Diante da polêmica em torno do assunto entre jipeiros e bugueiros, o deputado Raimundo Fernandes (PROS) retirou esta tarde da pauta de votação em plenário o Projeto de Lei de sua autoria que regulamenta o acesso às praias de uso público do Rio Grande do Norte, para o uso exclusivo do litoral para o serviço de buggy-turismo.
Tanto os “bugueiros” que contam com o deputado para aprovar o projeto, quanto os “jipeiros” lotaram as galerias da assembleia. No final houve bate boca do deputado com os proprietários de veículos 4×4. “Não preciso dos votos de vocês” teria dito Raimundo Fernandes
Eu concordaria em disciplinar o tráfego no litoral, tipo: fiscalização para controlar a velocidade, não passar pela beira das praias frequentadas por pessoas, criar corredores de passagem em algumas casos especiais e polícia fiscalizadora nas praias. Seria interessante também que fosse criado um curso de conscientização e orientação para os proprietários de carros 4×4 que quisessem trafegar pelo litoral e dunas do RN. (Ficando de fora APENAS o trajeto hoje feito pelos bugueiros nas dunas de Genipabu). Após o curso seria colocado um selo de identificação nos para-brisas desses carros, como também uma carteira especial para os condutores desses veículos emitida pela entidade que prestasse o curso. Essa poderia ser a forma mais inteligente de conciliação entre os bugreiros e os proprietários de carros 4×4 que tem o mesmo direito de ir e vir. Esse curso poderia ser dado pelo IDEMA, IBAMA ou uma associação indicada pelo governo do estado. O curso seria ministrado semanalmente aos interessados. Conteúdo do curso: Conscientização e proteção da natureza, primeiros socorros, fiscalização e proteção do nosso litoral, entre outras sugestões.
Bigodão papangu, tu nem vai ganhar o voto dos bugueiros porque o projeto não vai ser aprovado e vai perder o voto dos balseiros, donos de restaurantes beira mar, gipeiros, proprietários de 4×4, etc
Bom mesmo seria se restringissem ou limitassem o acesso a carros 4×4 , buggy e o escambau , nas áreas ditas de veraneio, onde as crianças tem de conviver com carros motos e buggy em altas velocidades,
Estava claro e óbvio que este Projeto de Lei (esdrúxulo, sem cabimento e impensado…) iria dar muito motivo para discussão e polêmica. Dizem que "quando a cabeça não pensa, a urna padece".
Criar – ou tentar impor por vias (i)legais – um monopólio à beira mar para o trânsito exclusivo de bugueiros, em detrimento de outros cidadãos que desejem e possam fazer os mesmos passeios por conta própria, é, no mínimo, uma prática excludente e restritiva de direito. Basta ver que – além de 99% da população e a torcida do Flamengo serem contra – até juristas importantes já se posicionaram de forma contrária e alertaram que a "ideia" fere frontalmente à lei e o bom senso.
Se bem que nunca se sabe quantos votos a classe de bugueiros é capaz de garantir ao parlamentar que "cometeu" a iniciativa. E voto é hoje mercadoria cara e valiosa…
Mas, por falar em bom senso, já pensaram seu o nobre deputado chegasse à câmara federal com os votos dos bugueiros? De cara iria propor que "nos ares" só poderiam voar os aviões da TAM, GOL, Avianca e Azul, Passaredo e, claro, da FAB. Aeronaves particulares, como jatinhos, teco-tecos, helicópteros, ultra-leves e asas-deltas seriam proibidas de decolar, voar e cruzar os céus.
E se, com os votos das companhias aéreas, o nobre deputado chegasse ao senado? Será que iria destinar os mares apenas aos grandes navios e às plataformas da Petrobras? O que seria dos proprietários particulares de veleiros, lanchas, iates, escunas, botes infláveis, canoas, catraias e caiaques? Teriam que navegar em barreiros e açudes de propriedades privadas, quando chovesse…
E se, com os votos dos grandes "armadores", o excelentíssimo senador chegasse à presidência?
Aí amigos, só Deus para nos livrar de tamanha competência, capaz de cometer e propor tais "avanços" e "aperfeiçoamentos" à ordem a o direito público.
Onde anda o Ministério Público que não vai atrás do caso dos gafanhotos o qual esta no tribunal de contas onde esse deputado faz parte do mesmo???
Se perguntar não ofende, vou fazer a pergunta; Quanto eh que os bugueiros pagam de impostos pelo uso da beira mar e dunas para o IBAMA (licenciamento pelo uso da área ambiental e publica) e PREFEITURA (ISS)?? Como eh que uma atividade COMERCIAL não paga imposto e eh cheio de direito?? Alo MINISTERIO PUBLICO!!!
O deputado lança um projeto desse sem se preocupar com o desemprego.. Vejamos: em malembar. Existem duas balsas que em cada travessia o número de 4×4 supera os buggys. Com a proibição será reduzido o número de balsas, gerando desemprego. Veículos 4×4 não atrapalha os buggys pois tenho 4×4 e só uso com minha família (acho que 90% também. ) o deputado deveria pedir mais segurança para os turistas que utilizam buggys pois no banco de traz, não existem cinto de segurança. Moral: se proibir 4×4 na beira mar, vou pedir a algum deputado que lance um projeto de proibir buggy em vias como BRs/RNs/Ruas, onde o cinto de segurança é obrigatorio.
Se sem a regulamentação da lei os bugreiros ja se acham os donos das praias e dunas, caso essa lei (inconstitucional) deja aprovada eles irão cobrar pedagio até de calango para esses entrarem nas dunas. Um absurdo!
Como são despreparados os "nobres" parlamentares da taba de Poti. E olhe que muitos deles já têm nádegas calejadas de tantos mandatos que contabilizam em sua infrutíferas carreiras políticas. Custa-me acreditar que um deputado da idade de "Bigodão" ignore que o Estado não tenha supremacia legislativa sobre áreas de marinha, nem tampouco que a legislação brasileira de trânsito é prerrogativa eminentemente federal.