O Ministério Público Federal (MPF) no Rio Grande do Norte ingressou com uma ação na Justiça Federal cobrando o restabelecimento imediato do fornecimento do remédio Vimizim, que é de alto custo e indicado para portadores de doença genética rara.
Desde outubro do ano passado, a distribuição do medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) está suspensa. O custo estimado do medicamento é de R$ 1 milhão por paciente por ano.
No RN, cinco pacientes fazem uso do remédio Vimizim, que é indicado para reposição enzimática no tratamento de Mucopolissacaridose tipo IV. Todos fazem parte da Associação de Mucopolissacaridoses e Doenças Raras e possuem cadastro ativo no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf/RN). De acordo com dados da associação, a demanda é de 52 frascos semanais para o atendimento às famílias.
Na ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, o MPF requer que a União e o Estado do Rio Grande do Norte adotem todas as medidas necessárias para a regularização da distribuição do medicamento Vimizim (Alfaelosulfase 5 mg solução injetável).
O repasse deve ser feito integralmente, de acordo com o cronograma e com prazo de validade suficiente para atendimento da demanda, nos quantitativos solicitados pela Secretaria Estadual de Saúde e conforme os critérios previamente estabelecidos.
O MPF destaca que o direito à saúde é um direito fundamental previsto na Constituição Federal, sendo dever do Estado assegurar aos cidadãos a assistência terapêutica integral, incluindo a farmacêutica, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O medicamento Vimizim, conforme normativa do Ministério da Saúde, faz parte do grupo de medicamentos cuja aquisição é realizada de forma centralizada pelo ministério, com fornecimento às Secretarias de Saúde estaduais, responsáveis pela programação, armazenamento, distribuição e dispensação para tratamento das doenças.
Na ação, o MPF pede que a Justiça determine a regularização da dispensação do Vimizim em caráter liminar, considerando a necessidade urgente dos pacientes com Mucopolissacaridose tipo IV. A ação civil pública tramita na 1ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte.
O enfrentamento de jornadas prolongadas de trabalho, os gargalos na infraestrutura da saúde pública e a fragilidade das políticas voltadas ao bem-estar profissional integram uma cadeia com impacto direto na saúde mental dos médicos. No Rio Grande do Norte, onde o cenário negativo soma-se a uma realidade nacional, cerca de 30% a 40% desses profissionais já relataram ter sofrido com sintomas de ansiedade ou depressão.
É o que apontam dados preliminares de pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremern), de março a abril de 2023, cedidos à reportagem da TRIBUNA DO NORTE. A previsão é que o levantamento oficial seja lançado ainda no primeiro semestre deste ano.
No total, o estudo ouviu 489 médicos das redes de saúde pública e privada. De acordo com a presidente da Câmara Técnica de Psiquiatria do Cremern, a médica Ana Lígia Nascimento, embora o levantamento ainda esteja em fase de consolidação e os relatos não sejam necessariamente de diagnósticos, boa parte dos entrevistados afirmam ter tido sintomas de ansiedade e depressão em algum momento na carreira. Ao todo, o Rio Grande do Norte conta com 13.069 médicos registrados e 8.574 ativos.
Veja a nota da Unimed Natal sobre a manutenção dos serviços de anestesiologia para os usuários do plano de saúde.
NOTA – UNIMED NATAL
A Unimed Natal informa que, na última sexta-feira (19/01), a Justiça do RN determinou a manutenção, pelos próximos 30 dias, dos serviços de anestesiologia firmados em contrato com a Coopanest para nossa rede credenciada.
Essa decisão garante a continuidade de todos os procedimentos com intervenção anestésica que já estavam agendados ou que venham a surgir no período acima citado, sem nenhum custo para nosso cliente.
Reforçamos que nenhum cliente ficará sem atendimento para esse serviço. Continuamos as tratativas com a Coopanest para definição de um contrato que atenda o principal objetivo desse convênio: oferecer um serviço de excelência, cuidado e compromisso com a saúde dos nossos 200 mil clientes.
Confira aqui decisão da justiça do RN, favorável à Unimed Natal:
A dieta tem sido vista há muito tempo como o caminho para corpos mais magros e com mais saúde. A indústria de perda de peso dos Estados Unidos, avaliada em US$ 75 bilhões, pode ter feito você pensar que, se seguir a dieta certa, também pode perder peso e mantê-lo.
O surgimento de novos medicamentos para perda de peso como Wegovy e Zepbound destacam o quão ineficaz tem sido a dieta para milhões de pessoas que a experimentaram. Em um ensaio clínico de 2021 com semaglutida (o ingrediente ativo em Wegovy), por exemplo, aqueles que tomaram o medicamento perderam cerca de 15% do peso corporal em pouco mais de um ano, enquanto aqueles que dependiam apenas de dieta e exercício perderam só 2%, aproximadamente.
Mas há muitas pessoas que desejam perder alguns quilos para as quais os medicamentos para perda de peso não são a escolha certa. Para essas pessoas, a dieta tradicional é uma boa opção?
Pedimos a alguns especialistas que ajudassem a explicar o que a dieta pode —e não pode fazer— por você.
No curto prazo, as dietas parecem ajudar a maioria das pessoas a perder pelo menos uma pequena quantidade de peso, seja uma dieta com baixo teor de gordura ou baixo teor de carboidratos ou apenas restrição calórica, diz Ellen Schur, diretora do Centro de Pesquisa em Nutrição e Obesidade da Universidade de Washington.
Mas os resultados individuais podem variar. Em um ensaio clínico de 2018, por exemplo, os pesquisadores pediram a 600 pessoas que seguissem uma dieta com baixo teor de gordura ou baixo teor de carboidratos por um ano. Embora a maioria dos participantes tenha perdido peso —em média, de 5 a 6% do peso corporal (ou 5 a 6 quilos)— cerca de 15% ganharam peso durante o estudo, e alguns perderam até cerca de 22 a 27 quilos.
O número de brasileiros que consomem regularmente dispositivos eletrônicos para fumar cresceu nos últimos anos. Uma pesquisa recente do Ipec, com dados de 2023, mostra que 2,9 milhões consomem os vapes no país. O número é cinco vezes maior do que o divulgado na pesquisa feita no ano anterior, quando 2,2 milhões de brasileiros afirmaram consumir os dispositivos.
O consumo cresce no Brasil mesmo em meio à proibição da Anvisa e preocupa especialistas, já que os dispositivos eletrônicos para fumar são proibidos no país desde 2009. A Agência está com uma consulta pública aberta até o próximo dia 9 de fevereiro, onde a população pode defender a regulamentação dos dispositivos para fumar, o que já é uma realidade em cerca de oitenta países.
Para o pneumologista Rodolfo Behrsin, os cigarros eletrônicos regulamentados seriam uma garantia a mais aos consumidores. “São produtos que eles reduzem bastante a toxicidade quando a gente compara com o cigarro tradicional. Diferente de produtos que não tem essa certificação – esses, sim, são produtos feitos sem nenhum critério sanitário, sem higiene.”
Outra preocupação é o acesso dos jovens aos vapes. No Brasil, o consumo é proibido para menores de 18 anos, mas dados do IBGE mostram que adolescentes de 13 a 17 anos estão consumindo mais os cigarros eletrônicos. Cerca de 18% dos alunos de escolas particulares já experimentaram vapes. Gonzalo Vecina, ex-diretor da Anvisa explica o motivo desse crescimento. “Ele (o cigarro eletrônico) tem um apelo aos jovens muito grande e o fato dele ter algumas possibilidades de sabor, de algum tipo de condimento especial, ele ainda é mais atrativo que o cigarro comum.”
O Brasil registrou 305.190 casos prováveis de dengue entre julho de 2023 e o início de janeiro deste ano, segundo o Ministério da Saúde. O índice representa um aumento de 38,2% em relação ao mesmo período do ano anterior (julho de 2022 a janeiro de 2023), quando esse número foi de 220.846. Distrito Federal (com 863 casos por 100 mil habitantes), Acre (633 por 100 mil), Espírito Santo (660 por 100 mil), Goiás (329 por 100 mil) e Minas Gerais (325 por 100 mil) são as unidades da federação com maior incidência da doença.
O boletim da pasta aponta que durante esse período foram 127 mortes por dengue e outras 164 estão em investigação. Em relação aos casos graves, o Brasil registrou quase 4 mil ocorrências com sinais de alarme e uma taxa de letalidade de 3,3%.
Nas primeiras duas semanas de janeiro, o Ministério da Saúde registrou 55.859 casos prováveis de dengue e seis mortes confirmadas. Apenas no DF, a Secretaria de Saúde notificou 12 mortes suspeitas por dengue e 2 confirmadas no mesmo período.
Casos de Zika e Chikungunya apresentaram uma redução no número de casos, com queda de 35,5% e 41,4%, respectivamente. Em relação às mortes, não há registro em relação à Zika e foram 18 notificações por Chikungunya.
Em Minas Gerais, o secretário de Saúde, Fábio Bacchereti, afirmou que o governo vai decretar estado de emergência após um surto da doença. O objetivo é garantir que a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais e os municípios consigam fazer compras e contratações com mais rapidez, informou Bacchereti. De acordo com o Ministério da Saúde, entre julho do ano passado e as primeiras semanas de janeiro, o estado registrou mais de 66 mil casos prováveis.
A Prefeitura de Parnamirim recebeu e já distribuiu os novos médicos contratados pelo programa Mais Médicos, em parceria com o Governo Federal.
Ao todo, o município conta com 32 médicos do programa e eles estão distribuídos em 19 Unidades Básicas de Saúde.
O acolhimento dos profissionais contou com a presença de representantes regionais do Ministério da Saúde, representantes do Departamento de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde, diretores das Unidades Básicas de Saúde e médicos.
Agora, eles seguem completando e reforçando as escalas e quadros das unidades de saúde da rede municipal. Ampliando o atendimento oferecido à população de Parnamirim.
Mães que dependem do leite Neocate LCP, fornecido pela Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat-RN), estão desassistidas. Elas dependem desse leite específico pois seus filhos possuem APLV, uma alergia alimentar à proteína do leite da vaca. Cada lata do produto chega a custar quase R$ 300,00 em lojas especializadas.
Claudia Luzenira tem 38 anos e é mãe de Maria Cecília, diagnosticada com APLV desde o primeiro mês de vida. Residente de Vera Cruz (RN), ela conta que recebeu um laudo alastrado por uma gastropediatra que permite que a criança receba 6 latas do Neocate LCP por mês. No entanto, sem receber o leite fornecido pela Unicat desde dezembro, ela tem se endividado para conseguir alimentar a filha de um ano e sete meses.
“Em dezembro eu comprei as seis latas, por isso minha fatura do cartão veio tão alta. Minha sorte é que fiquei pedindo ajuda”, relata Claudia. Ela conta que recebeu doações de mães de outros estados que recebem a mesma fórmula do leite que a filha dela toma. “Eu ainda tenho 3 latas pequenas fechadas, mas se as entregas não retornarem normalmente em fevereiro, essas latas que tenho não vai dar pra passar o mês”, confessa.
Iara Silva, de 36 anos e residente de Ceará-Mirim, é outra mãe que está passando pela mesma situação. O filho dela, Kaio, de apenas 11 meses, também passou a receber o Neocate LCP após passar por uma gastropediatra. No entanto, ela relata que desde novembro o filho não recebe o leite. “Ligo pra lá a cada dois dias e a resposta é sempre a mesma, de que não chegou a fórmula e não tem previsão de quando vai chegar”, relata a mãe. “Já vendemos até algumas coisas aqui de casa para poder comprar esse leite”.
A Unicat é responsável por abastecer a rede hospitalar da Secretaria da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap-RN) com produtos de nutrição enteral (dieta, suplementos e módulos) e atendimento às crianças com alergia à proteína de leite de vaca (APLV) com fórmulas infantis especializadas, como afirma o próprio portal da Unidade.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a previsão é de que a entrega do Neocat LCP seja feita em breve. “A Unicat já fez o empenho para a aquisição do insumo e aguarda a entrega por parte da empresa dentro dos próximos dias. O órgão fez uma reunião com a empresa recentemente para agilizar o processo”.
O caso da unicat, é um caso de justiça, lá nunca existe medicamentos para ser distribuidos, como se sabe esse setor do governo estadual deveria prestar um bom serviços visto atender 90% das pessoas carentes que não podem comprar remédios, a falta é constante e já perdura há muitos anos, ninguém sabe quando existe disponibilidade das drogas curadoras . No meu ponto de vista existem dois lugares que n]ao deve falta ao paciente, é o Walfredo Gurgel, e a Unicat, enquando isso a governadora do PT viajou semana passada para Brasilia, ela e sua comitiiva para assistir a posse de um ministro nomeado por Lula, mais um incapacitado, para somar aos demais na Capital Federal. No governo de Bolsonaro só existia 16 ou 15 ministérios, e pode ter havido falhas, porque ninguém é infalivel, porem por falta de pessoas competentes não , Esse povo despreparado do PT, poderia bem pensar que esse Brasil já esta se afundando e daqui há mais 3 anos vai virar uma Venezuela.Mesmo assim, ninguém não pensa em economizar esse pouco recurso que temos.
Internada há três meses em um hospital em Natal (RN), a potiguar Jéssica Carvalho, de 32 anos, está lutando contra um tumor vascular no rosto, que recentemente passou a crescer – e sangrar – de maneira rápida.
A história dela ficou conhecida nas últimas semanas, através das redes sociais, e comoveu a internet. Uma campanha para ajudar no tratamento também foi criada. (Clique AQUI para ver).
Jéssica tem um quadro de hemangioma – um tumor vascular benigno causado por um crescimento anormal dos vasos sanguíneos. A potiguar, natural de São Miguel, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, convive com a doença desde que nasceu, mas tem passado pelo momento mais delicado neste início de 2024.
Há cerca de um ano, Jéssica passou por um procedimento cirúrgico para tratar dessa formação. Ela chegou, inclusive, a retirar parte da mandíbula, segundo explicou o amigo Fausto Calixto, que promove a campanha para ajudar no tratamento.
“Tudo foi pensado e planejado com maior cuidado e dedicação dos profissionais. Foram realizadas algumas embolizações para, em seguida, fazer a retirada da mandíbula, pois achávamos que o problema maior era ela. Infelizmente a cirurgia não saiu como era esperado”, contou.
Após o procedimento, houve um ciclo de infecções que não conseguiu ser combatido pela equipe médica, disse Fausto. O tumor, então, passou a crescer – e é isso que os novos procedimentos visam impedir neste momento.
“Hoje ela se encontra em estado estável, mas passou por vários momentos delicados em que, por pouco, não perdeu a vida”, contou Fausto.
Na tentativa de um novo tratamento, a potiguar encontrou uma outra paciente no Brasil que também luta contra a doença. Jéssica foi apresentada ao médico da nova amiga, que saiu de São Paulo ao Rio Grande do Norte na semana passada para avaliar de perto o quadro clínico dela.
“Essa consulta renovou as esperanças de todos, pois ele disse que temos boas possibilidades de cura”, contou Fausto.
Jéssica – que atualmente se comunica através da escrita – vai iniciar um tratamento com a utilização de um novo medicamento para ajudar a regredir o tumor e os sangramentos. O plano é que ela vá, em seguida, para São Paulo realizar novos procedimentos cirúrgicos.
infelismente ainda tem pessoas que por ser infeliz,ainda vem agredir a fe alheia,Deus certamente um dia se mostrara pra voce e assim sabera quem ele e.Deus continue por meio dos medicos a curar essa moça.
Pois é…cadê o “deus” numa hora dessas? Afinal ela também não é “filha” dele?
Esse povo se ilude demais com crendices, viu??
Pois é Evilázio. Tu vais te encontrar com ele (Deus) e receberás a tua sentença se não creres e te arrependeres dos teus pecados de todo o teu coração. Ele é o dono da vida. Dá a vida e tira a vida quando quer e bem entende. Ele é Deus e vai continuar sendo Deus, tu querendo ou não visse!?
EVIL(mal)ázio, que comentário sem propósito positivo. Não acrescentou nada, só achincalhou a fé alheia.
Dos 211 medicamentos distribuídos pela Unidade Central de Agentes Terapêuticos do Rio Grande do Norte (Unicat), 74 estão indisponíveis para os pacientes, de acordo com os dados disponibilizados no site da unidade.
Isso significa dizer que 35% das medicações que abastecem a unidade central da Unicat estão em falta. A maioria dos remédios é de alto custo.
A situação de desabastecimento se repete nas outras unidades. No Alecrim, dos 35 medicamentos que são oferecidos lá, 9 estão faltando. Em Mossoró, estão indisponíveis 85 dos medicamentos distribuídos e, no município de Caicó, 99 remédios.
Sesap diz que busca agilizar aquisição de medicamentos
Em nota, a Sesap diz que tem preparado estratégias para agilizar processos de aquisição dos medicamentos. “A Secretaria mantém um grupo de trabalho permanente para agilizar os processos de aquisição de medicamentos”, informou.
“Com novos servidores especializados na área de compras para ampliar a capacidade de planejamento das aquisições, com objetivo de manter uma regularidade no fornecimento”, informou a Sesap.
De acordo com os dados disponibilizados no site da Unicat, a maioria dos medicamentos em falta no Estado está em processo de licitação ou aguardam distribuição do Ministério da Saúde. “O reabastecimento depende do caminhar dos processos”, disse a Sesap.
Fecha pra balanço @sesap !!! Cadê o ministério público? Conivente? Cafê a assembleia legislativa? Conivente??? Csdêbo tribunal de contas? Conivente!????? Isso é imoral
Na rede de atenção obstétrica do Rio Grande do Norte, um quadro se repete: a peregrinação de mulheres do interior do Estado em busca de atendimento em Natal. O cenário, segundo especialistas ouvidos pela reportagem da Tribuna do Norte, acontece por um somatório de fatores que incluem a falta de qualificação de equipes nos municípios, as falhas na central de regulação obstétrica e a estruturação das redes básicas locais.
O resultado disso é a concentração de atendimentos e a sobrecarga nas maternidades natalenses. Em cinco anos, Natal registrou 89.231 nascidos vivos. O número é maior que o registrado em cidades da região metropolitana como Macaíba (7.452), Parnamirim (11.733) e São José de Mipibu (16.439).
No comparativo com João Câmara, os nascimentos da capital superaram em mais de 300 vezes os 234 nascimentos registrados no município e em cerca de 58 vezes o de Açu (1.528), ambas cidades com unidades de referência. Há, ainda, pequenos municípios como Arês e Alto do Rodrigues com menos de 10 nascimentos registrados. Para o presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn), Robinson Dias de Medeiros, os dados refletem uma precariedade na rede obstétrica do Estado.
“Apesar de Natal e região metropolitana terem a maior densidade populacional do Estado, o dado que se obtém com o número de nascidos vivos na capital extrapola. Não é apenas por conta disso, mas porque reflete a precarização da assistência em outros municípios”, pontua.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Programa Estadual IST/AIDS e Hepatites Virais, alcançou um aumento considerável na oferta de locais de atendimento para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV no Rio Grande do Norte.
Até 2021, a rede de atendimento contava com apenas dois serviços de PrEP no estado, sendo um no Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, e outro no Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró. Hoje, a rede conta com 20 serviços, localizados em todas as regiões do estado. A oferta de atendimento em PEP passou de 28 serviços em 2021 para 47 serviços atualmente. A expansão melhora o serviço oferecido aos usuários do SUS e fortalece a prevenção contra o HIV no estado.
A enfermeira do Programa Estadual IST/AIDS e Hepatites Virais e referência para as profilaxias PrEP e PEP, Maria Vanessa Nogueira, explica que a expansão dos serviços é um trabalho constante, e que a expectativa é ampliar ainda mais o acesso e a oferta das profilaxias. “A primeira meta já foi alcançada, pois expandimos para todas as regiões do estado, mas nosso trabalho continua, com reuniões, pactuações com municípios, além de capacitações para equipe multiprofissional de médicos, enfermeiros e farmacêuticos, sendo os profissionais que acolhem, prescrevem e orientam, como também todos aqueles envolvidos no atendimento às pessoas que procuram pelo serviço”.
A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV é um método de prevenção à infecção pelo HIV. Consiste na tomada diária de um comprimido que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o vírus, ou seja, o indivíduo se prepara antes de ter uma relação sexual de risco para o HIV. A PrEP também é ofertada “sob demanda” quando o indivíduo consegue planejar quando ocorrerão suas relações sexuais. A PrEP é indicada para todas as pessoas que estejam em situação de risco ao HIV, e é útil para quem quer e precisa. Grupos que ainda tem apresentado um maior índice de infecção pelo HIV, tais como gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), pessoas trans, trabalhadores do sexo, assim como pessoas que têm relações sexuais casuais sem camisinha (sorologia desconhecida) ou com alguém que seja HIV positivo e que não esteja em tratamento, as que fazem uso repetido de PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV), e/ou apresentam episódios frequentes de Infecções Sexualmente Transmissíveis ou que praticam sexo sob a influência de drogas psicoativas, também são elegíveis para uso da PrEP.
É Importante destacar que a PrEP não é indicada para quem tem o vírus, mas para pessoas que sabem que irão se expor a uma possível contaminação; por isso, é feita após um atendimento qualificado, no qual o profissional de saúde vai direcionar a conduta segundo as particularidades da pessoa que procura o serviço.
“A orientação é que todas as pessoas adotem a prevenção de forma combinada e não se utilizem somente da PrEP, pois embora sua eficácia seja maior que 95%, não é uma profilaxia 100% segura e está fortemente associada à adesão, além de prevenir somente a infecção pelo HIV, não tendo eficácia contra outras Infecções Sexualmente Transmissíveis”, ressalta a enfermeira. Pessoas a partir de 15 anos, com peso corporal acima de 35 quilos e que estejam em situação de risco ao HIV podem ser elegíveis para receber a PrEP.
Profilaxia Pós-Exposição (PEP)
A PEP é um método de prevenção à infecção pelo HIV, utilizada após uma exposição sexual. É um atendimento de urgência, pois deve ser iniciada no período de duas e até no máximo 72 horas após a exposição, pela relação sexual ou por acidente com material biológico. O medicamento deve ser utilizado continuamente por 28 dias. A PEP é indicada para aqueles que tiveram prática sexual consentida sem uso de preservativo, para casos de rompimento do preservativo, acidente com material biológico ou que foram vítimas de abuso sexual. O Rio Grande do Norte conta com 48 locais de atendimento para a PEP, localizados em 17 municípios. Vale salientar que existem grupos de apoio específicos para casos de violência sexual.
A expectativa do Programa Estadual IST/AIDS e Hepatites Virais é expandir a oferta para mais municípios, além de manter o monitoramento dos serviços e a qualificação das equipes.
Municípios que oferecem PrEP
1-São José de Mipibu
2-Mossoró
3-Riachuelo
4-Ceará Mirim
5-Caicó
6-São Paulo do Potengi
7-Pau dos Ferros
8-Natal
9-Macaíba
10-Parnamirim
11-São Gonçalo do Amarante
12-Extremoz
13-Assu
Municípios que oferecem PEP
1-Santo Antônio
2-São José de Mipibú
3-Mossoró
4-São Miguel do Gostoso
5-João Câmara
6-Ceará Mirim
7-Currais Novos
8-Caicó
9-São Paulo do Potengi
10-Santa Cruz
11-Pau dos Ferros
12-Natal
13-Macaíba
14-Parnamirim
15-São Gonçalo do Amarante
16-Extremoz
17-Assu
Disponibilizada gratuitamente pelo SUS há 10 anos, a vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) ainda enfrenta obstáculos de adesão, especialmente no Rio Grande do Norte. De acordo com dados da Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap), nas primeiras duas semanas da campanha vacinal deste ano, o estado atingiu menos de 9% da faixa-etária alvo, crianças entre 9 e 14 anos. Segundo Ana Katherine Gonçalves, ginecologista conselheira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN (Sogorn), essa situação se deve, principalmente, ao preconceito atrelado à desinformação e às barreiras socioeconômicas.
“A baixa adesão da população preocupa porque a vacina contra o HPV, vírus sexualmente transmissível, é capaz de prevenir mais de cinco tipos de câncer, incluindo o câncer de colo de útero. Dentre os principais fatores que explicam a resistência da população em se vacinar estão as barreiras socioeconômicas, o preconceito e a falta de acesso às informações checadas”, ressalta a especialista.
Atreladas aos fatores mencionados estão as campanhas de desinformação direcionadas à população. “Algumas pessoas têm receio da imunização devido às fake news veiculadas para o público. Entre elas está a suposta relação do imunizante com a infertilidade, paralisias e doenças neurológicas. No entanto, pesquisas científicas e revisões do Grupo Assessor Global para a Segurança das Vacinas da OMS comprovam a segurança da mesma”, assegura Robinson Dias, presidente da Sogorn.
“Ainda existem muitos obstáculos, mas é nosso dever ultrapassá-los ao disseminar informações relevantes a respeito e, consequentemente, ampliar o acesso das pessoas às políticas públicas de saúde, responsáveis por garantir o acesso gratuito do público-alvo às vacinas e ao tratamento adequado para as mulheres que já estão em contato com o vírus”, esclarece o ginecologista.
Entenda o HPV
O Papilomavírus Humano (HPV) é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), em alguns casos, pode apresentar verrugas espalhadas pelo corpo, especialmente na mucosa. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o vírus está associado a quase 90% dos casos de câncer de colo de útero, o terceiro mais comum entre as mulheres no Brasil. O diagnóstico pode ser realizado por meio de exames urológicos ou ginecológicos, seguido da prescrição de tratamento adequado para cada caso. Para se vacinar, os usuários do SUS podem procurar uma das Unidades Básicas de Saúde, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e de 13h às 15h, levando documento de identificação e cartão de vacina.
O Brasil já tem 2.451 mortes confirmadas por dengue em 2024 e um total de 4.603.825 casos prováveis de dengue, conforme relatório atualizado pelo Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde nesta sexta-feira (10).
Em relação aos casos confirmados, já são 2.842.204.
O estado com o maior número de casos prováveis é Minas Gerais, contabilizando 1.339.508 registros, e a unidade federativa com mais óbitos, é São Paulo, com 668 mortes. Nos últimos 24 anos, esses números representam os mais elevados já registrados pelo Ministério da Saúde.
Os números de dengue podem aumentar nas próximas semanas no Rio Grande do Sul devido às enchentes que atingem o estado há quase duas semanas. A situação já contabiliza 141.213 casos prováveis e 128 mortes na região.
Apesar dos números altos, os casos de dengue estão em queda em 21 estados e no Distrito Federal, de acordo com dados da pasta da Saúde.
A secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, vê uma redução significativa nos casos, ressaltando que 22 estados apresentam tendência de queda. Quatro estados —Ceará, Maranhão, Pará e Tocantins— mantêm estabilidade, enquanto apenas o Mato Grosso segue com tendência de alta.
As mortes por leptospirose cresceram 44% em três anos no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2020 o país teve 195 óbitos contra 281 em 2023. O acumulativo dos anos totalizou 974 mortes, com 182 em 2021 e 318 em 2022, sendo considerado o maior registro. As enchentes foram a principal causa do aumento de mortalidade.
A leptospirose é uma doença infecciosa adquirida quando a pessoa é contaminada pela exposição direta ou indireta à urina de ratos que estejam infectados pela bactéria Leptospira. Com as enchentes, o aumento de transmissão da doença é maior.
“Quando acontece esse tipo de desastre natural, [a leptospirose] consegue se espalhar pela enchente e quem entra em contato com a água contaminada, fica doente. Lembrando que ela consegue penetrar na pele mesmo sem nenhum tipo de feridas”, explica o infectologista Manuel Renato Palacios.
Segundo Palacios, a leptospirose não é uma doença de alta letalidade, mas se desenvolvido para a forma mais grave, a taxa de óbitos pode crescer. De acordo com a pasta, até abril deste ano, são 72 mortes em 734 casos.
Tragédia no RS
A população do Rio Grande do Sul vive a pior catástrofe decorrente da água da chuva. Em 12 dias, as enchentes afetaram ao menos 1,7 milhões de pessoas e 86% dos municípios. Com o aumento de risco da contaminação da doença, a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) elaborou no domingo (5) uma nota técnica de recomendação para prevenção dos casos no estado.
“É fundamental que nesse cenário essa profilaxia seja amplamente fornecida para a população que ficou em contato direto com as áreas alagadas. O acesso a isso pode mudar o cenário e evitar muitos casos graves pela doença” disse o coordenador da infectologia do Hospital DF Star, Giberto Nogueira.
De 2010 a 2023, o Brasil perdeu 25.876 leitos de internação no SUS (Sistema Único de Saúde). Ou seja, o país fechou 5 leitos por dia no período. Em 2010, eram 335.482. Em 2023, o número caiu para 309.606. Houve uma queda de 8% em 13 anos.
Os dados são do CFM (Conselho Federal de Medicina), com base no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde), mantido pelo Ministério da Saúde.
A maior queda no período se deu em leitos psiquiátricos, que foram de 38.713 em 2010 para 16.328 em 2023 –redução de 58%. Em seguida vêm os leitos pediátricos, de 51.293 para 36.814 –queda de 28%. Depois vêm os obstétricos, que passaram de 46.045 para 38.325 –diminuição de 17%.
No período analisado, 2019 foi o ano com o menor número de leitos (294.968). Mas em 2020, quando começou a pandemia da covid-19, a quantidade de leitos aumentou 6,1%, para 313.038. Já em 2021, o número começou a cair e foi para 310.443.
Deveriam fazer isso com todos os outros que faltam a mais de 30 dias na Unicat RN, Riluzol é um deles pra tratamento de ELA.