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Sócios da Dismed combinaram entrega de envelope na Prefeitura de Mossoró após saída de banco; veja conversas e outras cidades citadas

Sócios da Dismed combinaram entrega de envelope na Prefeitura de Mossoró após saída de banco; veja conversas e outras cidades citadas

Por Dinarte Assunção – Blog do Dina

No fim da tarde de 16 de março de 2022, Maycon Lucas Zacarias Soares mandou pelo WhatsApp uma foto da fachada do Palácio da Resistência. A imagem era para combinar o ponto de encontro com o cunhado, Oseas Monthalggan Fernandes Costa — sócio-administrador da DISMED Distribuidora de Medicamentos. Oseas estava dentro do prédio, sede da Prefeitura de Mossoró. Maycon ia até lá entregar “o envelope”.

A Polícia Federal não detalha o conteúdo do envelope em que a cena está registrada. Em mensagens anteriores na mesma conversa, Oseas mencionara “os papéis da Roberta” — sua esposa, sócia da Drogaria Mais Saúde —, que precisariam ser assinados. Não se sabe se a assinatura de papéis é ou não verdadeira.

Quando a Operação Mederi se tornou pública, três anos depois, o registro daquele encontro ganhou outra dimensão. Não pela cena em si, mas pelo quintal em que aconteceu. Em 21 de junho de 2024, no auge da investigação, R$ 138.547,73 caíram na conta da DISMED. O dinheiro era do Fundo Municipal de Saúde de Mossoró — pago, justamente, pela Prefeitura sediada no Palácio Felipe Camarão. No mesmo dia, antes que a empresa usasse aquele dinheiro para comprar uma caixa sequer de medicamento, a DISMED transferiu valores para Maycon, para Oseas, para a Posto MM Soares — e depositou R$ 20 mil na conta poupança da filha menor de Oseas,

Naquela tarde, pelo WhatsApp, Oseas lembrou ao cunhado:

“Maikynho, só se ligue aí que é poupança viu, tem que botar essa variação 51.”

Maycon, que acabara de sair do banco, então chega ao Palácio da Resistência:

Quando a foto de Allyson Bezerra e Oseas, de 2024, foi postada no Instagram e virou peça do inquérito, o ex-prefeito de Mossoró disse não ter relação com o sócio da Dismed. Em sua defesa, nesse dia, é preciso sublinhar que ele estava em Brasília.

A matemática que o sócio recitou

A cena é um único dia de uma rotina. Entre maio e outubro de 2024 — seis meses —, a DISMED recebeu R$ 8,15 milhões em pagamentos de prefeituras e sacou R$ 2,21 milhões em espécie. Aproximadamente 27,1% de tudo o que entrou de dinheiro público, virou cash.

O percentual não é coincidência. Em outra escuta — desta vez ambiental, dentro do escritório da DISMED em Mossoró —, Oseas Monthalggan recitou em voz alta a divisão. O áudio é da tarde de 13 de maio de 2025:

“Fica cento e quarenta (R$ 140.000,00) pra ele entregar cem por cento (100%). Dos cento e quarenta ele ganha setenta (R$ 70.000,00). Setenta com sessenta é meu, cento e trinta (R$ 130.000,00). Só que dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil (R$ 100.000,00) a ALLYISON e a FÁTIMA, que é dez por cento (10%) de FÁTIMA e quinze por cento (15%) de ALLISSON. Só ficou trinta mil (R$ 30.000,00) pra a empresa!”

ALLYISON é como Oseas se refere a Allyson Leandro Bezerra Silva, então prefeito de Mossoró. FÁTIMA é como aparece nas escutas uma pessoa ainda não identificada pela PF.

Aplicando a “matemática” só ao que Mossoró pagou à DISMED no semestre auditado — R$ 3.332.710,27, segundo o relatório bancário —, a PF calcula um valor teórico de propina de R$ 833.177,57 apenas para esta cidade. Os 25% que escapam da empresa, na conta da PF, “guardam proporção próxima” do percentual de 27,1% sacado em espécie sobre o total creditado por prefeituras.

A engenharia dos saques

A retirada do dinheiro em espécie obedece a um padrão. Dos R$ 2,21 milhões sacados em 70 operações entre maio e outubro de 2024:

  • Maycon Lucas Zacarias Soares, cunhado de Oseas, sacou R$ 1.784.000,00 em 20 saques — média de R$ 89.200 por operação. Representa 80,7% do total.
  • Oseas Monthalggan, sócio-administrador, sacou R$ 294.000,00 em 6 operações — média de R$ 49.000 por saque. Representa 13,3% do total.

Os 13,3% de Oseas não são arredondamento à toa. R$ 49 mil é o limite imediatamente abaixo de R$ 50 mil — valor a partir do qual o banco é obrigado a comunicar a operação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Em outro período, anterior, a mesma DISMED havia feito 22 saques exatos de R$ 49 mil — somando R$ 1,07 milhão. Para a PF, é fracionamento deliberado para escapar do controle automático.

Os outros 5,97% dos saques (R$ 132 mil em 44 operações) saíram pulverizados em retiradas de R$ 3 mil em terminais de autoatendimento. Outra forma de não chamar atenção.

A conclusão da própria PF, na fl. 500 do laudo:

“os saques logo após os pagamentos tenham servido para repasses ilícitos, inclusive a outras prefeituras.”

A sócia de fachada

A engrenagem do dinheiro em espécie tinha mais peças. Vitória Cibele Pinheiro Bezerra Soares — esposa de Maycon, sócia formal da DISMED até janeiro de 2024 — atuava como armazenadora doméstica do numerário. Em diálogo do WhatsApp do dia 9 de dezembro de 2023, Maycon escreveu para a esposa:

“Na última gaveta lá de baixo do colaste, onde fica a minha maquininha, tem um bolo de dinheiro de 4.000,00 purgue 3.000,00 e traga.”

Minutos depois, ela confirma: “Tá aqui no meu bolso.”

A PF conclui na fl. 477:

“Ela atuava no armazenamento e repasse de numerário em espécie, na realização de pagamentos via contas de empresas de fachada e na execução de transferências bancárias a mando do marido. Sua participação reforça o caráter estruturado do esquema, no qual familiares eram utilizados para diluir responsabilidades.”

Em 9 de janeiro de 2024, um “Aditivo 04” formaliza a saída de Vitória do quadro societário. No lugar dela, entra o próprio Maycon. A movimentação, segundo a PF, “reforça o uso de interpostas pessoas para dar aparência de legalidade ao controle do grupo”.

A escala

A DISMED Distribuidora de Medicamentos Ltda. foi fundada com outros sócios. Em 4 de fevereiro de 2021, Oseas Monthalggan — então vereador de Upanema com rendimento declarado de R$ 4.049,05 mensais — entrou no quadro. Em 2016, à Justiça Eleitoral, Oseas declarara patrimônio total de R$ 26 mil.

A empresa apresentou crescimento exponencial. Em 2023, o faturamento anual ultrapassou R$ 11 milhões. Entre 8 de junho de 2018 e 14 de maio de 2023, apenas numa única instituição financeira, a DISMED movimentou R$ 65,43 milhões.

O contrato com a Prefeitura de Mossoró é o maior do bloco, mas não é o único. Os sócios da Dismed admitiram em conversas captadas pela PF que o modelo de negócio deles era a propina. Sem propina, não teriam como existir.

A Dismed também vendeu, mas não só, para os Fundos Municipais de Saúde de Tibau, Serra do Mel, Upanema, Patu, Porto do Mangue, Campo Grande, Triunfo Potiguar, Areia Branca, Grossos — entre outros municípios do oeste e do Seridó potiguar. Em alguns deles, escutas registradas pela PF mencionam o mesmo padrão de divisão por porcentagem — com prefeitos e secretários locais sendo nomeados nos áudios.

Por Dinarte Assunção – Blog do Dina

Opinião dos leitores

  1. Brasil, País de escandalos e ROUBALHEIRA. O melhor caminho para o CIDADADÃO honesto é o proximo aeroporto e ir embora deste País tomado pelo crime “ORGANIZADO” em todas as esferas dos poderes.

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Movimento de vereadores mostra articulação e força de Zenaide

A presença de cerca de 200 vereadores do Rio Grande do Norte no gabinete da senadora Zenaide Maia, em Brasília, durante a Marcha dos Gestores e Legislativos Municipais, foi além de uma agenda institucional, pois evidenciou o fortalecimento da relação entre o mandato e lideranças municipais. Ao longo da agenda, a parlamentar realizou atendimentos individuais e reforçou o diálogo direto com representantes das cidades potiguares.

Zenaide aproveitou a presença dos vereadores para estreitar relações e ouvir demandas locais. O gesto, comum nesse tipo de mobilização, ganha outro peso quando acompanhado de entregas: ao longo da trajetória no Congresso, a senadora já destinou mais de R$ 500 milhões ao Rio Grande do Norte, alcançando todos os 167 municípios.

Na capital, Natal, os repasses somam mais de R$ 32 milhões desde 2016, ainda no período em que a parlamentar exercia mandato como deputada federal. Os recursos têm sido aplicados em áreas como saúde, infraestrutura e assistência social, contribuindo para a ampliação de serviços públicos.

A maior parte das emendas, cerca de 70%, foi destinada à saúde, incluindo custeio de atendimentos, aquisição de equipamentos e fortalecimento da rede pública. Os investimentos atingem tanto a capital quanto municípios do interior.

A presença maciça de vereadores, aliada ao volume de recursos destinados, reforça a leitura de que Zenaide mantém capilaridade no interior e presença relevante na capital. E a combinação entre articulação e entrega ajuda a explicar o movimento observado em Brasília.

Opinião dos leitores

  1. Quem pagou essa farra de vereadores para Brasilia, passagens aereas , refeições, hoteis, translados, Ubers, Taxis,Vans, etc,etc. Um abuso esses politicos. O País numa crise sem precedentes e estes individuos torrando dinheiro público.

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Geral

Demora em compra favoreceu desperdício de R$ 260 milhões em Coronavac sob Lula, afirma TCU

Foto: Miguel Schincariol/AFP

Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) afirma que a demora do Ministério da Saúde em concluir um processo de contratação favoreceu a perda de ao menos R$ 260 milhões em vacinas Coronavac.

O imunizante contra a Covid-19 foi comprado em 2023, em negociação que se arrastou por mais de sete meses. Os lotes foram entregues com validade curta e no momento em que a vacina fabricada pelo Instituto Butantan estava em desuso no SUS.

Ao menos 8 milhões das 10 milhões de doses adquiridas nem sequer deixaram o armazém do Ministério da Saúde e foram incineradas por causa do fim da validade, revelou reportagem da Folha de S. Paulo.

“Portanto, a excessiva demora para a contratação consistiu na principal causa para a perda dos imunizantes”, afirma trecho do relatório elaborado por técnicos do tribunal.

O que diz o Ministério da Saúde

Em nota, o Ministério da Saúde diz que encontrou um cenário de “completo abandono dos estoques” deixado pelo governo Jair Bolsonaro e que iniciou a contratação nos primeiros meses de 2023. Ainda afirmou que o TCU reconheceu que a compra seguiu diretrizes vigentes da OMS (Organização Mundial da Saúde).

A pasta também afirma que atuou para garantir a oferta de vacinas à população em meio ao “cenário incerto” em todo o mundo sobre como seria a adaptação às novas variantes. “Cabe reforçar que o processo seguiu o trâmite exigido pela administração pública e a análise do TCU ainda está em curso”, acrescenta o ministério.

O que diz a área técnica do TCU

A área técnica do tribunal afirma que a compra se deu em cenário que exigia “prudência”, pois não havia possibilidade de troca das vacinas vencidas e “todos os fatores relacionados sugeriam a possibilidade de se formar um elevado estoque”.

O processo de aquisição da Coronavac se arrastou de fevereiro a setembro de 2023. A ideia da Saúde era ter aplicado as doses a partir de maio daquele ano, mas o imunizante chegou aos estoques do governo somente em 25 de outubro.

Dias antes da entrega das doses, o Ministério da Saúde isentou o Instituto Butantan da obrigação de substituir os lotes com validade inferior ao prazo definido no contrato. Para a área técnica do TCU, a pasta adotou postura diferente da esperada e “assumiu o risco” ao receber produto com validade curta e sem alternativa de troca ou ressarcimento.

Os técnicos do tribunal ainda dizem que o Butantan alertou formalmente o ministério, em maio e setembro de 2023, sobre a disponibilidade das doses, que haviam sido fabricadas em março. O instituto ainda afirmou que a “demora na formalização contratual vinha consumindo o prazo de validade do imunizante”, segundo o TCU.

Irregularidades apontadas

O acórdão aponta duas possíveis irregularidades. Uma delas é a “morosidade” na compra da vacina em “contexto que demandava celeridade reforçada”. A segunda conduta a ser questionada envolve “não coordenar, orientar e acompanhar, de forma tempestiva e compatível”, a contratação.

O prejuízo com a vacina pode ser maior e alcançar praticamente o valor total do contrato, de R$ 330 milhões, ao considerar o destino dos imunizantes que foram entregues pelo ministério aos estados. De cerca de 2 milhões de doses repassadas, apenas 260 mil foram aplicadas, segundo dados das secretarias locais. No pior cenário, 97% das vacinas se perderam.

O ministro Bruno Dantas considerou que, neste momento, não há razão para abertura de tomada de contas especial, ou seja, de procedimento que poderia envolver a cobrança do valor desperdiçado. Ele afirmou que a perda das vacinas contra a Covid é resultado de “aspectos multicausais”.

Durante o processo, o Ministério da Saúde atribuiu a baixa procura pela dose às campanhas de desinformação sobre a imunização. Afirmou ainda que o SUS poderia ficar desabastecido se as doses com validade curta fossem recusadas, pois não haveria tempo hábil para nova compra.

Para os auditores do TCU, porém, a alegação não é válida, pois o próprio ministério já reconhecia que havia baixa adesão da população à vacinação e que não seria necessário um largo estoque.

A Coronavac já estava em desuso no SUS quando as vacinas foram recebidas. Em dezembro de 2023, semanas depois de receber as doses, o ministério ainda mudou orientações sobre a campanha de imunização no SUS e definiu que a Coronavac deveria ser utilizada em “situações específicas”, como na falta ou contraindicação de outros imunizantes em crianças de 3 e 4 anos, também em crianças não vacinadas na idade recomendada.

Com informações de Folha de S. Paulo

Opinião dos leitores

  1. Vamos aguardar a justificativa dos apaixonados petistas, que nunca acreditam em erros do seu desgoverno, composto por um bando de palhaços que querem nos fazer de otarios.

  2. Se, durante a pandemia, fosse esse maldito governo, teria morrido o triplo das pessoas que morreram. Pois o foco dele é roubar, como foi o caso dos respiradores. Cadê o dinheiro dos respiradores, alguém sabe?

  3. Kkkkkkk,os atos desse DESGOVERNO sempreeeeeee são colocados na conta do GRANDE MITO DA NOSSA HISTÓRIA,esses excrementos 💩 💩 deveriam assumir seus atos irresponsáveis e não colocar a culpa nos outros,graças a Deus esses INÚTEIS pegarão o beco daqui a pouco,as mentiras não são mais absorvidas pelos brasileiros não.

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Política

Moraes manda confiscar celular de cozinheira na casa de Bolsonaro

Foto: Reprodução

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o confisco do celular de uma cozinheira da família Bolsonaro durante o expediente na residência onde Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar, em Brasília. A medida estabelece regras rígidas de segurança para a entrada da funcionária no imóvel, ampliando as restrições no entorno do ex-presidente.

Entre elas, está a retenção obrigatória de celulares e outros dispositivos eletrônicos com os agentes de segurança durante todo o período de trabalho.

Segundo a decisão, também deverá ser feita vistoria prévia antes da entrada na casa. As medidas fazem parte do protocolo de segurança estabelecido para o local onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.

O pedido para liberação da entrada da funcionária foi apresentado pela defesa de Bolsonaro visando garantir o acesso diário da trabalhadora para atividades domésticas regulares na residência.

Em paralelo, outro pedido da defesa já havia sido negado. A solicitação envolvia a entrada de um familiar da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para atuar como cuidador, mas foi rejeitada sob o argumento de falta de qualificação profissional na área da saúde.

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão e atualmente cumpre regime domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes deve reavaliar o caso nas próximas semanas, o que pode definir a manutenção ou não do benefício.

Opinião dos leitores

  1. Se o patrão confiscar o
    celular de um funcionário ele pode sofrer sanções do Ministério do Trabalho, Sindicato, Ministério Público do Trabalho, do Tribunal Regional do Trabalho… Já Morais pode tudo e mais alguma coisa…

  2. 129 🌽🌽🌽🌽🌽 de motivos pra isso. O Brasil não é para amadores kkkkk Que moral teria um indivíduo desses, num país de vergonha?

  3. O ministro não baixará a cabeça para uma minoria, destarte cumprir as ordens imposta a esse criminoso e o mesmo tenta de todas as formas ludibriar a justiça.

    1. Não delira Gustavinho….👈👈👈🤣🤣🤣👈👈👈👈🤣🤣🤣👈👈👈👈🤣🤣👈🤣👈🤣

  4. Já pensou se Morais fosse responsável por investigar à própria esposa?
    Se bem que sei lá… No Brasil pode um monte de coisa e nem o que está escrito e assinado tem valor.

  5. É muita perseguição. Nunca um alguém foi tratado com tanta marcação por esse cidadão, o dono da razão e do mundo todo. Tudo isso em um país repleto de corrupto livre. Viva o país de Morais!

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Geral

União Europeia proíbe importações de carne e produtos de origem animal do Brasil; medida vale a partir de setembro

Foto: David Foodphototasty na Unsplash

A União Europeia (UE) publicou, nesta terça-feira (12), uma atualização da lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária, e excluiu o Brasil.

A lista, validada por países europeus, estabelece quais países terceiros poderão continuar exportando carne e outros produtos de origem animal para a Europa a partir de 3 de setembro, por cumprirem as normas sanitárias europeias.

A publicação da lista acontece 12 dias depois da assinatura de um acordo de livre comércio com os países do Mercosul, criticado por agricultores e ambientalistas europeus, principalmente por parte dos franceses.

Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar para o bloco carnes de boi, frango e cavalo, tripas, além de peixe e mel. Na lista publicada nesta terça, o Brasil não aparece. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permanecem com autorização.

Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar, prevenir infecções em animais.

Segundo a UE, o país foi excluído por não fornecer garantias quanto à não utilização de produtos antimicrobianos na pecuária, destacou a agência de notícias France Presse.

À agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, confirmou que o Brasil não está incluído na lista. Segundo ela, isso significa que o país poderá deixar “de exportar para a UE mercadorias como bovinos, equinos, aves, ovos, aquicultura, mel e invólucros”.

O Ministério da Agricultura do Brasil não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

Com informações de g1

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Saúde

[VÍDEO] Cinco da mesma família são internados após comer peixe em feira de Natal; caso vai para UTI

Imagens: Reprodução/Instagram/Blog Gustavo Negreiros

Cinco pessoas da mesma família foram parar no hospital após consumirem peixe comprado na Feira do Alecrim, em Natal, durante um almoço no último domingo (26). O caso, que já teve internação em UTI e gera suspeita de intoxicação por ciguatera, acendeu alerta entre familiares e levanta preocupação sobre a segurança do alimento consumido.

Segundo relato de Mário Saraiva, responsável pela denúncia, a mãe, duas irmãs, uma sobrinha e o filho dele passaram mal poucas horas após a refeição. Apenas uma das irmãs não apresentou sintomas por não ter consumido o peixe, conforme informações do Blog Gustavo Negreiros.

Ainda de acordo com o relato, parte da família precisou de internação hospitalar. Um dos casos evoluiu para UTI, o que aumentou a gravidade da situação e a preocupação dos familiares. Até o momento, duas pessoas já receberam alta, enquanto outras duas seguem internadas e uma permanece em estado mais delicado.

A principal suspeita levantada pela família é de intoxicação por ciguatera, uma toxina associada a peixes de recife. O diagnóstico, no entanto, ainda não foi confirmado oficialmente por autoridades de saúde.

Em mensagem divulgada por Mário Saraiva, ele faz um apelo público para investigação do caso e pede atenção das autoridades sanitárias. Segundo ele, a situação é grave e exige orientação imediata à população sobre possíveis riscos.

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Geral

Câmara Municipal de Natal aprova leis para educação sobre câncer e tarifa de ônibus via PIX

A Câmara Municipal de Natal aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (12), uma série de projetos de lei voltados às áreas de saúde, sustentabilidade, mobilidade urbana e modernização do transporte público.

Entre as matérias aprovadas está o PL nº 477/2025, de autoria do vereador Ériko Jácome (PSDB), que institui o Programa de Educação e Conscientização sobre o Câncer nas escolas municipais. Segundo o parlamentar, o projeto busca incentivar a prevenção e a detecção precoce da doença. “Nosso objetivo é promover a prevenção, a detecção precoce e a adoção de hábitos saudáveis para a prevenção do câncer, no âmbito de todos os níveis de ensino da rede municipal de educação”, afirmou.

Também foi aprovado o PL nº 386/2024, do vereador Preto Aquino (Podemos), que obriga instituições públicas municipais a instituírem um programa permanente de reciclagem de resíduos orgânicos. Ainda na área ambiental, os vereadores aprovaram o PL nº 08/2025, do vereador Eribaldo Medeiros (REDE), que cria o Selo Escola Sustentável. “É um projeto de grande importância para que as escolas apresentem projetos concretos sobre boas práticas ambientais, consumo consciente e economia circular, adotando medidas inovadoras para redução do impacto ambiental”, destacou.

Outro projeto aprovado foi o PL nº 36/2025, do vereador Léo Souza (PSDB), que autoriza o Poder Executivo a instituir a Ouvidoria do Trânsito no município. Já o PL nº 540/2025, de autoria do vereador Cleiton da Policlínica (PSDB), prevê a possibilidade de pagamento da tarifa do transporte coletivo por ônibus via PIX. “O projeto vem para modernizar o transporte público, trazendo mais segurança e agilidade aos usuários e motoristas”, afirmou.

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Saúde

STF recebe relatório médico sobre Bolsonaro e detalhe no documento chama atenção

Foto: Reprodução

O STF recebeu nesta sexta-feira (24) um novo relatório médico enviado pela equipe que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante período de cuidados domiciliares. O documento atualiza o quadro clínico e descreve evolução em pontos específicos da saúde do ex-presidente, incluindo a redução de episódios considerados incomuns no acompanhamento.

O relatório diz que as crises de soluço relatadas por Bolsonaro teriam diminuído, ocorrendo em média uma vez por semana. A equipe médica classifica o quadro geral como estável, com melhora progressiva em aspectos respiratórios.

A evolução seria pelos ajustes no tratamento e a uma rotina de cuidados que inclui dieta com baixo teor de acidez e reabilitação cardiorrespiratória com atividades físicas regulares. Há melhora parcial em testes físicos, com alteração apenas no pulmão esquerdo, além de pressão arterial sob controle.

Apesar da estabilidade descrita, o documento também registra que Bolsonaro ainda relata dores recorrentes no ombro direito, tanto em repouso quanto durante movimentos, especialmente à noite, segundo a equipe médica.

Em paralelo ao acompanhamento clínico, a defesa de Bolsonaro aguarda autorização do STF para a realização de procedimento cirúrgico no ombro direito. O pedido foi encaminhado ao STF e depende de manifestação da PGR. Após isso, o ministro Alexandre de Moraes analisará a autorização para o procedimento nos próximos dias.

Opinião dos leitores

  1. Esse tem o meu total respeito.
    Me representa.
    Na história do Brasil, não exister melhor presidente.
    Só em abrir a caixa preta já é o bastante para ser o melhor de todos.

  2. Só no Brasil é que vemos um ministro da Corte Maior envolvido em corrupção mandando prender cidadãos e não é afastado do cargo.

    1. Gustavo Mafra! A fonte é: 129 milhões do contrato que ele tinha (através da esposa), já tinha recebido 80 milhões. Como seria muita burrice fazer o depósito em nome dele, usou o escritório da mulher dele. Fui claro ou tenho que fazer um desenho???

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Política

VÍDEO: ‘O PT é acostumado a fazer o mal’: Álvaro Dias denuncia retenção de R$ 50 milhões em obras de Natal

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo PL, Álvaro Dias, afirmou nesta terça-feira, durante entrevista ao programa Contra Ponto, da 96 FM Natal, que o Governo Federal estaria retendo mais de R$ 50 milhões destinados a obras em andamento na capital potiguar.

“O PT é acostumado a fazer o mal. Hoje, nós temos cerca de 50 milhões de reais retidos pelo PT em obras de Natal”, declarou o pré-candidato durante entrevista conduzida pelo jornalista Diógenes Dantas.

Na entrevista, Álvaro citou obras como o Hospital Municipal de Natal, o pontilhão de Cidade Nova e intervenções na orla urbana entre os projetos que, segundo ele, estariam sendo prejudicados pela retenção de recursos federais. O ex-prefeito afirmou que a situação compromete investimentos considerados estratégicos para a capital.

Ao comentar o Hospital Municipal de Natal, Álvaro classificou o empreendimento como “o maior investimento já realizado em saúde pública na história do Rio Grande do Norte”. Segundo ele, a primeira etapa da estrutura física está concluída, enquanto a gestão municipal finaliza ajustes operacionais e a instalação de equipamentos para o funcionamento do centro cirúrgico.

A entrevista ocorreu em meio à intensificação das agendas políticas do pré-candidato pelo interior do estado. Nos últimos dias, Álvaro participou de compromissos em municípios das regiões Agreste, Litoral e Oeste potiguar, com encontros voltados à construção de um plano de governo.

“Estamos ouvindo as pessoas, preparando um plano de governo como pré-candidato, dialogando com representantes da sociedade e construindo um programa alinhado aos anseios da população do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Opinião dos leitores

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Política

Demora na compra em 2023, no governo Lula, fez 8 milhões de vacinas vencerem e gerou prejuízo de R$ 260 milhões, diz TCU

Foto: Reprodução

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que a demora na contratação de vacinas Coronavac, em 2023, durante o governo do presidente Lula (PT), resultou na perda de ao menos R$ 260 milhões. Segundo o relatório, cerca de 8 milhões de doses venceram antes de serem utilizadas.

De acordo com o TCU, aproximadamente 8 milhões das 10 milhões de doses adquiridas não foram aplicadas e acabaram incineradas após o fim do prazo de validade. O contrato total envolvia cerca de R$ 330 milhões.

Segundo os auditores, a “excessiva demora” no processo de contratação — que se estendeu por cerca de sete meses — foi um dos principais fatores para o desperdício. Técnicos apontam que o imunizante chegou com prazo reduzido e em um cenário de baixa adesão à vacinação.

O Ministério da Saúde informou, em nota, que encontrou um cenário de estoques comprometidos e que seguiu as diretrizes da Organização Mundial da Saúde durante o processo de aquisição. A pasta também atribuiu a baixa procura a fatores como desinformação, argumento que foi contestado no relatório técnico.

O relator do caso no TCU, ministro Bruno Dantas, avaliou que o desperdício teve causas múltiplas, mas apontou falhas na condução do processo de compra. O tribunal decidiu solicitar explicações de ex-integrantes da área responsável pelas aquisições.

Opinião dos leitores

  1. Já pode ser chamado de GENOCIDA? Imagina essa desgraça governando o Brasil durante a pandemia. Cadê o dinheiro dos respiradores?

  2. Que isso gente,tem problema não ,caso fosse no governo do grande MITO JAIR MESSIAS BOLSONARO o mundo viria abaixo.Nesse DESGOVERNO do 9 dedos pode tudo.

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Saúde

Lula dá entrada em hospital de São Paulo para realização de procedimentos

Foto:  Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu entrada no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, nesta sexta-feira (24) para realizar procedimentos médicos na cabeça e no punho. Conforme a assessoria, o chefe do Executivo receberá alta ainda hoje.

Lula fará uma cauterização de uma queratose na cabeça e uma infiltração no punho para tratar tendinite no polegar direito. Os dois procedimentos serão feitos ainda pela manhã.

CNN

Opinião dos leitores

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Saúde

URGENTE: Lula passa por dois procedimentos médicos no Sírio-Libanês nesta sexta (24); veja o que está previsto

Foto: Divulgação

O presidente Lula (PT) passa por dois procedimentos médicos nesta sexta-feira (24), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele viajou à capital paulista na quinta (23) para a realização dos atendimentos, que envolvem uma lesão no couro cabeludo e uma infiltração no polegar direito, segundo o Palácio do Planalto.

De acordo com a assessoria presidencial, os procedimentos são considerados simples e não exigem internação ou preparo especial.

Um dos atendimentos será a retirada de uma queratose na região da cabeça. O presidente já havia realizado procedimento semelhante anteriormente, também em São Paulo. O segundo é uma infiltração no polegar direito, indicada para tratamento de tendinite, condição que pode causar dor e limitação de movimentos.

Segundo o governo, os dois atendimentos são ambulatoriais e não devem interferir na agenda oficial do presidente. Lula deve manter compromissos no fim de semana. No domingo (26), ele participa do 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília, para discutir estratégias políticas e diretrizes internas do partido.

Procedimentos

A queratose é uma alteração da pele geralmente associada à exposição solar ao longo da vida, podendo surgir em diferentes formas. Já a tendinite no polegar é uma inflamação comum que pode causar dor e limitação de movimentos, sendo tratada com infiltrações e acompanhamento médico.

Segundo informações oficiais, os procedimentos fazem parte de acompanhamento médico de rotina e são de baixa complexidade.

Opinião dos leitores

  1. ESSE BOSTA DE ESQUERDA QUE E TÃO PELO POVO DEVIA IR NA UBS DO GAMA NO DISTRITO FEDERAL. MAS COMO ELE E RICO E QUER QUE O POVO SE LASQUE VAI EM HOSPITAL DE RICO. ABRE O OLHO JUMENTADA

    1. O bosta do Bolsonaro também deveria ir para uma UBS, Deixe ser idiota bolsoloide cerebro de camarão

  2. Essas viagens para a Europa, é danado pro caba voltar com dois catocos pontiagudos na cabeça.
    Deve ser por causa do clima frio.
    Exige endredons pessados para rolar em cima da cama.
    Rsrs…

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Geral

Anvisa decide por unanimidade manter suspensão de produtos, mas Ypê não deve mais recolher

Foto: Esther Gama

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu manter, por unanimidade, as medidas impostas aos produtos da Ypê, com exceção da determinação de recolhimento. A decisão foi tomada em reunião realizada na manhã desta sexta-feira (15).

Os votos da Diretoria Colegiada ocorreram após a avaliação de um recurso apresentado pela marca, que teve alguns produtos suspensos na última semana.

As determinações de suspensão, fabricação, comercialização e distribuição dos itens da empresa aconteceram depois de ações de fiscalização feitas pela agência.

Veja cada um dos votos

  • Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa: votou a favor da manutenção de parte das medidas determinadas pela agência, com exceção do recolhimento, que não precisa mais ser feito;
  • Thiago Campos, diretor da Anvisa: votou a favor da manutenção das medidas da agência, inclusive pelo recolhimento;
  • Daniela Marreco, diretora da Anvisa: votou a favor da manutenção de parte das medidas da agência (suspensão da fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos), com exceção do recolhimento, que não precisa mais ser feito;
  • Daniel Pereira, diretor da Anvisa, votou a favor da manutenção de parte das medidas da agência (suspensão da fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos), com exceção do recolhimento, que não precisa mais ser feito;
  • O quinto votante não compareceu ao julgamento.

Entenda o julgamento

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) julga na manhã desta sexta-feira (15) o recurso apresentado pela Ypê sobre as determinações de suspensão, fabricação, comercialização e distribuição dos produtos da marca.

A suspensão automática da Resolução 1.834/2026 ocorreu depois que a Ypê apresentou um recurso à Anvisa, na última sexta-feira (8).

O que diz a Ypê

“Em linha com sua postura de transparência e colaboração institucional, a Ypê comunica que solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que a reunião extraordinária da Diretoria Colegiada desta sexta-feira (15/5) seja realizada de maneira pública. A empresa abriu mão do sigilo referente a esse processo, autorizando sua ampla divulgação.

A Ypê tem plena convicção no trabalho que tem realizado para se adequar às orientações do órgão fiscalizador, garantindo a qualidade máxima de seus produtos, e ressalta que permanece integralmente comprometida com o cumprimento de eventuais determinações ou ajustes adicionais que venham a ser estabelecidos.

Com isso, a companhia reitera seu compromisso de mais de 75 anos com a segurança e a saúde dos consumidores.”

CNN Brasil

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Saúde

RN registra três novos casos de Mpox; pacientes estão em isolamento domiciliar

Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou, nesta quinta-feira (23), três novos casos de Mpox no Rio Grande do Norte, registrados dentro da semana epidemiológica iniciada no dia 17. Os casos são considerados leves e os pacientes seguem em isolamento domiciliar, sob monitoramento das equipes de saúde.

Do total, dois casos foram identificados em Natal e um em São Gonçalo do Amarante, Região Metropolitana. Segundo a Sesap, todos recebem acompanhamento seguindo os protocolos estabelecidos para a doença.

O diagnóstico laboratorial é feito pelo Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen-RN), referência estadual para vigilância da doença desde 2022. Já o monitoramento dos casos segue orientação técnica que prevê notificação imediata de suspeitas ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).

Em casos que necessitem de internação, as unidades de referência no estado são o Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, e o Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró. A orientação é que pacientes com suspeita sejam isolados e tenham lesões protegidas, reduzindo o risco de transmissão.

Tribuna do Norte

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Saúde

CRISE NA SAÚDE: fila de cirurgias dispara 70% no RN e chega a quase 47 mil pacientes; veja onde piorou

Foto: Reprodução

A fila de cirurgias no SUS no RN cresceu mais de 70% em três anos e já se aproxima de 47 mil pacientes em espera. Os dados são da Secretaria de Saúde do RN (Sesap) e revelam agravamento contínuo da demanda entre 2023 e 2026, com impacto mais forte na capital potiguar.

De acordo com informações da Sesap, o número de pacientes na fila saiu de 27.492 em 2023 para quase 47 mil em 2026. Em 2025, o sistema já registrava cerca de 33 mil pessoas aguardando procedimentos, indicando uma tendência de crescimento ao longo do período, conforme informações da 96 FM.

Em comparação com 2023, o aumento já era de aproximadamente 20% em 2025. No intervalo seguinte, o avanço se intensificou, chegando a cerca de 42% em menos de um ano, segundo os dados oficiais.

Na prática, milhares de potiguares seguem aguardando cirurgias eletivas como retirada de vesícula, tratamento de varizes e outros procedimentos que impactam diretamente a qualidade de vida dos pacientes. A maior concentração da fila está em Natal, mas o cenário também se repete em outras regiões do estado.

Opinião dos leitores

  1. Um país que escolhe negligenciar a saúde básica para despejar recursos em grandes eventos comete um erro estratégico imperdoável. Quando deixamos de investir em hospitais, medicamentos e atendimento digno para priorizar o brilho momentâneo das festas, o resultado não pode ser outro senão o retrocesso. Não há como dar certo quando o essencial é deixado de lado.
    Em breve, veremos esse cenário se repetir aqui no nosso Nordeste. Com a chegada do São João, a “bagaceira” com o dinheiro público ganha força: são milhões de reais destinados a montagens de palcos e cachês astronômicos, enquanto as filas nos postos de saúde só aumentam. Celebrar nossa cultura é vital, mas fazer isso à custa do bem-estar e da vida do cidadão é uma conta que não fecha.
    O povo merece alegria, mas, acima de tudo, merece respeito e assistência. A conta dessa festa vai chegar, e infelizmente não será em forma de forró, mas de descaso na saúde pública. Tenho dito!

  2. Tenho dito!
    Um país que deixa de investir em saúde para investir em festas, não pode da certo.
    Vcs vão vê já já aqui no nordeste a bagaceira no dinheiro público para bancar festas de São João.

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