As provas objetivas do concurso da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN), previstas para o próximo domingo (14), foram suspensas por decisão liminar da Justiça. A medida atende a uma ação civil pública da Defensoria Pública do Estado (DPE/RN), que apontou irregularidades no edital relacionadas à política de cotas e à participação de pessoas com deficiência.
A decisão atinge o concurso para os Cursos de Formação de Praças da Saúde e Praças Músicos. Segundo a Defensoria, uma retificação do edital reduziu de 30% para 20% o percentual de vagas destinadas a candidatos pretos e pardos e retirou a reserva para indígenas e quilombolas após o período de inscrições.
Com a decisão, o Governo do Estado e o Idecan deverão suspender imediatamente as provas e retificar o edital em até dez dias. O novo texto deverá restabelecer a reserva de 30% das vagas para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas, além de garantir uma cota mínima de 10% para pessoas com deficiência.
A Justiça também determinou a reabertura das inscrições por pelo menos 15 dias após a publicação do edital corrigido. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 200 mil.
Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que a mudança afronta princípios constitucionais e a legislação estadual de promoção da igualdade étnico-racial. Outro ponto questionado foi a exclusão de pessoas com deficiência do certame sob a justificativa de exigência de aptidão plena para a carreira militar. O magistrado considerou a restrição inconstitucional, destacando que os cargos ofertados são voltados para áreas como saúde e música, sem atuação ostensiva.
O governo Lula bloqueou R$ 382 milhões do orçamento das agências reguladoras em 2026, valor 745% maior que o congelado em todo o ano de 2025, quando os cortes somaram R$ 42,2 milhões.
Segundo dados do Ministério do Planejamento obtidos pelo Metrópoles, neste ano o ajuste ocorreu exclusivamente por meio de bloqueios orçamentários. Em 2025, houve tanto bloqueios quanto contingenciamentos.
Veja os órgãos afetados pelo bloqueio em 2026:
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), R$ 55,9 milhões;
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), R$ 51,8 milhões;
Agência Nacional de Vigilância Sanitária* (Anvisa), R$ 46,2 milhões;
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (Ana), R$ 44,9 milhões;
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), R$ 38,1 milhões;
Agência Nacional de Energia Elétrica* (Aneel), R$ 34, 3 milhões;
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), R$ 31,1 milhões;
Agência Nacional de Aviação Civil * (Anac), R$ 24 milhões;
Agência Nacional de Mineração * (ANM), R$ 22,6 milhões;
Agência Nacional de Transportes Aquaviários * (Antaq), R$ 14,2 milhões;
Agência Nacional do Cinema * (Ancine), R$ 8,2 milhões;
Agência Nacional de Proteção de Dados * (ANPD), R$ 6,4 milhões.
*Agências reguladoras com autonomia administrativa.
Diante do aumento dos cortes, o Senado aprovou um projeto que proíbe o contingenciamento de recursos das 12 agências reguladoras federais. A proposta recebeu apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendeu a importância dos órgãos para a regulação da economia.
Entre as entidades mais afetadas estão a ANTT, com bloqueio de R$ 56,9 milhões, e a Anatel, com R$ 51,8 milhões congelados.
Na Câmara, parlamentares articulam a votação rápida do projeto. O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) afirma que a medida não cria novas despesas, mas garante a execução de recursos já aprovados pelo Congresso.
Agências e entidades do setor criticaram os cortes. A Anac alertou que poderia reduzir em até 40% as ações de fiscalização, enquanto o Comitê das Agências Reguladoras Federais afirmou que os bloqueios comprometem atividades de fiscalização, monitoramento e acompanhamento de contratos em áreas estratégicas.
Em nota, 47 entidades ligadas ao setor defenderam a derrubada de vetos e afirmaram que a falta de previsibilidade orçamentária pode prejudicar serviços essenciais e investimentos em infraestrutura.
Apesar das críticas, o governo recompôs parte dos recursos da ANAC, ANTAQ e ANTT por meio de decreto publicado em junho.
Procurado pela reportagem do Metrópoles, o Ministério do Planejamento não quis comentar a diferença entre o congelamento nos Orçamentos entre 2025 e 2026.
Só não congela o orçamento que o núcleo do governo gasta…pelo contrário, o governo bate recorde de arrecadação e recorde de gastos em futilidades e viagem que não trazem nada.
Em entrevista exclusiva concedida ao Via Certa Natal, o vereador de Mossoró, Cabo Deyvison, vítima de um atentado na noite de segunda-feira (15) enquanto gravava um vídeo em frente a uma UPA na cidade, afimou que está fisicamente estável, mas psicoligicamente abatido pela morte seu assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, alvejado na ação criminosa.
“Um guerreiro, irmão meu, tombou nessa covardia das facções misturado com política, a gente não sabe mais quem é ninguém. Nada está descartado, se é de facção se é de política”, afirmou.
O vereador disse que em 14 anos de polícia nunca sofreu um tiro e ressaltou que em um ano e meio de política já foi alvo de dois atentados.
“A gente está vivendo em um narcoestado. Desde o início do mandato venho alertando, chamando a atenção do Governo do Estado quanto a isso“, disse Deyvison.
Cabo Deyvison também dirigiu palavras ao Secretário de Segurança do RN, Coronel Araújo: “Eu vi um pronunciamento do secretário dizendo que o ocorrido não tem ligação política. Eu tenho um recado para dar ao senhor. Tem ligação política sim senhor, por que eu venho fiscalizando, dando voz e vez ao nosso povo da periferia, defendendo direito de acesso à saúde para nosso povo. E quando tô defendendo direitos do povo, em nome do nosso mandato, e sou atacado por isso, é um ataque direto à nossa democracia e isso é terrorismo”.
O São João de Natal realiza neste sábado (20) o último sábado de programação no Polo Arena das Dunas. A noite reúne atrações de diferentes estilos e terá shows de Grafith, Seu Desejo, Arnaldinho Netto e Kadu Martins.
A abertura da programação será com a banda Grafith que mantém uma relação histórica com o público natalense. Em seguida, sobe ao palco o grupo Seu Desejo, um dos nomes de maior projeção do forró atualmente. Na sequência, Arnaldinho Netto assume o palco com repertório voltado ao forró, antes do encerramento da noite com Kadu Martins.
A programação deste fim de semana marca os últimos dias de shows na Arena das Dunas. No domingo (21), o palco recebe Messias Paraguai, Simone Mendes, Leonardo e Giulian Monte.
Além dos shows, a estrutura montada para o evento conta com serviços de saúde, monitoramento por câmeras, atuação integrada das forças de segurança, espaço reservado para pessoas com deficiência, praça de alimentação e transporte público gratuito ao término da programação.
Os shows também estão sendo transmitidos ao vivo pelo canal oficial da Prefeitura do Natal no YouTube, permitindo que a programação seja acompanhada de qualquer lugar.
Na próxima semana, o São João de Natal chega à Zona Norte para os três últimos dias de programação. Entre os dias 26 e 28 de junho, o estacionamento do Ginásio Nélio Dias recebe shows de Roberto do Acordeon, Michele Andrade, Mateus Fernandes, Claudio Ney & Juliane, Raça Negra, Zé Cantor, Toca do Vale e outras atrações.
A programação do São João de Natal também inclui o Festival de Quadrilhas Juninas de Natal, que será realizado entre os dias 25 e 28 de junho no Palácio dos Esportes, ao lado da Praça Cívica, com entrada gratuita.
O São João de Natal 2026 é apresentado por Esportes da Sorte e Brahma, com patrocínio de Cachaça Matuta e Ballantine’s.
Aprovado na reforma tributária, o Imposto Seletivo — conhecido como “Imposto do Pecado” — começará a valer em 2027. A medida tem como objetivo desestimular o consumo de produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
O novo tributo incidirá sobre bebidas alcoólicas, cigarros, refrigerantes e outras bebidas açucaradas, além de apostas, loterias, veículos mais poluentes, embarcações, aeronaves e a extração de recursos minerais.
Regulamentação ainda depende do Congresso
As alíquotas ainda não foram definidas. O governo federal informou que enviará ao Congresso, até o fim de 2026, a proposta de regulamentação com os percentuais de cobrança.
O imposto será cobrado além da CBS e do IBS, criados pela reforma tributária, e substituirá o IPI para a maior parte dos produtos.
Governo cita impacto na saúde pública
Segundo o Ministério da Fazenda, o imposto tem caráter regulatório e busca reduzir o consumo de produtos que geram custos ao sistema público de saúde.
Dados citados pelo governo apontam que:
O consumo de álcool gerou custo estimado de R$ 18,8 bilhões em 2019;
Doenças relacionadas ao tabagismo representam cerca de R$ 153,5 bilhões por ano;
O tratamento de doenças associadas a bebidas açucaradas custa quase R$ 3 bilhões anuais ao SUS.
Setores demonstram preocupação
Representantes das indústrias de bebidas, cigarros e refrigerantes afirmam que a carga tributária já é elevada e alertam para possíveis impactos sobre preços, empregos e competitividade.
Entidades do setor também argumentam que aumentos excessivos de impostos podem estimular o mercado ilegal e o contrabando, especialmente nos segmentos de cigarros e bebidas alcoólicas.
As associações defendem que as futuras alíquotas sejam definidas de forma equilibrada durante a tramitação da regulamentação no Congresso Nacional.
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou em caráter terminativo o projeto de lei 1.365/2022, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) e relatoria de Fernando Dueire (PSD-PE), que prevê a elevação do piso salarial nacional de médicos e cirurgiões dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662 em jornadas de 20 horas semanais.
A proposta, informou o Congresso em Foco, também aumenta de 20% para 50% os adicionais de trabalho noturno e de horas extras, assegura intervalo de descanso de dez minutos a cada 90 minutos trabalhados, determina que a chefia de serviços médicos e odontológicos seja exercida exclusivamente por profissionais das respectivas áreas e estabelece correção anual do piso conforme a inflação.
Se transformada em lei, a nova remuneração mínima valerá para profissionais dos setores público e privado. Para servidores estaduais, distritais e municipais, o reajuste poderá seguir índice definido em legislação local. O projeto também prevê que o aumento das despesas de estados e municípios seja financiado por transferências do Fundo Nacional de Saúde.
Parecer do relator
Ao defender a aprovação da proposta, Fernando Dueire argumentou que o novo piso é necessário não apenas por falta de reajuste nacional dos valores, mas na falta de efetividade da legislação atualmente em vigor. Segundo o relator, “Uma lei que é descumprida em escala nacional, de forma sistemática e impune, deixa de ser direito e torna-se promessa vazia”.
O senador também sustenta que a “a inexistência de patamar remuneratório mínimo claro e dotado de mecanismo de sanção cria incentivo estrutural para que empregadores comprimam custos por meio de arranjos contratuais atípicos”, abrindo terreno para a precarização.
Para Dueire, a valorização da categoria também está associada à ampliação do acesso à saúde em regiões afastadas dos grandes centros urbanos ao viabilizar o exercício da medicina nesses locais.
Sobre o aumento do adicional noturno, o parlamentar avalia que o percentual atual não considera as características da atividade desempenhada por médicos e dentistas durante a noite, frequentemente ligada a atendimentos de urgência e emergência de maior complexidade.
No seu entendimento, o projeto cria condições para que o direito à saúde “deixe de depender da boa vontade dos empregadores e passe a contar com um marco legal efetivo”.
Próximos passos
O projeto foi aprovado no Senado em rito terminativo, que dispensa a necessidade de votação em Plenário, salvo recurso contrário. Na Câmara, deverá avançar no rito equivalente, a tramitação conclusiva. Nela, também é dispensada a votação em Plenário contanto que haja concordância entre todas as comissões ao longo do percurso.
Caso a Câmara mantenha o texto conforme definido pelo Senado, a matéria segue diretamente à sanção presidencial. Se houver mudança, retorna à Casa para revisão.
A PEC que prevê o fim da escala 6×1 aguarda votação no Senado após ser aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto reduz a jornada semanal para 40 horas, distribuídas em cinco dias de trabalho.
A medida já preocupa municípios e setores da economia. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, a mudança pode provocar reajuste de até 8% nas tarifas de ônibus municipais. Nesse cenário, as prefeituras teriam de escolher entre repassar o aumento aos usuários ou ampliar os subsídios ao transporte público.
O presidente da Associação Paulista de Municípios, Fred Guidoni, afirmou que os impactos vão além do transporte e atingem áreas como saúde, educação, limpeza urbana e obras públicas.
“No final do dia, quem vai pagar essa conta é o orçamento público”, declarou.
De acordo com dados da Confederação Nacional dos Municípios, a redução da jornada exigiria a contratação de mais de 700 mil servidores em todo o país, gerando um custo estimado de quase R$ 40 bilhões. Apenas em São Paulo, seriam necessários cerca de 100 mil novos servidores, com impacto de aproximadamente R$ 10 bilhões.
Guidoni também alertou para possíveis prejuízos na prestação dos serviços públicos, especialmente em cidades menores e com dificuldades financeiras.
“Se imediatamente não fizer a reposição dessa mão de obra ou a substituição, os serviços têm uma tendência natural a serem diminuídos na qualidade de prestação e na quantidade de prestação”, afirmou.
O dirigente defende que, caso a proposta seja aprovada, a implementação ocorra de forma gradual e acompanhada de uma revisão do Pacto Federativo para garantir recursos aos municípios.
“Os municípios já estão endividados por demasia para ter mais dessa responsabilidade nos seus orçamentos”, concluiu.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou na noite de terça-feira (9) que apoiará a campanha do seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao Palácio do Planalto “no momento certo”. Segundo ela, a sua prioridade ainda é cuidar da saúde do seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após o lançamento da pré-candidatura do deputado distrital Thiago Manzoni (PL-DF) à Câmara dos Deputados, questionada por jornalistas se pretendia ou não ajudar a campanha de Flávio, Michelle respondeu: “No momento certo, com certeza. No momento, agora quem está precisando de apoio, de cuidados, é o meu marido”.
Cotada para uma vaga ao Senado pelo PL (Partido Liberal), Michelle tem se dedicado aos cuidados com Bolsonaro, que tem uma série de problemas de saúde. Em 2025, o ex-presidente foi condenado a 27 anos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado e, atualmente, cumpre prisão domiciliar.
A presidente do PL Mulher, ala do partido voltada para o eleitorado feminino, voltou a reforçar que a sua “prioridade” é a sua casa, em referência a Bolsonaro e à sua filha, Laura Bolsonaro. “Não tenho como pensar no amanhã se hoje eu tenho que estar firme e forte para poder cuidar dele”, destacou.
No entanto, Michelle afirmou que a sua eventual candidatura é um “desejo do coração” do ex-chefe do Executivo.
Além de Flávio, a ex-primeira-dama também teve o nome ventilado para uma candidatura à Presidência. Contudo, em dezembro, o ex-presidente Jair Bolsonaro oficializou a escolha do filho mais velho para ser seu sucessor na disputa.
Michelle tem evitado defender Flávio no que diz respeito à sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No mês passado, a agência de notícias Intercept Brasil divulgou conversa em que o senador cobra R$ 134 milhões ao empresário, que está preso e é investigado por um esquema bilionário de fraudes financeiras.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta segunda-feira (8) que o governo decidiu suspender temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. A medida foi adotada depois que o sistema de monitoramento identificou 42 casos de reações adversas graves após a aplicação da dose.
Segundo anunciou o portal Infomoney, entre os sintomas relatados estão fortes dores abdominais, vômitos e sangramentos. O anúncio foi feito durante entrevista coletiva.
“Estamos tomando hoje a decisão de descontinuar temporariamente a atual estratégia de uso da vacina do Butantan contra a dengue no país”, afirmou Padilha.
A suspensão interrompe a vacinação de profissionais que atuam em postos de saúde em todo o Brasil e também os mutirões que vinham sendo realizados em quatro frentes: nos municípios de Botucatu (SP), Nova Lima (MG) e Ibaranguá (CE), além da região do Araguaia, no Tocantins. Segundo o ministro, o alerta foi disparado quando cerca de 500 mil doses já haviam sido aplicadas.
“Nesse universo de meio milhão de doses, foram identificados 42 episódios de reações mais severas temporalmente associadas ao momento da aplicação da vacina. Algumas dessas reações, inclusive, foram absolutamente inesperadas, porque não haviam sido observadas nos estudos clínicos realizados antes da aprovação do imunizante”, disse.
Padilha afirmou ainda que parte dessas complicações chamou a atenção dos especialistas por não ter aparecido em nenhuma das três fases de testes que embasaram a aprovação da vacina e envolveram cerca de 11 mil voluntários.
“Políticos corruptos que fazem acordos demoníacos e obscuros com essas facções. Agora venho com mais força contra todos eles.”
A declaração foi feita pelo vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL), em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (16), após ter sido vítima de um atentado a tiros durante uma fiscalização realizada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.
No vídeo, Deyvison afirma que não será intimidado pelo ataque e reforça o discurso de enfrentamento ao crime organizado e à corrupção.
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar relatou que foi atingido nas pernas durante a ação criminosa e agradeceu pelas mensagens de apoio e orações recebidas. Segundo ele, apesar dos ferimentos, seu estado de saúde é estável.
O vereador também lamentou profundamente a morte de Diego, amigo que o acompanhava no momento do atentado e que não resistiu aos disparos.
“Ontem vivi um dos momentos mais difíceis da minha vida. Durante uma fiscalização na UPA, fui vítima de um atentado a tiros. Fui atingido nas pernas e, graças a Deus, estou estável e recebendo os cuidados necessários”, escreveu.
Na mesma publicação, Cabo Deyvison destacou a dor pela perda do amigo e prestou solidariedade aos familiares.
“Mas a maior dor deste momento é a perda de Diego, meu amigo, meu irmão, que estava comigo e infelizmente não resistiu aos disparos. Não existem palavras capazes de explicar a dor de perder alguém tão próximo, muito menos de consolar uma família que hoje enfrenta uma perda irreparável.”
O parlamentar pediu respeito à memória da vítima e à dor da família, além de solicitar responsabilidade na divulgação de informações sobre o caso.
O presidente da Câmara Municipal de Natal, Eriko Jácome, que se destaca por sua forte atuação e compromisso com a luta contra o câncer no RN, participou na manhã de hoje (10), do evento de celebração do projeto Mãos que Ajudam, iniciativa que mobiliza esforços em torno de uma causa nobre: o fortalecimento da rede de assistência e saúde voltada ao combate ao câncer infantojuvenil.
A ação representa um importante avanço para o atendimento de crianças e adolescentes em tratamento oncológico no estado, por meio da destinação de R$ 7 milhões para três instituições de referência: o Hospital Infantil Varela Santiago, a Liga Norte-Rio-Grandense Contra o Câncer e a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer.
A mobilização da doação foi conduzida pela Casa Durval Paiva e pelo Instituto do Câncer Infantil (ICI), entidades reconhecidas nacionalmente pelo trabalho desenvolvido em apoio a crianças e adolescentes diagnosticados com câncer.
O evento reuniu importantes representantes das instituições beneficiadas e parceiras da iniciativa, entre eles Rilder Campos, diretor-presidente da Casa Durval Paiva; Dr. Algemir Brunetto, diretor executivo do Instituto do Câncer Infantil; Ricardo Araújo, representante da área de impacto de projetos na oncologia pediátrica; Dr. Ivo Barreto, superintendente adjunto da Liga Norte-Rio-Grandense Contra o Câncer; Dr. Paulo Xavier, diretor-presidente do Hospital Varela Santiago; e Dr. Geison Moreira, da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer.
Durante a solenidade, Eriko destacou a relevância de iniciativas que fortalecem a rede de saúde e ampliam as condições de diagnóstico e tratamento para pacientes infantojuvenis.
“Ações como essa renovam nossa esperança e mostram a força da união em torno de uma causa tão importante. O câncer é uma doença que impacta não apenas os pacientes, mas toda a família. Por isso, investir em prevenção, diagnóstico precoce, tratamento de qualidade e estrutura hospitalar é fundamental para salvar vidas. Fico muito feliz em testemunhar um gesto de solidariedade que vai beneficiar tantas crianças e adolescentes do nosso estado, fortalecendo instituições que realizam um trabalho extraordinário diariamente”, afirmou Eriko Jácome.
A doação foi viabilizada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Na manhã desta segunda-feira (25), o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Norte – CREMERN fez uma coletiva para apresentar para imprensa uma resolução criada para a valorização e defesa da dignidade médica potiguar. O CREMERN aprovou a Resolução CREMERN nº 11/2026, que estabelece um cerco rigoroso contra empresas médicas (hospitais, clínicas, cooperativas ou intermediadoras de serviços) que atrasarem de forma injustificada o pagamento de salários, honorários ou plantões aos profissionais da medicina. As sanções preveem desde a suspensão temporária das atividades até o cancelamento definitivo do registro da pessoa jurídica no Conselho.
A resolução, aprovada em sessão plenária, determina que o atraso por período superior a 5 dias, a contar do vencimento do contrato, já sujeita a instituição à abertura de processo administrativo. De acordo com o texto, a alegação de “falta de repasse de verbas por parte da gestão pública” não será aceita como justificativa legal para o calote ou atraso, acabando com uma prática comum de transferência do risco financeiro para o trabalhador. “A Resolução CREMERN N° 11/2026 permite uma nova era de responsabilidade ética e administrativa para empresas médicas no Rio Grande do Norte. Esta resolução transforma o atraso da remuneração injustificada contra médicos em um problema não apenas contratual, mas ético-administratvo perante o Conselho Regional de Medicina”, declara a presidente do CREMERN, Dra. Giana da Escóssia Melo.
Para o conselheiro federal e relator da medida, Dr. Jeancarlo Fernandes Cavalcante, a resolução atende a um clamor antigo da categoria. “A finalidade é reforçar a regularidade do exercício da atividade médica por pessoas jurídicas, assegurando as normas éticas. Buscamos resguardar a dignidade do exercício profissional médico, coibindo o inadimplemento remuneratório e garantindo maior segurança aos profissionais e à assistência prestada à população”, destaca o relator em sua exposição de motivos.
A inadimplência será apurada mediante denúncia protocolada pelo médico prejudicado junto ao Departamento de Processo Ético Profissional do CREMERN, munido de provas mínimas do serviço prestado.
A resolução também cria um escudo protetor contra retaliações: caso um médico seja retirado de escalas ou desligado de forma imotivada após denunciar atrasos ou condições inadequadas de trabalho, a empresa e o seu Diretor Técnico responderão ético-profissionalmente por infração grave ao Código de Ética Médica.
Como funcionará a punição e o rito de julgamento:
Trâmite célere: Recebida a denúncia, a empresa terá 15 dias para apresentar defesa prévia. Um conselheiro relator será nomeado para expor os fatos e o caso será julgado em Sessão Plenária, garantindo o direito à ampla defesa (com 10 minutos de sustentação oral para cada parte).
Penas Aplicáveis: As sanções administrativas do CREMERN são gradativas e severas: Suspensão do registro da inscrição por 180 dias; Suspensão do registro da inscrição por 1 ano e cancelamento definitivo do registro de inscrição.
Recuperação difícil: Se a empresa for punida com a suspensão, o registro é reativado após a quitação integral da dívida. Porém, se a plenária aplicar a pena de cancelamento definitivo, pagar a dívida não devolverá o registro anterior; a empresa terá que passar por todo o processo burocrático de uma nova inscrição do zero (taxas, vistorias e novas exigências).
Para evitar que os pacientes fiquem desassistidos por causa da irresponsabilidade financeira de gestores, a resolução determina que, em caso de suspensão ou cancelamento do registro da empresa inadimplente, o gestor público ou privado contratante terá o prazo improrrogável de quize dias para efetuar a troca da empresa responsável pela gestão do serviço de saúde.
A Resolução CREMERN nº 11/2026 foi assinada pela presidente do Conselho, Giana da Escóssia Melo, e pela secretária-geral, Elvira Maria Mafaldo Soares, entrando em vigor em sua publicação no último dia 15 de maio.
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,58% em maio, após alta de 0,67% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (12).
Esse resultado representa a maior taxa para o mês de maio em cinco anos. O dado desta sexta só fica abaixo do número visto em maio de 2021, quando a inflação subiu 0,83%. Além disso, o IPCA de maio fez com que o índice voltasse a ultrapassar o teto da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 3%, mas com tolerância até 4,50%.
No acumulado de 12 meses até maio, o IPCA teve alta de 4,72%. A expectativa de analistas consultados pela Reuters, era de alta de 0,53% em maio, acumulando em 12 meses alta de 4,66%
O índice foi puxado principalmente pelo setor de alimentação e bebidas, com inflação de 1,33%. Em seguida, habitação (1,22%) e saúde (0,90%) completam o ranking de maior aumento de preços.
Conhecido pela atuação histórica na defesa dos povos indígenas e da Amazônia, o cacique Raoni Metuktire voltou a ser internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Sinop, no norte de Mato Grosso.
Segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Dois Pinheiros nesta segunda-feira (15), o líder apresentou alterações na função renal e sinais compatíveis com uma infecção grave. A principal hipótese levantada pela equipe médica é de sepse pulmonar associada a pneumonia broncoaspirativa, condição possivelmente desencadeada por um quadro de vômitos.
De acordo com as informações divulgadas, Raoni começou apresentar sintomas enquanto estava na residência dele na região de Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso. No local ele recebia visitas de lideranças indígenas e pajés. Ainda segundo as informações iniciais, o primeiro episódio de vômito ocorreu ainda na manhã de sábado (13).
Já no domingo (14), ele teve mais três episódios de vômito, além de tosse persistente, dor abdominal e eliminação de pequena quantidade de sangue pela boca. Ao longo do dia, ele conseguiu se alimentar apenas no café da manhã, devido ao desconforto abdominal e à piora geral do quadro clínico.
Por conta da piora dos sintomas, o cacique foi transferido de avião para Sinop. De acordo informações do boletim médico, ao dar entrada na unidade hospitalar, ele apresentava sinais de desidratação, sonolência acentuada e abdome distendido.
Atualmente, Raoni recebe hidratação venosa, antibióticos e suporte intensivo, permanecendo sob monitoramento contínuo de uma equipe multiprofissional. Segundo o profissionais responsáveis pelos cuidados do cacique, o estado de saúde dele considerado grave.
Esta é a segunda internação recente do líder indígena no mesmo hospital. Em maio deste ano, ele já havia sido hospitalizado após apresentar mal-estar clínico com complicações respiratórias e gastrointestinais. No mesmo mês, ele também permaneceu internado por cinco dias para tratamento de dores abdominais associadas a uma hérnia.
Uma pesquisa da consultoria NielsenIQ revelou que 62,2% dos usuários de canetas emagrecedoras precisaram mudar a prioridade de gastos para incluir o medicamento no orçamento.
O estudo, realizado com 8.240 domicílios brasileiros, mostra que apenas 4,6% das famílias utilizam atualmente as canetas, mas outros 26,1% demonstram interesse no tratamento e não aderem principalmente por causa do preço elevado.
Entre os usuários, 84% afirmam sentir impacto moderado ou alto no orçamento doméstico. Para 62,7%, o gasto mensal com o medicamento ultrapassa R$ 800.
Os setores mais afetados pela reorganização financeira são bares (62,3%), serviços em geral (56,6%), restaurantes (54,9%), lazer (50%) e supermercados (16,4%).
Segundo a NielsenIQ, a tendência é que a quebra de patentes e a redução dos preços ampliem o acesso às canetas emagrecedoras, aumentando seu impacto sobre o consumo das famílias brasileiras.
Atualmente, 70% dos compradores pertencem às classes de maior renda e estão concentrados nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Com preços mais baixos, a expectativa é que o uso avance também entre consumidores de renda média, exigindo uma nova redistribuição dos gastos domésticos.
O excesso de peso já afeta quase quatro em cada dez crianças acompanhadas pelos serviços de saúde no Rio Grande do Norte. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) mostram que 81 mil crianças de 0 a 9 anos apresentavam algum grau de excesso de peso em 2025, o equivalente a 39% do público avaliado. Como o dado se refere apenas às crianças acompanhadas pelos serviços de saúde, o número pode ser ainda maior.
O cenário acompanha uma tendência nacional. Em todo o Brasil, mais de 1,1 milhão de crianças convivem com obesidade e outras 783 mil apresentam obesidade grave, segundo informações do Ministério da Saúde.
O problema vai além da estética e pode trazer consequências duradouras, como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e impactos emocionais, incluindo baixa autoestima e episódios de bullying.
Para a pediatra Mariana Grigoletto, a prevenção depende principalmente da identificação precoce das alterações de peso e da adoção de hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida. Entre as recomendações estão o consumo de alimentos in natura, a redução de ultraprocessados e bebidas açucaradas, a prática regular de atividades físicas e o controle do tempo de exposição às telas.
Dados do SISVAN também indicam que o consumo de alimentos ultraprocessados cresce com a idade, contribuindo para a piora da qualidade da alimentação infantil. A preocupação é reforçada por projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS), que colocam o Brasil entre os países com maior número de crianças e adolescentes obesos até 2030, caso medidas mais efetivas não sejam adotadas.
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