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Matar 149 pessoas não é suicídio, diz presidente da Lufthansa

20150326072002912afpFoto: Funcionários da Lufthansa fazem minuto de silêncio em respeito às vítimas do aidente com o avião da…Foto: PATRIK STOLLARZ / AFP

O copiloto do voo da Germanwings que caiu com 150 pessoas a bordo era novo na empresa, mas havia feito todos os treinamentos com grau de excelência. Com 28 anos, Andreas Lubitz era da cidade de Montabaur, próxima a Franfkurt, Dortmund e Colônia. Ele tinha 630 horas de voo e era um funcionário exemplar, segundo Carsten Spohr, CEO da Lufthansa. Ele é acusado de provocar a queda deliberada do avião.

Lubitz foi treinado pela equipe da Lufthansa em um centro de treinamento especializado, a partir de 2008. Ele chegou a fazer uma pausa no treinamento, mas logo voltou — não se sabe o motivo, segundo Spohr. Ele voltou e passou em todos os exames e testes com excelência. Ele era considerado um funcionário exemplar e muito dedicado.

Segundo pessoas próximas citadas por jornais como o “Bild” e o “Wall Street Journal”, o sonho de Lubitz era se tornar um grande piloto. Um clube de aviação do qual fazia parte escreveu na nota que ele cumpria o sonho de infância. Conhecidos ouvidos pela Associated Press afirmaram que ele não tinha quaisquer sinais de depressão.

Perguntado sobre questões religiosas ou criminais envolvendo o copiloto, o promotor público de Marselha, Brice Robin, afirmou que não havia menção a ele em qualquer lista de terrorismo. Não haveria quaisquer indícios que apontasse para esta hipótese, ele sustentou. O ministro alemão do Interior, Thomas de Maiziere, disse que não há qualquer relação estimada dele com o terrorismo.

Lubitz morava em Düsseldorf por razões profissionais, mas ainda mantinha residência na casa dos pais, em Montabaur.

‘MANOBRA DELIBERADA’

Segundo o promotor de Marselha, ele tinha pleno conhecimento dos controles e comandos da aeronave. Ele acusou o copiloto de fazer manobras para destruir o avião deliberadamente.

Robin afirmou que a teoria mais plausível para o trancamento do piloto do voo da Germanwings fora da cabine foi a ação do copiloto. Segundo Robin, Andreas Lubitz estaria consciente, teria negado o acesso do capitão da aeronave ao cockpit e acelerado o avião para baixo.

Robin não afirmou abertamente que acredita na teoria de suicídio, mas mostrou certeza de que o avião “foi jogado para baixo deliberadamente, para ser destruído”. Ele também afirmou que não há indícios de outros envolvidos na suposta ação.

— A respiração do copiloto indicava que ele não aparentava ter um ataque cardíaco ou algo do tipo — sugeriu. — Os sons que emitia eram absolutamente normais. O copiloto estava há meses na companhia e era totalmente qualificado para pilotar a aeronave.

O piloto, identificado como Patrick Sonderheimer, era natural de Düsseldorf. Ele tinha mais de 6.000 horas de voo, dez anos de experiência e estava na Lufthansa há um ano.

O Globo

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