Judiciário

MP abre inquérito contra Alckmin para investigar desapropriação que beneficiou familiares

O candidato Geraldo Alckmin (PSDB) em campanha em Salvador acompanhado do prefeito ACM Neto (DEM) – Franco Adailton/Folhapress

O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou nesta segunda (24) um inquérito contra o candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB-SP) para apurar as denúncias feitas pela Folha sobre supostas irregularidades nos dois decretos que levaram a desapropriações de terrenos envolvendo familiares do ex-governador de SP informa Bruna Narcizo.

De acordo com a reportagem, Alckmin realizou duas desapropriações em 2013 e 2014 que atingiram propriedades de Othon Cesar ribeiro, sobrinho do tucano. Eles teriam recebido ao menos R$ 3,8 milhões.

O promotor Marcelo Milani pediu a abertura da investigação e deu um prazo de 20 dias para que Alckmin, o sobrinho e a concessionária se manifestem sobre as acusações. ​

Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou, por meio de sua assessoria, que não interferiu no traçado do contorno de São Roque e que é “descabida e ofende o bom senso” a ideia de que o processo de desapropriação foi conduzido “apenas para beneficiar parentes do ex-governador”.

O tucano disse também que assinou centenas de decretos de utilidade pública e de desapropriação, “todos eles amparados em pareceres técnicos dos órgãos responsáveis e em parecer jurídico da Procuradoria Geral do Estado”, segundo nota de sua assessoria.

Mônica Bergamo – Folha de São Paulo

 

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Judiciário

Ministros veem ação de Cunha e Aécio contra Alckmin na idade penal

Ministros do PT enxergam uma operação nos bastidores de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, e do senador Aécio Neves (PSDB-MG) sobre a proposta que reduz a maioridade penal para enfraquecer articulação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Nesta quarta-feira (10), Cunha fez um acordo com o PSDB para derrotar o Palácio do Planalto e aprovar a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

A movimentação de Cunha foi uma estratégia para enfraquecer o governo e minar a articulação do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) com os tucanos. O peemedebista tem dito a aliados, no entanto, que o acordo foi conversado com Alckmin e parlamentares do PSDB -e nega que tenha conversado com Aécio sobre o assunto.

No início da semana, o governo acenou com a possibilidade de apoiar uma proposta tucana após Alckmin defender a elevação de três para oito anos do prazo máximo de internação de adolescentes que cometem crimes hediondos, e disse que ela tem mais viabilidade política e jurídica de entrar em vigor.

A presidente Dilma Rousseff orientou o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo a procurar Alckmin, o que ocorreu na terça (9). No mesmo dia, Aécio e Alckmin se reuniram com a bancada de deputados federais do PSDB para tratar do assunto.

O mineiro agendou a reunião após Alckmin se manifestar publicamente sobre o tema. Nos bastidores, tucanos afirmam que a atitude de Aécio visa tentar evitar um protagonismo do paulista neste debate e em outros temas discutidos no Congresso. Os dois são pré-candidatos à Presidência em 2018.

Para ministros ouvidos nesta quinta-feira (11), o acordo de Cunha com os tucanos é o ”time de Aécio se movimentando contra Alckmin, com objetivo de ‘impedir’ a construção do governador paulista como ‘oposição ponderada’ e contando com o ‘oportunismo’ antigoverno do Cunha”.

Na avaliação de assessores de Dilma, interessa a Cunha “isolar o governo”, e o movimento de aproximação do Planalto com setores do PSDB isolaria essa tática. Segundo eles, o acordo de Cunha com o PSDB ”constrange” Alckmin a ficar publicamente com a presidente, esvaziando sua ação.

Folha Press

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