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Sindicato reclama: Prefeitura de Natal quer descontar salário de grevistas da saúde e sequer implantou os 5,68% de reajuste

Na semana passada, poucos dias após a suspensão da greve da saúde municipal, os servidores foram surpreendidos com a notícia de que as direções das unidades de saúde estariam providenciando listagens de grevistas para o corte de ponto. Em reunião na quarta-feira (18), com o Conselho Municipal de Saúde, o secretário Cipriano Maia confirmou a intenção da Prefeitura de Natal de cortar o ponto dos grevistas da saúde. Segundo ele, o corte de ponto é uma política da Prefeitura, não sendo de responsabilidade apenas da Secretaria Municipal de Saúde, e atingirá os servidores da saúde que permaneceram em greve, como os do Sindsaúde e do Soern. A medida vem antes mesmo da implantação dos 5,68% da data-base nos salários.

O corte de ponto foi denunciado pelo Sindsaúde, a partir do relato de servidores que já estariam sendo comunicados do desconto nas unidades, como a de Cidade Satélite. “A greve nunca foi considerada ilegal, nós cumprimos a determinação sobre os 50% e suspendemos o movimento durante a Copa, como a Justiça determinou. Não há motivos nem base jurídica para isso. O que o prefeito e o secretário querem é derrotar os trabalhadores da saúde, para que a greve não volte após a Copa”, denunciou Célia Dantas, do Sindsaúde. “É um absurdo ver pessoas que foram sindicalistas desrespeitar o direito de greve desta forma”, completou.

Na manhã dessa quarta-feira (25), os servidores da saúde foram até a Câmara Municipal de Natal solicitar o apoio dos vereadores e pedir que eles se manifestem contra o desconto dos salários. A categoria entregou uma carta aos vereadores, explicando o porquê do desconto ser uma medida arbitrária e que apenas promove a perseguição contra os trabalhadores.

Na carta, os servidores argumentam que a greve não foi considerada ilegal, mesmo com dois pedidos de ilegalidade feitos pela Procuradoria Geral do Município (PGM). Além disso, o movimento grevista não visava apenas o reajuste salarial. No total, a pauta de reivindicações apresentava 26 pontos, que foram, em sua maioria, ignorados pelo governo durante o processo de negociação.

Ainda nessa quarta-feira (25), a vereadora Amanda Gurgel (PSTU) apresentou um requerimento para que a Câmara Municipal de Natal repudiasse a orientação da Prefeitura de cortar o ponto dos servidores municipais da saúde. “Essa é uma atitude mais do que abusiva”, criticou Amanda. A vereadora protocolou o requerimento de manifestação de repúdio ao desconto de salário e espera que os demais vereadores se posicionem contrários à medida da Prefeitura. O requerimento está sendo votado agora à tarde.

Além de pedir que os vereadores se manifestem contra o desconto dos salários, os servidores ainda pedem que sejam retomadas as negociações e que sejam criadas condições orçamentárias para atender às reivindicações dos servidores, expressas na contraproposta apresentada no dia 11 de junho, de forma a evitar o retorno da greve após o fim da Copa do Mundo. E, da mesma forma, que se implante os 5,68% da data-base nos salários e o envio dos Projetos de Lei acordados.

A seguir, a carta-manifesto do Sindsaúde, entregue aos vereadores nessa quarta. Na íntegra:

Caro(a)  Vereador(a),

Como é de conhecimento de todos, os servidores da saúde realizaram uma greve neste ano, suspensa após decisão judicial, que proibiu paralisações no serviço público durante a Copa do Mundo.

Para a longa duração do movimento grevista, contribuíram sobremaneira a falta de atendimento das reivindicações e a demora e dificuldade do governo em negociar, concentrando-se em um único ponto, o do reajuste da data-base, e ignorando ou secundarizando o restante da pauta das categorias. A prova disso foi que, mesmo após a elevação do percentual do reajuste para 5,68%, dois dos quatro sindicatos (Sindsaúde e Soern) permaneceram em greve, por respostas para suas pautas específicas.

Poucos dias após termos suspendido a greve, fomos surpreendidos pela notícia de que direções das unidades de saúde estariam providenciando listagens de grevistas para o corte de ponto. O desconto foi confirmado pelo próprio Cipriano Maia no dia 18, em reunião do Conselho Municipal de Saúde. Segundo o secretário, os servidores que permaneceram em greve, após o acordo selado em torno do reajuste da data-base, terão esses dias descontados.

Para nós, servidores, trata-se de medida arbitrária e persecutória, pelos seguintes motivos:

1 – A greve não foi declarada ilegal. Mesmo com dois pedidos feitos pela Procuradoria do Município, a greve não teve a sua ilegalidade decretada. Sendo assim, não caberia o desconto dos salários, pedido que chegou a ser feito e expressamente negado por decisão do TJ. É possível verificar a ilegalidade da realização destes descontos diante do parecer jurídico em anexo.

2 – A greve não foi só por reajuste salarial.  A pauta apresentada pelos servidores da saúde continha 26 pontos, sendo que muitos se referiam a direitos e acordos não cumpridos e a gratificações não reajustadas. O governo só começou a se pronunciar sobre esta pauta após ter realizado um acordo com outros dois sindicatos do funcionalismo, em torno dos 5,68% (que ainda não foi implantado, destaca-se). Ou seja, na prática, o governo quer punir os servidores por terem decidido permanecer em greve por suas questões específicas. É como se não reconhecesse a legitimidade da greve e a justeza de nossas reivindicações, atribuindo para si um poder de punição que não lhe cabe e que fere o direito de greve.

A decisão trará sérios prejuízos para centenas de trabalhadores, que terão cerca de 22 dias de seus salários descontados. Ou seja, dois terços de seu rendimento. Não é preciso ressaltar o impacto no orçamento destas famílias, já comprometido pela baixa remuneração e pela alta dos preços e alimentos.

Nada explica este gesto de arbitrariedade e desumanidade, a não ser a intenção de perseguir e assediar moralmente os servidores que permaneceram em greve, como forma de dissuadir novos protestos e reivindicações. Prática condenável, não condizente com um governo que se apresenta como democrático.

Solicitamos de Vossas Excelências que, como representantes do povo, se manifestem imediatamente contra o desconto dos salários dos servidores da saúde. Da mesma forma que intermediaram uma negociação importante com o Exmo. Sr. Secretário da Saúde, durante a greve, solicitamos que façam esforços junto ao gabinete do Prefeito, Segelm e SMS, no sentido de impedir a implementação deste desconto.

Do mesmo modo, pedimos que sejam retomadas as negociações e criadas as condições orçamentárias para atender os pleitos dos servidores, expressos em contra-proposta apresentada em 11 de junho, de forma a evitar o retorno de uma greve, após o fim da Copa e da determinação legal. E, da mesma forma, que se implemente os 5,68% da data-base nos salários e o envio dos Projetos de Lei acordados.

Entendemos que a realização e a duração da greve deste ano é resultado também da redução dos recursos da pasta da saúde no Orçamento enviado pela Prefeitura a esta Casa em 2013, e aprovado em Plenário. O subfinanciamento tem provocado não só a não garantia dos direitos dos servidores, mas também a falta de atendimento à população, o não pagamento de fornecedores e a suspensão de exames, e a manutenção da falta de pessoal, que vem sendo suprida com medidas paliativas e precarizantes, como contratos temporários e plantões eventuais, no lugar do tão desejado concurso público.

Assim sendo, manifestamos o pedido de que Vossas Excelências atendam à recomendação do Conselho Municipal de Saúde, enviada em 2013 (em anexo), no qual manifesta a necessidade de elevação do Orçamento da Saúde Municipal, para o patamar de 35% da arrecadação, sendo este o valor mínimo necessário para a garantia da folha de pagamento e da oferta de serviços.

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[VÍDEO] Lula atribui apoio do PL ao fim da escala 6×1 à pressão popular

Imagens: g1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu à pressão popular a decisão do PL de apoiar o fim da escala de trabalho 6×1. A declaração foi feita nesta terça-feira (13), durante cerimônia no Palácio do Planalto.

“Depois da pressão da sociedade e de todas as manifestações nas ruas deste Brasil, o partido do PL resolveu votar o fim da escala 6×1”, afirmou Lula.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário do presidente no segundo turno, anunciou que votará a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC). Ele disse que decidiu se posicionar conforme “a vontade da maioria do povo”.

Nos últimos dias, Lula vinha cobrando publicamente uma posição do PL e de Flávio sobre a proposta. Na quinta-feira (8), o presidente afirmou que o partido e o candidato não queriam assumir o compromisso de aprovar a mudança.

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PESQUISA FUTURA: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 46,6%, no 2º turno

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL) tem 50% das intenções de voto, contra 46,6% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na primeira pesquisa Futura Inteligência após o primeiro turno das eleições presidenciais.

A diferença é de 3,4 pontos percentuais, mas está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na rejeição, Lula registra 48,6%, enquanto Flávio tem 45,4%. Outros 1,2% rejeitam os dois candidatos, e 3% afirmam não rejeitar nenhum deles.

A Futura/100% Cidades entrevistou 2.000 eleitores em todo o país, entre os dias 7 e 10 de outubro, por meio de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00650/2026.

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Meta nega interferência política e cita falha técnica global em exibição do total de visualizações de Lula nas redes sociais

Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles

A Meta negou ter favorecido Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial e atribuiu a uma falha técnica global os problemas na contagem de visualizações de conteúdos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Instagram.

Em resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta segunda-feira (12), a empresa afirmou que o problema ocorreu em 7 de outubro, entre 15h50 e 20h49, e atingiu criadores de conteúdo em mais de cem países. Segundo a companhia, as publicações continuaram sendo distribuídas, embora as visualizações pudessem aparecer zeradas ou congeladas.

A Meta também declarou que, naquele dia, os conteúdos da conta oficial de Lula tiveram distribuição acima da média recente. A manifestação ocorreu após a campanha petista acusar a empresa de restringir o alcance das publicações do presidente e de favorecer o adversário.

A ação no TSE também questiona supostas restrições à publicidade digital da campanha e a permanência de conteúdos produzidos por inteligência artificial. O ministro Marco Aurélio Bellizze solicitou esclarecimentos à empresa.

A Meta se recusou a fornecer informações individualizadas sobre contas de terceiros citadas no processo, alegando proteção de dados, e pediu mais 48 horas para apresentar informações sobre medidas aplicadas aos perfis oficiais de Lula desde 16 de agosto.

A campanha petista contestou a resposta e afirmou que a empresa não apresentou provas de que a falha tenha atingido outros candidatos no Brasil. Para a equipe do presidente, episódios recorrentes envolvendo suas contas levantam suspeitas de interferência eleitoral.

Após a manifestação da Meta, a coligação de Lula e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão 24 horas para se pronunciar sobre as explicações da empresa.

Com informações de O Globo

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APÓS SUSPENSÃO: Campanha de Lula registra canal “Exército do Lula” no TSE por ordem de Kassio Nunes

Foto: Leobark Rodrigues/TSE

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou oficialmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (13), a criação do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A medida ocorreu minutos após o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinar a suspensão das atualizações até a regularização do cadastro.

Pela decisão, o canal só poderá voltar a publicar conteúdos e receber novos seguidores após o registro e o cumprimento do prazo de 48 horas previsto nas normas eleitorais.

Administrado pelo deputado federal André Janones (MG), o canal era utilizado na propaganda eleitoral da campanha sem a comunicação exigida pela Justiça Eleitoral. O caso chegou ao TSE por meio de uma ação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Kassio também determinou que a Meta, responsável pelo WhatsApp, monitore publicações do canal e de outros grupos públicos de grande alcance, além de remover conteúdos que reproduzam materiais já atingidos por decisões judiciais de retirada.

A empresa terá 24 horas após a notificação para informar as providências adotadas e os mecanismos de fiscalização utilizados.

O ministro havia determinado a suspensão do canal em 11 de outubro. Após uma decisão provisória de restabelecimento pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, Kassio reexaminou o caso e estabeleceu novas condições para o funcionamento da página.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] Flávio Bolsonaro é a favor do fim da escala 6×1

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (13) que votará a favor do fim da escala de trabalho 6×1, proposta defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6×1”, declarou Flávio após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

A proposta prevê mudanças na jornada de trabalho, atualmente organizada, nesse modelo, em seis dias de trabalho para um de descanso. O tema está em discussão no Congresso Nacional.

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REENCONTRO: Jair Bolsonaro está satisfeito com resultado do 1º turno e deu dicas para campanha, diz Flávio

Foto: Reuters

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (13) que o ex-presidente Jair Bolsonaro está satisfeito com o resultado do 1º turno das eleições e deu orientações para a disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita após o senador visitar o pai, em Brasília.

“Eu conversei com ele, tá bem humorado, tá satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, tá esperançoso que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele”, declarou Flávio.

O encontro ocorreu após três meses de afastamento determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio estava impedido de visitar o pai desde 13 de julho, quando divulgou uma carta do ex-presidente com conteúdo político-eleitoral.

A restrição de 90 dias terminou no último domingo (11). Apesar da autorização para retomar as visitas, Moraes manteve a proibição de utilizar os encontros para qualquer finalidade político-eleitoral.

Antes da visita, Flávio havia criticado a decisão judicial, classificando a restrição como uma tentativa de separar pai e filho durante a campanha presidencial.

Com informações da CNN Brasil

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PESQUISA AFFARE: Blog do BG e Meio Dia RN divulgam primeiro levantamento do 2º turno no RN para Governo do Estado e Presidência da República

Fotos: Reprodução

O Blog do BG e o programa “Meio Dia RN”, da 96 FM, divulgam nesta quarta-feira (14), às 12h30, a primeira pesquisa Affare sobre as disputas de segundo turno para o Governo do Estado e presidente da República.

O levantamento vai mostrar as intenções de voto dos eleitores potiguares na disputa entre os candidatos a governador Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT) e entre os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

A pesquisa realizou 1.350 entrevistas telefônicas automatizadas, com coleta entre 9 e 12 de outubro. A margem de erro prevista é de 2,67 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Os registros na Justiça Eleitoral são RN-08411/2026 (governador) e BR-05784/2026 (presidente). O cenário presidencial se refere exclusivamente ao eleitorado do RN.

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[VÍDEO] Médico acusa secretário de Saúde do RN de perseguição e denuncia superlotação no Walfredo Gurgel

 

O médico Elder Freire da Silva Bezerra acusou o secretário estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta, de perseguição profissional. Em vídeo publicado nas redes sociais no dia 4 de outubro, ele afirmou ter recebido uma ordem para deixar seu plantão no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, mesmo com a unidade superlotada.

Segundo Freire, ele chegou ao hospital às 7h e, uma hora depois, foi informado de que seu plantão seria glosado, ou seja, não seria reconhecido para pagamento. O médico afirmou que estava escalado para um setor de emergência que precisava de profissionais para atender os pacientes.

Durante o desabafo, Freire criticou as condições do hospital, relatou a presença de várias ambulâncias e afirmou que esta seria a quarta vez que enfrentava situação semelhante. Segundo ele, episódios anteriores ocorreram na UTI e na clínica médica do Hospital Regional de Assú.

O médico atribuiu as decisões ao secretário Alexandre Motta. A justificativa administrativa para a suposta suspensão do plantão não foi esclarecida nas informações apresentadas.

Com informações do BNews RN

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LUTO NA MÚSICA: Morre de câncer aos 60 anos o cantor Netinho, ícone do axé

Foto: Reprodução

O cantor Netinho, um dos principais nomes da axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em decorrência de um câncer. A morte foi confirmada pela assessoria do artista em comunicado publicado nas redes sociais.

Segundo a equipe, Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos. O cantor estava em tratamento médico em Salvador e havia retomado as sessões de quimioterapia, com previsão de passar por um transplante autólogo de medula óssea.

Em nota, a assessoria destacou a trajetória do artista e reproduziu uma declaração que ele costumava fazer durante os últimos meses de tratamento: “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte.”

Por desejo do próprio cantor, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos. A equipe também pediu respeito à privacidade da família neste momento.

Netinho havia se afastado das redes sociais para se dedicar ao tratamento. Sua última publicação no Instagram ocorreu em 30 de agosto. A última apresentação aconteceu em 25 de outubro de 2025, na cidade de Coronel Fabriciano, em Minas Gerais.

Nascido em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, Netinho ganhou projeção nacional como vocalista da Banda Beijo, que integrou a partir de 1988. Em 1993, iniciou carreira solo com o álbum Um Beijo Pra Você e consolidou seu sucesso com músicas como “Milla”, “Beijo na Boca”, “Capricho dos Deuses” e “Preciso de Você”.

O cantor também marcou a história do axé ao levar um trio elétrico à Itália durante a Copa do Mundo de 1990. Em 1998, realizou cinco apresentações com ingressos esgotados no Coliseu de Lisboa, em Portugal.

Nos últimos anos, Netinho também participou da política. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, filiou-se ao Partido Liberal (PL) em 2022 e disputou uma vaga de deputado federal pela Bahia. Recebeu 31.448 votos, mas não foi eleito.

Em 2013, o artista já havia enfrentado graves problemas de saúde, após complicações que resultaram em internação prolongada e tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

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TSE: Nunes Marques volta a suspender canal “Exército do Lula” no WhatsApp

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou novamente, nesta terça-feira (13), a suspensão das atualizações do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. O espaço reúne cerca de 4,1 milhões de seguidores.

A decisão condiciona a retomada das publicações à comunicação formal do endereço eletrônico do canal à Justiça Eleitoral e ao cumprimento do prazo de regularização de 48 horas previsto nas normas eleitorais.

Nunes Marques também determinou que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, faça o acompanhamento proativo das publicações em canais públicos de grande alcance vinculados às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

A fiscalização deverá identificar e remover conteúdos idênticos ou substancialmente semelhantes a publicações que já tenham sido proibidas pela Justiça Eleitoral. A medida não abrange conversas privadas dos usuários.

O canal “Exército do Lula” havia sido suspenso inicialmente no domingo (11), após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusou o grupo de disseminar informações falsas contra o candidato. A decisão foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou seu funcionamento provisório.

A nova determinação considera informações técnicas da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE sobre a estrutura e o funcionamento do canal, que combina administração centralizada e distribuição de tarefas entre os participantes.

O presidente do TSE também marcou uma reunião com representantes das campanhas de Lula e Flávio para esta terça-feira, às 15h30. O objetivo é discutir regras para a atuação dos canais digitais e tentar estabelecer um acordo para combater a disseminação de informações falsas durante o 2º turno.

 

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