Nova fase Lava-Jato (A ORIGEM): Além de André Vargas(ex-PT), ex-deputados Luiz Argôlo(SD) e Pedro Corrêa(PP) são presos

20150410074557925059uA Polícia Federal realiza nesta sexta-feira mais uma fase da Operação Lava Jato – a 11ª. Intitulada “A Origem”, foram cumpridas 32 ordens judiciais nos estados de Paraná, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Entre os sete presos estão o ex-deputados Luiz Argôlo (SD-BA), Pedro Corrêa (PP-PE), André Vargas (PT-PR). Os demais detidos são: a secretária de Argôlo, Elia Santos, Ivan Mernon da Silva Torres, Leon Vargas (irmão de André Vargas) e Ricardo Hoffman, diretor de uma agência de publicidade. Condenado no mensalão, Pedro Corrêa cumpria pena no regime semi-aberto.

Além das prisões, há 16 mandados de busca e apreensão e 9 de condução coercitiva. Também foi decretado o sequestro de um imóvel de alto padrão na cidade de Londrina.

A atual fase tem por objetivo a investigação realizada em diversos inquéritos policiais e a partir da baixa de procedimentos que tramitavam perante o Supremo Tribunal Federal, apurando fatos criminosos atribuídos a três grupos de ex-agentes políticos. Segundo a PF, os crime abrangem organização criminosa, quadrilha ou bando, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude a procedimento licitatório, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e tráfico de influência.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

André Vargas, que foi vice-presidente da Câmara, foi cassado em 10 de dezembro de 2014. No mesmo mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, decidiu encaminhar para a primeira instância o processo contra o ex-deputado. Vargas foi flagrado em telefonemas com o doleiro Alberto Youssef. O doleiro pagou um voo para que Vargas fosse com sua família para João Pessoa (PB) no início de 2014. Investigações da Operação Lava-Jato mostraram que Vargas teria auxiliado o laboratório Labogem a conseguir uma parceria com o Ministério da Saúde. O laboratório era usado pelo doleiro para o envio ilegal de recursos ao exterior, como já admitiram os proprietários da empresa.

O Globo