Política

"Será burrice PT fazer campanha suja e de baixo nível", diz Agripino, coordenador-geral da campanha de Aécio

O coordenador-geral da campanha do candidato do PSDB à Presidência da República, senador José Agripino Maia (DEM-RN), disse nesta segunda-feira, 6, que espera uma campanha acirrada neste segundo turno contra a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff.

“Dilma vai levar o diálogo aos limites da contenda, da corda esticada, mas vai encontrar pela frente um contendor à altura (Aécio), que não leva desaforo para casa e nem aceita provocação e tem argumentos sólidos, consistentes.” E frisou: “Será burrice se o PT evoluir para uma campanha suja e de baixo nível.”

Sobre o apoio mais esperado deste segundo turno, o da candidata do PSB, Marina Silva, que ficou em terceiro lugar, mas com um potencial de mais de 20 milhões de votos, Agripino disse que a coligação não quer apenas o apoio do PSB, mas de Marina Silva. Para ele, a ex-ministra é um símbolo da nova política.

Na entrevista, ele disse que Marina ainda não foi procurada porque poderia ter ido ao segundo turno. “Ela é uma pessoa muito importante, seus votos têm a mesma vertente do Aécio, daqueles que acham que o modo PT de governar tem que acabar. Ela tem sua individualidade, merece todo nosso respeito, pois ajudará na construção de um Brasil novo.” E reiterou: “Queremos aliança com Marina porque ela é um símbolo, um arauto da nova política. Seria muito importante que ela tomasse uma posição como líder política, apoiando a candidatura do Aécio.”

Agripino disse que Marina tem liderança pessoal e os que confiam nas ideias dela, como nos campos ambiental e do desenvolvimento sustentável, podem migrar para apoiar Aécio, caso ela dê essa orientação política. “Há um grupo de eleitores que seguem ideologicamente Marina e se ela declarar apoio (a Aécio), esperamos que seus eleitores venham nos apoiar”, concluiu.

fonte: Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Falou o especialista em campanha suja! Sua apoiada Vilma de Faria, que perdeu por causa disso, que o diga!

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Cidades

Canetaço de Dilma poderia evitar frustração dos prefeitos, diz Agripino

CCJ-03Foto:Mariana Di Pietro

O líder do Democratas no Senado, José Agripino (RN), fez duras críticas ao Executivo Federal durante votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ)  que definiu a ampliação de um ponto percentual no repasse de recursos do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “Ao seu estilo, a presidente Dilma com um canetaço poderia ter evitado o sentimento de frustração que domina os prefeitos”, ressaltou Agripino.

Para o presidente do DEM, o aumento de 1% no FPM é um paliativo que não resolve a “candente situação dos prefeitos”. “Eu me reuni varias vezes com prefeitos do meu estado e a situação é de lástima, muitos ameaçam fechar as portas das prefeituras. Eu diria que esse percentual é uma esmola, uma medida desgastante que o Palácio do Planalto quer dividir com o Congresso. Eu voto, mas em protesto”, disse Agripino reafirmando sua disposição de lutar pela recomposição do Pacto Federativo. “Ou se recompõe o Pacto Federativo ou esse será um país de infelizes”, concluiu o parlamentar potiguar, ao final de sua fala na reunião da CCJ.

 Entenda o Aumento de 1% do FPM

O reforço às finanças municipais deverá ser realizado ao longo de dois anos – 0,5 % no primeiro e 0,5% no segundo. Com isso, o repasse aos municípios salta de 23,5%, para  24,5%. A medida consta de proposta de emenda à Constituição da senadora Ana Amélia (PP-RS) que segue, agora, para dois turnos de votação no Plenário do Senado.

Opinião dos leitores

  1. Aumento completamente insignificante diante da situação. O objetivo do governo federal é justamente esse: deixar os municípios cada vez mais dependentes do planalto e ministérios. O problema é que um prefeito de uma cidade de 10 mil habitantes não consegue entrar nos gabinetes de Brasília sem que tenha que implorar aos nossos parlamentares, que só ajudam em troca de favores.

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