Coronavírus pode seguir ativo no organismo mesmo após sintomas desaparecerem; estudo sugere estender quarentena

Um novo estudo realizado pela Universidade Yale, nos Estados Unidos, e pelo Hospital Geral Chinês, na China, aponta que metade dos pacientes tratados da Covid-19 ainda podem ter o coronavírus ativo no organismo por até oito dias após o desaparecimento dos sintomas. A pesquisa foi publicada no último dia 23 de março na revista científica American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

Os autores da investigação analisaram 16 casos de pacientes com idades em torno de 35 anos que foram infectados pelo novo coronavírus, mas que já haviam sido tratados e recebido alta. Os pesquisadores coletaram amostras de secreção da garganta dos voluntários em dias alternados para analisarem se eles estavam 100% curados.

“A descoberta mais significativa de nosso estudo é que metade dos pacientes continuava eliminando o vírus mesmo após o fim dos sintomas”, diz Lokesh Sharma, um dos autores do estudo, em comunicado. Os sintomas primários nesses pacientes incluíam febre, tosse, dor na faringe e falta de ar.

O tempo entre a infecção e o início dos sintomas, o período de incubação, foi em média de cinco dias. A duração média dos sintomas foi de oito dias, enquanto o tempo em que os pacientes permaneceram contagiosos após o final dos sintomas variou de um a oito dias. Duas pessoas tinham diabetes e um teve tuberculose, mas essas condições não afetaram o curso da infecção por Covid-19.

“Se você teve sintomas respiratórios leves e ficou em casa para não infectar pessoas, estenda sua quarentena por mais duas semanas após a recuperação para garantir que você não infectará outras pessoas”, recomenda Lixin Xie, médico e professor da Faculdade de Medicina Pulmonar e Intensiva do Hospital Geral Chinês que também participou da pesquisa.

Os autores enviaram uma mensagem para a comunidade médica: “Os pacientes com Covid-19 podem ser infecciosos mesmo após a recuperação sintomática; portanto, trate os pacientes assintomáticos/recentemente recuperados com o mesmo cuidado que os pacientes sintomáticos”.

Os pesquisadores também enfatizam que todos esses pacientes tiveram infecções mais leves e se recuperaram da doença, e que o estudo analisou um pequeno número de pacientes. Eles também ponderam que não está claro se resultados semelhantes se aplicam a pessoas mais vulneráveis, como idosos, pacientes com sistema imunológico suprimido e indivíduos em terapia imunossupressora.

“Mais estudos são necessários para investigar se o vírus detectado por PCR [exame que detecta o coronavírus Sars-CoV-2] em tempo real é capaz de transmitir nos estágios posteriores da infecção por Covid-19”, acrescentou o Dr. Xie.

Galileu

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Careca disse:

    PARE O MUNDO!
    ACABE COM A PRODUÇÃO!
    FECHE O COMÉRCIO!
    INSTALE O DESABASTECIMENTO!
    DEIXE AS FARMÁCIAS SEM MEDICAMENTOS!
    ISOLE O POVO!
    REDUZAM OS SALÁRIOS!
    DEIXEM DE PAGAR OS SALÁRIOS!
    DEIXE O POVO SEM EMPREGO!
    CONTINUE O ISOLAMENTO.
    CRIE A SENSAÇÃO CONSTANTE DE PÂNICO!
    DEIXE OS GOVERNOS FAZENDO FAVORES AO POVO, DEIXE O GOVERNO DISTRIBUIR CESTAS BÁSICAS, DEIXE OS GOVERNOS DAR A QUANTIDADE QUE COMIDA QUE QUER, DEIXE O GOVERNO DECIDIR TUDO.
    ALGUÉM SABE O QUE ISSO SIGNIFICA? ALGUÉM SABE ONDE ISSO VAI DAR? ALGUÉM SUSPEITA O QUE QUEREM IMPOR AO MUNDO?
    SE NÃO SABEM A RESPOSTA, PERGUNTEM AO POVO DE CUBA, VENEZUELA, COREIA DO NORTE, IRÃ QUE ELES VÃO RESPONDER DE FORMA RÁPIDA E SEGURA.

  2. gusthenrique disse:

    Se bradam que o tratamento com cloriquina não deve ser adotado em massa por não ser conclusivo, mesmo que centenas de pessoas tenham sido curadas, muito menos esse estudo com uma amostragem tão pífia. Mas os profetas do apocalipse vão tratar tal pesquisa como definitiva e vão convencer governos a estender a quarentena.

  3. Produzo disse:

    Só está contra o isolamento quem produz. Os que recebem dinheiro de qualquer maneira podem ficar o resto do ano aguardando em casa.

Medo do coronavírus pode causar transtornos psicológicos: de reações de pânico, ansiedade a outras patologias

Foto: Divulgação

Manter-se sereno dentro do turbilhão de informações e emoções que envolvem a pandemia do novo coronavírus está sendo um desafio intenso para a população mundial. Ficar isolado do convívio social por prazo indeterminado enquanto as informações chegam ao redor como uma avalanche – a maioria delas negativas, diga-se de passagem – está mexendo com as estruturas psicológicas de muita gente. É por isso que especialistas estão alertando para as consequências graves à saúde que o momento impõe, independentemente de contrair ou não o novo coronavírus.

Segundo o filósofo, psicanalista e especialista em estudos da mente humana Fabiano de Abreu, “o pânico cria realidades alternativas que dificultam a racionalidade e, embora não estejamos por enquanto a viver uma situação de pânico generalizado, essa situação pode vir a acontecer. Tal cenário pode resultar em efeitos adversos tanto num modo global quanto de um modo muito pessoal”.

Ele aponta que o cenário atual pode ser, por exemplo, um gatilho para desencadear transtornos importantes. “Por essa razão, a síndrome do pânico será uma doença que irá afetar muitas pessoas dada a realidade atual. A ideia de isolamento causa transtorno e mais ainda se nós depararmos com a incerteza de quando terminará.”

Crises de choro, de pânico, taquicardia, dor de barriga, calafrios… São muitos os sinais que o corpo dá como resposta ao estresse. E são muitos os relatos atuais de pessoas que estão vivendo esses sintomas. A psicóloga Nathalia Millet explica que para considerar tais reações como transtornos elas têm que se repetir e afetar o sujeito de forma que ele não tenha vida normal. “Quando você escuta o nome do que afeta, você fica angustiado, os pensamentos não param, principalmente os catastróficos, e você começa a passar mal, sem conseguir controlar, tem algo errado aí. Mas quando você vê, escuta, pensa e quando mudam de assunto você fica bem, não te afeta, então está tudo certo”, diz ela, listando os tipos de transtornos que a não administração de um estresse desse nível pode acarretar. “Transtornos de ansiedade, estresse pós-traumático, depressão, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno do pânico, fobias sociais…”, elenca.

A forma como cada um responderá perante esta situação está relacionada com a personalidade e percurso de vida como nos explica Fabiano. “Cada um tem o comportamento reflexivo de acordo com a sua personalidade, resultado da sua história de vida, experiências e nuances psicológicas. Existirão pessoas que quando confrontadas com algo alarmante o seu nível de fobia e pânico é tal que chegam mesmo a experienciar sintomas físicos de doenças. Pessoas que tendem a ficar com náuseas mesmo sem chegar ao vômito, que sentem dormência nos membros, dificuldade de locomoção, formigueiro, entre outras. Convém relembrar que mesmo que os sintomas não estejam relacionados com uma doença mais séria e concreta eles estão de facto a acontecer naquele indivíduo. É o pânico a tomar conta dele, a ganhar terreno à racionalidade. Já estou a receber inúmeros casos de pessoas que chegaram a desmaiar nesta semana.”

O Centro de Valorização à Vida (CVV) também já registra aumento na procura por auxílio relacionado ao tema. Segundo o voluntário Roberto Maia, das dez ligações recebidas por ele em seu último plantão, nove citaram temores pelo coronavírus. Os voluntários, mais de quatro mil em todo o País, receberam instruções para enfrentar esse momento. No Recife, são cerca de 70 pessoas que se revezam em turnos de cinco horas para atender as ligações. Quem precisar do auxílio, pode discar o número 188, gratuito em telefones fixos e móveis.

Para ajudar a manter o equilíbrio, Nathalia indica preencher o dia com atividades. “O ideal seria fazer uma rotina diária, pegar uma folhinha anotar de segunda a sexta, manhã, tarde e noite. E desenvolver atividades diárias, leituras leves, arrumar a casa, o guarda-roupa, assistir séries, filmes, se tiver crianças e adolescentes em casa fazer atividades lúdicas com eles e colocá-los para ajudar em casa também. E não esquecer de colocar estudos para eles também. Trabalhos manuais também ajudam.” Ela faz um alerta ainda para o volume constante de notícias, o que pode ser prejudicial se não houver um filtro. A questão das redes sociais está muito complicada, a quantidade de fake news são absurdas. Então, se quer ter notícias, pesquisa fontes seguras, de jornais e revistas sérias, blogs e Instagrams também. Não se deixa influenciar pelos grupos e pelo desespero e angústia do outro. Vejo as redes sociais como um excelente meio de ajuda, mas as pessoas que usam precisam ter uma maturidade e um bom senso”, ressalta.

Terapia virtual

Para quem faz acompanhamento psicológico, os atendimentos online são uma forma de não interromper esse essencial suporte. O Conselho Federal de Psicologia já autoriza esse modelo de atendimento há algum tempo, mediante liberação do órgão para aqueles profissionais que têm interesse em ofertar o serviço. Nathalia fez a sua solicitação e aguarda o aval para poder dar suporte aos seus pacientes mesmo sem tempos de afastamento físico. “É algo novo, mas necessário, e sempre deixando claro ao paciente o sigilo, que é um dos pontos mais impactantes da função do psicólogo. Fora isso, buscar atender em um espaço silencioso, sigiloso e com uma boa internet”, explica a psicóloga.

Folha de Pernambuco

 

Toffoli diz que redução da maioridade penal pode agravar níveis de criminalidade

Foto: Reprodução/Record TV

Dias Toffoli afirmou nesta terça-feira (3/3) que a redução da maioridade penal pode agravar os níveis de criminalidade, mas afirmou que o debate sobre o tema não pode ser ignorado pela sociedade.

Segundo o presidente do STF, a taxa de reentrada no sistema prisional é bastante superior à taxa de reentrada no sistema socioeducativo. “Não adianta achar que colocando uma pessoa, um  adolescente de 17, 18 anos estaremos trazendo segurança. Temos que trabalhar com dados empíricos. O Estado não pode trabalhar com achismo, ou acho que, penso em que. Temos que trabalhar com aquilo que é a realidade”, afirmou.

“A expansão do sistema prisional para a parcela do público atualmente alcançado pelo sistema socioeducativo pode agravar ainda mais os níveis de criminalidade no país, não podendo, portanto, ser ignorados no debate em curso em nossa sociedade, sobre a maioridade penal”, completou o ministro.

Para Toffoli, a melhoria do sistema prisional do país depende de uma compreensão das raízes do problema. “Não há caminho para a superação do “estado de coisas inconstitucional” do sistema prisional senão pela compreensão do caráter estrutural da crise que enfrentamos. Só seremos capazes de promover mudanças efetivas quando as soluções forem capazes de atacar as raízes dos nossos problemas”.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ananias disse:

    Como ele vive na bolha do condomínio dele e cercado de seguranças, é natural não saber dos anseios e sofrimentos da sociedade que tem familiares e parentes assassinatos e o menor infrator saindo rindo da delegacia. Deveria passar 24 horas numa viatura da PM ou da SAMU para ver a realidade nua e crua que ele não conhece.
    Hipócrita!

  2. Cacilda disse:

    Deixa um desses "menor", com 16 ou 17 anos assaltar ele, com requintes de crueldade dignas de um psicopata, dar de presente um tiro (ou azeitona) … quem sabe ele volta à realidade da nação brasileira e possa mudar de opinião….

  3. Enir Dias. disse:

    Ele acha que é bom como está. O menor pode matar, estrupar, não tem nada.

  4. Silva disse:

    Pode??
    Como é que vc sabe??

  5. Zé priquito disse:

    Um sem futuro desse defensor do infrator, canalha sabe de nada, sabe defender a bandidagem.

  6. Antenado disse:

    Não se trata de resolver o problema ou acabar a criminalidade. Mas, se pode votar para eleger inclusive um presidente da república (tem discernimento para isso), porque não pode ser responsabilizado criminalmente. Até hoje não vi um única autoridade ou defensor da maioridade somente aos 18 anos explicar essa contradição.

  7. realista disse:

    incrível que ele acha que com 16 anos o ser humano não tem discernimento para saber o que é certo ou errado , mas com 16 anos tem discernimento para com o voto dar destino a uma cidade, estado e país.

  8. Silvino disse:

    Sem diminuir a maioridade penal, a criminalidade tende a ser maior, porquê indivíduos "dimenores" praticam crimes sem serem punidos, inclusive esses crimes aumentam exponencialmente, e com mais crueldade. A impunidade será sempre a mola mestre da violência, isso é fácil de se constatar nos últimos anos, onde benefícios pra criminosos se sucedem e são criados, em decorrencias, os índices de violências só aumentam, logo temos que testar métodos mais rigorosos contra os criminosos, com certeza teremos um decréscimo nesses índices.

  9. paulo disse:

    BG
    Eu queria ver essa conversinha dele se tivesse um parente assassinado friamente por esses bandidos "de menor", que podem tudo inclusive VOTAR, CASAR E BATIZAR.

    • Ananias disse:

      Bandido de menor batizando? Que igreja ou mesquita é essa que o Sr. se refere?

  10. paulo disse:

    BG
    Eu queria ver essa conversinha dele se tivesse um parente assassinado friamente por esses bandidos "de menor", que podem tudo inclusive VOTAR, CASAR E BATIZAR

  11. Fernando Antônio Ribeiro Bastos disse:

    O que esse cidadão tão inteligente quiz dizer aí em cima? Imitar Dilma Rousseff ou tampa o sol com a peneira?

Coronavírus pode fazer Olimpíada de Tóquio ser adiada para o fim de 2020

Seiko Hashimoto Foto: Eugene Hoshiko / STF

Os Jogos Olímpicos de Tóquio podem ser adiados até o final de 2020, em uma tentativa de impedir a propagação do coronavírus, que já contaminou 274 pessoas e matou seis no país. A ideia do foi citada pela ex-patinadora e ministra, Seiko Hashimoto, que afirmou que a interpretação do acordo do Japão com o Comitê Olimpíco Internacional (COI) permitiria essa mudança.

— O COI tem o direito de cancelar os jogos somente se eles não ocorrerem dentro de 2020. Isso pode ser interpretado como a possibilidade dos Jogos serem adiados, contanto que sejam realizados durante esse ano — disse Hashimoto, em resposta a audiência no parlamento japonês, nesta terça-feira.

Atualmente, os Jogos Olímpicos estão marcados para acontecer de 24 de julho a 9 de agosto, e tanto o Japão quanto o COI insistem na realização do evento na data inicialmente prevista.

— Estamos fazendo todo o possível para garantir que os Jogos prossigam conforme o planejado — disse Hashimoto.

— O COI está totalmente determinado a fazer com que os Jogos ocorram com sucesso a partir de 24 de julho e até 9 de agosto — declarou o presidente do COI, Thomas Bach.

Detectado pela primeira vez em Wuhan, na China, o novo coronavírus já contaminou 91 mil pessoas em todo o mundo e fez mais de 3,1 mil vítimas. No Japão, além dos 274 contágios e seis mortes, é desconsiderado os 706 casos e seis falecimentos do navio Diamond Princess, que estava em quarentena em Yokohama.

Diversos eventos-teste para a Olimpíada foram cancelados em meio ao surto do coronavírus no país. Dick Pound, vice-presidente do COI, foi quem sugeriu que os Jogos pudessem ser cancelados se a contaminação do vírus seguisse aumentando.

Contratualmente, o Japão não tem qualquer influência. Os termos estipulam que o COI tem “discricionariedade única” para avaliar os riscos e pode cancelar os Jogos por razões que incluem a segurança estar “seriamente ameaçada”.

Extra – O Globo

 

MAIS UMA: Empresa que dizia investir em bitcoins quebra; MP diz que pode ser fraude

Leonardo Araújo, fundador da DD Corporation. Imagem: Reprodução

Até novembro, o centro de convenções do Salvador Trade Center, um complexo empresarial da capital baiana, recebia pouco mais de 100 pessoas às terças-feiras à noite. Lá, havia palestras dos líderes da DD Corporation (antiga Dreams Digger), empresa que em seu antigo site afirmava vender cursos sobre o mercado financeiro.

Nessas reuniões, o fundador do negócio, Leonardo Araújo, e seus colaboradores deixavam de lado a venda dos supostos ensinamentos sobre finanças e convenciam as pessoas a investir em bitcoins. A promessa era de lucro médio de 11% ao mês, segundo denúncia feita ao Ministério Público do Estado da Bahia.

Desde o final do ano, a DD Corporation não paga os investidores. Em janeiro, o MP ajuizou uma ação civil pública contra Araújo e a empresa. O órgão pede a suspensão do negócio, com o argumento de que “comprovadamente é insustentável, pois concede aos consumidores expectativas irreais de ganhos fáceis” e “assegura ganhos fraudulentos e inalcançáveis, gerando falsas expectativas e ocultando os riscos do empreendimento ilícito”.

Não há estimativa de vítimas, mas o valor da causa é de R$ 5 milhões. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) também investiga a DD, que nunca teve autorização da autarquia para ofertar contratos de investimento coletivo.

A reportagem não localizou nenhum advogado ou representante da empresa.

Como a empresa prometia lucros altos?

A empresa foi fundada por Araújo em janeiro de 2018. Os rendimentos altos, de acordo com os autos do processo aberto pelo MP, eram supostamente obtidos por meio de arbitragem, que é a compra e venda de criptomoedas em diferentes corretoras com o objetivo de fazer lucro.

Além de fazer investimentos, os clientes tinham que pagar uma taxa de adesão de US$ 10 (R$ 44,65) ao ano. A empresa também oferecia uma quantidade excessiva de bônus e gratificações por meio de marketing de rede, com comissões que poderiam chegar a 10%.

Essa prática de prometer uma “abundância de remunerações”, segundo a ação do MP, “geralmente torna o esquema insustentável em longo prazo, similar às pirâmides financeiras”.

Dono culpa empresa de tecnologia por quebra

No final do ano passado, Araújo disse que a empresa passaria por uma auditoria e retirou o site do ar. Depois, ele afirmou que a DD quebrou. “Não temos mais possibilidade financeira alguma, caixa algum, para poder devolver imediatamente todo aquele capital que você colocou no nosso negócio”, falou, em um vídeo publicado no YouTube.

De acordo com o empresário, a empresa não teria mais capital por causa de supostos problemas na plataforma do negócio, que foi desenvolvida pela Graff Tecnologia, uma empresa com sede em Curitiba (PR).

“Eu errei sim, mas em acreditar e terceirizar nosso sistema de multinível. Errei em apostar a vida de diversas famílias na empresa Graff, mas eles erraram muito mais em falhar conosco”, disse o empresário. Segundo ele, a suposta falha permitiu que saques, rendimentos e depósitos pudessem ser duplicados e até triplicados.

Terceirizada nega problemas

Em nota, a Graff informou que a acusação de Araújo mancha a “índole, imagem e trabalho sério” da empresa e “tem por objetivo apenas projetar sobre a Graff todo e qualquer tipo de culpa” da DD Corporation. A empresa disse também que ações judiciais cabíveis estão sendo tomadas no âmbito cível e criminal.

A Graff informou ainda que tem provas que mostram o real motivo da saída da DD Corporation do mercado, mas não pode enviar para terceiros “sem uma autorização judicial para a quebra deste sigilo contratual”.

Meu dinheiro vem da roça, diz um dos investidores

(mais…)

Exoplaneta chuvoso pode abrigar vida, segundo estudo

Foto: Reprodução/Amanda Smith

Um exoplaneta com nuvens de chuva em sua atmosfera pode ter condições habitáveis em sua superfície, segundo um novo estudo. A presença de água na atmosfera de K2-18b, a 124 anos-luz de distância, já havia sido anunciada em setembro passado, mas até agora os cientistas não sabiam quais as condições de sua superfície.

Ele poderia ter um exterior rochoso com uma atmosfera fina, como a Terra, ou então uma densa atmosfera de hidrogênio com um oceano de água e amônia sobre um núcleo metálico, como Netuno.

O estudo, elaborado por cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, detalha uma série de possibilidades para a composição da atmosfera e superfície do planeta, baseadas em sua massa, tamanho (2,6 vezes maior que a Terra) e espectro de luz detectado quando ele passa em frente à sua estrela, K2-18.

Segundo os cálculos, K2-18b pode ser de “uma bola de ferro puro com uma densa atmosfera de hidrogênio”, a algo mais parecido com Netuno, ou um mundo “aquático” com uma atmosfera mais leve e oceanos com condições similares às da Terra.

O planeta orbita dentro da zona habitável de sua estrela, uma anã-vermelha, o que é um “bônus” para a habitabilidade. Entretanto, um estudo recente afirma que este tipo de estrela, embora comum, não é muito “amigável” à vida, já que costuma castigar os planetas ao seu redor com intensas tempestades solares e radiação.

Olhar Digital, com Science Magazine

 

Álcool pode, sim, reduzir o efeito de anticoncepcionais; saiba mais

Foto: shutterstock

Carnaval combina com festa, diversão, fuga do cotidiano e, muitas vezes, com exageros nas bebidas alcóolicas. Embora muitos dos riscos que a substância oferece ao corpo sejam lembrados, existe um que nem sempre é dito: a interferência do álcool na eficácia dos medicamentos anticoncepcionais .

De acordo com Ana Lúcia Povreslo, diretora da associação nacional de Farmácias Magistrais, o problema ocorre por uma sobrecarga do fígado, responsável por metabolizar ambas as substâncias. “Todos os medicamentos devem primeiros ser metabolizados pelo fígado antes de fazer efeito. Depois, eles agem no corpo e então são eliminados”, explica ela.

“Os anticoncepcionais são hormônios , que exigem bastante da metabolização. O álcool, então, interfere nessa atividade por fazer uma alteração no metabolismo hepático. Ele sobrecarrega o fígado, que passa a dedicar sua ‘atenção’ ao álcool e pode eliminar mais rapidamente os medicamentos ”, completa a profissional de saúde.

Outro alerta importante para quem consome álcool é o fato de que, no calor do momento e sob efeito de substâncias que atuam no nosso sistema nervoso, podemos esquecer dos contraceptivos ou da proteção na hora do sexo .

Por isso – alerta ela – é importante ficar atenta e combinar métodos durante os dias de festa e na semana seguinte, ainda que as pílulas tenham sido ingeridas na hora certa e sem esquecimentos. “Os anticoncepcionais podem chegar a ter a sua atividade reduzida pela metade da eficiência. Por isso é importante que as mulheres entendam que não estão completamente protegidas quando há ingestão de bebidas alcoólicas e tomem outras precauções, como o uso de preservativos ”, diz Ana Lúcia.

Ana Lúcia ainda explica que existe uma relação direta entre o risco e o volume alcoólico ingerido, ou seja, quanto mais álcool, maior a chance de o fígado ficar sobrecarregado. “Em geral, bebidas destiladas são mais perigosas por oferecerem uma concentração maior de álcool, mas tudo depende da quantidade. Não adianta optar pela cerveja e beber uma quantidade enorme, pois o efeito no final sobre os anticoncepcionais será o mesmo”, explica.

Além disso, a hidratação também protege o fígada de sobrecarga, evitando outros danos causados pelo álcool. É importante não descuidar da ingestão constante de água e outros líquidos não-alcoólicos, mesmo no meio da folia.

IG

Russo que fingiu ter coronavírus em metrô lotado pode ser condenado a 7 anos

Foto: Reprodução

Um homem que fingiu ter coronavírus em um vagão lotado do metrô de Moscou (Rússia) pode ser condenado a até 7 anos de prisão.

Usando máscara cirúrgica, Karomatullo Dzhaborov, de 25 anos, simulou estar sofrendo um ataque por efeito do coronavírus e se jogou no chão da composição. Assim que passageiros foram ajudar Karomatullo, um dos amigos que participavam da pegadinha gritou: “Coronavírus!”

Karomatullo foi indiciado por conduta desordeira premeditada, de acordo com reportagem do “Daily Mirror”. Os amigos também serão julgados pelo mesmo crime, que também tipifica torcedores violentos e baderneiros.

Desafio ‘quebra-crânio’ pode causar lesões irreversíveis e também resultar em risco de crimes, alerta Sociedade Brasileira de Neurocirurgia

 

Ver essa foto no Instagram

 

📍COMUNICADO DE UTILIDADE PÚBLICA ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Prezados (as) senhores (as), ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) vem, por meio deste, alertar aos #pais e #educadores sobre a necessidade de reforçar a atenção com crianças e adolescentes, diante do #desafio “quebra-crânio”, que se alastra pelo ambiente doméstico, escolar e é reproduzido nas redes sociais. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Ele provoca uma queda brutal, onde um dos participantes bate a cabeça diretamente no chão, antes que possa estender os braços para se defender. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico – TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Deste modo, como sociedade, pais, filhos e amigos, devemos agir para interromper o movimento e prevenir a ocorrência de novas vítimas. Acompanhar e informar/educar sobre a gravidade dos fatos, pode ser a primeira linha de ação. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Sem mais para o momento, subscrevemo-nos. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Diretoria Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⭕ Todos os direitos reservados à SBN, 1957 – 2019. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 📭 Secretaria permanente: Rua Abílio Soares, 233 – CJ.143. Paraíso. CEP 04005-001- São Paulo/SP⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ☎ Tel.: (11) 3051-6075 📨e-mail: [email protected] ✔Resp. Téc.: Dr. Paulo Honda CRM-SP 52362 – RQE: 38511 ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ #sbn #neurocirurgia #neurocirurgiaBR #desafiodarasteira #brincadeiradarasteira #alerta #quebracranio

Uma publicação compartilhada por SBN Neurocirurgia (@sbn_neurocirurgia) em

Vídeos de uma perigosa brincadeira em que adolescentes dão uma rasteira em colegas têm circulado nas redes sociais e preocupado pais, educadores e médicos. No desafio, dois jovens se posicionam ao lado de um colega, que é orientado a pular e, então, recebe o golpe. A pessoa acaba caindo e batendo a cabeça no chão. Especialistas afirmam que a queda pode causar danos no crânio, no cérebro e na coluna.

A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia divulgou um comunicado em suas redes sociais alertando sobre os riscos dessa “brincadeira”. “Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico – TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito”, diz.

A SBN ressalta ainda que o caso pode ser enquadrado como um crime. “O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo”, completa a nota.

Com acréscimo de informações do Correio 24 horas

O que é o ‘cisne verde’, que pode causar a próxima crise financeira mundial

FOTO: BBC NEWS BRASIL

Diferente de outras crises ‘passageiras’, as mudanças climáticas trazem um comprometimento diferente para o futuro

Quando o dinheiro estava correndo fartamente nos corredores de Wall Street e a festa parecia nunca acabar, poucos viram que uma crise financeira brutal estava a caminho. Seus efeitos profundos pelo mundo contam esta história até hoje.

Após a crise de 2008, a urgência em tentar antecipar crises como essa cresceu tanto quanto o medo da reincidência.

Foi nessa época que os economistas começaram a usar o termo “cisne negro” para se referir a eventos fora da curva e que têm um forte impacto negativo ou até catastrófico.

Na semana passada, o Bank for International Settlements (BIS), conhecido como “o banco dos bancos centrais”, com sede na Suíça, publicou o livro The green swan (O cisne verde), um estudo de Patrick Bolton, Morgan Despres, Luiz Pereira da Silva, Frédéric Samama e Romain Svartzma.

A partir do cisne negro, os autores criaram a figura do “cisne verde” para se referir à perspectiva de uma crise financeira causada pelas mudanças climáticas.

“Os cisnes verdes são eventos com potencial extremamente perturbador do ponto de vista financeiro”, resumiu à BBC News Mundo o brasileiro Luiz Pereira da Silva, vice-diretor geral do BIS e co-autor do estudo.

Efeito cascata

O economista explica que eventos climáticos extremos, como os recentes incêndios na Austrália ou furacões no Caribe, aumentaram sua frequência e magnitude, o que traz grandes custos financeiros.

Explicam os prejuízos as interrupções na produção, destruição física de fábricas, aumentos repentinos de preços, entre outros. Pessoas, empresas, países e instituições financeiras podem ser afetados.

“Se houver um efeito cascata na economia, outros setores também sofrerão perdas. Tudo isso pode acabar em uma crise financeira”, diz Pereira da Silva.

A esse cenário são adicionados outros riscos que o especialista chama de “transição”, altamente perigosos.

Isso ocorre quando, por exemplo, há uma mudança abrupta nos regulamentos, como uma proibição repentina da extração de combustíveis fósseis.

Ou se houver uma mudança inesperada na percepção do mercado e, por exemplo, os proprietários de certos ativos financeiros decidirem repentinamente se livrar deles.

Nesse caso, se produz um efeito em cascata: o pânico afeta outros investidores, que acabam se desfazendo de ativos.

Todos esses riscos estão sendo estudados por bancos centrais e reguladores do sistema financeiro, que buscam uma maneira de antecipar ou se prevenir para a chegada de um cisne verde.

Como enfrentar um cisne verde?

A verdade é que, nos círculos financeiros, não há resposta para essa pergunta.

Os autores do livro explicam que os modelos de previsão do passado não foram projetados para incluir as mudanças climáticas.

É por isso que eles convidam outros pesquisadores a desenvolver novas fórmulas considerando isto.

Os autores também alertam que, se uma crise como a de 2008 acontecer de novo, os bancos centrais não terão mais como auxiliar no resgate mundial como naquele tempo — quando tiveram papel vital reduzindo as taxas de juros a níveis historicamente mínimos.

Acontece que, mais de uma década depois, as taxas continuam baixas, o que deixa pouco espaço de manobra para estimular as economias e impulsionar o crescimento.

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Andreilson disse:

    E Bolsonaro mandando queimar a Amazônia… é muita burrice

    • Severino disse:

      Ou será você que está com os neurônios em curto, e por isso está totalmente desconexo de racionalidade?

Fogo controlado pode ajudar a evitar incêndios florestais, diz estudo; entenda técnica

Foto: (Nirut Sangkeaw / EyeEm/Getty Images)

O final de 2019 e o começo do 2020 foram marcados por uma série de incêndios florestais de grandes proporções em diversos lugares: na Floresta Amazônica, na África Subsaariana, na Austrália e no oeste dos Estados Unidos, por exemplo. Apesar de diferentes entre si, todos chamaram a atenção do mundo para o problema das mudanças climáticas e do aumento de eventos climáticos extremos. Se preparar para enfrentar incêndios cada vez maiores não é fácil, mas existem algumas técnicas que podem ajudar. Uma delas parece paradoxal: colocar fogo em florestas para evitar incêndios desastrosos no futuro.

Funciona assim: florestas são enormes campos de material combustível acumulado, principalmente na forma de madeira, folhas e arbustos. Dependendo do clima da região, a falta de chuva torna essas áreas extremamente secas, e aí basta uma fagulha inicial para o fogo começar e se espalhar — pode ser uma bituca de cigarro ou um raio, por exemplo.

Quando se sabe que uma floresta pega fogo em épocas de seca, causar um incêndio controlado antes disso vai consumir a maior parte do combustível disponível. Aí, quando a seca chegar, os incêndios podem até ocorrer — mas haverá muito menos matéria para ser queimada, e o resultado será bem menos danoso.

Mas não é só sair por aí com um lança-chamas, queimando tudo o que se vê pela frente: é preciso delimitar uma área primeiro. Em geral, essas áreas são sempre próximas a alguma barreira que impedirá a propagação do fogo para além dos limites desejados, como um rio ou uma estrada, por exemplo. Caso seja necessário, é preciso construir outras barreiras artificiais, usando tratores para derrubar uma “faixa” que separe a área queimada do restante da floresta que permanecerá intacta.

A queimada em si acontece em etapas, para garantir um melhor controle, espalhando o combustível de modo que o fogo se propague contra o vento (ou seja, mais lentamente). Caso tudo ocorra bem nas primeiras etapas, o combustível pode ser espalhado em direções a favor do vento, acelerando o processo.

Os incêndios controlados geralmente são do tipo superficial, ou seja, queimam a matéria que se encontra abaixo de 1,80 m de altura, evitando ao máximo que o fogo chegue no topo das árvores (esse tipo de incêndio, conhecido como incêndio de copas, é mais devastador e difícil de controlar). É possível controlar isso porque o processo é feito em etapas, em épocas que as árvores não estão muito secas. Então, o que está embaixo, como folhas e arbustos, queima muito rapidamente – o que extingue a maior parte do fogo antes que as chamas subam para as árvores. Dessa forma, é possível apagá-lo quando ainda é superficial. Se alguma árvore entra totalmente em chamas no processo, geralmente ela é cortada para evitar a propagação do incêndio para outras.

A técnica não é nova — muito países e estados usam incêndios controlados em áreas de secas, incluindo a Califórnia, nos EUA, e a Austrália, dois lugares que entraram nos noticiários por seus grandes focos de incêndio recentes. No país da Oceania, inclusive, a queimada intencional está longe de ser moderna: os povos aborígenes que ocupavam as terras antes da chegada dos europeus já tinham conhecimento da manobra. Por isso mesmo, os nativos australianos têm sido uma das maiores vozes na crise dos incêndios do país, que já consumiram mais de 10 milhões de hectares e mataram 30 pessoas.

Mas um novo estudo publicado na revista Nature Ecology confirmou novamente que incêndios controlados não apenas são seguros e efetivos, mas que eles também poderiam ter amenizado a desastrosa temporada de incêndios — pelo menos na Califórnia, que também enfrentou chamas anormalmente poderosas no fim do ano. A equipe da Universidade de Stanford analisou os motivos que levaram a uma queda no número de incêndios controlados no estado americano, o que provavelmente teve um papel importante para a crise.

Os cientistas argumentam que cerca de 20% da Califórnia tem que ser frequentemente alvo de queimadas controladas para ajudar a evitar incêndios fora do normal. Nos últimos anos, porém, nem metade desse número foi cumprido. Os motivos para isso são vários: falta de verba, legislações e regulações desatualizadas, falta de profissionais qualificados, etc… A opinião pública também tem um papel importante, porque muitos leigos condenam a medida como algo negativo, mesmo que a ciência comprove que seja efetiva e benéfica para a floresta.

Os pesquisadores também mostram que investir em precaução de incêndios é menos custoso do que tentar lidar com eles depois — tanto financeiramente como ecologicamente.

Mesmo assim, especialistas alertam: somente as queimadas controladas não dão conta de evitar eventos catastróficos. Na Austrália, por exemplo, a medida é empregada regularmente, apesar de uma ligeira queda nos últimos anos, e isso não impediu que o país entrasse em chamas como nunca antes. As mudanças climáticas estão tornando esses eventos extremos mais comuns em todo o mundo — os últimos 10 anos tem tido temperaturas acima da média na Austrália, algo que segue a tendência global. Lidar com esse problema parece inevitável se quisermos proteger nossa natureza.

E na Floresta Amazônica?

O novo estudo coletou dados das queimadas da Califórnia, que tem uma vegetação e um clima semelhantes às áreas incendiadas na Austrália.

Embora também tenha sido palco de grandes incêndios recentemente, nossa Amazônia não compartilha muitas outras coisas com as florestas australianas e californianas. Ela é uma mata úmida, equatorial, que não fica seca naturalmente e dificilmente pega fogo sem intervenção humana. Os polêmicos focos de incêndio que observamos no noticiário foram causados principalmente por queimadas intencionais relacionadas ao desmatamento ilegal, que cresce na região devido ao avanço do agronegócio e da pecuária.

Nesse caso, não faz muito sentido colocar fogo, já que não há queimadas naturais — o melhor mesmo é preservar.

Super Interessante

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Diogo disse:

    Nassim Taleb já fala disso faz anos.

Proteína pode substituir exercícios físicos e academia, diz estudo

Foto: (Reprodução/Thinkstock)

Pesquisadores da Universidade de Medicina de Michigan, nos Estados Unidos, podem ter descoberto uma maneira de fazer com que o corpo humano se beneficie de um treino na academia sem ao menos sair de casa. Após estudarem, em moscas e camundongos, a classe de uma proteína natural chamada Sestrin, os cientistas descobriram que ela consegue imitar os efeitos do exercício e garante maior resistência.

Para testar a descoberta, os pesquisadores construíram uma espécie de escada rolante, onde treinaram as moscas de Drosophila por três semanas, para comparar seus níveis de resistência e habilidades os de moscas que haviam recebido injeções de Sestrin em seus músculos.

Jun Hee Lee, um dos professores da Universidade envolvidos no estudo, disse em comentário que ele e sua equipe observaram uma melhora na habilidade das moscas com Sestrin, além de terem desenvolvido maior resistência: Propomos que o Sestrin possa coordenar essas atividades biológicas ativando ou desativando diferentes vias metabólicas. Esse tipo de efeito combinado é importante para produzir os efeitos do exercício”, completou.

Essas descobertas são capazes de, eventualmente, auxiliar os cientistas a achar uma maneira de diminuir a perda de massa muscular devido ao envelhecimento – já que analisaram que o Sestrin pode ficar armazenado nos músculos. Lee ainda auxiliou em outro estudo da Universidade Pompeu Fabra, na Espanha, que relatou que o Sestrin consegue prevenir a atrofia de um músculo que fica imobilizado por bastante tempo.

No entanto, suplementos da proteína ainda não serão comercializados: “As sestrinas não são pequenas moléculas, mas estamos trabalhando para encontrar moduladores de pequenas moléculas de sestrina”, disse Lee. Antes de qualquer coisa, é necessário entender como o exercício físico produz a proteína para o organismo – algo que ainda não foi identificado pelos cientistas -, para que suas moléculas possam ser utilizadas como tratamentos futuros.

Exame

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Danilo Fagundes disse:

    Rapaz, depois de ler o segundo parágrafo até desisti de ler o resto, os caras treinaram moscas a "subir uma escada rolante", putz, quero nem mais saber dessa proteína, os caras já são feras!!!! kk

Península Antártica pode sofrer invasão de espécies, alerta pesquisa

Foto: Maurício de Almeida – TV Brasil

A península Antártica vai ficará sujeita nos próximos anos ao aparecimento de espécies invasoras, algumas delas que podem ter efeitos devastadores nos frágeis ecossistemas marinhos e terrestres polares, alerta um estudo nesta segunda-feira (13) divulgado, em Londres.

A pesquisa, publicada na revista científica Global Change Biology, identifica espécies não nativas com maior probabilidade de invadir a península Antártica nos próximos dez anos, fornecendo dados para que sejam tomadas medidas de redução do fenômeno.

O principal autor do estudo, Kevin Hughes, investigador ambiental do British Antarctic Survey (com base em Cambridge, trata dos interesses do Reino Unido na Antártida), trabalhou com uma equipe internacional de investigação para identificar espécies não nativas com maior probabilidade de ameaçar a biodiversidade e os ecossistemas da região da península Antártica, a partir da análise de centenas de trabalhos acadêmicos, relatórios e bases de dados, e, das 103 espécies consideradas em detalhe, 13 foram classificadas como maiores ameaças.

Turismo ameaça região

“A região da península Antártica é de longe a parte mais movimentada e mais visitada da Antártida. Devido ao crescimento do turismo e às atividades da investigação científica, espécies invasoras podem ser transportadas para a Antártida de muitas maneiras diferentes. Os visitantes podem transportar sementes e solo não estéril agarrados às roupas e ao calçado. Cargas importadas, veículos e suprimentos de alimentos frescos podem esconder espécies, incluindo insetos, plantas e mesmo ratos. As espécies marinhas são um problema particular, já que podem ser transportadas para a Antártida agarradas aos cascos dos navios. Podem ser muito difíceis de remover uma vez instaladas”, disse Kevin Hughes.

Os responsáveis pela investigação disseram que invertebrados marinhos – como mexilhões e caranguejos – são espécies com grande probabilidade de invadir a região, mas na lista estão também plantas com flores, ácaros e mesmo coqueiros.

Algumas das ilhas subantárticas, como a Marion ou a Geórgia do Sul, já foram invadidas por ratos e outros vertebrados, embora os investigadores acreditem que as condições na região vão continuar demasiado extremas para permitir que os ratos proliferem no exterior, ainda que possam sobreviver nas construções.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jose de Arimatea Lopes Fernandes disse:

    Á solução de tudo estar em nossas escolhas. Se continuarmos votando errado, isso vai continuar piorando…. Lembrem -se que são eles os políticos que fazem as leis.

Fonte dos EUA diz que míssil do Irã pode ter abatido acidentalmente avião ucraniano com 176

Foto: AKBAR TAVAKOLI / AFP

Dois dias depois da queda do avião da Ukraine International perto de aeroporto internacional de Teerã, que deixou 176 mortos, autoridades do governo dos EUA disseram acreditar que a aeronave tenha sido abatida pelo sistema antiaéreo iraniano. Sem se identificar, um funcionário afirmou que foram identificados dois lançamentos de mísseis perto do horário em que o Boeing 737-800 caiu, seguidos por evidências de uma explosão.

Eles também acreditam que se tratou de um lançamento acidental. As informações foram reveladas pela imprensa americana e pela agência Reuters, mas ainda não confirmadas oficialmente pelo governo. Ao comentar a informação, o presidente Donald Trump disse a jornalistas que “alguém pode ter cometido um erro”, e disse ter suspeitas de que “algo muito terrível pode ter acontecido”.

Mais cedo, o governo da Ucrânia dissera que investiga quatro cenários para a queda do avião ucraniano,incluindo um atentado terrorista e que a aeronave tenha sido atingida acidentalmente por um míssil de defesa antiaérea. Kiev disse que quer fazer buscas no local da queda para verificar se há destroços de um míssil russo usado pelos militares do Irã. As outras hipóteses são uma explosão do motor ou uma colisão.

Uma equipe de especialistas ucranianos chegou a Teerã antes do amanhecer para participar da investigação da queda, que matou todas as 176 pessoas a bordo.

Nesta quinta-feira, a Organização da Aviação Civil (OAC) iraniana disse que o avião fez meia-volta para retornar ao aeroporto devido a um problema. “O avião desapareceu dos radares no momento em que atingiu uma altitude de 2.400 metros. O piloto não transmitiu nenhuma mensagem de rádio sobre circunstâncias incomuns”, disse a OAC no primeiro relatório da investigação preliminar do acidente. “De acordo com testemunhas oculares, houve um incêndio no avião que se tornou mais intenso.”

O chefe da organização, Ali Abedzadeh, considerou “ser impossível” o avião ter sido abatido, e que dezenas de aviões nacionais e estrangeiros estavam sobrevoando o território naquele momento.

As testemunhas oculares citadas pela OAC são pessoas em terra que observavam o avião decolar e outras que estavam em um avião que voava a uma altitude mais alta do que o Boeing no momento da tragédia. “O avião que se dirigia, a princípio, para o oeste para sair da zona do aeroporto virou à direita, devido a um problema, e estava voltando para o aeroporto quando caiu”, relatou a OCA.

Segundo o secretário do Conselho de Segurança da Ucrânia, Oleksiy Danylov, os investigadores pediram para procurar possíveis mísses russos após verem informações na internet. Ele referia-se a informações que circulam nas redes sociais iranianas que, supostamente, mostram destroços de um foguete russo terra-ar Tor-M1, tipo usado pelos militares iranianos.

O presidente ucraniano, no entanto, alertou contra todas as “especulações” sobre a tragédia. Nesta quinta-feira, Zelenski decretou um dia de luto nacional e prometeu estabelecer “a verdade” sobre o episódio. Zelenski, disse que falou com o colega do Irã, Hassan Rouhani, e que este lhe garantiu que especialistas do seu país terão “acesso completo” à investigação.

A avaliação inicial de agências de inteligência ocidental era a de que o avião teve um problema técnico e não foi alvo de um atentado ou um míssil.

O voo PS752 da UIA decolou às 6h10 (23h40 de terça-feira no horário de Brasília) do aeroporto Imam Khomeiny, de Teerã, com destino ao aeroporto Boryspil, de Kiev. A decolagem aconteceu quase cinco horas depois do ataque iraniano com mísseis a bases iraquianas que abrigam soldados americanos, que ocorreu à 1h20 de quarta-feira, no horário local.

Segundo a diplomacia ucraniana, havia 82 iranianos, 63 canadenses, dez suecos, quatro afegãos e três britânicos a bordo do Boeing. Outros 11 eram ucranianos, incluindo nove tripulantes.

A CAO indicou que 146 passageiros tinham passaporte iraniano; 10, passaporte afegão; cinco, passaporte canadense; quatro, sueco; e 11, ucraniano.

A diferença é explicada pela presença de inúmeras pessoas com dupla nacionalidade (entre elas, a priori, 140 iraniano-canadenses), que podem entrar e sair da República Islâmica apenas mediante a apresentação de seu passaporte iraniano.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, pediu uma “investigação completa” da catástrofe aérea, a mais mortal para os canadenses desde o ataque a um Boeing 747 da Air India em 1985. Neste episódio, 268 cidadãos morreram.

Teerã se recusa a entregar as caixas-pretas da aeronave à fabricante americana Boeing. A OAC anunciou, porém, que as mesmas, recuperadas já na quarta-feira, serão enviadas “para o exterior”. Apenas alguns países, incluindo Estados Unidos, Alemanha e França, têm capacidade técnica para analisar caixas-pretas.

Pelas normas que regem investigações internacionais sobre acidentes aéreos, o Irã tem o direito de comandar o inquérito e de negar ou autorizar a participação de outros países.

Este é o primeiro acidente fatal da Ukraine International, uma empresa que pertence, em parte, ao oligarca Igor Kolomoiski, conhecido como próximo ao presidente Zelenski. Afetada por um escândalo em torno de seu 737 MAX, a Boeing disse que está “disposta a ajudar por todos os meios necessários”.

O Globo

 

Bolsonaro pode vetar fundão

Foto: Reprodução

Jair Bolsonaro desmentiu o Estadão sobre seu acordo com o Congresso Nacional, sinalizando que deve vetar o fundo eleitoral de 2,5 bilhões de reais.

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. nasto disse:

    Tem que acabar com esse FUNDO. Quem quiser ser candidato que o use seu fundo.

  2. JUNIN disse:

    SE ELE VETAR EU DIGO QUE É MACHO….!!!! MAS COMO A BRIGA COM O PRESIDENTE DO PSL FOI JUSTAMENTE POR DINDIN…!!!!!????!!?

  3. Marcos disse:

    Se ele vetar, eu voto nele até 2100 ! kkkkkk
    Impossível, corta o leitinho deles.
    É mais fácil, perdemos todos direitos civis, trabalhistas e previdenciários.

  4. Ricardo Fraches disse:

    Um absurdo a impressa "vermelha" que quer denegrir a imagem do presidente da república a todo e qualquer custo!
    Ao Blog do BG só tem elogios pq nos informa a notícia verdadeira e imparcial!

  5. Riva disse:

    Eita.ficaram sabendo o que o filho do lula fez?
    pois é, parece que ele recebeu 48 depósitos de R$ 2 mil feitos entre jun e julh de 2017 em um caixa da Alerj totalizando R$ 96 mil
    estão falando tbm q ele montou uma org p desviar $$ do salario dos funcionários, a famosa rachadinha

    • Cidadão disse:

      Não, amigo. Vc está equivocado. O filho de lula não recebeu 48 depósitos de 2 mil reais. O que ele recebeu foi um valor muito maior: estima-se em 132 Milhões de reais em 3 anos de propina.

    • Ems disse:

      #cadeolulinha

RN pode sediar Rally Náutico e Rally Sertões em 2020 e 2021

Fotos: Sandro Menezes

O Governo do Estado iniciou tratativas para trazer dois eventos do Rally Sertões para o Rio Grande do Norte. O objetivo é que o Estado seja o ponto de chegada do evento na praia da Pipa, em Tibau do Sul, e que o município de São Miguel do Gostoso seja o ponto de largada da primeira edição do Rally Náutico de Kite Surf com chegada na praia de Jericoacoara, no Ceará.

A primeira edição do rally náutico deve acontecer em 2020 e atrair praticantes do Brasil e do exterior. O rally de veículos para 2021 terá largada no Rio de Janeiro e chegada na praia da Pipa. O evento envolve três vertentes – competição, aventura e turismo, com públicos que se integram nas três condições ou em uma ou duas.

Para tratar do assunto, a governadora Fátima Bezerra recebeu organizadores dos eventos nesta segunda-feira, 09. Joaquim Monteiro de Carvalho e Leonora Guedes apresentaram o projeto que requer inclusão na legislação de incentivos fiscais.

O Rally Sertões é segundo maior rally do mundo, menor apenas que o Paris/Dakar, e o maior das Américas. Este ano o Sertões percorreu 5 mil quilômetros no interior do país, com a participação de 300 pilotos nacionais e internacionais de carros, motos, quadriciclos e UTVs.

Acompanhada do vice-governador Antenor Roberto, da secretaria de Turismo Ana Maria Costa e do subsecretário estadual de Esportes, Canindé de França, Fátima Bezerra solicitou a formalização da proposta e orientou os auxiliares do Governo a darem agilidade na apreciação. “É um grande evento, de abrangência nacional, que favorece o turismo, a visitação ao nosso Estado com impacto positivo na economia e na divulgação dos atrativos e da cultura do Rio Grande do Norte”, afirmou Fátima Bezerra.