de 2025. Em um ano de trabalho, ele dirigiu o time brasileiro em dez jogos, com cinco vitórias, dois empates e três derrotas. A equipe, sob seu comando, marcou 18 gols e sofreu oito.
Segundo apurou o blog do Diogo Dantas, Ancelotti terá o mesmo salário firmado em maio de 2025: 10 milhões de euros anuais (R$ 59,3 milhões). O que dá R$ 5 milhões por mês, maior da história pago a um técnico da seleção brasileira. Os auxiliares diretos Paul Clement e Francisco Mauri, o preparador físico Mino Fulco e o analista de desempenho Simone Montanaro terão uma valorização, também pedida por Ancelotti.
Depois de renovar o contrato, Ancelotti agora se concentra na convocação final para a Copa do Mundo, marcada para a próxima segunda-feira, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O Brasil está no grupo C do Mundial, junto de Marrocos, Haiti e Escócia.
O presidente da CBF, Samir Xaud, celebrou a renovação de contrato de Carlo Ancelotti e destacou o projeto esportivo da entidade para os próximos anos.
— Hoje é um dia histórico para a CBF e para o futebol brasileiro. A renovação de Carlo Ancelotti representa mais um passo firme do nosso compromisso de oferecer à Seleção pentacampeã do mundo uma estrutura cada vez mais forte, moderna e competitiva. Trabalhamos diariamente para manter o Brasil no mais alto nível do futebol mundial, sem deixar de olhar com atenção para o desenvolvimento das demais seleções, das competições organizadas pela CBF e o fortalecimento de clubes e federações em todo o país — declarou Samir Xaud.
O Banco Master pagou mais de meio bilhão de reais a 91 escritórios de advocacia de 2022 a 2025. A lista de beneficiários inclui algumas das principais bancas do país, que atuam em diferentes áreas do direito. Quinze delas receberam ao menos R$ 10 milhões.
Os valores estão registrados em documentos do banco enviados pela Receita Federal à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, do Senado. Os arquivos foram obtidos pela Folha, e revelaram também pagamentos a políticos, como o ex-presidente Michel Temer, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e os ex-ministros de Lula Guido Mantega e Ricardo Lewandowski.
Em 2022, o banco gastou cerca de R$ 40,1 milhões com escritórios de advocacia, cifra que subiu para R$ 56,8 milhões no ano seguinte. Em 2024, quando a PF (Polícia Federal) começou a investigar o ex-banqueiro, foram R$ 183,7 milhões destinados a advogados.
No ano seguinte, quando começou a enfrentar o cerco das autoridades e deu início às negociações com o BRB (Banco de Brasília), o Master declarou à Receita Federal ter gasto mais de R$ 262,4 milhões com o pagamento de advogados.
O maior valor foi pago ao escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. A banca recebeu R$ 80,2 milhões durante 22 meses, entre 2024 e 2025 —o que corresponde a R$ 40,1 milhões por ano.
Procurado, o Barci de Moraes afirmou que “não confirma essas informações incorretas e vazadas ilicitamente, lembrando que todos os dados fiscais são sigilosos”. O escritório não informou qual seria o valor dos pagamentos.
Dois escritórios de Walfrido Warde receberam R$ 76,6 milhões em pagamentos entre 2022 e 2025, uma média de cerca de R$ 19 milhões por ano.
Warde foi um dos principais advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a partir de 2017, e deixou de atuar para ele em janeiro deste ano.
A ex-mulher do ministro do STF Dias Toffoli, a advogada Roberta Rangel, trabalhou no escritório de 2021 até fevereiro de 2023. Ela e Toffoli se divorciaram no ano passado.
Warde era apontado como um dos principais articuladores de uma estratégia considerada no meio jurídico como agressiva que buscava reverter a liquidação do Master no STF ou no TCU (Tribunal de Contas da União).
Como mostrou a Folha, investigadores do caso Master citam, em representação enviada ao Supremo, que o advogado teria atuado para evitar a prisão do ex-banqueiro quando a ordem judicial ainda estava sob sigilo e não deveria ser do conhecimento deles.
Em uma mensagem enviada por Warde a Vorcaro em 17 de novembro de 2025, horas antes de o banqueiro ser preso pela primeira vez, o defensor escreveu: “Estamos infernizando ele”, em referência atribuída ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília.
Procurado, Warde Advogados disse apenas que “observa o sigilo das relações entre cliente e advogado”.
O Gabino Kruschewsky Advogados Associados foi o terceiro que mais recebeu do Master no período registrado nos documentos da CPI. Os pagamentos somam R$ 54 milhões de 2022 a 2025 —cerca de R$ 13,5 milhões por ano, em média. Entre os sócios da banca está Eugênio de Souza Kruschewsky, procurador do estado da Bahia.
Em nota, o escritório disse que atuou em mais de 45 mil processos do Master, sendo que cerca de 30 mil seguem em tramitação. “A média de valor recebido pelo escritório por processo gira em torno de R$ 1,2 mil, quantia compatível ou até mesmo inferior, à praticada no mercado para causas de natureza semelhante”, disse o Gabino Kruschewsky.
O escritório disse que a confirmação exata do valor recebido demandaria acesso a dados de contabilidade interna, mas que os valores já observados mostram “razoabilidade”.
O quarto maior valor foi pago ao Monteiro, Rusu, Cameirão e Bercht Sociedade de Advogados. O escritório recebeu R$ 43 milhões entre 2024 e 2025. Em comunicado, a banca afirmou que as informações sobre os pagamentos seriam incorretas e declarou que “também sofreu com a inadimplência do Banco Master, não tendo recebido parte substancial dos honorários contratados, faturados e que foram objeto de serviços efetivamente prestados”.
O escritório ainda disse ter atuado em cerca de 28 mil processos judiciais relacionados à instituição de Vorcaro, reduzindo mais de R$ 305 milhões em passivos. “Esses números evidenciam, de forma objetiva, que os honorários efetivamente percebidos pelo escritório guardam estrita proporcionalidade com a magnitude, a complexidade e os resultados reais entregues ao cliente.”
Daniel Vorcaro negocia um acordo de delação premiada. Ele foi preso pela primeira vez em novembro do ano passado, quando a PF e o MPF (Ministério Público Federal) deflagraram a Operação Compliance Zero, e o Banco Central decretou a liquidação do Master. Ele está detido na Superintendência da PF em Brasília.
Diversos advogados passaram pela defesa do ex-banqueiro nos últimos anos, entre eles Warde, Pierpaolo Bottini, Roberto Podval e Sérgio Leonardo. Atualmente, a defesa do ex-banqueiro é feita por Leonardo e por José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca. Os pagamentos aos escritórios também constam nos documentos da Receita.
A reportagem da Folha de S. Paulo listou todas as empresas declaradas como escritórios de advocacia que aparecem nas quatro DIRFs (declaração de imposto retido pela fonte) do Master entregues à CPI do Crime Organizado. Os dados da Receita não informam qual o motivo dos pagamentos.
Os dados indicam que os pagamentos do Master a advogados dispararam no período em que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro se aproximou de autoridades e deu início a uma ofensiva de nacionalização, com uma estratégia considerada agressiva de venda de CDBs com alta remuneração a aplicadores.
A estratégia jurídica de Vorcaro envolveu uma longa lista de políticos, como mostrou a Folha. O escritório de advocacia do ex-presidente da República Michel Temer (MDB), contratado no ano passado para tentar destravar a compra do Master pelo BRB, recebeu R$ 10 milhões, segundo os dados —Temer afirmou ter recebido R$ 7,5 milhões.
A Lewandowski Advocacia recebeu ao menos R$ 6,1 milhões em pagamentos, que começaram em novembro de 2023. O escritório tem como sócios um filho e a mulher de Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo e da Justiça do governo Lula. Ele deixou a sociedade em janeiro de 2024, dias antes de entrar no governo. O ex-ministro diz que o escritório prestou serviços de consultoria jurídica ao Master.
O Master ainda declarou ter pago R$ 6,4 milhões, desde 2023, aos escritórios do presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda. “Trata-se de atividade profissional legítima, regular e plenamente compatível com o exercício da advocacia no país”, disse Rueda, em nota, sobre o fato de advogar e presidir um dos maiores partidos do país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o papa Leão XIV e afirmou que o pontífice estaria “colocando católicos em perigo” ao supostamente relativizar o risco de o Irã ter armas nucleares.
A declaração foi dada em entrevista ao comentarista Hugh Hewitt. Durante a conversa, Trump acusou o papa de considerar aceitável que o Irã possua armamento nuclear — algo que não foi defendido publicamente por Leão XIV.
O papa, por sua vez, tem reiterado posições em favor da paz e da negociação diplomática, negando apoio a conflitos ou armamentos nucleares.
As críticas fazem parte de uma sequência de ataques recentes de Trump ao líder da Igreja Católica, a quem já chamou de “fraco” e “péssimo”.
Diante da tensão, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, viajará ao Vaticano para se reunir com representantes da Santa Sé. O objetivo é discutir temas como Oriente Médio, segurança internacional e cooperação bilateral. O episódio também tem reflexos políticos internos nos EUA, em meio ao cenário pré-eleitoral.
Descanse em Paz Milvia…