Exoplaneta chuvoso pode abrigar vida, segundo estudo

Foto: Reprodução/Amanda Smith

Um exoplaneta com nuvens de chuva em sua atmosfera pode ter condições habitáveis em sua superfície, segundo um novo estudo. A presença de água na atmosfera de K2-18b, a 124 anos-luz de distância, já havia sido anunciada em setembro passado, mas até agora os cientistas não sabiam quais as condições de sua superfície.

Ele poderia ter um exterior rochoso com uma atmosfera fina, como a Terra, ou então uma densa atmosfera de hidrogênio com um oceano de água e amônia sobre um núcleo metálico, como Netuno.

O estudo, elaborado por cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, detalha uma série de possibilidades para a composição da atmosfera e superfície do planeta, baseadas em sua massa, tamanho (2,6 vezes maior que a Terra) e espectro de luz detectado quando ele passa em frente à sua estrela, K2-18.

Segundo os cálculos, K2-18b pode ser de “uma bola de ferro puro com uma densa atmosfera de hidrogênio”, a algo mais parecido com Netuno, ou um mundo “aquático” com uma atmosfera mais leve e oceanos com condições similares às da Terra.

O planeta orbita dentro da zona habitável de sua estrela, uma anã-vermelha, o que é um “bônus” para a habitabilidade. Entretanto, um estudo recente afirma que este tipo de estrela, embora comum, não é muito “amigável” à vida, já que costuma castigar os planetas ao seu redor com intensas tempestades solares e radiação.

Olhar Digital, com Science Magazine

 

Exoplaneta mais próximo da Terra pode ter condições para abrigar vida

REPRESENTAÇÃO ARTÍSTICA DO EXOPLANETA PROXIMA B (FOTO: ESO)

Um estudo conduzido no Instituto Carl Sagan daCornell University mostrou que, diferente do que se pensava, podem existir condições necessárias para o desenvolvimento de vida no exoplaneta conhecido como Proxima b. Esse é o planeta que não pertence ao Sistema Solar que é o mais próximo da Terra, a cerca de 4,2 anos-luz.

Existem fatores favoráveis à vida em planetas que orbitam estrelas conhecidas como anãs-vermelhas, caso do Proxima b, que se movimenta em torno da estrela Centauri. Contudo, a instabilidade e hostilidade de astros como esse também são desvantagem.

“A barreira principal para a habitabilidade desses mundos é a atividade de suas estrelas hospedeiras. Explosões estelares regulares podem banhar esses planetas em altos níveis de radiação prejudicial à vida. Além disso, durante longos períodos de tempo, o ataque de radiação de raios-X e fluxos de partículas das estrelas hospedeiras colocam as atmosferas desses planetas em risco”, conta Jack O’Malley-James, um dos responsáveis pela pesquisa, ao Universe Today.

Para determinar se a vida poderia existir nessas condições, os norte-americanos consideraram as condições do planeta Terra há cerca de 4 bilhões de anos, quando a superfície terrestra também era hostil à vida. Isso porque, além da atividade vulcânica e de uma atmosfera tóxica, a paisagem terrestre foi bombardeada pela radiação ultravioleta, forma semelhante a dos planetas que orbitam estrelas como a Centauri atualmente.

Isso significa que a vida poderia existir em planetas vizinhos como Proxima b mesmo com níveis severos de radiação. Proxima Centauri tem cerca de 4,8 bilhões de anos, aproximadamente 200 milhões de anos a mais o que Sol. Se considerarmos que a vida na Terra surgiu há 3,5 bilhões de anos, e que o exoplaneta nasceu pouco depois de sua estrela, é possível concluir que houve tempo, sim, para o desenvolvimento de vida no astro.

Galileu