Diversos

Nota da Procuradoria-Geral da República sobre a votação das 10 Medidas contra a Corrupção

Manifestação de Rodrigo Janot foi enviada da província de Hainan, na China, onde ele participa de reunião com procuradores-gerais dos Brics

Foram mais de dois milhões de assinaturas. Um apoio maciço da sociedade brasileira, que também por outros meios se manifestou. Houve o apoio de organismos internacionais. Foram centenas de horas de discussão, de esclarecimento e de um debate sadio em prol da democracia brasileira. Foram apresentadas propostas visando a um Brasil melhor para as futuras gerações.

No entanto, isso não foi o suficiente para que os deputados se sensibilizassem da importância das 10 Medidas de Combate à Corrupção. O resultado da votação do PL 4850/2016, ontem, colocou o país em marcha a ré no combate à corrupção. O Plenário da Câmara dos Deputados desperdiçou uma chance histórica de promover um salto qualitativo no processo civilizatório da sociedade brasileira.

A Casa optou por excluir diversos pontos chancelados pela Comissão Especial que analisou as propostas com afinco. Além de retirar a possibilidade de aprimorar o combate à corrupção – como a tipificação do crime de enriquecimento ilícito, mudanças na prescrição de crimes e facilitação do confisco de bens oriundos de corrupção –, houve a inclusão de proposta que coloca em risco o funcionamento do Ministério Público e do Poder Judiciário, a saber, a emenda que sujeita promotores e juízes à punição por crime de responsabilidade.

Ministério Público e Judiciário nem de longe podem ser responsabilizados pela grave crise ética por que passa o país. Encareço aos membros do Ministério Público Brasileiro que se mantenham concentrados no trabalho de combate à corrupção e ao crime. Que isso não nos desanime; antes, que nos sirva de incentivo ao trabalho correto, profissional e desprovido de ideologias, como tem sido feito desde a Constituição de 1988. Esse ponto de inflexão e tensão institucional será ultrapassado pelo esforço de todos e pelo reconhecimento da sociedade em relação aos resultados alcançados.

Um sumário honesto da votação das 10 Medidas, na Câmara dos Deputados, deverá registrar que o que havia de melhor no projeto foi excluído e medidas claramente retaliatórias foram incluídas. Cabe esclarecer que a emenda aprovada, na verdade, objetiva intimidar e enfraquecer Ministério Público e Judiciário.

As 10 Medidas contra a Corrupção não existem mais. O Ministério Público Brasileiro não apoia o texto que restou, uma pálida sombra das propostas que nos aproximariam de boas práticas mundiais. O Ministério Público seguirá sua trajetória de serviço ao povo brasileiro, na perspectiva de luta contra o desvio de dinheiro público e o roubo das esperanças de um país melhor para todos nós.

Nesse debate, longe de qualquer compromisso de luta contra a corrupção, vimos uma rejeição violenta e irracional ao Ministério Público e ao Judiciário. A proposta aprovada na Câmara ainda vai para o Senado. A sociedade deve ficar atenta para que o retrocesso não seja concretizado; para que a marcha seja invertida novamente e possamos andar pra frente.

O conforto está na Constituição, que ainda nos guia e nos aponta o lugar do Brasil. Que seja melhor do que o que vimos hoje.

Rodrigo Janot
Procurador-Geral da República
Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público

MPF

 

Opinião dos leitores

  1. TODO BRASILEIRO RESPONSÁVEL, TRABALHADOR, HONRADO E VOTANTE, ONTEM SE SENTIU TRAÍDO, ENGANADO. A ATITUDE DOS DEPUTADOS MOSTROU DE FORMA CONTUNDENTE QUEM SÃO OS REPRESENTANTES DO POVO QUE OCUPAM AQUELA CASA.
    QUE O CIDADÃO MARQUE OS NOMES DOS VOTANTES E NÃO ELEJA NENHUM DOS 313 QUE VOTARAM A FAVOR DO FIM DAS 10 MEDIDAS CONTRA A CORRUPÇÃO;

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Diversos

“10 Medidas contra a Corrupção”: Entidades se somam à campanha do MPF no RN

Instituições também se tornaram pontos de coleta de assinaturas

A campanha “10 Medidas contra a Corrupção”, do Ministério Público Federal, já recebeu apoio de mais de dezenas de instituições públicas e privadas no Rio Grande do Norte. Procuradores da República vêm se reunindo com lideranças religiosas, de diversas categorias e da sociedade civil para buscar contribuição à coleta das assinaturas, que irão subsidiar a entrega dos projetos de lei de iniciativa popular ao Congresso.

No Rio Grande do Norte, já oficializaram apoio à campanha a Associação dos Magistrados Justiça do Trabalho (Anamatra); o Ministério Público do Estado (MP/RN); a Justiça Federal (JF/RN); a Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte (Amarn); a Controladoria Geral do Município; o Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN); a Procuradoria Geral do Tribunal de Contas do Estado; a Associação dos Membros do Ministério Público do RN (Ampern); o Movimento Articulado de Combate à Corrupção (Marcco); o Ministério Público do Trabalho (MPT); a Secretaria do Patrimônio da União (SPU/RN); e a Controladoria Geral da União (CGU).

Também já se somaram à luta pelas “10 medidas” o Rotary; o Conselho Regional de Medicina (Cremern); a Arquidiocese de Natal; a Sociedade Espírita de Pau dos Ferros; a Receita Federal; a Igreja Adventista; a Igreja Batista; os sindicato dos Trabalhadores da Justiça Federal (Sintrajurn) e dos Servidores do MPU (Sinasempu/RN); a Igreja Matriz São João Batista de Assu; a Primeira Igreja Batista Regular de Assu; a Segunda Igreja Batista da Convenção do Assu; o Movimento de Mulheres do Seridó; a Diocese de Caicó; o IFRN de Caicó; e a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Novas reuniões ainda vêm sendo promovidas pelos representantes do Ministério Público Federal junto a outras entidades. Porém, independente desse apoio, qualquer cidadão pode ajudar imprimindo as listas (no site www.10medidas.mpf.mp.br), coletando assinaturas e entregando-as nas unidades do MPF em Natal, Mossoró, Caicó, Assu e Pau dos Ferros (confira os endereços abaixo) e nas entidades parceiras da campanha.

As propostas do MPF reunidas nessas 10 medidas necessitam de um total de 1,5 milhão de assinaturas para serem encaminhadas como projetos de lei ao Congresso, possibilitando mudanças legislativas que ajudarão no combate à corrupção. O trabalho de elaboração das propostas teve início com os estudos desenvolvidos pela força-tarefa do MPF na Operação Lava Jato.

Do que tratam as 10 medidas:

1) Prevenção à corrupção, transparência e proteção à fonte de informação
2) Criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos
3) Aumento das penas e crime hediondo para corrupção de altos valores
4) Aumento da eficiência e da justiça dos recursos no processo penal
5) Celeridade nas ações de improbidade administrativa
6) Reforma no sistema de prescrição penal
7) Ajustes nas nulidades penais
8) Responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa 2
9) Prisão preventiva para evitar a dissipação do dinheiro desviado
10) Recuperação do lucro derivado do crime

Saiba mais em www.10medidas.mpf.mp.br

Endereços
PR/RN Natal
Av Deodoro da Fonseca, 743 Tirol – CEP 59020-600 Natal-RN
Tel: 3232-3900

PRM Mossoró
Rua Rosineide Alves Medeiros, Nº 09, bairro Costa e Silva – CEP 59625-255 Mossoró-RN
Tel: 3312-0487

PRM Caicó
Rua Zeco Diniz, S/N Penedo – CEP 59300-000 Caicó-RN
Tel: 3417-2050

PRM Pau dos Ferros
Av. Getúlio Vargas, 1911, Centro – CEP 59900-970 Pau dos Ferros-RN
Tel: 3351-3600

PRM Assu
Rua Sinhazinha Wanderley, 912 – Centro – CEP 59650-000 – Assu/RN
Tel: 3331-7256

http://www.prrn.mpf.mp.br/grupo-asscom/noticias-internet/201c10-medidas-contra-a-corrupcao201d-entidades-se-somam-a-campanha-do-mpf-no-rn

Opinião dos leitores

  1. Fora Dilma o povo não aguenta mais de tanto desemprego e tantos asaltos por falta de escolas também

  2. É louvável a união de esforços para combater a corrupção. A corrupção nasce quando uma pessoa pretende se candidatar-se a um cargo eletivo, e para isto precisa COMPRAR votos, e após a compra dos votos tem que METER a mão no dinheiro público. Já fui questionado se eu não seria candidato a Prefeito de Serra de São Bento, e expliquei. Tenho uma renda superior a do Prefeito, sou advogado, e na medida que eu fosse candidato, e após eleito, usaria o meu carro. Se eu estivesse em Natal, e um funcionário da Pousada viesse a pedir para eu comprar algo, com a maior certeza usaria o carro da Prefeitura, todavia para não ser chamado de ladrão não usaria o carro. Agora, se um Prefeito de Serra de São Bento recebe 10 mil por mês, porque eu abandonaria o que faço para ganhar 10 mil. Só tinha uma forma de recompor minha renda. FURTAR. Portanto a atitude é boa, mas o MPF deve fazer algumas avaliações. Teremos pessoal para agir incontinenti ao ato. Acho que não. Existe o artigo 290 do código eleitoral que é sobre a transferência de títulos, onde os Juízes Eleitorais e Promotores acham que descobriram o Norte, mas é um ledo engano. Todas estas ações de transferência de domicílio tomam tempo, gera despesas, e ao final sabe o que acontece. NADA X NADA. Se mudarem o paradigma das coisas, teremos sim um combate a corrupção, mas se ficarmos só fazendo MÍDIA não sairemos da telinha. Júnior Gurgel

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