Polêmica

PM do RN que criticou modelo de polícia é solto

O soldado da Polícia Militar do Rio Grande do Norte João Maria Figueiredo da Silva, lotado em Touros, no litoral norte, e punido em setembro por ter usado uma rede social para criticar o modelo de polícia utilizado no país, está livre da cadeia. O mérito do habeas corpus foi julgado nessa terça-feira(06).

A prisão do soldado foi determinada pelo comandante-geral da corporação, coronel Dancleiton Pereira, que entendeu que o policial cometeu uma transgressão disciplinar. De acordo com Boletim Geral da PM, datado de 21 de setembro, “o soldado publicou palavras não condizentes com a ordem castrense, que desrespeita e ofende a instituição e seus integrantes, além de promover o descrédito do bom andamento do serviço ostensivo da Polícia Militar, conduta que é considerada contrária as normas regulamentares e éticas esculpidas no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar” (SIC). O comando da PM não sabe se irá recorrer.

 

Opinião dos leitores

  1. O coronelismo vem desde Domingos Jorge Velho e seus capangas matando os autoctónes, quando muito tomavam suas esoposas pegas a cachorros e casco de cavalos. Como prêmio receberam suas sesmarias pra criar gado rio a rio. Nossa colonizaçāo ainda passou por padim ciço e lampião. Conhecemos o Estado de Direito, em tese, 1985 com a CF de 88, ou seja, o feto democrático só tem 28 anos em face de toda uma cultura medieval.

  2. Ou seja: Falar a verdade dá cadeia!
    Tinha que num país atrasado e de leis fajutas como o Brasil.
    PM ineficiente, despreparada e corruptível.PM que critica a própria PM deveria ganhar um prêmio pela lucidez e personalidade.

  3. Dependendo do entendimento no conflito aparente de normas, entre liberdade de expressão e doutrina castrense. Imagine o Cel. Gilmar Mendes julgando essa lide: "inimputabilidade: No Nordeste se diz que não se corre atrás de doido porque não se sabe para onde ele vai."

  4. "Dura lex , sed legis", essa expressão remonta a "a lei é dura, porém é a lei" na Roma Antiga. Os famigerados Regulamentos Disciplinares são quem sustentam os pilares da hierarquia e disciplina, na cultura castrense, quiçá o assédio moral institucional.

    1. Traduzindo para um analfabeto igual eu: Ou obedece ou vai pu cacete…

  5. Três décadas passadas um poeta já dizia assim: "Não se pode falar; muito menos falar a verdade"…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Após delação, presidente afastado da Andrade Gutierrez é solto

CaeeRw5XIAAeZ4fO presidente afastado da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo vai passar o carnaval em casa. O executivo e o ex-diretor da empresa construtora, Elton Negrão, ficarão em prisão domiciliar, determinada pelo juiz Sérgio Moro após fecharem acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR). Moro ainda suspendeu os prazos da ação que investiga a participação dos dois no esquema de corrupção da Petrobras por conta de “fato relevante” às investigações. O juiz não detalhou qual seria o fato.

Os dois executivos foram presos durante a 14ª fase da Operação Lava-Jato, deflagrada em junho de 2015. Desde outubro, eles negociavam colaborar com a Lava-Jato. A delação de Otávio Azevedo é vista pelos investigadores como a peça chave para desvendar o esquema de pagamento de propina no setor elétrico similar ao existente na Petrobras. Além disso, durante as negociações, os executivos teriam afirmado que poderiam detalhar um esquema de corrupção nas obras para as Olimpíadas do Rio.

Moro suspendeu o prazo das alegações finais da defesa no processo que envolve a empreiteira. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a Andrade Gutierrez agia de forma mais sofisticada no esquema de corrupção e fraudes de licitações da Petrobras. A empresa montou uma rede de pagamento de propinas envolvendo offshores em paraísos fiscais.

Otávio Marques e Elton Negrão ficarão com tornozeleiras eletrônicas e terão que comparecer pessoalmente a todos os atos do processo caso sejam requisitados.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Em 2005, o lobista Nílton Monteiro entregou a lista com nome de 156 políticos que receberam dinheiro desviado de Furnas, através de 91 empresas. A lista tinha sido elaborada e assinada pelo então diretor de Planejamento, Engenharia e Construção de Furnas, Dimas Toledo, como instrumento para pressionar políticos a negociaram com o presidente Lula a permanência dele na diretoria da estatal. A data da lista é novembro de 2002, logo após a primeira eleição de Lula a presidente. Todos os políticos que aparecem na lista eram todos da base aliada de Fernando Henrique Cardoso.
    Quando isso vai ser investicado, hein?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *