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STF manda soltar acusado de chefiar máfia dos ingressos

Raymond-Whelan-CEO-da-Match-preso-no-Rio-de-Janeiro-size-598Foto: (Marcos de Paula/Estadão Conteúdo/VEJA)

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar o CEO da agência Match, Raymond Whelan, que estava preso há um mês sob acusação de chefiar a máfia dos ingressos da Copa do Mundo. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, atendendo a um pedido dos advogados de Whelan.

O principal argumento para que o britânico fosse mantido preso durante as investigações era o risco de ele deixar o Brasil. Mas o ministro do STF não viu razão para que o britânico permanecesse encarcerado: “As fronteiras são quilométricas, a inviabilizar fiscalização efetiva. Todavia, essa circunstância territorial não leva à prisão de todo e qualquer acusado”, afirmou Marco Aurélio em sua decisão. “Há meios de requerer-se a estado estrangeiro a entrega de agente criminoso, ou até, em cooperação judicial, de executar-se título condenatório no país em que se encontre.”

O ministro do STF também rejeitou o argumento de que Raymond Whelan pudesse pressionar testemunhas do caso. Para o magistrado, o britânico deve ser solto imediatamente: “A regra é apurar para, selada a culpa, prender, executando-se, então, o título judicial condenatório”.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro chegou a Whelan durante uma investigação sobre a máfia internacional de cambistas. Ele é apontado como o principal fornecedor dos bilhetes. O britânico comanda a empresa Match, que foi escolhida pela Fifa como responsável por providenciar as instalações para autoridades e convidados nas cidades-sede do torneio esportivo.

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