Política

A novela da reeleição de Rosalba de volta as manchetes locais‏

Depois de uma queda  na audiência da novela “Rosalba e sua reeleição”, a governadora do estado volta a aparecer nas manchetes da imprensa potiguar com a proximidade da Convenção Partidária do DEM, dia 15 de junho. As especulações não param e os bastidores políticos insistem em aumentar o “ibope” de Rosalba nessa disputa entre democratas rosalbistas X democratas agripinistas.

Renunciar ao mandato, faltar a convenção partidária, indicar um novo sucessor para a disputa ou aceitar o que é inaceitável para a Rosalba – apoiar o “chapão” liderado pelo pré-candidato ao governo Henrique Alves (PMDB)  e a pré-candidata ao Senado, Wilma de Faria ( PSB).

Sobre renunciar o comando do Rio Grande do Norte e “punir” o senador José Agripino reforçando a aliança do adversário  Robinson Faria (PSD), pré-candidato ao governo e vice-governador do estado assumindo o Executivo e fortalecendo suas bases, a Rosa disparou: “De forma nenhuma”, disse em entrevista nesta quarta-feira (11), ao jornalista Alex Viana.

Ainda nesta quarta-feira (11), Rosalba confirmou na RedeTV RN, que vai a Convenção Estadual do Democratas no próximo domingo (15), para defender a candidatura dela à reeleição ou que o partido lance um novo nome. Rosalba insiste que o DEM dispute a majoritária – contrária a opinião do líder do DEM, José Agripino que defende a proporcional e o apoio ao “chapão”.

“Sou favorável de ter uma candidatura própria, se não querem o meu nome que apontem outro. Mas não ter candidatura foi uma decisão do Diretório, que precisa ser referendada na Convenção”, disse.

Para ampliar a perspectiva de composição com outros partidos, a legenda desiste de lançar candidatura própria ao Governo e ao Senado. Rosalba Ciarlini classificou a decisão como “ditatorial” e de  “discriminação” contra ela. “Todo cidadão tem o direito de dizer quero ou não quero e não ser obrigado a dizer que não, porque não pode. Numa decisão ditatorial [do partido]”, frisou.

Se não querem Rosalba, ela sugeriu que escolhessem outro do partido, e, nos bastidores políticos o nome do ex-prefeito pauferrense Leonardo Rêgo (DEM) também já se transformou em “possibilidade”. O pai, deputado Getúlio Rêgo (DEM),  tem sido um dos principais defensores do projeto de reeleição da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

E vamos aos próximos capítulos.

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A novela da reeleição de Rosalba e os próximos capítulos

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) tem permanecido “firme”, pelo menos, nas principais manchetes, reportagens e comentários políticos da imprensa potiguar. A novela “reeleição” que previa um desfecho na última segunda-feira (2), após votação realizada pelos membros do diretório estadual da legenda – decidindo pela não reeleição de Rosalba, serviu apenas para colocar “mais lenha na fogueira” e acirrar os ânimos entre os democratas que seguem o líder da legenda, senador José Agripino e os que insistem na permanência  de Rosalba no comando do Rio Grande do Norte.

Durante toda a semana, rosalbistas e agripinistas manifestaram suas opiniões e contribuíram para que a novela “reeleição” não morresse no esquecimento, pelo menos, até o dia 15 de junho – data da convenção partidária do DEM e último capítulo. Rosalba espera que os 120 delegados com direito a voto, façam o que os  59 não fizeram, ou melhor, os 45 que votaram contra a governadora.

Em Brasília, a governadora Rosalba Ciarlini disse ontem (4) que a decisão do diretório estadual do Democratas não tem validade jurídica. “O que vale é a convenção partidária”.

Na terça-feira (3), a história da reeleição apresentou um novo capítulo de grande audiência. Desta vez, o cenário foi a Assembleia Legislativa com a admissibilidade do pedido de impeachment contra Rosalba pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Deputados governistas e oposicionistas ganharam seu espaço “na trama” para opinarem sobre a permanência da democrata no Executivo.

Enquanto isso, nos bastidores  já se comenta sobre um novo desfecho para que a democrata permaneça “firme” nas manchetes da imprensa potiguar, Rosalba estaria cogitando a possibilidade de renúncia, devido ao desgaste político que tem enfrentado e abandono pelos ex-aliados.

Na possibilidade da governadora abandonar os “ holofotes” do cenário político, há muita gente interessado em protagonizar uma nova história, só não há quem deseje um final tão dramático como o de Rosalba.

Opinião dos leitores

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