Saúde

COVID: RN possui 105 leitos críticos e 161 leitos clínicos disponíveis

O RN permanece com fila zerada de pacientes para UTI Covid conforme levantamento feito por volta das 14h00 desta segunda-feira (28). Neste período, havia um (01) paciente com perfil para leitos críticos na lista de regulação e nenhum aguardava avaliação. Foram registrados disponíveis 105 leitos críticos e outros 161, sendo clínicos.

 

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Saúde

RN registra taxa de ocupação de leitos críticos para covid de 33,1%

A taxa de ocupação de leitos críticos das unidades públicas de saúde no RN é de 33,1%, registrada no início da tarde desta segunda-feira (28). Pacientes com Covid-19 internados em leitos clínicos e críticos somam 112.

Segundo a Sesap, a Região metropolitana apresenta 36,6% dos leitos críticos ocupados, a região Oeste tem 30,4% e a Região Seridó tem 20%.

Até o momento desta publicação são 105 leitos críticos (UTI) disponíveis e 57 ocupados, enquanto em relação aos leitos clínicos (enfermaria), são 161 disponíveis e 55 ocupados.

Outros 10 leitos de UTI estão ocupados por pacientes ‘não Covid-19’ e também 21 leitos clínicos também estão ocupados por pacientes ‘não Covid-19’, com outras síndromes gripais.

Opinião dos leitores

  1. Avisem aí pra F a t ã o que a COVID 19 acabou! A “onda” AGORA é a Guerra da Rússia contra Ucrânia! E por conta da visita do Presidente Bolsonaro à RÚSSIA,
    tá dando uma audiência graannde! “Grobo” TVGang e CNN ndm fLa mais em Covid!!
    Não dá audiência!

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Saúde

“Devemos baixar o status de pandemia para endemia e reduzir as medidas restritivas até o fim de março”, diz Queiroga

Imagem: reprodução/TV Record

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que as medidas restritivas relacionadas à Covid-19 podem se relaxadas no Brasil até o fim de março. De acordo com ele, até lá, a tendência é que o país realmente rebaixe o status da doença de pandemia para endemia. Nesse cenário, a doença passa a fazer parte das rotinas diárias e precisa ser combatida com políticas permanentes.

No caso de endemias, apesar de a doença ser frequente, as autoridades sanitárias entendem que o sistema de saúde já está preparado para combatê-la. De acordo com Queiroga, para ocorrer a mudança, devem ser levados em conta diversos fatores, como a redução nas taxas de infecção e morte pelo coronavírus e o avanço da vacinação.

“Tivemos uma reunião com o secretário da OEA [Organização dos Estados Americanos], da Opas, e um dos temas foi o rebaixamento do caráter de pandemia para endemia. Naturalmente, não se trata de vontade, mas sim do avanço da doença, da capacidade do sistema hospitalar e do avanço da vacinação. Com esses critérios, podemos rebaixar. Não se pode fazer isso no mundo todo, como na África, com a baixa cobertura vacinal”, afirmou Queiroga, durante entrevista feita nos Estados Unidos, onde o ministro participou de reuniões de trabalho na Opas (Organização Pan-Americana da Saúde). O assunto principal do encontro foi a promoção de esforços pela vacinação universal.

Queiroga disse que não tem uma data específica para as mudanças no Brasil, mas a expectativa é que elas ocorram no próximo mês. “Devemos baixar o status e reduzir as medidas restritivas. A expectativa é que façamos isso no final de março, mas não quero dar uma data ainda”, explicou.

O médico afirmou que, apesar da dificuldade em avançar na vacinação em alguns estados do Norte do país, o brasileiro tem uma cultura de se imunizar, o que colabora no avanço da imunização. “Nos EUA, há uma média de 3.000 mortes por dia. Por aqui, a média é de 800 casos diários, com uma tendência de queda. Ou seja, estamos vencendo essa onda da Ômicron”, disse o ministro.

Ele afirmou também que o Brasil tem um dos maiores sistemas de saúde de acesso universal do mundo, e que a tendência é reforçá-lo, de modo que esteja preparado para um momento pós-pandemia, em que precisará tratar sequelas dos sobreviventes e lutar contra outras doenças.

“Durante o período da pandemia, foram alocados mais de R$ 100 bilhões em créditos extraordinários, em 2020 e 2021. Então se fortaleceu o sistema. Nesse período pós-pandemia, temos que enfrentar sequelas de indivíduos que tiveram Covid, se recuperaram, mas ainda têm sequelas. Temos a necessidade de atender doenças vasculares, câncer, que foram negligenciadas durante a pandemia”, afirmou o ministro.

R7

Opinião dos leitores

  1. Apoiadíssimo Sr. Ministro!!!
    É máscara a decisão correta!
    Medicação pra aumentar as defesas do organismo, Vitamina C, D e rapa de chifre de Bode!!!! E mandar PETISTA pra Ucrânia!!

  2. Ministro, deixe pra fazer esse comentário daqui a 15 ou 20 dias após o Carnaval, aí vc vai vê a merda saindo pelo ladrão.

  3. O Putin, acabou com a pandemia, não se ouve falar nos telejornais em Coronavirus,hô Putin Macho da porra, junto com o Presidente Ucraniano, eles conseguiram, mostrar que o problema do Planeta não era só o vírus chinês.

  4. Depois das irresponsabilidades dos Governos Estaduais e Municipais, que não fiscalizam as aglomerações durante o período do carnaval, teremos a verdadeira realidade.

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Saúde

Fiocruz vê cenário promissor, mas alerta que pandemia não acabou

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil 

Diante da queda nos indicadores de monitoramento da pandemia a nível nacional, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) classificou nessa quinta-feira (24) o cenário atual como bastante promissor, mas destacou que as desigualdades do país criaram diferentes realidades até mesmo dentro de um mesmo município. A análise foi publicada no boletim do Observatório Covid-19, que frisa ser equivocado pensar em redução de leitos, testagem e uso de máscara no país como um todo.

“Embora o cenário geral seja bastante promissor, tanto pela tendência de queda dos principais indicadores como pelo avanço na cobertura vacinal, além da chegada de medicamentos para o tratamento da covid-19, é importante sublinhar que a pandemia ainda não acabou”, afirmam os pesquisadores da Fiocruz. “Não é possível pensar na mitigação da pandemia no Brasil como um todo utilizando indicadores globais do país sem um olhar atento para outras escalas. Enquanto houver descontrole dos indicadores em um único município a pandemia não terminará”.

A Fiocruz afirma que a pandemia acentuou desigualdades estruturais no país, e que a partir dela é possível observar, no mínimo, a existência de dois Brasis, um do Norte e outro do Sul. O boletim compara São Paulo e Rio Grande do Sul a Maranhão e Pará, e afirma que os estados do Sul e Sudeste estiveram sempre acima da média nacional de vacinação e já mostram ter passado do pico de infecções da variante Ômicron. Os estados do Norte e Nordeste, por outro lado, ainda podem estar atravessando o pico de casos e têm curvas de óbitos ainda em movimento de alta.

“É equivocado, portanto, pensar em estratégias homogêneas de recuo na provisão de leitos e insumos para unidades de média e alta complexidade, assim como reduzir a indução da testagem em massa e o desincentivo ao uso de máscaras no país como um todo”.

Agência Brasil

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Saúde

Sesap distribui 289.140 doses de vacina contra a covid-19

Foto: Divulgação

No início da tarde desta quinta-feira (24), a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap) distribuiu 289.140 doses para reforçar a campanha de vacinação contra a Covid-19. Até o momento, o Rio Grande do Norte vacinou com a primeira dose 2.883.897 mil pessoas, o que representa 91% da população. Com a segunda dose são 2.504.463 pessoas, ou seja, 79% da população. E 35% estão com a dose de reforço.

Serão distribuídas 61.385 doses da Astrazeneca para esquema vacinal de dose de reforço (D3) da população geral acima de 18 anos; 115.190 doses da Janssen, para esquema vacinal de dose de reforço (D3) da população geral acima de 18 anos; 1.890 doses da Pfizer, para esquema vacinal de D1, D2 e D3, solicitadas através do Sistema de Insumos Estratégicos em Saúde (SIES) no período de 16 a 23 de fevereiro, 2.675 doses da Astrazeneca para esquema vacinal de D3, também solicitadas pelo SIES, além de 5.100 doses da Coronavac para esquema vacinal de D1 e D2.

Também serão distribuídas 102.900 de doses da vacina Coronavac Pediátrica, para complementação de esquema primário (D2) das crianças de 6 a 11 anos. O RN é um dos Estados que mais vacinou crianças com idade entre 5 e 11 anos. Foram 151.206 mil crianças, representando 45% deste público que é de 335.093 crianças.

A logística para a operação das vacinas é feita pela Sesap, através da Rede de Frio (Unicat) em parceria com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), desde o início da campanha, há cerca de um ano, com a distribuição das doses em menos de 24h após a chegada do carregamento ao estado.

População deve completar o esquema vacinal

A Sesap alerta, no entanto, para o quantitativo de pessoas com doses em atraso. Hoje são 188.843 pessoas que não retornaram para a segunda dose e mais de 600 mil em atraso com a dose de reforço. “Cada vez mais a campanha de imunização avança e é importante ir alcançando esses patamares de imunização. Porém, não podemos perder de vista a necessidade de tomar a segunda dose. A vacinação é uma estratégia de proteção coletiva, precisa que todos façam sua parte”, ressaltou o secretário de Estado da Saúde Pública, Cipriano Maia.

Opinião dos leitores

  1. Sesap destribui não, sesap repassa vacinas compradas pelo Véio Bolsonaro, aos municípios.
    Sesap RN, não comprou nada.

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Saúde

BALANÇO: 36% das crianças se vacinaram contra Covid-19 em Natal

Foto: Alex Régis

A Prefeitura do Natal, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS/Natal), divulga um balanço da vacinação pediátrica contra a Covid no município e reforça o chamamento de pais e responsáveis para a imunização desse público. Cerca de 36% receberam ao menos uma dose da vacina.

De acordo com o Ministério da Saúde, Natal tem uma população vacinável de 77.341 usuários entre 5 e 11 anos incompletos, mas apenas 28.150 doses foram administradas até 24 de fevereiro. Isso representa 36% do total estimado. Pensando nisso, os pontos de vacinação extras da capital têm programação diferenciada durante o feriado de Carnaval.

Entre os dias 26 de fevereiro e 02 de março de 2022, os locais extras de vacinação contra a Covid -19 em Natal para a população adulta e infantil, a partir dos 5 anos de idade, são o Via Direta Shopping Center, Ginásio Nélio Dias, Shopping Midway Mall, Partage Norte Shopping e Ferreira Costa Home Center. Nestes locais estarão disponíveis as doses D1, D2, D3 (reforço), e a adicional D4 – somente para os imunossuprimidos. As informações completas podem ser conferidas em vacina.natal.rn.gov.br .

“Através da vacinação infantil a gente chega nas últimas etapas dessa que é a maior campanha vacinal da história. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso desses imunobiológicos para esse grupo de forma segura, e assim nossa capital vem realizando essa vacinação, seguindo todas as notas técnicas. Precisamos vacinar a maior parte da população para garantir uma imunização eficiente”, alerta o secretário Municipal de Saúde de Natal, George Antunes.

Confira os horários neste período:

Dia 26.02.22 (SÁBADO)
Ferreira Costa – (9h às 18h) – último dia de funcionamento neste local
Via Direta – (9h às 21h)
Nélio Dias – (8h às 12h)
Midway Mall – (10h às 17h)
Partage Norte Shopping – (14h às 20h)

Dia 27.02.22 (DOMINGO) – LOCAIS ESTARÃO FECHADOS

DIA 28.02.22 (SEGUNDA-FEIRA)
Shopping Midway Mall – (12h às 18h)
Partage Norte Shopping – (12h às 18h)

Dia 01.03.22 (TERÇA-FEIRA)
Via Direta – (12h às 18h)
Nélio Dias – (12h às 18h)

Dia 02.03.22 (QUARTA-FEIRA)
Midway Mall  – (12h às 18h)
Partage Norte Shopping – (12h às 18h)
Via Direta – (12h às 18h)
Nélio Dias – (12h às 18h)

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Saúde

RN registra taxa de ocupação de leitos críticos para covid de 40,7%

A taxa de ocupação de leitos críticos das unidades públicas de saúde no RN é de 40,7%, registrada no fim da manhã desta quarta-feira (23). Pacientes com Covid-19 internados em leitos clínicos e críticos somam 156.

Segundo a Sesap, a Região metropolitana apresenta 46,2% dos leitos críticos ocupados, a região Oeste tem 32,1% e a Região Seridó tem 33,3%.

Até o momento desta publicação são 93 leitos críticos (UTI) disponíveis e 72 ocupados, enquanto em relação aos leitos clínicos (enfermaria), são 142 disponíveis e 84 ocupados.

Outros 12 leitos de UTI estão ocupados por pacientes ‘não Covid-19’ e também 21 leitos clínicos também estão ocupados por pacientes ‘não Covid-19’, com outras síndromes gripais.

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Saúde

Depois de 33 dias, média móvel de casos de Covid volta a ficar abaixo de 100 mil

Foto: Cristine Rochol/PMPA

A média móvel de casos de Covid-19 no Brasil está no 14º dia seguido de declínio e chegou a 98.896. É o menor número desde 19 de janeiro, quando índice estava em 99.974. Já a média móvel de mortes chegou 819 — acima de 800 desde 8 de fevereiro de 2022, mas em queda pelo segundo dia consecutivo.

Médias móveis levam em consideração as médias dos números dos últimos sete dias e são utilizadas para evitar distorções causadas por eventuais subnotificações aos finais de semana.

Ao todo, já são 28.251.327 casos de Covid-19 e 645.420 óbitos registrados desde o início da pandemia. O Brasil registrou 105.776 casos e 816 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas. Os dados foram divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) nesta terça-feira (22).

CNN Brasil

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Saúde

RN registra taxa de ocupação de leitos críticos para covid de 48,6%

A taxa de ocupação de leitos críticos das unidades públicas de saúde no RN é de 48,6%, registrada no início da tarde deste domingo (20). Pacientes com Covid-19 internados em leitos clínicos e críticos somam 177.

Segundo a Sesap, a Região metropolitana apresenta 48,1% dos leitos críticos ocupados, a região Oeste tem 55,6% e a Região Seridó tem 26,7%.

Até o momento desta publicação são 77 leitos críticos (UTI) disponíveis e 85 ocupados, enquanto em relação aos leitos clínicos (enfermaria), são 130 disponíveis e 95 ocupados.

Outros 13 leitos de UTI estão ocupados por pacientes ‘não Covid-19’ e também 24 leitos clínicos também estão ocupados por pacientes ‘não Covid-19’, com outras síndromes gripais.

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Saúde

RN registra taxa de ocupação de leitos críticos para covid de 52,9%

A taxa de ocupação de leitos críticos das unidades públicas de saúde no RN é de 52,9%, registrada no início da tarde deste sábado (19). Pacientes com Covid-19 internados em leitos clínicos e críticos somam 192.

Segundo a Sesap, a Região metropolitana apresenta 53,8% dos leitos críticos ocupados, a região Oeste tem 56,6% e a Região Seridó tem 33,3%.

Até o momento desta publicação são 69 leitos críticos (UTI) disponíveis e 92 ocupados, enquanto em relação aos leitos clínicos (enfermaria), são 125 disponíveis e 100 ocupados.

Outros 13 leitos de UTI estão ocupados por pacientes ‘não Covid-19’ e também 28 leitos clínicos também estão ocupados por pacientes ‘não Covid-19’, com outras síndromes gripais.

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Saúde

COVID: RN possui 69 leitos críticos e 125 leitos clínicos disponíveis

O RN permanece com fila zerada de pacientes para UTI Covid conforme levantamento feito por volta das 12h40 deste sábado (19).

Neste período, havia um (01) paciente com perfil para leitos críticos na lista de regulação e 02 aguardavam avaliação. Foram registrados disponíveis 69 leitos críticos e outros 125, sendo clínicos.

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Saúde

RN registra 7 óbitos por covid nas últimas 24 horas; Novos casos são 682

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) atualizou os números do coronavírus neste sábado (19). São 468.698 casos totalizados. Na sexta-feira (18) eram contabilizados 467.279, ou seja, 1.419 novos casos em comparação com o dia anterior, destes, 682 confirmados nas últimas 24 horas.

Com relação aos óbitos no Rio Grande do Norte, são 7.988 no total. Sete (07) óbitos foram registrados nas últimas 24 horas no RN (Natal (2), Mossoró, Guamaré, Senador Elói de Souza, Santana do Seridó e Nísia Floresta). Na sexta-feira (18), eram 7.978 mortes. A Sesap registou outros 03 óbitos após resultados de exames laboratoriais de dias ou semanas anteriores. Óbitos em investigação são 1.542.

Recuperados são 439.508. Casos suspeitos somam 3.059 e descartados são 896.837. Estimativa de casos em acompanhamento: 21.202.

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Saúde

O que ainda falta para a Covid virar endemia no Brasil

Foto: Divulgação

Uma ampla cobertura vacinal para a população associada a um sistema robusto de monitoramento da pandemia foi a receita para que alguns países europeus abandonassem as medidas de restrição contra a Covid-19 e passassem a um novo cenário: o de endemia.

Julio Croda, médico infectologista e pesquisador da Fiocruz, explica que uma doença é considerada endêmica quando ela é comum em certas regiões, tem um número de mortes esperado e apresenta períodos de surto. Dessa maneira, é possível prever o impacto do vírus e estar pronto para contê-lo em caso de circulação.

O pesquisador Vitor Mori, membro do Observatório COVID-19BR, diz que países europeus, como a Dinamarca e o Reino Unido, organizaram um sistema amplo e eficaz de monitoramento para aumentar a capacidade de previsibilidade da doença. Em termos práticos, isso significa testagem, sequenciamento genético do vírus e controle de contatos.

Cenário no Brasil

A epidemiologista Lígia Kerr, vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), lembra que uma endemia não pode ser decretada por canetada. “Depende de circunstâncias como o comportamento da doença na população, a taxa de imunização e a circulação de variantes”, aponta.

De acordo com ela, atualmente no Brasil, os indicadores – número de casos e óbitos – ainda precisam melhorar. “Nós estamos vivendo um momento que é de muito cuidado. Temos que avaliar sempre o comportamento dessa doença. A máscara e a vacinação ainda são as nossas maiores ajudas”, afirma.

Os pontos fortes

Diferentemente de outras nações, o Brasil conta com um sistema de saúde bastante capilarizado. Isso garante que as vacinas cheguem a locais afastados dos grandes centros urbanos, facilitando o amplo acesso à proteção.

Kerr diz que o uso correto desse sistema e seu fortalecimento são importantes para imaginar o controle da pandemia no país. “O SUS chega aos cantos mais difíceis do Brasil, isso é uma vantagem para conseguirmos vacinar e interromper a circulação do vírus”, comenta.

Risco de novas variantes

Uma endemia, entretanto, não significará que as coisas estarão resolvidas. Kerr ressalta que os surtos podem ser causados por novas variantes que, não necessariamente, serão mais leves. Por isso, flexibilizar em um momento inadequado pode ser ruim para a condução da pandemia.

Metrópoles

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Saúde

Brasil terá 20 milhões de autotestes ainda em fevereiro nas farmácias

Foto: Breno Esaki / Agência Saúde / DF

Com a aprovação do primeiro autoteste de Covid-19 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a expectativa é que ainda em fevereiro o Brasil tenha nas prateleiras das farmácias e estabelecimentos de saúde licenciados aproximadamente 20 milhões de exames para venda à população. Os preços vão variar de acordo com cada estabelecimento, mas a empresa responsável pela distribuição no país, a CPMH Produtos Hospitalares, prevê cobranças menores que as praticadas no mercado internacional e em comparação com as dos testes realizados em laboratórios.

“O custo para a população brasileira será muito mais competitivo do que os autotestes disponíveis na Europa e nos Estados Unidos, para adequar à nossa realidade”, declarou ao R7 o responsável técnico da empresa, Rander Avelar. Ele completou que, por não ter o serviço agregado de um profissional de saúde, “é lógico e o racional que o custo para o indivíduo seja menor do que o de um teste profissional feito em uma farmácia ou laboratório”. É possível encontrar testes rápidos em farmácias na faixa de R$ 50 a R$ 150.

O produto que obteve o aval da Anvisa recebeu o nome de Novel Coronavírus (Covid-19) Autoteste Antígeno. Ele é produzido pela empresa chinesa Bioscience (Tianjin) Diagnostic Technology. A autorização da Anvisa foi concedida nessa quinta-feira (17), após a reguladora entender que os critérios técnicos de qualidade e desempenho definidos pela agência e pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) haviam sido atendidos.

R7

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Saúde

RN registra 03 óbitos por covid nas últimas 24 horas; Novos casos são 917

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) atualizou os números do coronavírus nesta sexta-feira (18). São 467.279 casos totalizados. Na quinta-feira (17) eram contabilizados 465.764, ou seja, 1.515 novos casos em comparação com o dia anterior, destes, 917 confirmados nas últimas 24 horas.

Com relação aos óbitos no Rio Grande do Norte, são 7.978 no total. Três óbitos foram registrados nas últimas 24 horas no RN (Natal, Mossoró e Areia Branca). Na quinta-feira (14), eram 7.971 mortes. Óbitos em investigação são 1.542

Recuperados são 435.478. Casos suspeitos somam 2.847 e descartados são 895.024. Estimativa de casos em acompanhamento: 23.823

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Saúde

Dados sugerem que Brasil passou pelo pico da Ômicron, mas é preciso cuidado

Foto: REUTERS / Dado Ruvic

Desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil, em fevereiro de 2020, o país já enfrentou os mais diversos cenários no enfrentamento à pandemia. Nos últimos meses, impulsionados pelo surgimento da variante Ômicron, os casos de Covid-19 dispararam.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 3 de fevereiro de 2022, o país atingiu o maior número de novas infecções com 298.408 em 24 horas. Contudo, diferente do que o Brasil viu no início de 2021, devido principalmente à vacinação, o índice de mortes não aumentou na mesma proporção que os casos dispararam.

Na época, alguns especialistas estimaram que o pico da Ômicron iria acontecer até a segunda semana de fevereiro e depois, o país veria uma queda nos casos.

A epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Ethel Maciel, foi uma delas. À CNN, ela disse em janeiro que o Brasil seguia os dados de outros países que fazem muitos testes e que acreditava que ainda não tínhamos atingido ao nosso pico.

Agora, no entanto, muito se especula se o país já passou pelo pico da pandemia e quais devem ser os próximos cenários do SARS-CoV-2 à medida que há o avanço da cobertura vacinal.

Para Ester Sabino, imunologista e ex-diretora do Instituto de Medicina Tropical, que liderou o sequenciamento do genoma do coronavírus, o pico de casos da Ômicron já pode ter passado. “Tudo indica que a tendência é, nos próximos dias, vermos uma queda no número de casos — que já está acontecendo — e também nas mortes”, disse.

Julio Croda, infectologista e pesquisador da Fiocruz, disse à CNN que já passamos pelo pico do coronavírus.

“Já estamos há uma semana, claramente, com queda no número de casos. Já tivemos momentos piores e esse comportamento é similar ao que ocorre em outros países: de quatro a seis semanas de subida e de quatro a seis semanas de queda”, afirma.

Bellissimo-Rodrigues explica que na epidemiologia há um fenômeno chamado ‘esgotamento de suscetíveis’ e por isso o número de infecções deve continuar a cair. “Como uma grande parcela da população já foi infectada, e outra grande parcela está imunizada, especialmente com a dose de reforço, o vírus começa a ter dificuldade de achar uma pessoa para infectar”, explicou.

Contudo, todos especialistas ouvidos pela CNN para esta reportagem afirmam que as condições de queda no número de casos diários devem ser mantidas, se, e somente se, o mundo avançar na vacinação para evitar o surgimento de novas variantes.

CNN Brasil

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