Geral

STF não cumpre a Constituição, dizem juristas

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

No último dia 12 de fevereiro, o jurista Ives Gandra da Silva Martins completou 90 anos de idade. Recuperado de um problema sério de saúde, que o impediu de participar na ocasião de seu aniversário, ele foi homenageado em live da Revista Oeste, realizada nesta quarta-feira, 2.

A conversa contou com a participação da apresentadora Paula Leal, dos comentaristas Adalberto Piotto e Ana Paula Henkel, dos juristas Angela Gandra (filha de Ives) e Modesto Carvalhosa e do economista Luciano de Castro, professor da Universidade de Iowa. Ives, como um dos pensadores mais influentes do Brasil, criticou a postura atual do Supremo Tribunal Federal (STF) e a forma como o sistema judiciário brasileiro está sendo conduzido.

Segundo ele, o STF tem extrapolado em suas funções, ao legislar em matérias que deveriam ser de competência do Congresso Nacional. Tal atitude, segundo ele, gera insegurança jurídica e desequilíbrio entre os poderes.

Como base para o seu argumento, Ives citou a Constituinte de 1988, que moldou uma Constituição baseada na democracia e na liberdade de expressão, algo que está comprometido neste momento, segundo ele. “Participei 20 meses da Constituinte, Bernardo Cabral [relator] e eu ainda trocamos ideias.”

Cabral, conta Ives, é, aos 93 anos, presidente do Conselho dos Notáveis da Consolidação Nacional do Comércio. “Conversávamos quase semanalmente. Naquela época, saímos de um regime em que havia um poder dominante e dois poderes acólitos. Toda a ideia da Constituinte foi ter um Estado Democrático de Direito e uma ampla liberdade de expressão.”

Em seguida, Ives citou o próprio ministro do STF, Alexandre de Moraes, com quem possui em comum, em alguns momentos, trajetória acadêmica e profissional.

“Os artigos da comunicação social comentados pelo Alexandre de Moraes, meu amigo, com quem escrevi livros e participei de bancas de doutoramento, diziam que cortar a liberdade de expressão nos meios de comunicação era manifesto de inconstitucionalidade.”

Ives destacou que “toda a ideia da Constituinte foi ter um Estado Democrático de Direito e uma ampla liberdade de expressão”. Segundo ele, a liberdade era tão ampla que se podia dizer o que quisesse e, caso houvesse abuso, a punição deveria ocorrer a posteriori. Ele ressaltou que o atual sistema do STF utiliza a ordem inversa destes conceitos, ao proibir de início as próprias manifestações nas redes sociais.

“Antes, a população não tinha meios para se manifestar, pois não era dona de jornais ou emissoras de TV”, destaca o jurista. “Hoje, qualquer pessoa pode se expressar por meio de seu Instagram, independentemente do número de seguidores – sejam 100, 200 ou mais. Acredito que o grande mérito da democracia está justamente na liberdade de expressão.”

Ives afirmou que a atual busca do STF de fazer a lei significa uma desobediência à Constituição.

“O que vemos hoje é o Legislativo em primeiro lugar porque tem a oposição e a situação, o Executivo em segundo porque tem só a situação, e um poder técnico, que [a princípio] não é político, que não representa o povo, é um poder que tem que garantir a lei, mas não pode fazer a lei, não pode reescrever a Constituição, a liberdade de expressão, puna-se depois, mas não se pode impedir antes que ela seja exercida.”

“Por isso, como modesto advogado de província, tenho contestado respeitosamente os ministros, muitos dos quais são meus amigos, participei de bancas, com seis deles já escrevi livros. Mas como professor universitário há 61 anos, me permito divergir nesse ponto.”

Ives, que em vários momentos revelou sua fé católica, também mencionou duas balizas da Constituição em dois artigos específicos: o relativo a direitos e garantias individuais e o que garante a harmonia e independência entre os poderes.

“Só teremos uma democracia plena quando cada poder exercer rigorosamente as competências que lhe cabem, sem invadir a competência do outro”. Ives expressou ainda seu desejo de que os ministros do STF voltem a atuar como no passado, quando “o Supremo era a instituição mais respeitada do Brasil, agora vemos nas pesquisas uma credibilidade cada vez menor”.

Defesa da anistia

Em sua fala, a defesa da anistia para aqueles que foram presos por causa dos atos de 8 de janeiro, em Brasília mereceu destaque. Segundo Ives, é fundamental que o STF realize um ato de grandeza para pacificar a nação. Ele comparou a situação atual com o período em que Michel Temer, depois de depredações do Congresso Nacional, optou por uma postura de anistia, ao seu inspirar no gesto do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961).

Para o jurista, o STF poderia buscar uma distensão e promover o diálogo democrático, em vez de alimentar radicalizações. ”Se isso partisse do Supremo, para pacificar a nação, talvez nós começássemos a permitir que o Brasil crescesse no diálogo e no debate democrático, e não nas radicalizações”, observou o jurista.

“Aos 90 anos, é um sonho que eu tenho. Sempre quis, sendo apenas advogado e professor universitário, e nas horas vagas poeta, que houvesse esse diálogo. Nunca ataquei pessoas, apenas ideias. Mas seria um ato de grandeza se eles começassem a partir de agora uma distensão.”

Na fala anterior, Modesto Carvalhosa havia mencionado a discussão sobre a liberdade no Brasil. Citou o lançamento do livro em homenagem a Gandra, Constituição e Liberdade, que contém artigos de 44 juristas. Ele afirmou que a ideia do livro não é só jurídica, mas política.

“A partir do Direito, da Carta Magna, podemos saber se realmente estamos vivendo em um ambiente de liberdade no Brasil, o que é necessário para que Constituição seja cumprida, no sentido da liberdade de expressão, de manifestação e de protesto, o tema tem muita ligação com o problema que vivemos no país, onde essas liberdades têm sido seriamente desrespeitadas pelas principais instituições que deveriam defendê-las.”

Carvalhosa citou como causa recente desta atmosfera de medo algumas portarias e expedientes que, sob o pretexto de combater fake news e ameaças ao Estado Democrático de Direito, acabam por cercear a livre manifestação do povo brasileiro.

“Estamos em um país em que a liberdade não só não é admitida, como existe um medo de se expressar, do povo brasileiro manifestar suas opiniões, seus protestos e suas inconformidades livremente, seja nas redes sociais, em manifestações de rua ou na imprensa.”

Por sua vez, o economista Luciano de Castro, que participou da coordenação do livro, foi enfático ao afirmar que o STF está “empurrando o país para o abismo”. Na obra, há inclusive um artigo dele cujo título é esta frase.

Ele destacou que um dos fatores mais importantes para que a população obedeça às leis é que elas sejam justas e equânimes, na formação e na aplicação.

“O STF está tirando totalmente a legitimidade desse processo justo e equilibrado de aplicação das leis, de acordo com a Constituição e com o que foi votado pelo constituinte e pelo parlamento através de representantes eleitos pelo povo”, observou Castro.

“Quando o Judiciário extrapola suas funções e invade essa competência, ele destrói a confiança da população. É um desastre, e esperaria estar errado, mas estamos caminhando para uma desobediência crescente às leis no país. É uma pena extraordinária que as elites não percebam esse processo de levar o país para o abismo. Em um futuro próximo, pagarão caro, pois irão com o resto do país para esse abismo.”

Revista Oeste

Opinião dos leitores

  1. Esse é o jurista preferido da ditadura e dos atuais golpistas? Com 90 anos ele não sabe o que é e pra que serve uma ADPF? Ah tá!

    1. Se tivéssemos juristas desse nível no STF, um condenado por corrupção jamais voltaria a cena do crime

    2. Tai o sabido, com nome de mane, quer dar aula a Ives Gandra, um dos maiores operadores do direito no Brasil, te aquieta jumento.

    3. Ô Zé Manoel….vc perdeu a chance de ficar calado…. tá parecendo o teu presidente…. só fala m$rd@.

  2. Em 88 não havia redes sociais e blogs com o alcance e a rapidez de acesso q têm hoje, portanto, a lei esta defasada e deve haver uma nova regulamentação.

  3. Acredito que a vontade do poder ABSOLUTO, a venda nos olhos da justica, a burrice da esquerda, o silêncio sepulcral da OAB, com o medo de Bolsonaro, sejam ingredientes fortíssimos deste estado de coisas. O NINE, maioria do STF e pequena parte do povo brasileiro, fogem do MITO como o diabo foge da cruz.

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Geral

Relator do Conselho de Ética da Câmara vota pelo arquivamento do processo que pede a cassação de Eduardo Bolsonaro

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado Marcelo Freitas (União-MG), relator do Conselho de Ética da Câmara votou nesta quarta-feira (8) pelo arquivamento do processo que pede a cassação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele classificou a denúncia apresentada pelo PT como “equivocada” e disse que críticas políticas, mesmo feitas no exterior, não configuram quebra de decoro.

Escolhido pelo presidente do órgão para relatar o procedimento, Marcelo Freitas é um antigo aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e já chamou Eduardo de “amigo”.

A análise foi adiada a pedido de parlamentares e deve voltar à pauta na próxima reunião. Se o parecer de Freitas for rejeitado, outro relator será escolhido. Caso seja aprovado, ainda caberá recurso.

Sem responder às notificações, Eduardo foi representado pelo defensor público Sérgio Armanelli Gibson, que pediu a suspensão do caso até manifestação do STF. Ele alegou que o deputado apenas fez críticas políticas e não ofendeu instituições brasileiras.

Eduardo enfrenta ainda outros três pedidos de cassação, que o presidente do Conselho, Fabio Schiochet (União-SC), tenta unificar — mas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não autorizou. Assim, apenas a denúncia do PT segue em andamento.

O mandato do parlamentar pode ser ameaçado em duas frentes: por quebra de decoro e por excesso de faltas — este último só deve ser analisado em 2026.

Além disso, Eduardo é investigado no STF, acusado de tentar influenciar processos contra o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, com apoio de sanções internacionais impostas pelo governo Donald Trump. O PGR Paulo Gonet afirma que as denúncias têm “grave alcance institucional”.

O deputado nega as acusações e alega estar sob jurisdição americana. O PT sustenta que sua atuação buscou desestabilizar instituições brasileiras e pressionar autoridades em defesa do pai.

Opinião dos leitores

  1. que mané “jurisdição americana”. Esse sugador das tetas do governo faz o que faz e esse outro amiguinho ainda chama de “equivocada”. Oh cambada de fdp.

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Geral

Crime contra Natal: Kleber Fernandes acusa Conselho do Parque das Dunas de boicotar Parque Linear

Durante a Sessão Ordinária desta terça-feira (30), na Câmara Municipal de Natal, o vereador Kleber Fernandes (Republicanos) fez duras críticas às alterações realizadas pelo Conselho Gestor do Parque das Dunas no plano de manejo da unidade de conservação. Segundo o parlamentar, as mudanças burocratizam o processo e criam barreiras para inviabilizar a construção do novo Parque Linear, projeto anunciado pelo prefeito Paulinho Freire no último dia 23 de julho.

“É muito triste vir falar isso aqui, mas a turma do atraso atacou novamente a cidade. É lamentável vermos uma atitude mesquinha, que apequena Natal, inviabiliza o desenvolvimento social, turístico e econômico, além de travar novas oportunidades de negócios e o futuro da capital”, afirmou Kleber, em tom de indignação.

Reportagens publicadas pela imprensa potiguar revelaram que o documento, antes com 113 páginas, saltou para 876 páginas após as alterações, incorporando definições, coordenadas e regras que, segundo o vereador, “extrapolam o limite da razoabilidade técnica”.

Kleber Fernandes ressaltou ainda que o plano de manejo havia permanecido inalterado por 32 anos, e que a revisão inesperada logo após o anúncio do Executivo municipal demonstra, em sua visão, uma ação política deliberada do Governo do Estado para travar o projeto.

“O que nós estamos vendo é uma atitude política, mas acima de tudo, um crime contra Natal e contra seu desenvolvimento. Isso ceifa a perspectiva de novos empregos e de sonhos para os natalenses”, reforçou o vice-líder do prefeito na Câmara.

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RN

VÍDEO: Contas de Fátima de 2019 tem 5 votos pela reprovação. Conselheiro George Soares pede vistas

 

Na sessão desta terça-feira (20), o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) iniciou o julgamento das contas da governadora Fátima Bezerra referentes ao exercício de 2019.

O relator do processo, conselheiro Gilberto Jales, votou pela reprovação das contas, apontando irregularidades na gestão fiscal.

Outros conselheiros seguiram o relator mas, a análise foi suspensa após o conselheiro George Soares, ex-líder do governo na Assembleia Legislativa e considerado aliado político da governadora, solicitar vistas do processo.

Com isso, a decisão foi adiada para uma data que ainda não foi divulgada pela corte.

Blog do BG

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Geral

Conselheiro Gilberto Jales é eleito presidente do TCE para o biênio 2023-2024; Poti Júnior é o vice

Adriano Abreu

O conselheiro Gilberto Jales foi eleito nesta quinta-feira (1º), em votação realizada durante a sessão do Pleno, para presidir o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) no biênio 2023-2024. A escolha se deu à unanimidade de votos pelos sete conselheiros presentes. O conselheiro Poti Júnior foi eleito vice-presidente, também por votação unânime.

Essa é a segunda vez que Jales assume a presidência, sendo a primeira no biênio 2017-2018. Após a votação, ele agradeceu a confiança dos colegas e disse que conta com a colaboração dos demais conselheiros e dos servidores da Corte. “A união e harmonia dessa casa é o que nos faz assumir esse desafio, graças à generosidade e confiança dos meus pares, aos quais eu agradeço. Já passei por esse desafio uma vez e, com a confiança merecida, renovo os agradecimentos e o apoio que tenho certeza que terei”, afirmou ele, que destacou ainda os avanços do Tribunal na atual gestão e nas anteriores.

Atual presidente, o conselheiro Paulo Roberto Alves parabenizou Jales, desejando sucesso e êxito na gestão. “Pode contar comigo e todos colegas e servidores. Desejo que Vossa Excelência dê prosseguimento aos avanços que o TCE vem tendo há muitos anos”, disse, estendendo os parabéns a todos os demais eleitos.

Durante o processo eleitoral, cujos votos foram depositados em urna e escrutinados pelo procurador-geral de Contas em exercício, Luciano Ramos, também foram escolhidos os membros das duas Câmaras de Contas, e seus respectivos presidentes, além do diretor da Escola de Contas, o corregedor e o ouvidor de contas.

A 1ª Câmara de Contas será composta pelos conselheiros Renato Dias (presidente), Tarcísio Costa e Poti Júnior. Já a 2ª Câmara será composta pelos conselheiros Adélia Sales (presidente), Paulo Roberto Alves e Carlos Thompson.

Para a Corregedoria, foi eleito Paulo Roberto Alves. O diretor da Escola de Contas será o conselheiro Tarcísio Costa. E a Ouvidoria de Contas será dirigida pelo conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes. Houve também o sorteio para composição dos auditores (substitutos de conselheiros) nas Câmaras: Marco Montenegro e Ana Paula de Oliveira Gomes na 1ª Câmara; e Antônio Ed Santana na 2ª.

 

Tribuna do Norte

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Política

Eleitos para conselho de metalúrgica, 2 ministros de Lula podem receber extra de até R$ 1 milhão por ano

Foto: Wilson Dias e Lula Marques, Agência Brasil

Os ministros Carlos Lupi, da Previdência, e Anielle Franco, da Igualdade Racial, foram indicados pelo governo e eleitos conselheiros da empresa Tupy, que atua no ramo de metalurgia. Os nomes foram escolhidos na cota do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), que possuí 28,2% das ações do negócio.

Carlos Lupi e Anielle Franco vão substituir a superintendente de energia do BNDES, Carla Gaspar Primavera, e o técnico Fabio Rego Pinheiro, que renunciaram aos cargos.

Ao acumular função, os dois ministros passam a ter direito a vencimentos adicionais, que podem variar de R$ 465 mil a R$ 1 milhão por ano.

A Tupy foi criada em 1938, em Joinville, em Santa Catarina. A empresa conta com cerca de 13 mil funcionários. Além da fábrica no Brasil, também possui unidades no México.

Além do BNDES, o negócio tem a Previ e outros fundos como sócios.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Eu preferia a época do ex presidente em que ministros como Braga Neto chegaram a ganhar 1 MILHÃO POR MÊS!

  2. São “INSPECIALISTAS”, começaram como soldadores e foram se aperfeiçoando no ramo da metalurgia, sabem tudo até atingir esse nível, vão contribuir sobremaneira para o crescimento da Empresa…

  3. Por isso que estamos na merda. Um panaca desses levando o dinheiro de construir várias obras para a população. Faz o L, jumentada!!! Eu acho é pouco.

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Política

Em 2023, Conselhos de Ética do Congresso arquivaram mais da metade dos processos por suposta quebra de decoro

Foto: REUTERS/Jamil Bittar

Os Conselhos de Ética da Câmara e do Senado, responsáveis por apurar supostas quebras de decoro por parte dos parlamentares, arquivaram mais da metade dos processos analisados entre janeiro e dezembro de 2023.

Na Câmara dos Deputados, foram 29 representações. Destas, 19 foram arquivadas e outras três tiveram a tramitação encerrada após solicitação dos autores das ações. Já no Senado Federal, dos 13 casos apresentados, seis acabaram arquivados.

Com isso, restaram sete processos em andamento na Câmara e outros sete no Senado (veja lista ao fim da reportagem). Todos os casos devem ser retomados em fevereiro, quando o Congresso Nacional retorna do recesso.

As penas aplicadas por um Conselho de Ética parlamentar podem ser desde uma censura escrita até a perda do mandato parlamentar.

Entre os deputados, o caso de maior repercussão foi protocolado pelo Partido Liberal (PL) contra André Janones (Avante-MG), por suposta prática de “rachadinha”.

Assessores e ex-assessores do deputado afirmam que tiveram que repassar ao deputado parte dos salários que recebiam, a partir de 2019, quando o parlamentar assumiu o primeiro mandato.

O Conselho de Ética Câmara instaurou processo para investigar o esquema em dezembro. Ainda falta, no entanto, a escolha do relator.

O presidente do grupo, deputado Lomanto Leur Júnior (União-BA), sorteou três nomes para conduzir o processo contra Janones: Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT), Guilherme Boulos (PSOL-SP) e Sidney Leite (PSD-AM).

Autor da representação, o PL afirma ser inaceitável que um deputado desvie os salários de servidores do seu gabinete com objetivo de enriquecer ilicitamente. O partido pede a perda de mandato de Janones.

“É inaceitável que um parlamentar ataque o Brasil de tal maneira e ainda utilize de verba pública, tão cara aos contribuintes, para amealhar patrimônio pessoal”, afirmou a sigla na representação.

Desde que o caso veio à tona, Janones tem negado as acusações. Segundo ele, ficará comprovado que nunca houve “qualquer crime cometido”.

No Senado, destaque para o caso do senador Chico Rodrigues (PSB-RR), flagrado em 2020 com maços de dinheiro na cueca durante operação da Polícia Federal.

Os policiais investigavam, à época, um suposto esquema de desvio de recursos públicos que deviam ser destinados ao combate à Covid-19 em Roraima.

Em junho, o colegiado abriu processo contra o parlamentar. Os partidos Rede Sustentabilidade e Cidadania pedem a cassação do mandato.

Rodrigues, no entanto, nega qualquer irregularidade no caso e alega que o episódio aconteceu “pelo pânico e pelo medo” no momento da operação da PF.

Confira os casos que ainda tramitam nos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado:

Conselho de Ética da Câmara

  • Ricardo Salles (PL-SP): denunciado por suposta fala em defesa da ditadura
  • Sâmia Bomfim (PSOL-SP): denunciada por supostas intervenções desrespeitosas durante CPI do MST
  • Jandira Feghali (PCdoB-RJ): denunciada por ter chamado o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) de “moleque” durante sessão da CPMI do 8/1
  • General Girão (PL-RN): denunciado por suposta ameaça de violência contra o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ)
  • Lindbergh Farias (PT-RJ): denunciado por ter chamado a deputada Carla Zambelli (PL-RJ) de “terrorista”
  • Abílio Brunini (PL-MT): denunciado por supostas intervenções desrespeitosas durante audiência para debater a situação da população palestina na Faixa da Gaza
  • André Janones (Avante-MG): denunciado por suposta prática de “rachadinha”

Conselho de Ética do Senado

  • Cid Gomes (PDT-CE): denunciado por ter chamado Arthur Lira (PP-AL_, na época em que ele era líder do partido, de “achador” – pessoa que extorque dinheiro de outra pessoa
  • Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ): denunciado por suposta relação com a milícia do Rio de Janeiro
  • Jorge Kajuru (PSB-GO): denunciado por suposta acusação de que outros senadores teriam apresentado notas falsas para obterem reembolsos
  • Chico Rodrigues (PSB-RR): denunciado por suposto desvio de recursos públicos destinados à pandemia de Covid-19
  • Jorge Kajuru (PSB-GO): denunciado por ter gravado, de forma clandestina, conversa telefônica o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
  • Styvenson Valentim (Podemos-RN): denunciado por suposta fala irônica contra uma violência doméstica sofrida pela então deputada Joice Hasselmann
  • Randolfe Rodrigues (sem partido-AP): denunciado por ter chamado o governo de Jair Bolsonaro (PL) de “criminoso”, “corrupto” e “genocida”

CNN Brasil

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Geral

Conselho de Ética da Câmara aprova suspender mandato de André Janones por três meses

Foto: reprodução

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (15) a suspensão do mandato do deputado André Janones (Avante-MG) por três meses. Ele foi alvo de uma representação apresentada pela Mesa da Casa após ter se envolvido em bate-boca no plenário na última semana.

Janones ainda poderá recorrer, em até 24 horas, da decisão no plenário. A ação da Mesa pedia a suspensão cautelar do mandato por seis meses. O relator, deputado Fausto Santos Jr. (União-AM), apresentou parecer reduzindo o período.

Na representação, Janones foi acusado de comportamento “incompatível com o decoro parlamentar”. A ação foi apresentada após um ofício do corregedor parlamentar, deputado Diego Coronel (PSD-BA), ser enviado à Mesa. Antes, o Partido Liberal havia enviado pedido à Corregedoria Parlamentar solicitando a suspensão.

Janones e o seu advogado Lucas Pedrosa Marques compareceram à reunião do Conselho nesta terça. A defesa do parlamentar argumentou que Janones foi alvo de xingamentos na ocasião e que não há provas sobre as acusações contra ele. O advogado também defendeu uma apuração maior dos fatos.

Durante a sessão, Janones se defendeu das acusações de quebra de decoro e afirmou apenas reagiu a agressões. Ele ainda afirmou não ver ofensas na forma como se referiu ao colega Nikolas Ferreira. “Eu não vejo nenhuma ofensa, eu me desculpo pela confusão”, disse.

Na reunião, integrantes da oposição defenderam prazo maior de suspensão do mandato, enquanto deputados governistas pediram uma análise mais cuidadosa do ocorrido no dia 9 de julho.

A situação alvo de denúncia do PL (Partido Liberal), relatada pela Mesa na representação, ocorreu na última quinta-feira (9). Na ocasião, Janones teria provocado o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que discursava na tribuna.

O tumulto começou quando Nikolas usou a tribuna para ler a carta divulgada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que anunciava a aplicação de tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil.

Janones, então, fez críticas ao colega, e foi chamado de “rachadinha” por integrantes da bancada do PL. Por várias vezes, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), precisou intervir para tentar colocar fim ao bate-boca entre governistas e oposição. Também solicitou auxílio da Polícia Legislativa.

Na data do ocorrido, Janones afirmou ter sido “agredido fisicamente” no plenário pelo que chamou de “tropa de choque bolsonarista” composta por 12 parlamentares. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou ter formalizado uma queixa-crime e feito exame de corpo de delito.

CNN Brasil

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Geral

MST deixa de ser um aliado e se consolida como fonte de desgaste político para Lula

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Histórico parceiro do Partido dos Trabalhadores (PT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deixou de ser um aliado estratégico e passou a figurar como fonte constante de desgaste político para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cobranças públicas, invasões e críticas diretas ao Palácio do Planalto têm exposto a fragilidade da articulação política do Executivo e o impasse em torno da pauta agrária.

O mais recente capítulo dessa tensão envolve a pressão aberta pela saída do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira. O MST acusa o titular da pasta de não cumprir promessas relativas a assentamentos e de travar o andamento da reforma agrária. Na avaliação de lideranças do movimento, o governo se perde em anúncios vazios e compromissos não executados, aprofundando a insatisfação no campo.

Em declarações à imprensa e em manifestações como a ocorrida na Câmara de Vereadores de Votuporanga (SP), a atuação do ministro vem sendo criticada. Teixeira foi chamado de “ministro promessinha” por um coro de militantes que participavam de uma audiência pública em maio. Além disso, lideranças históricas do movimento têm afirmado que o ministro “fala sempre a mesma coisa” e inventa “números que não são reais”.

Um dos líderes do movimento no Rio Grande do Sul, Ildo Pereira afirmou que existe insatisfação diante de uma série de demandas locais, estaduais e até nacionais. “Nós não estamos tão simpáticos a alguns anúncios do governo para a reforma agrária”, disse Pereira à Gazeta do Povo.

Para o líder da oposição, deputado Luciano Zucco (PL-RS), o governo do PT conseguiu a “proeza de transformar um antigo aliado em problema”. “O MST hoje não está satisfeito com pouco, quer mais poder, mais cargos e, agora, quer até escolher o ministro do Desenvolvimento Agrário”, afirmou Zucco.

Assim, a crise com o MST – antes limitada a críticas da oposição e de setores do agronegócio por causa das invasões – ganha contornos de problema político com ainda mais fôlego.

A Gazeta do Povo procurou o MST para obter um posicionamento oficial a respeito das queixas relacionadas ao ministro Paulo Teixeira, mas o movimento preferiu não se posicionar.

O ministro Paulo Teixeira, por sua vez, minimizou as críticas. “Ao contrário de governos anteriores, respeitamos as manifestações. As cobranças fazem parte da dinâmica dos movimentos sociais”, disse o ministro por meio de nota enviada pela assessoria.

MST cobra promessas não cumpridas

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, desde 2023 para cá, já foram homologados cerca de 38 mil novos lotes para famílias sem terra em todo o Brasil.

Os números do governo, no entanto, não atendem à demanda apresentada pelo MST. No começo de maio, o MST reforçou o pedido de assentamento prioritário de 65 mil famílias que estariam acampadas há mais de 20 anos. Ao todo, o movimento afirma que há 120 mil famílias à espera de terras. Um pedido de R$ 1 bilhão no Orçamento para a reforma agrária também fez parte das reivindicações. A estimativa do movimento é de que, com R$ 100 milhões, em média 4 mil famílias podem ser assentadas.

“Ainda não estamos satisfeitos com a proposta do MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário] sobre o tema da obtenção de terra. O MST está pressionando muito para que o governo se comprometa que ano que vem vá assentar todas as famílias acampadas, são 65 mil”, disse o coordenador nacional do movimento, João Paulo Rodrigues, em matéria publicada em novembro de 2024 na página do MST.

Em nota à Gazeta do Povo, Teixeira afirmou que as metas de novos lotes de assentamentos estão sendo cumpridas. “O objetivo do governo é entregar 60 mil novos lotes em assentamentos tradicionais até 2026. Para 2025, a meta é de 30 mil novos lotes em assentamentos e até maio, faltando mais da metade do ano, já foram entregues mais de 15 mil lotes. Isso significa que, depois do desmonte realizado pelos governos anteriores, a reforma agrária no Brasil retomou o ritmo dos primeiros governos do presidente Lula”, diz a nota do ministro.

Ainda assim, integrantes do MST têm feito críticas recorrentes à gestão petista. “Nossa expectativa é que o Lula reassuma o compromisso que ele fez”, disseram Maurício Roman e Lara Rodrigues, dirigentes nacionais do movimento no Rio Grande do Sul, ao Poder360, em 29 de maio. “Não é que a gente está pedindo a cabeça do ministro. O Lula tem total autonomia. Mas todos os acordos que fizemos com ele [Paulo Teixeira] até agora não foram cumpridos”.

Gazeta do Povo

Opinião dos leitores

  1. Pra mim e muitos PATRIOTAS, isso é mentira pra enganar os Eleitores besta que acredita em Saci Pererê, Obs nada que vem desse povo não devemos ACREDITAR

  2. Será que eles cansaram da promessa da “picanha” antes do restante da população?

  3. Somos resistência, porém ao longo do tempo, estamos sendo USADOS como massa de manobra pelo PT e seus deputados federais, aqui no estado do Rio Grande do Norte, tem sido assim e no resto do Brasil também, é só enrolação e uso do povo dos assentamentos e ocupações, para fazer o trabalho sujo que eles do pt e asseclas não tem coragem de fazer!!! Fora pt. Fora deputados federais e estaduais que nos usam para suas safadezas e molecagens. Manoel Bezerra Vive.

    1. Troque tudo isso por: fomos enganados. Não é vergonha alguma reconhecer que erraram e foram transformados em massa de manobra. Eles nunca quiseram ajudar vocês. Que bom que ainda há tempo. Bem-vindo ao mundo real.

    2. Vão fazer o L novamente em 2026, quem viver verá. Essa choradeira logo passa com as novas promessas. Chapéu de otário é marreta. E eu não tenho um pingo de dó de vcs.

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Economia

Conselho aprova uso do FGTS para pagar até 12 parcelas atrasadas da casa própria

Foto: Unsplash/Lucas Marcomini

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, na terça-feira (19), uma mudança no uso do fundo de garantia para quitar parcelas atrasadas do financiamento da casa própria.

Até então, o trabalhador podia utilizar o saldo do FGTS para pagar até três parcelas em atraso. A partir de 2 de maio, o fundo poderá ser utilizado para quitar até 12 parcelas atrasadas em financiamentos feitos pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

O aumento é temporário, valendo até 31 de dezembro de 2022. Na publicação, Ricardo de Souza Moreira, presidente do conselho, diz que a alteração acontece “com vistas a permitir um melhor atendimento aos trabalhadores”.

CNN Brasil

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Educação

Justiça Federal concede liminar e suspende decisão do conselho da Ufersa para destituição da reitora

Foto: Arquivo/Ufersa

A Justiça Federal concedeu nesta quarta-feira (16) uma liminar que suspende a solicitação de destituição da professora Ludimilla Carvalho Serafim de Oliveira do cargo de reitora da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), sediada em Mossoró, no Oeste potiguar.

O pedido de destituição, que aconteceu por meio de ofício no dia 31 de julho, após uma reunião extraordinária do Conselho Universitário (Consuni), é pela anulação ou revogação do decreto que nomeou a reitora em agosto de 2020 e foi encaminhado ao Ministério da Educação (MEC).

A decisão se deu após a professora Ludmilla ter o título de doutora cassado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por plágio na tese apresentada em 2011.

A liminar

Ludimilla Carvalho Serafim de Oliveira impetrou um mandado de segurança com o intuito de suspender os efeitos da decisão do Consuni enviada ao MEC. Entre os motivos apresentados pela ex-reitora no pedido, ela aponta supostas ilegalidades como: a não competência do Consuni para indicar destituição, o cerceamento da defesa, um vício na formação da comissão do Consuni para a decisão.

Além destes pontos, de acordo com o pedido de liminar de Ludmilla, o título de doutor não seria exigência para manutenção no cargo de reitor, mas apenas para figurar na lista tríplice de escolha.

Ainda no documento oficial, assinado pelo juiz Lauro Henrique Lobo Bandeira, a Justiça Federal intima ao Ministério Público Federal que apresente parecer no prazo de 10 dias.

g1-RN

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Guerra

Israel critica primeira resolução do Conselho de Segurança sobre Gaza como ‘desconectada da realidade’

Foto: Timothy Clary / AFP

Depois da aprovação da primeira resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre o conflito em Gaza, o governo de Israel fez duras críticas ao texto, que defende a libertação imediata de todos os reféns em poder do Hamas e a adoção de pausas humanitárias e medidas para a proteção de civis no território palestino.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores diz rejeitar o texto, apresentado por Malta que teve 12 votos a favor e três abstenções. Segundo o comunicado, não há lugar para tais medidas neste momento, uma vez que os reféns ainda estão sendo mantidos em poder do Hamas.

No X , o antigo Twitter, o embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, afirmou que a resolução é “desconectada da realidade, e que não tem qualquer sentido.

“Não importa o que decidir o Conselho [de Segurança], Israel continuará agindo de acordo com as leis internacionais, enquanto os terroristas do Hamas não podem sequer ler a resolução, quanto mais cumprir o que ela diz. Infelizmente o Conselho continua a ignorar, não condenar ou sequer mencionar o massacre que o Hamas realizou no dia 7 de outubro”, diz o embaixador. “A estratégia do Hamas é deteriorar, de forma deliberada, a situação humanitária em Gaza e aumentar o número de palestinos mortos para motivar a ONU e o Conselho de Segurança para que parem Israel. Isso não vá acontecer, Israel continuará a agir até que o Hamas seja destruído e os reféns retornem para casa.”

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Israel critica a resolução da ONU, mas nao gostou nenhum pouco quando estava sendo dizimada pelo nazismo, agora estão fazendo o mesmo, em pleno século XXI. ABSURDO. Parem com esse GENOCÍDIO.
    Crianças, velhos e mulheres não devem pagar a conta do Hamas

  2. Se o “cristão” for raiz e patriota quer que Israel mate todo o povo que se encontra naquela faixa.

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Geral

Mineiro será denunciado ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados após agressão em aeroporto

Imagem: reprodução

O deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, disse neste sábado (16) que vai entrar com uma representação no Conselho de Ética contra o deputado Fernando Mineiro (PT-RN).

Mineiro agrediu o influenciador do MBL (Movimento Brasil Livre) Matheus Faustino. Segundo Kataguiri, um dos fundadores do MBL, o deputado tentou arrancar o celular do militante depois que ouviu questionamentos sobre a presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Matheus Faustino aguardava a deputada Gleisi Hoffmann desembarcar no Aeroporto de Natal para fazer questionamentos à congressista. O influenciador do MBL é pré-candidato a vereador na capital do Rio Grande do Norte e filmou a chegada da deputada e fez questionamentos.

Em vídeo divulgado por Kataguiri, o deputado Fernando Mineiro dá um tapa no celular de Matheus Faustino e, em seguida, puxa o braço do influenciador, o que leva os 2 ao chão. O congressista ainda segura a cabeça do integrante do MBL. Um homem pede a Mineiro para que ele se acalme, enquanto o deputado responde em sequência: “Fascista é isso, fascista eu quebro no pau”.

Depois do episódio, Fernando Mineiro foi às redes sociais se explicar. O congressista disse que não foi a 1ª vez que um integrante do grupo de direita “invade espaços políticos e agride petistas, principalmente mulheres”.

“Hoje a deputada federal e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, foi vítima de ataques misóginos por bolsonaristas no aeroporto de Natal. Eu estava lá para recebê-la e as provocações terminaram em agressões físicas. Não foi a primeira vez que esse grupo agiu dessa forma”, disse. Mineiro afirmou ainda que também acionará medidas cabíveis na Justiça contra o MBL. “Quem me conhece sabe que prezo pelo diálogo e pelo respeito às divergências mas não podemos tolerar a repetição organizada desse tipo de agressão gratuita e criminosa”, declarou.

Com informações do Poder360

Opinião dos leitores

  1. Denunciar pq? Por defender uma mulher e por se defender????
    Pq não denúncia o importunador que ficou falando asneiras, mentiras e querendo aparecer nas redes sociais????
    Esse é o Brasil.

    1. Semana passada foram divulgados os índices oficiais de feminicídio no Brasil, teve crescimento em relação ao ano anterior. Qual o problema em perguntar à Presidente do PT sobre o tema, já que no governo anterior, eles criticavam tanto. Não assumem os fracassos dessa gestão desastrosa e ainda se fazem de vítimas. São de uma covardia e agressividade tremendas.
      Esse Gustavo está precisando urgentemente se tratar numa clínica psiquiátrica.

  2. Esse pessoal do PT, não aguenta ouvir o contraditório não que pegam Ar, partem logo pra agressão.
    Agora fico me perguntando, e se esse rapaz reporter, fosse um daqueles que tem o kool pregado errado e danasse a mão pro riba das zureias do deputado, será que ele aguentava a queda??
    Rapaz, Mineiro é tão chochinho, que olhando assim pra faixada dele, o caba não acha a onde da uma tapa não, que deputado mais atrevido homi!!!
    Kkkkkkkkkkk.
    Kkkkkkk.
    Kkkkk.
    Fui!!!

  3. Metido à arrochado, Kd os nossos representantes federal, é bom que perca o mandato!! Um verme desse!

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Geral

Prazo se esgota e Conselho Nacional Eleitoral não divulga resultados ou as atas eleitorais da Venezuela

Foto:  Pedro Rances Mattey/Anadolu via Getty Images

O prazo de 72 horas para a divulgação dos resultados eleitorais na Venezuela terminou e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ainda não divulgou o total de votos ou as atas eleitorais para confirmar a vitória de Nicolás Maduro.

A legislação venezuelana estabelece que o resultado das eleições deve ser divulgado até três dias após o pleito, mas, até o momento, não há confirmação oficial dos números.

Apesar da ausência de dados oficiais, o CNE proclamou Maduro como presidente reeleito nessa segunda-feira (29/7), sem fornecer o registro completo dos votos.

As regras do órgão estipulam que o sistema eletrônico permita a divulgação imediata dos boletins de urna, o que ainda não ocorreu. Além disso, o Conselho havia prometido disponibilizar as atas eleitorais no mesmo período, o que também não foi cumprido.

Desconfianças

Com o aumento da pressão interna e externa, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, prometeu entregar 100% das atas eleitorais que estão nas mãos de seu partido e, assim, comprovar sua vitória nas eleições do último fim de semana.

Em entrevista coletiva com jornalistas estrangeiros, Maduro colocou a culpa no atraso da divulgação dos resultados em um ataque hacker contra o CNE, que ficou horas fora do ar no dia seguinte às eleições.

A falta de transparência aumenta a suspeita de que Maduro não honrará sua promessa de divulgar todas as informações eleitorais.

Pressão internacional

Durante um pronunciamento, o presidente venezuelano se colocou como vítima, acusando a mídia e organizações de direita de tentar desestabilizar o país.

Enquanto isso, a comunidade internacional expressa preocupação. Brasil, Colômbia e México ainda não chegaram a um acordo para um comunicado conjunto exigindo a divulgação das atas eleitorais.

A Colômbia defende uma auditoria internacional, enquanto o Brasil prefere uma checagem imparcial do resultado.

Os Estados Unidos, por sua vez, ameaçam tomar medidas contra a Venezuela, caso o país não comprove a vitória de Maduro.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. É como disse o PT, “tudo transcorreu dentro da normalidade democrática”. Pelo menos agora a jumentada sabe o que “normalidade democrática” significa, incluindo a USP e os signatários da “carta pela democracia”.

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RN

Prefeitura amplia parceria com Instituto Ayrton Senna consolidando melhorias na educação municipal

A Prefeitura do Natal e o Instituto Ayrton Senna oficializaram, nesta quarta-feira (26), a ampliação da parceria com a Rede Municipal de Ensino. A cerimônia, realizada no auditório do Centro Municipal de Referência em Educação Aluízio Alves (Cemure), contou com a presença do prefeito, Paulinho Freire, do secretário de Educação, Aldo Fernandes, e do vice-presidente do Instituto Ayrton Senna, Ewerton Fulini. O evento marcou um avanço significativo para a educação da capital, consolidando programas voltados para a melhoria da aprendizagem e da gestão escolar.

O prefeito Paulinho Freire destacou a importância da parceria para o futuro da educação em Natal. “Investir em educação é investir no futuro da nossa cidade. Essa ampliação não só assegura o aprendizado de milhares de crianças, mas também fortalece a gestão escolar, tornando nossas unidades mais eficientes e preparadas para os desafios do ensino”, afirmou.

Paulinho Freire também ressaltou que a parceria é um sonho realizado e uma continuidade das ações que já estão sendo implementadas na educação de Natal. “Desde que fui eleito, tinha o sonho de firmar essa parceria com o Instituto Ayrton Senna. Assumimos o compromisso de zerar as filas das creches e conseguimos cumprir essa meta. Ontem, também oficializamos o reajuste salarial de 6,27% para os professores da rede municipal de ensino e agora damos mais um grande passo para aprimorar a educação em nossa cidade. Nosso objetivo é que o Instituto Ayrton Senna agregue ainda mais valor ao que já estamos realizando, qualificando os professores e aprimorando nosso ensino”, concluiu.

Com a expansão da parceria, além da continuidade dos programas de correção de fluxo “Se Liga” e “Acelera Brasil”, foi anunciado o lançamento do inovador programa “Gestão Nota 10”, voltado para a capacitação de diretores e coordenadores pedagógicos. A iniciativa permitirá às escolas da rede municipal melhorar sua gestão educacional por meio de estratégias preventivas, garantindo um acompanhamento mais eficaz do desempenho dos alunos e da organização escolar.

O secretário municipal de Educação, Aldo Fernandes, expressou entusiasmo com a ampliação da parceria com o Instituto Ayrton Senna, destacando a relevância do programa Gestão Nota 10 para a educação na cidade. “Já temos uma parceria consolidada com o Instituto através dos programas ‘Se Liga’ e ‘Acelera Brasil’. Agora, chegou o momento de expandir essa colaboração com o programa ‘Gestão Nota 10’. Essa parceria é totalmente justa e coerente, considerando a credibilidade e o respeito que o Instituto possui em todo o Brasil. Buscamos, com isso, diminuir as taxas de evasão, reprovação e promover a recomposição escolar, reafirmando nosso compromisso com uma educação de qualidade, equitativa e inclusiva”, afirmou.

O programa “Gestão Nota 10” será crucial para fortalecer a gestão das escolas, permitindo uma análise mais detalhada dos resultados educacionais e a adaptação das ações conforme as necessidades específicas de cada instituição. Com o acompanhamento contínuo e a capacitação dos profissionais da educação, o projeto tem o potencial de transformar a realidade educacional de Natal, criando uma rede colaborativa e integrada, comprometida com o sucesso dos alunos e com a oferta de um ensino de excelência.

Ewerton Fulini, vice-presidente do Instituto Ayrton Senna, ressaltou os impactos positivos da parceria, destacando a expectativa de beneficiar cerca de 35 mil estudantes em 73 escolas até o final de 2025. “Nosso compromisso é fornecer ferramentas que garantam a aprendizagem e o sucesso escolar das crianças e jovens. O grande diferencial do programa ‘Gestão Nota 10’ é que não se trata apenas de uma formação inicial, mas de um acompanhamento contínuo. Monitoramos de perto cada escola, analisando seus indicadores e sua rotina, o que tem um impacto significativo na implementação de políticas públicas. Utilizamos uma plataforma que nos permite avaliar diversos indicadores, como frequência de alunos e professores, realização de tarefas de casa e quantidade de livros lidos. Essa visão abrangente nos permite realizar diagnósticos precisos e intervenções eficazes”, explicou Ewerton.

A iniciativa reflete o compromisso da gestão municipal em promover melhorias no ensino por meio de uma colaboração estratégica. A parceria anterior, que já tem 10 anos, apresentou resultados expressivos: mais de 1.100 estudantes foram alfabetizados. Agora, com a ampliação dos programas, a expectativa é que a educação municipal alcance novos patamares, garantindo oportunidades iguais para todos os alunos da rede.

O evento também contou com a presença da vice-prefeita, Joanna Guerra, do secretário municipal de Governo, Sérgio Freire, e da secretária adjunta de Gestão Pedagógica, Naire Jane Capistrano.

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Geral

Ceará-Mirim se consolida como polo de economia cultural no RN, com mais de R$ 12 milhões movimentados

A mais recente análise da Diretoria de Inovação e Competitividade do Sistema Fecomércio RN confirmou que Ceará-Mirim vem se destacando como um dos novos polos de economia cultural e desenvolvimento territorial do Rio Grande do Norte.

Os dois maiores eventos do município — Santo Antônio do Povo e Festa de Emancipação Política — impulsionaram uma movimentação financeira superior a R$ 12,3 milhões, consolidando o potencial da cidade como referência em turismo de eventos e geração de renda.

Os resultados foram apresentados na manhã desta quarta-feira (22), durante coletiva realizada na sede da Prefeitura de Ceará-Mirim, com a presença de autoridades municipais, representantes do trade turístico, empreendedores e imprensa local.

Economia em alta

De acordo com o estudo, os dois eventos somaram R$ 12,3 milhões em circulação econômica, o equivalente a 1,7% do PIB anual do município, estimado em R$ 721 milhões.
Em apenas quatro dias de programação, Ceará-Mirim gerou uma movimentação comparável a 19 dias de produção econômica típica da cidade.

Os recursos circularam principalmente nos setores de alimentação e bebidas, comércio varejista e ambulante, transporte, hospedagem e serviços de eventos, beneficiando centenas de empreendedores locais — 65% deles microempreendedores individuais ou informais.

Emprego e renda

O levantamento aponta que um em cada quatro empreendedores contratou mão de obra temporária, gerando cerca de 250 postos de trabalho diretos e indiretos.
Os lucros médios variaram entre R$ 2,3 mil e R$ 3,3 mil em apenas dois dias, valor que representa até 196% do PIB per capita mensal do município.

Turismo e projeção regional

Os dois eventos reuniram mais de 70 mil pessoas, número superior à metade da população local.
Desse total, 23 mil eram visitantes vindos de outros municípios e estados, com gasto médio diário de R$ 148 a R$ 160 entre os moradores e R$ 222 a R$ 230 entre os turistas.
O estudo revelou ainda um efeito multiplicador de 1,74 — cada real gasto pelos visitantes gerou R$ 0,74 adicionais na economia local.

As principais origens dos turistas foram Natal, Extremoz, Ielmo Marinho e Parnamirim, além de visitantes de Pernambuco, São Paulo, Distrito Federal e Bahia, reforçando o papel de Ceará-Mirim como destino regional de turismo cultural de curta duração.

Inclusão e pertencimento

O perfil dos participantes confirma o caráter popular, diverso e inclusivo das festas:

•81% têm renda de até cinco salários-mínimos;
•55% são mulheres;
•53% estão na faixa de 16 a 34 anos.

Mais de 90% dos entrevistados aprovaram a segurança e o ambiente familiar, e 95% afirmaram que pretendem retornar em 2026.

Cultura que gera desenvolvimento

A análise conclui que Ceará-Mirim está construindo um modelo híbrido de desenvolvimento econômico territorial, em que a economia da cultura se torna vetor de renda, geração de empregos e fortalecimento da identidade local.

“Os dados mostram que nossas festas populares não são apenas celebrações culturais — são instrumentos de geração de renda, de fortalecimento da autoestima do nosso povo e de projeção regional de Ceará-Mirim”, destacou o prefeito Antônio Henrique.

O gestor lembrou que os investimentos nos grandes eventos tiveram início ainda na gestão do ex-prefeito Júlio César, e que a atual administração vem ampliando e profissionalizando essas ações.

“Ceará-Mirim vem se destacando cada vez mais no turismo de eventos, atraindo visitantes, fortalecendo o comércio local e gerando emprego e renda para nossa população. Esse trabalho é contínuo e vem mostrando resultados muito positivos para toda a cidade”, completou o prefeito.

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