Finanças

STF manda soltar todos os executivos de empreiteiras presos na Lava Jato; investigados usar tornozeleiras eletrônicas

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu hoje (28) liberdade a todos os executivos de empreiteiras presos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, em decorrência das investigações da Operação Lava Jato. Os ministros decidiram estender aos acusados os argumentos apresentados para liberar o presidente da UTC, Ricardo Pessoa.

Com a decisão, também serão soltos os executivos da OAS José Ricardo Nogueira Breghirolli, Agenor Franklin, Mateus Coutinho e José Aldemário Filho, além de Sérgio Mendes (Mendes Júnior), Gerson Almada (Engevix), Erton Medeiros (Galvão Engenharia) e João Ricardo Auler (Camargo Corrêa).

Em troca da concessão da liberdade, os investigados deverão cumprir medidas cautelares estabelecidas pelo Supremo. Eles serão monitorados por tornozeleira eletrônica, não poderão ter contato com outros investigados e deverão comparecer à Justiça a cada 15 dias. Todos estão proibidos de deixar o país e deverão entregar o passaporte.

Para conceder o habeas corpus aos executivos, os ministros entenderam que a prisão preventiva não pode ser aplicada como sentença antecipada, mesmo diante da gravidade dos crimes praticados.

Os executivos foram presos em novembro do ano passado, por determinação do juiz federal Sérgio Moro, com base em acusações colhidas em depoimentos de delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Segundo eles, os executivos pagavam propina a ex-diretores da estatal em troca de contratos para construção de obras.

Isto É

Opinião dos leitores

  1. Como o Ministro Eduardo Cardoso havia dito, quando chegar no STF. As coisas se resolvem. Tá aí, tem lugar mais sem futuro do que o STF Brasileiro!

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Diversos

STF manda soltar acusado de chefiar máfia dos ingressos

Raymond-Whelan-CEO-da-Match-preso-no-Rio-de-Janeiro-size-598Foto: (Marcos de Paula/Estadão Conteúdo/VEJA)

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar o CEO da agência Match, Raymond Whelan, que estava preso há um mês sob acusação de chefiar a máfia dos ingressos da Copa do Mundo. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, atendendo a um pedido dos advogados de Whelan.

O principal argumento para que o britânico fosse mantido preso durante as investigações era o risco de ele deixar o Brasil. Mas o ministro do STF não viu razão para que o britânico permanecesse encarcerado: “As fronteiras são quilométricas, a inviabilizar fiscalização efetiva. Todavia, essa circunstância territorial não leva à prisão de todo e qualquer acusado”, afirmou Marco Aurélio em sua decisão. “Há meios de requerer-se a estado estrangeiro a entrega de agente criminoso, ou até, em cooperação judicial, de executar-se título condenatório no país em que se encontre.”

O ministro do STF também rejeitou o argumento de que Raymond Whelan pudesse pressionar testemunhas do caso. Para o magistrado, o britânico deve ser solto imediatamente: “A regra é apurar para, selada a culpa, prender, executando-se, então, o título judicial condenatório”.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro chegou a Whelan durante uma investigação sobre a máfia internacional de cambistas. Ele é apontado como o principal fornecedor dos bilhetes. O britânico comanda a empresa Match, que foi escolhida pela Fifa como responsável por providenciar as instalações para autoridades e convidados nas cidades-sede do torneio esportivo.

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