A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) tem permanecido “firme”, pelo menos, nas principais manchetes, reportagens e comentários políticos da imprensa potiguar. A novela “reeleição” que previa um desfecho na última segunda-feira (2), após votação realizada pelos membros do diretório estadual da legenda – decidindo pela não reeleição de Rosalba, serviu apenas para colocar “mais lenha na fogueira” e acirrar os ânimos entre os democratas que seguem o líder da legenda, senador José Agripino e os que insistem na permanência de Rosalba no comando do Rio Grande do Norte.
Durante toda a semana, rosalbistas e agripinistas manifestaram suas opiniões e contribuíram para que a novela “reeleição” não morresse no esquecimento, pelo menos, até o dia 15 de junho – data da convenção partidária do DEM e último capítulo. Rosalba espera que os 120 delegados com direito a voto, façam o que os 59 não fizeram, ou melhor, os 45 que votaram contra a governadora.
Em Brasília, a governadora Rosalba Ciarlini disse ontem (4) que a decisão do diretório estadual do Democratas não tem validade jurídica. “O que vale é a convenção partidária”.
Na terça-feira (3), a história da reeleição apresentou um novo capítulo de grande audiência. Desta vez, o cenário foi a Assembleia Legislativa com a admissibilidade do pedido de impeachment contra Rosalba pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Deputados governistas e oposicionistas ganharam seu espaço “na trama” para opinarem sobre a permanência da democrata no Executivo.
Enquanto isso, nos bastidores já se comenta sobre um novo desfecho para que a democrata permaneça “firme” nas manchetes da imprensa potiguar, Rosalba estaria cogitando a possibilidade de renúncia, devido ao desgaste político que tem enfrentado e abandono pelos ex-aliados.
Na possibilidade da governadora abandonar os “ holofotes” do cenário político, há muita gente interessado em protagonizar uma nova história, só não há quem deseje um final tão dramático como o de Rosalba.
Já vai tarde, Rosalba.