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Falso advogado, professor universitário é flagrado em atuação no Juizado Criminal de Parnamirim

Durante uma audiência preliminar sobre lesão corporal leve, na última quinta-feira (29), no Juizado Criminal (Jecrim) de Parnamirim, foi detectada a atuação irregular de uma pessoa que se dizia profissional, registrado na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ao solicitar a apresentação da carteira que permite o exercício da advocacia, a juíza Ana Cláudia Braga, titular daquela unidade, recebeu o documento e determinou que fosse realizada consulta no Sistema de Automação da Justiça (SAJ). Ficou constatado que o número presente na carteira pertencia a outro advogado e que o nome dele não constava na relação de advogados habilitados para atuar.

O suspeito alegou à magistrada que devia estar havendo algum engano, pois além de ser pós-graduado é professor do curso de Direito em uma faculdade de Natal. Realmente, estas informações procedem, mas ele não foi aprovado no Exame de Ordem. Consultada, a OAB informou que esta pessoa não é habilitada para o exercício profissional e que a carteira é falsa. Informou ainda que na realidade o suspeito é bacharel na área e presta assessoramento a um escritório de Construção Civil.

O homem pode responder pelos crimes de Falsidade Ideológica, Falsificação de Documentos e Estelionato, que juntos somam pena superior a 16 anos. O suspeito se apresentara como advogados das vítimas. De acordo com a juíza Ana Cláudia Braga, não houve prejuízo às partes envolvidas na audiência preliminar, pois ocorreu composição civil entre elas, com a presença de representante do Ministério Público. O acordo foi homologado.

Por ter havido falsificação de um documento federal, a juíza oficiou à Polícia Federal sobre o caso e o Ministério Público Estadual irá atuar nesta questão. Há a possibilidade desta pessoa ter enganado outros clientes. “Hoje em dia está cada vez mais difícil burlar à Justiça com a utilização de carteiras falsas, com os sistemas eletrônicos, cada vez mais eficientes, mas a OAB pede para que os magistrados lembrem sempre de pedir a apresentação do documento nas audiências”, destaca a juíza Ana Cláudia Braga.

TJRN

Opinião dos leitores

  1. Isso acontece, é uma das pilantragem, ou 171, como é chamado, essas pessoas que desejam tudo fácil, falta de disposição para o trabalho, mas um dias elas se dão mal, e volta arrependido, ai já é tarde, já passou a sua juventude, está sem amigo, sem família, e agora, dentro de um presidio, a saúde já debilitada, e agora josé, José vai pra onde?Esse tipo de atividade, que é ilicita, é praticada muitos individuos, que não tem coragem de trabalhar, e se tiverem familiares vão sentir vergonha desse sujeito.

  2. Não gente ele era professor da Faculdade Mauricio de Nassau.
    E prestava serviço de assessoria Jurídica na mesma entidade.
    FACULDADE MAURICIO DE NASSAU .

    1. Denise, não afirme o que você não sabe, por favor!
      Retire esse comentário absurdo e totalmente ante ético, evitando maiores constrangimentos sobre uma noticia totalmente caluniosa, espere de fatos verdadeiros e não sensacionalismo de mídia, eu sei a verdade e dou uma dica antes de afirmar pergunte tenho certeza que seria mais nobre da sua parte.

    2. Felipe, não adianta tentar iludir os outros. Natal em peso já sabe! Mentira tem pernas curtas e a informação de Denise é correta. Não adianta tampar o sol com a peneira. #ACASACAIU.

  3. A OAB deveria se preocupar com este tipo de coisa e não com picuinhas de advogados com Juízes. Semana passada um advogado conhecido foi condenado por corrupção numa das Varas Crminais de Natal e a OAB simplesmente silenciou. Deveria ter se pronunciado, mesmo que fosse para prestar solidariedade ao colega.

  4. Parece antiético atuar numa profissão que não é habilitado.
    Por que seria dar nome aos bois.
    Por que não mostrar o nome do infrator para que outras pessoas não caiam nesse conto do vigário? Tudo no Brasil parece ser uma inversão dos papéis. Cadê o nome do falso advogado?

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