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Centrais do País querem que governo revogue alterações em direitos trabalhistas

As duas maiores centrais sindicais do País, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical, vão à reunião com ministros na próxima segunda-feira, 19, na esperança de revogar as mudanças propostas pelo governo nas regras do seguro-desemprego e de pensões por morte. Com as Medidas Provisórias já publicadas, as duas centrais aceitam “a retomada das negociações”. O governo, por outro lado, fala em detalhar as mudanças aos sindicalistas.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, admite que fraudes nos benefícios precisam ser combatidas, mas acha que o governo “pesou a mão” nas medidas, consideradas por ele como “retirada de direitos”. Juruna acha que o governo foi mais duro do que o necessário apostando em uma negociação com sindicalistas para chegar a um consenso. “Sabemos que existe fraude, mas exigir da forma que o governo está existindo é retirar direitos”, diz Juruna.

As Medidas Provisórias com as mudanças nas regras foram publicadas no Diário Oficial em 30 de dezembro do ano passado. Agora, aguardam apreciação do Congresso Nacional, em recesso até o início de fevereiro. A vice-presidente da CUT, Carmen Foro, acredita que, caso haja vontade política, uma alteração no texto não seria um problema. “As medidas têm uma finalidade, que é ajustar os gastos do governo. Mas o aperto não pode começar pelos trabalhadores”, reclama.

Na Força Sindical, ao contrário do presidente Miguel Torres, representante da entidade na reunião, e do deputado Paulo Pereira da Silva (SD), Juruna apoiou a campanha de Dilma Rousseff na última disputa eleitoral. Questionado sobre uma mudança de discurso da Dilma candidata para a presidente, o sindicalista desconversou. “A eleição acabou, ela já tomou posse e está dirigindo. Nós estamos cobrando”, disse.

A reunião entre o governo e os sindicalistas está marcada para a próxima segunda-feira no escritório da Presidência da República na Avenida Paulista, em São Paulo. Dilma escalou os ministros Miguel Rossetto (Secretaria-Geral), Nelson Barbosa (Planejamento), Manoel Dias (Trabalho) e Carlos Gabas (Previdência Social) para a negociação com os sindicalistas. A presença deles foi confirmada ao Broadcast Político pela assessoria de imprensa de Rossetto.

Além da CUT e da Força Sindical, outras quatro centrais sindicais confirmaram presença na reunião: Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST). Cada entidade poderá levar até três representantes. (Colaborou Igor Gadelha)

fonte: Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Não estou entendendo. A CUT, braço sindical do PT, apoiadora incondicional, fornecedora de nomes para os quarto e quinto escalão do Governo, está contra o Governo?
    E não era Dilma a redentora da classe trabalhadora?
    O mundo está perdido mesmo.

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Diversos

'Nem que a vaca tussa': Não mexer em direitos trabalhistas foi promessa de campanha de Dilma

Por interino

B6LpPe6CIAAF0oqNuma reunião com empresários, em Campinas, durante a campanha eleitoral, a então candidata à reeleição Dilma Rousseff se saiu com a frase “nem que a vaca tussa” para deixar claro que não mexeria nos direitos trabalhistas. Daquele dia 17 de setembro, já na reta final da disputa, o PT transformou o bordão em viral na internet, com uma campanha nas redes sociais em que aparecia uma vaquinha com os dizeres: “Mexer nos meus direitos? Nem que a vaca tussa. #EmDireitoMeuNiguemMexe.”

No evento, Dilma lembrou o legado trabalhista de Getúlio Vargas, citando décimo terceiro salário, férias e FGTS. Dias depois, na sua conta no Twitter, a presidente publicou: “Tem coisas que eu não concordo, como mexer nos direitos do trabalhador e não abro mão nem que a vaca tussa”.

Passadas as eleições, o primeiro anúncio feito pelo governo para cortar gastos atingiu justamente o trabalhador. Foram seis medidas com projeção de R$ 18 bilhões de economia por ano, a partir de 2015, três delas com impacto direto nos direitos dos trabalhadores.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Afinal de contas para onde foi a candidata que ganhou as eleições presidenciais de 2014?
    Os pastéis de vento, também chamados, petistas, devem achar que Aécio de Saias está bombando.
    Pelo menos essa culpa eu não carrego.

  2. Este dinheiro do trabalhador deve ir para manter os programas assistencialistas do governo. Quem paga estes programas são os trabalhadores. Por isso o nome do partido tem tudo a ver Partido dos trabalhadores, PT.

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