Economia

Aneel mantém bandeira verde em outubro, sem taxa adicional na conta de luz

Foto: ADRIANO ISHIBASHI/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO – 26/08/2021

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou nesta sexta-feira (30) que manterá a bandeira verde acionada em outubro para todos os consumidores conectados ao setor elétrico nacional. Com a decisão, as contas de luz seguem sem cobrança adicional.

“Essa sinalização reflete boas condições de geração de energia elétrica sem cobrança adicional nas contas de luz, mesmo considerando previsão de crescimento do consumo de energia no País. A bandeira será válida para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional”, afirmou a agência em nota.

A bandeira verde está em vigor para todos os consumidores desde 16 de abril. De setembro de 2021 a 15 de abril, apenas beneficiários do programa tarifa social não pagaram a taxa, enquanto os demais consumidores pagaram adicional de R$ 14,20 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, referente à bandeira escassez hídrica.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 para indicar os custos da geração de energia no País aos consumidores e atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldade para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e repassados às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.

A bandeira verde, quando não há cobrança adicional, significa que o custo para produzir energia está baixo. Já as bandeiras amarela e vermelha 1 e 2 representam um aumento no custo da geração e a necessidade de acionamento de térmicas, o que está ligado principalmente ao volume dos reservatórios.

R7

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Política

Lula manda adiar PEC da Transição para Alckmin dialogar antes com Congresso

Foto: Sérgio Lima/Poder360

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva decidiu atrasar a apresentação da PEC da Transição junto à Comissão Mista do Orçamento. A entrega da minuta com os itens e os valores da PEC estava prevista para esta terça-feira (8), mas agora foi adiada para quarta (9).

Lula determinou o adiamento para que o vice Geraldo Alckmin, que é coordenador-geral da transição, e o senador eleito Wellington Dias (PT-PI), emissário da equipe na Comissão do Orçamento, tenham tempo de consultar os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além dos líderes das bancadas no Congresso, antes de submeter o texto aos integrantes da comissão.

No domingo (6), o senador eleito apresentou a proposta a Alckmin. Nesta segunda-feira (7), foi a vez de submetê-la a Lula. Os encontros ocorreram em um hotel na Zona Sul de São Paulo.

Segundo interlocutores, o recado de Lula na reunião foi para envolver mais o Congresso na discussão, apostar na política, passar a mensagem, já na primeira matéria de interesse dele, de que futuro governo substituirá o modelo do confronto pelo modelo do diálogo. Uma espécie de cartão de visitas do que será seu mandato.

Alckmin e Dias terão conversas com os presidentes das Casas e líderes no Congresso ao longo desta terça e devem fechar a proposta no final do dia.

Aliados de Lula estimam que serão necessários R$ 175 bilhões para que Lula consiga cumprir com os compromissos de campanha. O valor extrapolaria o teto de gastos e, por esta razão, precisa ser aprovado em uma PEC.

g1

Opinião dos leitores

  1. Vai começar a lotear o país e comprar os parlamentares, prática corriqueira desse parasita criminoso. Onde tem a palavra “diálogo” leia-se “compra”

  2. 🇧🇷Cadê o luladrão?
    Será que o ex-presidiario está em um spa em são Paulo de algum amigo sírio?🇧🇷

  3. Me preocupa muito saber: cadê o Lula? Nenhuma foto postada pela Janja, todas as fotos dele são de durante a campanha. Teve o aniversário do Alckimin e nenhuma foto. Muito suspeito!!! No Brasil hoje em dia se pode esperar tudo .

    1. Sheila, depois de passar vários dias transando pela Bahia, voltou agora para começar a governar o país.

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Polêmica

Caixa suspende exposição com Lira, Damares e Guedes em lata de lixo

Foto: Poder360

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) fez chegar, na segunda-feira (23.out.2023), ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sua insatisfação ao ter sido retratado dentro de uma lata de lixo em obra exposta na Caixa Cultural, em Brasília. Para aliados do presidente, a imagem derrogatória do deputado apareceu em mau momento, o que pode forçar Lula a acelerar a troca de comando no banco.

Aliados do presidente avaliam que o episódio demonstrou “desleixo” e escancarou a falta de “tato político” da atual chefe da Caixa, Rita Serrano. A pressão para que ela deixe o cargo aumentou, com diversos recados levados ao Palácio do Planalto por aliados de Lira.

A Exposição 

A exposição “O Grito”, disponível para o público na Caixa Cultural, em Brasília, desde a última terça-feira (17.out.2023), exibe uma imagem em que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), aparece dentro de uma lata de lixo envolta com a bandeira do Brasil. Junto dele, dentro da lata, estão a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o ex-ministro da Economia Paulo Guedes.

A “Coleção Bandeira” é de autoria da artista Marilia Scarabello e está exposta junto a obras de outros artistas.

A exposição tem patrocínio da própria Caixa Econômica e do governo federal. A obra exposta consiste em uma colagem de inúmeras imagens, em pequenos quadradinhos. Além do quadradinho em que Arthur Lira, Damares e Guedes aparecem dentro de uma lata de lixo, um outro mostra o que parece ser o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), agachado, sem calças e defecando sobre a bandeira do Brasil.

Com informações de Poder360

Opinião dos leitores

  1. Já imaginou se colocarem todos do PT na lata do lixo, será necessário um bom espaço no aterro sanitário.

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Geral

IMPOSTÔMETRO: Total de impostos pagos pelos brasileiros por ano alcançam pela primeira vez a marca R$ 3 trilhões

Imagem: reprodução/Impostômetro

Neste Natal, 25 de dezembro, os contribuintes brasileiros terão pago R$ 3 trilhões em impostos, segundo levantamento feito pelo Impostômetro, painel instalado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) na região central da capital paulista para medir o total pago pelos contribuintes brasileiros aos governos federal, estadual e municipal desde o início do ano. O cálculo inclui impostos, taxas, contribuições, multas, juros e a correção monetária.

Esta é a primeira vez, desde o início de suas operações em 2005, que o painel atinge esse patamar. No mesmo dia do ano passado, o Impostômetro registrou R$ 2,8 trilhões, ficando R$ 200 bilhões abaixo da marca atual.

“Esta marca histórica mostra que o problema fiscal do governo não se encontra do lado da Receita, mas dos gastos. O que preocupa é que o governo, com a aprovação do Congresso, vem adotando fortes aumentos da tributação para cumprir as metas do ‘arcabouço fiscal’. Além disso, a Reforma Tributária aprovada poderá trazer novos aumentos de impostos. Os contribuintes precisam ficar atentos e cobrar medidas de redução dos gastos”, afirma Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP.

O Impostômetro fornece informações diárias sobre a arrecadação, permitindo que os contribuintes avaliem se os governos estão utilizando os impostos de maneira apropriada. Além do painel físico na Rua Boa Vista, 51, no Centro Histórico de São Paulo, próximo ao prédio da ACSP, há também o site do Impostômetro, onde é possível acompanhar a arrecadação em diferentes níveis governamentais e verificar os percentuais de impostos em diversos produtos e serviços.

Mercado e Consumo

Opinião dos leitores

  1. LULA é o cara. Vejamos: como técnico em contabilidade formado pelo Anisio Teixeira digo : se tem muito imposto tem muito consumo , se tem consumo tem comida na cada do povo. Lá em casa proteína era só 2 vezes por semana, na época do maior ladrao de joias do mundo conhecido pela alcunha de BOZO no mundo do crime. Atualmente é assim
    Segunda carne
    Terça frango
    Quarta peixe
    Quinta ovo
    Sexta comida vegana
    Sábado feijoada
    Domingo fígado acebolado
    Obrigado presidente Lula, estamos voltando a comer, eu queria ser uma formiguinha para entrar no seu gabinete e dizer ; LULA EU TE AMO

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Economia

Governo do RN inicia nesta quinta 20 o pagamento do salário de junho

Foto: Sandro Menezes

O Governo do Rio Grande do Norte inicia, nesta quinta-feira 20, o pagamento do salário referente ao mês de junho do funcionalismo público estadual. Amanhecerá na conta os vencimentos dos servidores ativos, inativos e pensionistas que ganham até R$ 4 mil (bruto) e os servidores da Segurança Pública. Ao todo, serão pagos R$ 193 milhões, beneficiando 56 mil pessoas.

Conforme calendário de pagamentos de 2024, os servidores que ganham acima de R$ 4 mil (bruto), além dos lotados em órgãos que possuem arrecadação própria, receberão os vencimentos integralmente no final do mês. Ao todo, a folha total de pagamento para junho é de R$ 801 milhões.

Os servidores que possuem portabilidade bancária, entretanto, devem consultar o prazo acordado junto ao banco escolhido para o recebimento do salário.

Cronograma do pagamento
Vale relembrar que o calendário de pagamentos do funcionalismo estadual funciona de forma diferente dos anos anteriores. A partir de dezembro, todos os servidores públicos do RN receberão o salário de forma integral no fim do mês, garantindo a isonomia no pagamento dos servidores.

Nesse sentido, uma regra de transição está vigente desde o início de 2024. Os servidores que recebem até R$ 4 mil, assim como os servidores civis e militares da Segurança Pública, ativos e inativos, recebem o salário de forma antecipada. Entre janeiro e abril, foi no dia 15 do mês trabalho; de maio a agosto, é no dia 20; e, entre setembro e novembro, o pagamento será antecipado no dia 25. Os demais servidores estão recebendo o salário no fim do mês desde janeiro.

Agora RN

Opinião dos leitores

  1. Inicia o pagamento sem cumprir com os acordos firmados com as categorias da saúde para o reenquadramento de mudança de nível – sai a publicação da progressão e o ajuste no salário nada.
    O sindicato faz a zoada mais se cala diante da situação, pq no fundo são tudo farinha do mesmo saco.
    Enquanto isto a Governadora vive falando de priorizar o servidor – só se for as nomeações dos companheiros em cargos comissionados que sequer trabalham e ainda pesquisadores, estagiários, hospitais e unidades cheio de gente dando plantão – educação entupida de professores fora de sala de aula, alguns ganhando sem trabalhar.
    até quando ninguém vai apurar esses desmandos

  2. BG publica ai o estado das nossas rodovias governado por Fatima que maravilha está.. os hospitais, as escolas kkk Faz o L

  3. Pra pagar o salário precisa de mostrar na imprensa é,isso é o salário ou um prêmio ? Oxe oxe oxe

    1. Precisa sim. Porque é uma grande notícia o PT NÃO TER ROUBADO O DINHEIRO DOS SALÁRIOS!

    2. A reportagem é Agora RN, não do Governo do Estado. Não sabe ler não? Eita povo ignorante é bolsonarista.

    3. Desde quando foi o governo quem publicou na imprensa? O blogueiro q recebe da assembleia q publicou, deve estar cheio da grana!

    4. Está no portal do governo do estado. Mas nem petista acessa. Prefere vomitar pelos dedos.

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Geral

Inclusão da carne na cesta básica de alíquota zero pode deixar Brasil com maior imposto do mundo

Foto: Reprodução

A eventual inclusão de proteína animal na cesta básica a partir da reforma tributária tem o potencial de elevar a alíquota padrão do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) dual em 0,53 ponto percentual, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Com isso, passaria de 26,5% para 27%.

Ao entrar na cesta básica, as carnes passariam a ter isenção. A mudança faria com que o tributo brasileiro sobre o consumo se tornasse o maior do mundo.

O país ficaria ao menos empatado com a Hungria, cuja taxa é de 27%.

Por ser um imposto não cumulativo, o IVA permite a recuperação de crédito. Assim, a alíquota efetiva pode ser menor.

Roberto Giannetti da Fonseca, ex-secretário-executivo da Camex (Câmara de Comércio Exterior) e ex-diretor da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), contesta os dados apresentados pelo governo quanto ao impacto da isenção da proteína animal sobre o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) padrão. De acordo com o economista, a elevação sobre a alíquota seria de 0,2 ponto percentual –menor do que a projetada pelo governo (0,57 p.p.).

Há discussão sobre o real impacto sobre o IVA ao zerar a tributação das carnes. A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) defende a isenção para o produto. O grupo sustenta que o potencial de elevar o novo imposto é de 0,2 ponto percentual –menor do que o projetado pelo governo.

Já a estimativa do Banco Mundial é de 0,57 p.p e já foi utilizada pelo secretário Bernard Appy (Reforma Tributária) para justificar a ausência da cesta básica nacional.

Fonte: Poder 360

Opinião dos leitores

  1. uma reforma tributária que so faz mudar o nome dos impostos mas continua arrecadando uma montanha de dinheiro junto com uma pessima prestação de serviços publicos, me digam, isto pode se chamar de reforma em que? Politicos deviam criar vergonha na cara e fazer uma emenda à Constituição p/ permitir a redução de impostos pagos pelos brasileiros. Vamos virar nunca uma potencia desse jeito. Tenho vergonha de viver no Brasil, se eu pudesse ja estava morando na Suiça. E acho que um bocado de brasileiro tb faria o mesmo se pudesse

  2. Eita!!
    Agora a petezada come picanha.
    Kkkkkkkkkkkk.
    Kkkkkkkkk.
    Kkkkk.
    Kkk
    Kk
    K.
    Faz o L.
    L de Ladrão.
    E T de taxaçao.
    Depois se lasquem!
    Rsrs.

  3. Para os PETRALHAS, todos nós somos uns capitalistas salafrários, pagar imposto é uma forma de manter essa máquina podre e corroída.

  4. Já seremos o país com o maior imposto do mundo, graças a essa esquerda de M…., parabéns aos idiotas úteis e aos isentões que por nojinho de Bolsonaro que falava palavrões, estamos com um ladrão na presidência e sua quadrilha no poder, sedento de vingança e arrecadar cada vez mais, para dar emprego aos cumpanhêros.

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Geral

Lula veta projeto que zerava IPI de móveis e ‘linha branca’ para famílias atingidas por desastres

 Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou um projeto de lei que isentaria a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de móveis e eletrodomésticos comprados por moradores de áreas atingidas por desastres naturais ou eventos climáticos extremos.

A medida beneficiaria, já nesse primeiro momento, as pessoas afetadas pelas cheias de maio no Rio Grande do Sul. A catástrofe climática no estado deixou 183 mortes.

A decisão do presidente foi publicada na edição desta quinta-feira (5) do “Diário Oficial da União”. Cabe ao Congresso avaliar, em sessão a ser marcada, se mantém a decisão do presidente. Caso os parlamentares derrubem o veto, a isenção entrará em vigor.

O ministro da Secretaria de Apoio à Reconstrução do RS, Paulo Pimenta, afirmou que o governo estuda outras formas de viabilizar a compra de produtos da linha branca, isentos de IPI, pela população atingida pelas cheias.

Renúncia fiscal sem compensação

Lula vetou o projeto de forma integral após consultar os ministérios da Fazenda e do Planejamento. Na justificativa enviada ao Congresso, o presidente afirmou que o projeto descumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal por criar renúncia de receita sem previsão na lei orçamentária, sem medida de compensação e sem previsão de prazo máximo de vigência de cinco anos.

Lula também apontou que os benefícios tributários poderiam ser “apropriados sob a forma de aumento de margem de lucro dos produtores ou fornecedores dos bens”, sem alcançar o objetivo de “mitigar danos materiais de residentes em áreas atingidas por desastres naturais ou eventos climáticos extremos”.

Fonte: G1

Opinião dos leitores

  1. Vetou pq a lei proíbe…
    Mas o Presidente Lula vai encontrar outro modo de ajudar mais ainda os gaúchos.
    Lula é phoda…👏👏

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Geral

Proposta do PL para ampliar anistia esbarra em entraves no Congresso, STF e governo

Foto: Edilson Rodrigues/Agencia Senado

Apesar dos empecilhos a um projeto de anistia que contemple Jair Bolsonaro (PL), o partido do ex-presidente tenta ampliar o escopo da medida, incluindo até mesmo a reversão da sua inelegibilidade devido às condenações na Justiça Eleitoral.

Se, por um lado, o início do julgamento do ex-presidente pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na suposta trama golpista alavancou as articulações do PL e do centrão pela anistia, por outro, a ideia enfrenta resistência no Senado e no próprio Supremo, além de ser incerta até na Câmara dos Deputados.

O perdão ainda dependeria da sanção do presidente Lula (PT), mas a palavra final é do próprio Congresso, que por maioria pode derrubar vetos presidenciais. Depois disso, haveria também a necessidade de uma validação do STF, que certamente seria provocado a se manifestar sobre a constitucionalidade da medida.

Dirigentes do PL, PP, União Brasil e Republicanos calculam ter uma maioria de cerca de 300 votos pela anistia na Câmara, e até deputados da esquerda admitem que o requerimento de urgência do projeto (para acelerar a tramitação) deve ser aprovado. Há dúvidas, porém, sobre a aprovação do mérito, principalmente nos termos em que propõe o partido de Bolsonaro.

Uma das dificuldades atuais é, justamente, a falta de um texto consolidado para o projeto de anistia. Por enquanto, há versões em discussão entre os congressistas que apoiam a medida. Enquanto a proposta de anistiar os condenados pelo 8 de Janeiro tem mais adesão, a ideia de incluir Bolsonaro ou até sua inelegibilidade é vista com ressalva entre os deputados.

O líder do PL, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), elaborou uma versão, após consultar especialistas, que libera Bolsonaro para concorrer na eleição de 2026 e perdoa acusados desde o início do inquérito das fake news no STF —passando pelo 8 de Janeiro, pelos acampamentos golpistas e pelas acusações a Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de atentar contra a soberania nacional.

A versão ainda não foi protocolada, mas a Folha obteve acesso ao texto. Ele é o mais abrangente desde que começou a discussão na Casa, porque retrocede até o início do governo Bolsonaro.

O inquérito das fake news, criado em março de 2019, deu início a todos os outros em andamento no STF que têm o ex-presidente e seus aliados como alvo. Eles são relatados pelo ministro Alexandre de Moraes.

A proposta de Sóstenes, no entanto, contraria a estratégia do centrão, que tem defendido a anistia, mas com a manutenção da inelegibilidade de Bolsonaro, num esforço para viabilizar a candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que passou a atuar na linha de frente da articulação a favor do perdão.

A atuação do centrão e de Tarcísio pela anistia vem em resposta a críticas dos filhos de Bolsonaro de que esses políticos estariam disputando seu espólio eleitoral sem um verdadeiro empenho em tirá-lo da prisão. O gesto, portanto, seria necessário para viabilizar a candidatura de Tarcísio, que precisa do aval do ex-presidente para unificar a direita e concorrer com mais força.

O aumento da pressão do centrão e de Tarcísio, que foi a Brasília durante o julgamento para tratar de anistia, teve efeito sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), que admitiu colocar a proposta em votação, mas resultou em poucos avanços concretos. Por enquanto, não há nem definição de data para votar o texto nem relator para negociá-lo, por exemplo.

Após encontrar-se com Tarcísio nesta quarta-feira (3), Motta declarou que “não há ainda nenhuma definição” sobre a anistia e que segue ouvindo líderes de partidos favoráveis e contrários ao tema.

“O governador é um querido amigo, é do nosso partido, nós temos dialogado sempre, não tem nenhuma novidade com relação a isso. O governador tem um interesse em que se paute a anistia, isso é público. E nós estamos ouvindo a todos”, disse.

Motta, que vinha resistindo a pautar a anistia, chegou a admitir, contudo, que a medida ganhou força e poderia ser levada ao plenário. “Os líderes estão cobrando, estamos avaliando, vamos conversar mais. […] Aumentou o número de líderes pedindo”, disse na terça-feira (2).

Após se reunir com Motta nesta quinta-feira (4), Sóstenes afirmou que a anistia não será votada antes do julgamento —e nem o requerimento de urgência. Na próxima semana, ainda em meio às sessões no STF, Motta liberou os deputados das sessões presenciais e adotou sessões remotas.

Folha de S.Paulo

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Brasil

Inflação, viagens e compras mais caras no exterior, impacto em exportações e importações: os efeitos do dólar alto

A disparada da moeda norte-americana afeta a vida do brasileiro de todas as classes sociais, na medida em que piora a inflação, torna importações mais caras, encarece viagens e comprar para o exterior, mas, por outro lado, torna mais rentáveis as vendas do exportador.

Entenda os efeitos abaixo:

Reflexo na inflação e nos preços

A alta do dólar tem impacto direto nos preços dos produtos no Brasil, especialmente nos bens essenciais. Quando a moeda norte-americana sobe, itens importados ou que dependem de insumos internacionais, como combustíveis, eletrônicos e até alimentos, sofrem aumento.

Mesmo produtos nacionais, como a soja, podem ficar mais caros: os produtores preferem exportar, recebendo em dólar, e isso encarece o abastecimento interno. Especialistas alertam que o efeito pode se intensificar nos próximos meses, resultando em maior pressão inflacionária.

Para o brasileiro comum, um dólar alto significa um aumento nos preços de produtos como alimentos, combustíveis, eletrodomésticos e até passagens aéreas. Com a inflação pressionada, o poder de compra diminui e, muitas vezes, consumidores recorrem a produtos de marcas mais baratas ou reduzem gastos não essenciais. O setor de supermercados, por exemplo, já observa uma preferência crescente por itens de marca própria, como alternativa para driblar os preços elevados.

Viagens e compras ao exterior

O dólar em alta tem um impacto direto no bolso dos brasileiros que planejam viagens internacionais ou já estão com passagens compradas. Com a moeda norte-americana cotada acima de R$ 6,20, os custos de hospedagem, alimentação, passeios e compras fora do país aumentam consideravelmente, uma vez que grande parte das despesas no exterior é calculada em dólar ou outras moedas indexadas a ele.

Além dos gastos no destino, o aumento do câmbio também afeta a compra de passagens aéreas, que são majoritariamente precificadas em dólar. Isso tende a desestimular o turismo internacional, levando muitos brasileiros a adiar suas viagens ou buscar alternativas dentro do país. Para quem já adquiriu pacotes turísticos, o impacto se sente principalmente nas taxas extras e no uso de cartões de crédito, onde o valor é convertido pela cotação do dia, com o adicional do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Outro reflexo é no tradicional hábito de compras fora do Brasil, principalmente em países como os Estados Unidos, onde brasileiros costumam adquirir eletrônicos, roupas e outros produtos. Com o dólar em alta, os itens comprados no exterior se tornam menos atrativos, pois os preços finais, após conversão, perdem a vantagem em relação aos valores praticados no mercado nacional.

Reflexo nas exportações e importações

A valorização do dólar tem efeitos distintos para quem exporta e importa. De um lado, os exportadores brasileiros se beneficiam, já que ganham mais em reais ao venderem para o exterior.

O agronegócio e a indústria que comercializam commodities, como soja e minério de ferro, são setores favorecidos. Por outro lado, empresas que dependem de produtos importados — como peças automotivas, eletrônicos e medicamentos — enfrentam custos maiores, que são repassados ao consumidor final.

Juros mais altos

Com a alta do dólar, o Banco Central costuma adotar medidas para conter os impactos sobre a economia, como elevar a taxa de juros. A Selic, que é a taxa básica, já foi ajustada recentemente para 12,25% — maior patamar do governo Lula —, e deve subir ainda mais, segundo sinalizações do BC.

Juros mais altos encarecem o crédito, afetando financiamentos, empréstimos e o consumo das famílias. Para os investidores, a medida pode atrair mais capital estrangeiro e ajudar a conter a disparada da moeda, mas o efeito no bolso do brasileiro é um consumo mais caro e acesso restrito a crédito.

E por que o dólar não para de subir?

O aumento do dólar está diretamente ligado à desconfiança dos investidores em relação ao cenário fiscal brasileiro.

O pacote de cortes de gastos apresentado pelo governo gerou dúvidas sobre sua eficácia no controle do endividamento público, agravando a situação.

Ao mesmo tempo, as intervenções do Banco Central no câmbio têm tentado reduzir a volatilidade da moeda, mas os efeitos permanecem limitados frente à piora nas expectativas.

Fonte: g1

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Economia

Banco Central eleva juros básicos da economia para 13,25% ao ano

Foto: Agência Brasil/Banco Central do Brasil

Em meio aos impactos da guerra na Ucrânia sobre a economia global, o Banco Central (BC) continuou a apertar os cintos na política monetária. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, juros básicos da economia, de 12,75% para 13,25% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando estava em 13,75% ao ano. Esse foi o 11ª reajuste consecutivo na taxa Selic. Apesar da alta, o BC reduziu o ritmo do aperto monetário. Depois de dois aumentos seguidos de 1 ponto percentual, a taxa foi elevada em 0,5 ponto.

De março a junho do ano passado, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de dezembro do ano passado até maio deste ano.

Com a decisão de hoje (16), a Selic continua num ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. A Selic voltou a ser reduzida em agosto de 2019 até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse era o menor nível da série histórica iniciada em 1986.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o indicador fechou em 11,73% no acumulado de 12 meses, no maior nível para o mês desde 2015. Apesar da queda no preço da energia elétrica, por causa do fim das bandeiras tarifárias, a inflação continua pressionada pelos combustíveis.

O valor está bastante acima do teto da meta de inflação. Para 2022, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 5% neste ano nem ficar abaixo de 2%.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia 2022 em 7,1% no cenário base. A projeção, no entanto, está desatualizada com o prolongamento da guerra entre Rússia e Ucrânia , que elevam a cotação do petróleo. A nova versão do relatório será divulgada no fim deste mês.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 9%. A pesquisa está suspensa por causa da greve dos servidores do Banco Central, mas uma atualização foi divulgada na semana passada.

Crédito mais caro

A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 1% para a economia em 2022.

O mercado projeta crescimento um pouco maior. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Agência Brasil

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Economia

Copom eleva juros básicos da economia para 13,75% ao ano

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Em meio aos impactos da guerra na Ucrânia e de uma possível recessão nos Estados Unidos – com impactos sobre a economia global -, o Banco Central (BC) continuou a apertar os cintos na política monetária. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, juros básicos da economia, de 13,25% para 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Esse foi o 12º reajuste consecutivo na taxa Selic. O BC manteve o ritmo do aperto monetário. Assim como na última reunião, a taxa foi elevada em 0,5 ponto.

De março a junho do ano passado, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de dezembro do ano passado até maio deste ano.

Com a decisão de hoje (3), a Selic continua num ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano, em março de 2018. A Selic voltou a ser reduzida em agosto de 2019 até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse era o menor nível da série histórica iniciada em 1986.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em junho, o indicador fechou em 11,89% no acumulado de 12 meses, no maior nível para o mês desde 2015. No entanto, a prévia da inflação de agosto começa a mostrar desaceleração por causa da queda do preço da energia e da gasolina.

O valor está bastante acima do teto da meta de inflação. Para 2022, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 5% neste ano nem ficar abaixo de 2%.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia 2022 em 8,8% no cenário base. A projeção, no entanto, está desatualizada e deverá ser revista para baixo por causa das desonerações tributárias sobre a gasolina e o gás de cozinha. A nova versão do relatório será divulgada no fim de setembro.

As previsões do mercado estão mais otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 7,15%. No início de junho, as estimativas do mercado chegavam a 9%.

Crédito mais caro

A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 1,7% para a economia em 2022.

O mercado projeta crescimento um pouco maior. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,97% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. 🇧🇷esse artifício é utilizado em todo o mundo para ajudar controlar a inflação, que já vai começar a ter uma queda brusca, teremos como nunca teve no país uma inflação menor que EUA e Europa, aguardem, no restante o país está muito bem, superávit fiscal batendo recorde, desemprego reduzindo, PIB aumentando, investimentos estrangeiros aumentando (somos o 6º no mundo), vocês esquerdopatas antipatriotas ficam doidos!!!!!!!🇧🇷

  2. Assim aonde vamos parar?
    Deputado General Girão traidor dos Militares das Forças e pensionistas fale com o Capitão, assim não dá.

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Economia

Vazamento expõe dados do Pix de 11 milhões de pessoas

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Banco Central e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmaram nesta quarta-feira (24) que houve um acesso indevido a dados vinculados a chaves Pix no sistema Sisbajud, ferramenta de busca de ativos operada pelo CNJ em parceria com o Banco Central. O incidente de segurança ocorreu nos dias 20 e 21 de julho e afetou dados cadastrais de 11.003.398 pessoas.

Segundo os dois órgãos, não houve vazamento de dados sensíveis, como senhas, saldos, extratos bancários ou informações protegidas por sigilo bancário. As informações expostas foram exclusivamente de natureza cadastral: nome do titular, chave Pix, instituição financeira, número da agência e número da conta.

Em nota, o Banco Central afirmou que o vazamento “não permite movimentações de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras”. O CNJ, por sua vez, informou que o problema foi “imediatamente identificado e corrigido”, e que o sistema voltou a funcionar normalmente após a adoção das medidas de segurança.

A Polícia Federal e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foram oficialmente comunicadas sobre o ocorrido.

Riscos e recomendações

Apesar de os dados expostos não permitirem movimentações financeiras, o CNJ alertou que a exposição de dados cadastrais representa riscos potenciais, como tentativas de golpes e fraudes. Por isso, o órgão recomenda que os usuários fiquem atentos a comunicações suspeitas e reforcem os cuidados com segurança digital.

O CNJ ressaltou que não entra em contato com os afetados por meio de SMS, e-mail ou chamadas telefônicas, e que irá disponibilizar em seu site oficial um canal exclusivo para que cidadãos consultem se foram impactados pelo vazamento.

O incidente ocorre em um contexto de atenção crescente à proteção de dados no país, especialmente após a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O artigo 48 da LGPD prevê que os responsáveis por dados pessoais devem comunicar incidentes de segurança que possam acarretar risco ou dano relevante aos titulares.

G1

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Mundo

Mercado de prostituição aquece durante Fórum de Davos com programa de R$ 3.850 por hora

Foto: World Economic Forum/ Benedikt von Loebell

A elite global que se reúne para o Fórum Econômico Mundial em Davos a fim de discutir os maiores problemas do planeta — de aquecimento global à desigualdade de gênero — também aquece na fria cidade da Suíça um setor da economia informal: a prostituição.

A demanda por trabalho sexual dispara a cada ano na reunião de líderes mundiais e magnatas dos negócios que vêm de todo o mundo para discutir temas variados.

Acompanhantes se hospedam nos mesmos hotéis que chefes poderosos e seus funcionários durante a cúpula de cinco dias, que começou na segunda-feira (16/1).

Uma trabalhadora do sexo chamada Liana disse que se veste com trajes de negócios para não se destacar entre os executivos, apesar da prostituição ser legal na Suíça, contou ela ao jornal alemão “Bild”.

Liana acrescentou que vê regularmente um americano que visita a Suíça várias vezes ao ano e está entre os 2.700 participantes da conferência.

Liana cobra cerca de €700 (R$ 3.850) por uma hora de serviço e € 2.300 (R$ 12,6 mil) pela noite inteira, mais despesas de viagem.

Foto: Reprodução/Instagram

A gerente de um serviço de acompanhantes em Aargau (Suíça), a 160 quilômetros do local da reunião de cúpula, diz que já recebeu 11 reservas e 25 consultas por programas sexuais e espera que muitas outras cheguem esta semana.

“Alguns também reservam acompanhantes para eles e seus funcionários para festejar na suíte do hotel”, contou ela ao jornal “20 Minuten”.

Salome Balthus, garota de programa e escritora, postou no Twitter:

“Encontro na Suíça durante o Fórum significa olhar para os canos das armas dos seguranças no corredor do hotel às 2 da manhã. E depois dividir com eles os chocolates do restaurante e fofocar sobre os ricos.”

O mulher de 36 anos está hospedada em um hotel perto de Davos durante a cúpula, mas se recusou a revelar quem são os clientes influentes.

“Acredite em mim, você não quer entrar em litígio com eles”, advertiu ela.

Em 2020, uma investigação do jornal “The Times” encontrou pelo menos 100 prostitutas viajando para Davos para a cúpula, de acordo com um policial suíço. Um motorista oficial do fórum disse que pegou em um hotel uma prostituta que alegou ter sido forçada pelo seu chefe a dormir com um cliente mais velho que estava participando da cúpula.

Blog Page Not Found – Extra

Opinião dos leitores

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Educação

Após assembleia, decisão sobre greve dos professores da UFRN vai a plebiscito

Foto: Adurn

Em assembleia marcada por uma forte e ampla participação dos docentes sindicalizados ao ADURN-Sindicato, a categoria decidiu na tarde desta segunda-feira (17), pelo encaminhamento de um novo plebiscito sobre a greve dos professores e pela não continuidade da discussão sobre a desfiliação da entidade ao PROIFES-Federação. A atividade aconteceu de forma híbrida, presencialmente no auditório da reitoria, e remotamente através do Zoom.

“Vivemos num momento bastante importante e estratégico. A Assembleia é um momento de debate, de confronto de ideias, de posicionamentos políticos e ideológicos, e prezar pelo respeito, pela divergência e pelo debate qualificado é fundamental”, afirmou o presidente do ADURN-Sindicato, Oswaldo Negrão.

A afirmação do dirigente ao iniciar a assembleia se deve às ameaças recebidas pela direção da entidade nas redes sociais nos últimos dias. Negrão destacou que “o  ódio tem sido a tônica da política em várias instâncias, não só no parlamento brasileiro, mas também no caráter mundial” e lembrou que tratar opositores como inimigos é um perigo para o debate qualificado e para o próprio Estado Democrático de Direito.

A discussão durou mais de 4 horas e, em um primeiro momento, ouviu posições favoráveis e contrárias à permanência do ADURN-Sindicato no PROIFES-Federação. Após esse debate, os docentes responderam à seguinte pergunta: “Você concorda com a continuidade da discussão sobre a desfiliação do PROIFES-Federação?”, 241 professores e professoras votaram pela continuidade do debate, enquanto 344 decidiram por não continuar fazendo essa discussão, o que significa que o ADURN-Sindicato se mantém filiado ao PROIFES-Federação. Outros 16 docentes se abstiveram na votação.

Em um segundo momento, os presentes fizeram uma análise de conjuntura e colocaram suas posições acerca da continuidade ou não da greve geral por tempo indeterminado da categoria. Neste ponto, foi encaminhada a realização do plebiscito com a seguinte pergunta: “você concorda com o encerramento da greve geral por tempo indeterminado da categoria docente da UFRN?”. A consulta vai ocorrer das 8h da quarta-feira (19), às 17h da quinta-feira (20), no site do ADURN-Sindicato.

O presidente do ADURN-Sindicato, Oswaldo Negrão, ressaltou a importância da participação de todos e todas nos debates. “Hoje os professores e professoras da UFRN deram mais uma demonstração da força de mobilização da categoria. Tivemos intervenções muito qualificadas no debate de duas discussões importantes para o Movimento Docente. Foi um momento histórico”, afirmou o dirigente.

Fonte: Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Realmente um momento histórico.
    Os defensores do desgoverno “Janjista” se posicionando contra seu voto.
    Faz o L

  2. 2 meses recebendo sem trabalhar… quando vão cortar o ponto dessas pessoas? cada um recebe 20k em média, basta ver no portal da transparencia. Enquanto isso muitos acordam cedo e sobem em uma moto para ganhar 1400 reais na chuva… é mole?

  3. Esses professores vão tudo ficar com o rabo entre as pernas. Aceitar o que o governo quer e ainda vão pedir voto nas próximas eleições. Todo castigo é pouco!

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Geral

EUA e Espanha negam acusação de complô para ‘desestabilizar’ Venezuela

Foto: reprodução

Oficiais dos Estados Unidos e da Espanha negaram a acusação de complô feita pelo governo venezuelano para “desestabilizar” e “gerar ações violentas” no país.

Um porta-voz do Departamento de Estado americano classificou como “categoricamente falsas” as acusações de que os EUA estariam envolvidos em um complô para desestabilizar o governo Maduro.

O funcionário confirmou que um militar americano foi detido e citou “relatórios não confirmados de outros dois cidadãos americanos detidos na Venezuela”, de acordo com a agência Reuters.

“A Espanha nega e rejeita absolutamente qualquer insinuação de estar implicada em uma operação de desestabilização política na Venezuela”, disse uma fonte do Ministério das Relações Exteriores espanhol.

“O governo confirmou que os (dois cidadãos espanhóis) detidos não fazem parte do Centro de Inteligência Nacional ou de qualquer organização estatal. A Espanha defende uma solução democrática e pacífica para a situação na Venezuela”.

Segundo Diosdado Cabello, ministro do Interior venezuelano, foram presos dois cidadãos espanhóis (José María Basua e Andrés Martínez Adasme), um cidadão tcheco e três americanos identificados como Wilbert Josep Castañeda, um “militar da ativa” e “chefe” da operação, Estrella David e Aaron Barren Logan.

O ministro venezuelano afirmou ainda que foram apreendidos 400 fuzis dos Estados Unidos.

Ele também mencionou um suposto plano para atentar contra o presidente Nicolás Maduro e autoridades do Executivo, após as eleições de 28 de julho, nas quais foi proclamada a reeleição do presidente em meio a denúncias de fraude pela oposição.

As prisões provavelmente aprofundarão as relações já tensas da Venezuela com a Espanha e os Estados Unidos após a disputada eleição presidencial em julho.

Cabello vinculou os supostos planos para “atacar” a Venezuela a centros de inteligência da Espanha, dos Estados Unidos e à líder opositora María Corina Machado, além de outros dirigentes.

Nesta semana, a Venezuela chamou sua embaixadora em Madri para consultas e convocou o embaixador espanhol em Caracas para protestar contra os questionamentos à reeleição de Maduro.

As relações com o país europeu também se complicaram pela decisão do chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, de se reunir em La Moncloa com o opositor venezuelano Edmundo González Urrutia, que é procurado pela justiça de seu país e viajou à Espanha para solicitar asilo.

Cabello vinculou os supostos planos para “atacar” a Venezuela a centros de inteligência da Espanha, dos Estados Unidos e à líder opositora María Corina Machado, além de outros dirigentes.

g1

Opinião dos leitores

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Geral

ASSU: Reta final tem denúncias de compra de votos; marido de candidata é citado e nega acusações

Screenshot 20241005 112110 WhatsApp

Por Dinarte Assunção – Blog do Dina

Na reta final da disputa eleitoral em Assu, o clima de tensão cresce com denúncias de suposta compra de votos envolvendo figuras de destaque da oposição.

O Blog do Dina obteve acesso a mensagens de WhatsApp que indicam movimentações sugerindo que eleitores estariam sendo aliciados com dinheiro em troca de votos. Entre os nomes mencionados nas conversas está Hamaildson de Barros Guilherme, marido da candidata à vice-prefeita Fabielle Cristina de Azevedo Bezerra.

Procurada, a defesa de Hamaildson negou as acusações, afirmou se tratar de fake news e comunicou medidas jurídicas.

Em print que circula no WhatsApp, mensagem atribuída a ele comunica dispor de R$ 6 milhões para a campanha. Em consulta a banco de dados privados, o Blog do Dina constatou que o patrimônio dele é estimado em 100 mil declarados. O grupo da situação informou ter acionado o Ministério Público Eleitoral.

Tensão

Ao mesmo tempo, relatos em áudios inundam grupos e conversas. Num deles, diz um assuense: “Veja com alguém aí, pô, pra… pra ver esses negócios aí das compras de votos aí, que os caras tão gastando dinheiro com força. Tô dizendo a vocês, é… umas três, quatro pessoas já vêm me falar aqui que, ó, é Rodrigo, Patrícia… os caras tão gastando dinheiro com força. Lá no buraco da…, tão agindo com força lá. E o pior é que não tem ninguém na cola deles, ó.”

A acusação também é atribuída à oposição. Em resposta, as candidatas Vanessa e Fabiele gravaram vídeo onde se dizem perseguidas pelo grupo de situação.

NOTA

O vídeo enviado se trata, lamentavelmente, de uma fake news, inclusive uma montagem criada por setores da oposição. Esse print tem circulado a muito tempo no município. Trata-se de uma tentativa de distorcer a realidade e desinformar a população.

Em verdade, as candidatas Vanessa e Fabielle foram perseguidas por três carros durante visitas às comunidades de Nova Esperança, no dia de ontem. Esse episódio apenas reforça o incômodo que o crescimento de ambas tem causado à oposição, que tem se valido de opressão e intimidação como estratégia política.

Estamos tomando todas as medidas cabíveis para que esse tipo de prática seja combatida.

As denúncias estão sob investigação das autoridades, e há a expectativa de que ações sejam deflagradas nos próximos dias para apurar o caso e garantir a integridade do processo eleitoral.

Blog do Dina

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