Tecnologia

Limite de consumo na banda larga fixa é benéfico, segundo Anatel

Na última quarta-feira (10), o Tecnoblog noticiou com exclusividade os limites de consumo na banda larga fixa da Vivo. Nos novos contratos, quem ultrapassar a franquia terá sua conexão reduzida ou cortada, assim como já acontece na internet móvel. A repercussão foi bastante negativa entre os consumidores, mas a Anatel enxerga a novidade como benéfica.

O superintendente de competição da Anatel, Carlos Baigorri, defende que os assinantes que acessam a internet esporadicamente acabam financiando os que baixam grandes quantidades de dados. “Não existe um único consumidor, então para quem está abaixo da média, consome menos, o limite é melhor. E pior para quem consome muito”, afirmou, em entrevista ao Convergência Digital.

Ao TeleSíntese, o superintendente usou a seleção adversa como argumento para defender os limites de consumo: “[…] conforme a seleção adversa, muitas vezes se faz o preço pela média do perfil de consumo. Isso significa que há aqueles que consomem acima da média e os que consomem abaixo da média. Ou seja, quem consome menos paga por quem consome mais”.

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De acordo com os novos contratos da Vivo, os assinantes do Vivo Internet Fixa poderão baixar de 10 GB a 130 GB por mês, dependendo da velocidade contratada. A franquia será “promocionalmente” ilimitada até o dia 31 de dezembro de 2016 para todos os clientes. Após o período, a conexão será bloqueada ou terá velocidade reduzida até o final do mês.

Como apontamos, outras empresas, como NET e Oi, já possuem a cláusula de bloqueio ou redução de velocidade após o limite de franquia, mas raramente aplicam as penalidades. Depois de explicarmos que a Oi nem sequer possui tecnologia para limitar as conexões dos clientes, a operadora garantiu ao TeleSíntese que “não pratica o corte da navegação na internet após o fim da franquia” na banda larga fixa.

O problema dos limites na banda larga fixa é que estamos utilizando cada vez mais serviços de armazenamento na nuvem e principalmente streaming, como o Netflix — que compete com os serviços de TV por assinatura, também oferecidos por Vivo, Oi e NET. Numa conexão de 25 Mb/s, seriam necessárias apenas 11 horas e meia para ultrapassar a franquia mensal de 130 GB estabelecida pela Vivo.

Tecnoblog

Opinião dos leitores

  1. Como várias agências do governo, essa Anatel é vendida às operadoras. A Anatel não resolve problema nenhum e nem sei porque o governo a mantém. Um dispêndio ridículo de dinheiro público, assim como outras agências governamentais.

  2. Como é que um imbecil desse Carlos Baigorri ocupa uma superintendência de um órgão de fiscalização e tem um posicionamento desses? Já sei, com certeza é filiado ao PT e tá levando o dele para se posicionar a favor das TELECOMs.

  3. Ainda bem que o órgão de regulamentação do serviço (que deveria defender o consumidor anti o poder maior das empresas do setor) tem essa visão tacanha que o melhor para o consumidor é não consumir. É claramente a defesa do assassino sobre a vítima. 'Ah, se a vítima não tivesse reagido, não teria levado o tiro…' – Basicamente, a Anatel usou o mesmo argumento em defesa do consumidor. Parabéns, Anatel. Inércia, ineficiência, incompetência, irresponsabilidade e leviandade. Parabéns!

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