Saúde

Sem uso de máscaras, mas com rastreamento de contatos, Austrália volta à rotina pré-Covid

Foto: WILLIAM WEST / AFP

O brasileiro Henrique Barbosa Macedo trabalha no Melbourne Cricket Ground (MCG), estádio esportivo da capital do estado australiano de Victoria. Quando vai à arena, ele passa por uma série de máquinas de escaneamento. Por meio de um código QR que contém seu nome e telefone, cada área que atravessa fica registrada.

Esses escaneamentos não são exclusividade de Macedo ou do seu local de trabalho. São parte do protocolo vigente nacionalmente na Austrália, para permitir rastrear o caminho do coronavírus se um novo caso surgir, algo fundamental para tentar conter o contágio comunitário. A cada caso confirmado, um novo período curto de isolamento é imposto a todos os residentes da região atingida e aos que transitaram pelos locais rastreados.

Foi graças a mecanismos como esse que, no dia 25 de março, o MCG pôde receber 70 mil pessoas, 70% de sua capacidade, para a partida entre os times de futebol australiano Carlton Blues e Collingwood Magpies. Os torcedores não usaram máscaras.

— Parece que você vive em um sonho, em uma bolha. A sensação que dá quando você está dentro do estádio é de que nada aconteceu. Parece que a Covid ocorreu há muito tempo — conta Macedo, um agente educacional de 31 anos que há quatro mora na Austrália.

Sem registrar mortes causadas pela Covid-19 desde dezembro de 2020, o país passou por quarentenas severas, em que até as fronteiras entre os seis estados foram fechadas. Depois de registrar um pico da doença em agosto do ano passado, quando havia uma média diária de pouco mais de 500 casos e 20 mortes, o país de 25,4 milhões de habitantes passou na última semana para uma média móvel de menos de oito casos diários. No total, foram pouco mais de 29 mil casos com 909 mortes, segundo o site Our World In Data, da Universidade de Oxford — uma média de 1.151 casos por milhão de habitantes, contra 60,9 mil no Brasil.

O sucesso no controle da pandemia permitiu que a Austrália relaxasse as restrições a ponto de já poder liberar grandes eventos, como os jogos e shows — em 20 de março, a banda de rock Midnight Oil se apresentou diante de um público de 13 mil pessoas em Geelong.

Escritórios também já voltaram a receber os funcionários, desde que estejam trabalhando a uma distância mínima de dois metros quadrados. O uso de máscaras não é mais obrigatório em lugares fechados, como restaurantes, casas noturnas, shoppings, supermercados, mas há restrições de densidade por local. Cinemas e estádios estão liberados, com até 75% da capacidade.

Além dos escaneamentos e testagens em massa, que facilitam o controle sobre novos casos, uma série de outras medidas foram adotadas, sob coordenação do governo central.

— Não há times azuis ou vermelhos. Não há sindicatos ou patrões. Agora são apenas australianos — declarou, em 2 de abril de 2020, o primeiro-ministro Scott Morrison, em uma entrevista coletiva sobre as medidas que o governo federal viria a tomar para combater a pandemia.

A trégua política permitiu que o Gabinete do premier trabalhasse com os governos estaduais contra a Covid.

— A opinião da ciência esteve sempre à frente de cada passo dos governantes e dos servidores do sistema de saúde público. Não ouvi falar de cloroquina ou ivermectina, nenhuma vez sequer — relata a estudante brasileira Dora Antunes, de 21 anos, moradora de Brisbane. — Sem governantes autoritários e negacionistas, a Austrália conseguiu manter o assunto Covid acima de rivalidades políticas.

A quarentena, adotada em muitas regiões do país para conter a alta dos casos, foi severa. Em alguns estados, como Victoria, durou meses e afetou fortemente a economia. Para conter os danos, o governo australiano injetou cerca de 320 bilhões de dólares australianos (R$ 1,4 trilhão) na economia, o equivalente a 16,4% do PIB. O plano emergencial incluiu um esquema de subsídios às famílias, além de projetos como o Job Seeker, para aqueles que ficaram desempregados durante o período, e o Job Keeper, que ajudava as empresas a continuarem pagando os salários dos funcionários.

Também se provou eficaz a implementação de programas obrigatórios de isolamento em hotéis para cidadãos australianos que retornam ao país. O programa continua em vigor, com um número restrito de regressos por semana, de forma que o sistema de saúde não fique sobrecarregado. As fronteiras do país, contudo, seguem fechadas para estrangeiros, sendo permitida a entrada apenas de cidadãos australianos, residentes permanentes ou pessoas autorizadas pelo governo. De acordo com o Ministério da Saúde local, a maioria dos casos registrados recentemente no país é de pessoas que regressaram à Austrália.

De acordo com os moradores do país, a eficácia das medidas de contenção foi facilitada pela resposta positiva da população.

— Grande parte se mobilizou muito para evitar o agravamento da situação e não quebrou regras de lockdown, uso de máscaras, distanciamento social e higiene — conta a brasileira Maisa Machado, de 30 anos, moradora de Sydney. — Mesmo com a vida voltando ao normal, as pessoas não estão viajando tanto. No Brasil, vejo amigos e parentes que estão isolados desde o ano passado enquanto outros seguem como se nada tivesse acontecido.

No período de restrições mais severas, qualquer pessoa que violasse as regras estaria sujeita a multas. Em Victoria, a multa para quem fosse pego sem máscara poderia chegar ao equivalente a R$ 870. No caso de empresas que descumprissem os protocolos de proteção, as multas chegavam a R$ 435 mil, caso o episódio fosse levado à Justiça, segundo informações do portal oficial do governo do estado.

A fiscalização do cumprimento das medidas cabia às polícias estaduais, mas a população podia denunciar irregularidades por meio de uma linha telefônica: a “Coronavirus Hotline”.

— Sinto que aqui as pessoas são mais conscientes por grande influência do governo, que sempre tratou a doença como calamidade pública — diz a brasileira Luiza Leoi, de 28 anos, que vive em Perth desde 2014. — A pandemia nunca foi motivo de piada dos políticos daqui, que têm adotado medidas rápidas e efetivas de acordo com a progressão no número de casos.

A onda negacionista em relação à pandemia, no entanto, também chegou à Austrália. Embora o país conte com um sistema de saúde universal, o Medicare, e de ter sido um dos primeiros a adotar os testes drive-thru de Covid-19, ainda assim houve certa resistência às quarentenas.

— Teve gente que negava, gente que não queria obedecer às regras, mas a maior parte da população de Victoria, durante os três lockdowns que houve aqui, respeitou as regras e atendeu o governo, pois sabiam que era para um bem coletivo — diz Henrique Macedo. — Como a gente ficou trancado por muito tempo, a gente sabe, hoje em dia, que se a gente precisar de um lockdown, é melhor que seja feito o quanto antes.

A vacinação no país, no entanto, está atrasada quando comparada a outros países ricos. Até agora, apenas 0,6% da população tomou a primeira dose. O governo encomendou vacinas da AstraZeneca e da Pfizer e atribui a imunização lenta ao atraso na entrega.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Há muitos países e localidades que têm o que ensinar no combate ao vírus experiências REAIS, casos CONCRETOS. Por que a turma que faz oposição so presidente não se guia pelo que está dando certo? Por que rejeitam e até impedem o tratamento precoce enquanto insistem nesse “lockdown” absurdo, que só piora as coisas? Nunca foi pela saúde, essa é a verdade. Sempre foi pelo PODER.

  2. Vixe! Esse governo australiano de direita (deve ser uma direita comunista ou petista ou lulista, com certeza!) fez tantos lockdowns a toa né!? O meu presidente, o MINTOmaníaco, já disse e mandou espalhar pros terraplanistas que lockdown eh coisa se comunista burro pois não serve de nada! Mas parece que lá nesse país distante , comunista e de cientistas burros, funcionou ! Olha só! E a gente aqui condenado a usar máscara , vachina e utis lotadas! Ah, mas prefiro acreditar na narrativa que o MINTOmaníaco espalha no grupin do zap talkei! (Texto cheio de Ironias)…

    1. Você só esqueceu de mencionar o mais importante. Na Austrália tem gente, nao bicho como o povo brasileiro. Não dá pra comparar e sei pq estive lá e convivi com eles.

    2. Onde você estava quando seus políticos de estimação, todos corruptos, desviavam bilhões e mandavam recursos públicos para manter as ditaduras de Cuba e Venezuela?
      Se você apoia esse tipo de depreciação política, seja minimamente real e vá morar nos países que tem ditadores com socialismo ou comunismo como forma de governo. Lá todos são valorizados e vivem em total igualdade, todos na miséria, exceto os líderes políticos e seus familiares.

    3. Mané, o Brasil controlou a primeira onda do covid sem máscaras, sem lockdoria sem nada.
      Ninguém sabia da segunda onda que veio mais severa ainda, certo?
      Pois vc fique sabendo que vai ser controlada também viu, e do mesmo jeito, o povo na rua, esse lockdow não funcionou em lugar nenhum do mundo.
      Vírus é assim, chega e depois esmorece, é assim com tudo que é virus no mundo tá?
      Jaja vai estar controlado, porem não vai embora definitivamente, fica sempre uma coisinha pra azucrinar as pessoas.
      Mito 2022.
      Até 2026.
      Kkkkkk
      Vc vai vê!!

    4. Incrível mané, tu não se cansa de falar merda o dia todo. Essa fossa é sem fim. Kkkk

    5. São opiniões desnecessárias como essa sua, que faz o País ser o que é, e está na situação que se encontra. Falar mal dos erros do presidente não adianta de nada, quando o STF deu liberdade plena aos governantes (e desgovernantes também). Se ao menos tivesse o bom senso de elogiar quando acontece algo bom vindo do governo, como a liberação de milhões de reais, que são desviados pra outras finalidades, e não a primordial, que é a saúde! A folha de pagamento pro funcionalismo público, é obrigação dos Estados. Porém, os recursos pra combater a pandêmia, oriundos do governo federal, não estão sendo utilizados pra esse fim, aqui no RN. Não tiro os erros do presidente, mas o bem comum só poderia haver, quando a população mesmo contra a vontade, obedecesse os protocolos e os governantes usassem de medidas rígidas, como foi feito na Austrália. De nada adiantaram as medidas restritivas impostas aqui no RN, pois o índice de ocupação não diminuiu e os casos e óbitos só fazem aumentar, mas no entanto, foi liberado tudo. Por mais que Bolsonaro seja a favor disso, ele está de “mãos atadas” pelo STF. Ele deve tá simplesmente adorando, a liberação das medidas restritivas feitas em alguns Estados. O que surpreende, são governos do “quanto pior melhor”, estarem sendo “suaves” com os protocolos. Falar mal de Bolsonaro nesse momento, é “cuspir no prato que come”, pois fatão tá fazendo exatamente o que o presidente prega. E o que é pior, fazendo uso dos recursos indevidamente.

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OPERAÇÃO OXIGÊNIO FINANCEIRO: Entenda como era o esquema de fraude milionária de home care investigado pelo MPRN

Foto: MPRN

A Justiça autorizou a nova etapa da Operação Curari Domi, batizada de “Oxigênio Financeiro”, conduzida pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), vinculado ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), para investigar um suposto esquema de fraude envolvendo serviços de home care pagos com recursos públicos. O prejuízo estimado passa de R$ 37 milhões em recursos públicos desviados do Estado e do Município de Natal.

Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Durante a operação, foram apreendidos documentos, dinheiro em espécie sem comprovação de origem, joias, celulares e computadores.

O MPRN aponta que o grupo utilizava laudos médicos superdimensionados para obter decisões judiciais de urgência determinando o custeio de home care. Depois, empresas ligadas ao mesmo núcleo familiar apresentavam orçamentos previamente combinados, simulando uma disputa de preços e direcionando os recursos públicos para o próprio grupo.

A Justiça também autorizou o acesso aos dados telefônicos e telemáticos de equipamentos eventualmente apreendidos, incluindo celulares e computadores.

A medida busca encontrar mensagens, documentos, contatos e outras informações que possam ajudar a esclarecer a estrutura e o funcionamento do suposto esquema de fraude envolvendo serviços de home care pagos com recursos públicos.

Entre os crimes investigados estão organização criminosa, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A Operação Curari Domi teve sua primeira fase deflagrada em abril de 2025. Agora, o GAECO busca avançar sobre outros integrantes e estruturas que, segundo a investigação, dariam suporte ao suposto esquema.

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[EXCLUSIVO] OPERAÇÃO OXIGÊNIO FINANCEIRO: Blog do BG revela empresas e envolvidos em esquema milionário de fraude em home care investigado pelo MPRN

Foto: MPRN

O Blog do BG teve acesso com exclusividade à decisão judicial que autorizou a nova etapa da Operação Curari Domi, batizada de “Oxigênio Financeiro”, conduzida pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), vinculado ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), para investigar um suposto esquema de fraude envolvendo serviços de home care pagos com recursos públicos. O prejuízo estimado passa de R$ 37 milhões em recursos públicos desviados do Estado e do Município de Natal.

A investigação cita Gilsuly Ferreira de Moura e Rayanne Moura Dantas como integrantes do núcleo empresarial suspeito de comandar o esquema. As empresas Dolce Vitta, Tree of Life e Evolution Home Care são apontadas pelo como integrantes de um mesmo conglomerado pelo GAECO.

Já a Evolution Home Care, segundo o MPRN, teria sido registrada inicialmente em nome de uma empregada doméstica, mas depois transferida para Rayanne Moura, operação que indicaria o uso de laranja com a intenção de ocultar o verdadeiro controle da empresa.

A investigação também cita negócios como Infinity Holding, Clínica Médica Atend Já, Salão de Beleza Vitta Color e Cafeteria Mr. Black, que teriam sido utilizados, segundo a apuração, em operações relacionadas à lavagem de dinheiro.

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10 MIL VOLUNTÁRIOS NAS RUAS: Ame Seu Vizinho chega à última semana com grande mobilização social

Reta final terá atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade, força-tarefa para montagem de cestas e um Dia D que alcançará mais de 120 instituições somente no RN

Cerca de 10 mil voluntários estão mobilizados na reta final do Ame Seu Vizinho, uma grande corrente de solidariedade promovida pela Comunidade Cristã Videira.

E ainda dá tempo de ajudar. Durante toda a semana, voluntários continuam arrecadando cestas básicas e alimentos em diversos pontos de Natal, preparando a mobilização para o seu maior momento.

Sexta é dia de “Sextou do Bem”

Na sexta-feira (28), acontece o Sextou do Bem. Os voluntários se reúnem nas três unidades da Comunidade Cristã Videira em Natal para separar, organizar e preparar as cestas básicas que serão entregues no dia seguinte.

A força-tarefa também acontece em unidades da Comunidade Cristã Videira em outras cidades brasileiras, transformando a sexta-feira em um grande mutirão de preparação para o Dia D.

Sábado: o dia D do Ame Seu Vizinho

No sábado (29), a mobilização chega ao seu ponto máximo com o Dia D do Ame Seu Vizinho.

As ações acontecerão simultaneamente em centenas de instituições pelo Brasil. Somente no Rio Grande do Norte, mais de 120 instituições serão alcançadas, levando alimentos e assistência a milhares de pessoas.

Por trás de cada cesta entregue existe uma grande rede: quem doa um quilo de alimento, quem organiza, quem transporta e quem chega até a ponta para fazer a entrega.

É essa corrente formada por cerca de 10 mil voluntários que estará em movimento nesta última semana.

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Arena é premiada em 1ª lugar como melhor empresa para se trabalhar do RN no ranking GPTW

​A Casa de Apostas Arena das Dunas foi destaque na premiação regional Great Place to Work (GPTW) – Rio Grande do Norte 2026, realizada na manhã desta quinta-feira (27), em Natal. A empresa conquistou o 1º lugar no RN, com nota 96, na categoria de organizações com 30 a 99 funcionários.

​A cerimônia também marcou um momento inédito para o estado: pela primeira vez, o Rio Grande do Norte sediou a etapa regional da premiação GPTW, tendo a Arena como palco do evento. Ao todo, 15 empresas foram premiadas no Ranking Regional GPTW RN 2026, em reconhecimento às organizações que se destacam pela qualidade do ambiente de trabalho e pela construção de culturas baseadas em confiança, valorização e desenvolvimento das pessoas.

​Para a Arena, a conquista regional reforça uma trajetória de reconhecimentos no GPTW. Em maio, a empresa ficou em 51º lugar entre as 150 Melhores Empresas Para Trabalhar no Brasil, sendo a única arena multiúso do país no ranking nacional.

​Para Ricardo Ferreira, diretor-presidente da Casa de Apostas Arena das Dunas, o reconhecimento demonstra a consistência de uma política de gestão que coloca as pessoas no centro da estratégia da empresa. “Ser reconhecida em primeiro lugar na etapa regional do GPTW é motivo de muito orgulho para toda a nossa equipe. Esse reconhecimento mostra que estamos construindo uma cultura que valoriza as pessoas, estimula o desenvolvimento e fortalece um ambiente de confiança e alto desempenho”, afirma.

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São João do Assú 2026 bate recordes com R$ 90 milhões em movimentação econômica, nota 9,30 e recorde de público

Em entrevista realizada nesta quinta-feira (27) na Princesa FM, ao lado do prefeito Lula Soares, o Sistema Fecomércio RN divulgou os dados oficiais da pesquisa econômica do São João do Assú 2026. A edição histórica dos 300 anos da festa consolidou recordes absolutos em todas as frentes avaliadas: movimentação financeira, público total e nota média de aprovação.

Os números da pesquisa apontam que a movimentação econômica do evento chegou a quase R$ 90 milhões, representando uma alta de 10,5% em relação ao ano anterior e recorde absoluto da história das festividades. O desempenho foi fortemente impulsionado pelo consumo do público local, que saltou de R$ 20,3 milhões para R$ 32,8 milhões. Dados que também revelam a grandiosidade do evento são que 90,5% dos participantes querem voltar ao São João.

O público total estimado bateu recorde e chegou a 413 mil pessoas, uma recuperação de 37,7% frente à edição passada. Na avaliação qualitativa, a pesquisa de perfil dos participantes apontou nota média geral de 9,30, a melhor avaliação dos últimos anos. A segurança também alcançou índice histórico com 94% de aprovação, reflexo da estrutura reforçada com efetivo policial, câmeras de monitoramento, reconhecimento facial e postos avançados de saúde.

Durante a divulgação na emissora, o prefeito Lula Soares celebrou os resultados obtidos. “Esses números espetaculares provam que quando a gente investe na nossa cultura, na nossa tradição e na nossa fé, o retorno volta em dobro para o nosso povo. O São João do Assú não é apenas uma festa; é a alma de Assú pulsando, gerando emprego, renda e oportunidade para quem vive aqui o ano inteiro. Cuidamos de cada detalhe com amor e responsabilidade para fazer o maior São João da nossa história, e essa resposta linda do público e da economia mostra que estamos no caminho certo”, celebrou o prefeito Lula Soares.

Diretor de Inovação e Competitividade da Fecomércio RN, Luciano Kleiber reforçou o impacto estratégico dos dados apresentados. “Essa pesquisa é uma forma de confirmar todo o empenho da organização e o retorno econômico que o evento gera não só para Assú, mas para o Rio Grande do Norte inteiro”, pontuou.

O evento também registrou marcos de grande apelo de público, como o show da banda Seu Desejo, que reuniu mais de 85 mil pessoas em uma única apresentação, recorde também em uma noite de festa na terra da poesia, além do alcance digital recorde em que 71,7% do público conheceu a programação pela internet.

Sobre o São João 300 anos

Com o tema “300 Anos de Devoção e Alegria”, o São João do Assú realizou sua edição histórica de 12 a 24 de junho de 2026, celebrando três séculos de tradição e cultura popular com o reforço de um forte esquema de segurança e saúde — incluindo um efetivo diário de 250 policiais militares com equipes especializadas (BPChoque, Patrulha Maria da Penha e Lei Seca), monitoramento tecnológico por reconhecimento facial, controle de acessos com revista e posto médico dedicado no circuito principal.

Consolidando um marco inédito para o evento, a programação oficial também ganhou as estradas e realizou pré-lançamentos e apresentações oficiais pela primeira vez em Mossoró e Natal, expandindo as divisas do festejo e projetando a força da identidade assuense para todo o Rio Grande do Norte.

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TRE-RN veta registro de “Rodrigo Bolsonaro”, mas autoriza uso de “Rodrigo de Bolsonaro” como nome de urna em candidatura ao Governo do Estado

Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) vetou, por unanimidade, o uso do nome de urna “Rodrigo Bolsonaro” pelo candidato Karlo Rodrigo Lúcio Vieira (Agir) na disputa pelo Governo do RN. Mas autorizou a substituição por “Rodrigo de Bolsonaro”, conforme decisão nesta quarta-feira (26).

O candidato havia solicitado o registro com o nome “Rodrigo Bolsonaro”, mas o TRE-RN entendeu que assim poderia levar o eleitor a acreditar que ele tem parentesco ou vínculo pessoal com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Documentos apresentados no processo não indicam Bolsonaro como sobrenome de Karlo Rodrigo nem de seus pais.

A solução foi incluir a preposição “de” foi proposta pelo próprio candidato. Segundo o relator do caso, o desembargador eleitoral Daniel Cabral Mariz Maia, o nome “Rodrigo de Bolsonaro” deixa claro que se trata de uma associação de natureza política, sem sugerir vínculo familiar.

A decisão segue o entendimento do próprio TRE-RN no dia anterior, quando autorizou os nomes “Cadu de Lula” e “Samanda de Lula” para Carlos Eduardo Xavier (PT), candidato ao Governo do Estado, e Samanda Alves (PT), candidata ao Senado. Nesses casos, o uso da expressão também foi considerado uma forma de identificação política com o presidente Lula (PT), e não uma indicação de parentesco.

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SERVIÇOS EM ALTA: Setor movimenta R$ 24,2 bilhões e emprega mais de 178 mil pessoas no RN

Foto: Reprodução

As empresas do setor de serviços movimentaram mais de R$ 24,2 bilhões no Rio Grande do Norte em 2024, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a Pesquisa Anual de Serviços (PAS), o estado tinha 17.319 empresas do segmento, responsáveis por 178.198 pessoas ocupadas. Os gastos dessas empresas com pessoal chegaram a R$ 4,7 bilhões no período.

O maior número de empresas estava nos serviços prestados às famílias, categoria que reúne atividades como alojamento e alimentação, cultura, recreação, esportes, serviços pessoais e ensino. Eram 6.281 empresas, com 36.795 trabalhadores.

Já os serviços profissionais, administrativos e complementares lideraram tanto em geração de empregos quanto em receita. O segmento empregava 100.647 pessoas, equivalente a 56,48% de todo o pessoal ocupado no setor de serviços do RN, e movimentou R$ 9,2 bilhões, ou 38,3% da receita bruta total.

O grupo inclui consultorias de informática, auditoria, contabilidade, serviços jurídicos, arquitetura e engenharia, agências de viagens, operadores turísticos, serviços administrativos e atividades de seleção e locação de mão de obra, entre outros.

Segundo o IBGE, a concentração da receita nos serviços profissionais, administrativos e complementares ocorre em 23 das 27 unidades da Federação. A pesquisa considera empresas formalmente constituídas cuja principal fonte de receita é a prestação de serviços não financeiros.

 

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OPERAÇÃO NO RN: MP apreende joias e dinheiro em esquema que teria desviado R$ 37 milhões da saúde

Fotos: MPRN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou, nesta quinta-feira (27), a Operação Oxigênio Financeiro para investigar um esquema que teria desviado mais de R$ 37 milhões do Estado e do Município de Natal por meio de fraudes envolvendo de assistência domiciliar, o chamado home care.

Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Durante a operação, foram apreendidos documentos, dinheiro em espécie sem comprovação de origem, joias, celulares e computadores.

Segundo o MPRN, o grupo utilizava laudos médicos superdimensionados para obter decisões judiciais de urgência determinando o custeio de home care. Depois, empresas ligadas ao mesmo núcleo familiar apresentavam orçamentos previamente combinados, simulando uma disputa de preços e direcionando os recursos públicos para o próprio grupo.

Parte do dinheiro teria sido usada na compra e manutenção de outros negócios, entre eles uma cafeteria, um salão de beleza e uma clínica popular, além de empresas destinadas à blindagem patrimonial. A investigação também aponta a participação de um advogado, um contador e gerentes administrativos.

Para ocultar os verdadeiros proprietários, o grupo teria recorrido a laranjas. Segundo o MPRN, uma manicure e uma empregada doméstica apareciam formalmente como proprietárias de empresas de saúde e estabelecimentos comerciais.

A investigação também envolve uma cooperativa que teria sido utilizada para centralizar a contratação de profissionais de saúde. De acordo com o Ministério Público, o modelo servia para descumprir o piso salarial da enfermagem e sonegar direitos trabalhistas.

A Operação Oxigênio Financeiro é um desdobramento da Operação Curari Domi, que investigou o uso de laudos com informações infladas para justificar bloqueios de verbas públicas destinados a pacientes que estariam estáveis. O material apreendido nesta quinta será analisado para aprofundar a investigação e identificar outros possíveis envolvidos.

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BOMBA: Vorcaro sinaliza que vai falar à PF sobre suspeita de corrupção no Banco Central

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, sinalizou a interlocutores que pretende responder às perguntas da Polícia Federal (PF) no depoimento marcado para esta quinta-feira (27), no inquérito que investiga suspeita de corrupção de servidores do Banco Central (BC).

Vorcaro será interrogado por videoconferência, da Papudinha, onde está preso preventivamente. Havia a expectativa de que ele pudesse permanecer em silêncio, mas o banqueiro indicou que pretende responder aos questionamentos dos investigadores e falar o que sabe sobre o caso.

A PF deverá questioná-lo sobre a atuação de pelo menos dois servidores investigados, Bellini Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza. Os dois foram afastados de suas funções por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo elementos reunidos pela investigação, Paulo Sérgio é suspeito de atuar como uma espécie de “empregado” de Vorcaro dentro do Banco Central. Bellini, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC, também é investigado sob suspeita de atuar como consultor do banqueiro dentro da instituição.

Com informações do Metrópoles

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CAMPANHA MILIONÁRIA: Allyson já arrecada quase R$ 1,3 milhão e supera Cadu e Álvaro juntos

Foto: Fiern e Reprodução

Em pouco mais de uma semana de campanha, Allyson Bezerra já arrecadou quase R$ 1,3 milhão e aparece com folga como o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte com maior volume de receitas até agora. Do total de R$ 1,298 milhão declarado à Justiça Eleitoral, R$ 1,25 milhão veio das direções Nacional e Estadual do União Brasil. Os números constam no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais da Justiça Eleitoral (DivulgaCand).

A Direção Nacional do partido repassou R$ 1 milhão para a campanha, enquanto o diretório estadual do União Brasil no RN destinou outros R$ 250 mil. Além disso, Hermano Morais, candidato a vice-governador na chapa, doou R$ 48 mil. Com isso, a receita total declarada pela campanha chega a R$ 1,298 milhão.

Cadu de Lula (PT) aparece na sequência, com R$ 727.494,25 arrecadados. Desse valor, R$ 711.552,25 foram repassados pela Direção Nacional do PT. A campanha também recebeu R$ 15.942 de uma pessoa física.

Já Álvaro Dias registra, até o momento, uma arrecadação bem abaixo dos dois adversários: R$ 15.100. O maior repasse foi uma doação de R$ 15 mil feita por uma pessoa física. Outra doação, de R$ 100, completa o valor declarado.

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