Diversos

Erro em desenho faz livro de Millôr Fernandes virar alvo de recall

O IMS (Instituto Moreira Salles) anunciou que irá substituir os 5.000 exemplares da primeira edição de “Millôr – 100 Desenhos + 100 Frases”, lançado em julho.

O livro atribui a Millôr Fernandes (1923-2012) um desenho do cartunista romeno-americano Saul Steinberg (1914-1999), famoso por suas ilustrações para a revista “The New Yorker”. A imagem é acompanhada da frase “Analista é um sujeito que partindo de premissas falsas consegue chegar a conclusões perfeitamente equivocadas”.

O IMS deve informar na próxima semana como os leitores poderão trocar os exemplares.

Segundo o IMS, o erro foi percebido no início desta semana, quando a equipe de iconografia do instituto encontrou o mesmo desenho em uma publicação de Steinberg.

A imagem está no acervo de Millôr no IMS. Nela há um comentário escrito à mão pelo artista: “O pé é aqui. Domingo saiu de cabeça pra baixo. Que pena! Abração Millôr”.

Esse tipo de recado, para editores de jornais em que Millôr trabalhou, é comum no acervo. “O comentário de Millôr induziu os editores do IMS a atribuir a ele o desenho”, informou o instituto. A seleção das imagens foi feita pelo ilustrador Cássio Loredano. Procurado, ele afirmou que só falaria com autorização do IMS, que disse ser bastante a nota oficial que divulgou ontem.

O mesmo desenho foi publicado por Millôr, corretamente atribuído a Steinberg, em sua coluna no “Jornal do Brasil”, em outubro de 2001.

Um dos principais artistas gráficos do século 20, Steinberg foi referência central na carreira de Millôr. Num chat em 1998, o brasileiro escreveu: “Steinberg é o maior artista plástico do século 20. Não convém compará-lo com artistas menores como Cézanne, Mondrian, Paul Klee. Ah, ia me esquecendo: Picasso”.

Folha Press

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Comportamento

Morre aos 88 anos escritor e cartunista Millôr Fernandes

Foto: Divulgação

O escritor carioca Millôr Fernandes morreu aos 88 anos, às 21h de terça-feira (27), em casa, no bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Segundo Ivan Fernandes, filho do escritor, ele teve falência múltipla dos órgãos e parada cardíaca.

De acordo com a família, o velório está marcado para quinta-feira (29), das 10h às 15h, no cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária. Em seguida, o corpo será cremado.

Em 2011, o escritor chegou a ser internado duas vezes na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul. Na época, a assessoria do hospital não detalhou o motivo da internação a pedido da família.

Escritor, jornalista, desenhista, dramaturgo e artista autodidata, Millôr começou a colaborar com a revista “O Cruzeiro” aos 14 anos, conciliando as tarefas de tradutor, jornalista e autor de teatro. No final dos anos 1960, tornou-se um dos fundadores do jornal “O Pasquim”, reconhecido por seu papel de oposição ao regime militar.

Escreveu nos anos seguintes diversos tipos de peças e se tornou o principal tradutor das obras de William Shakespeare no país.

Atualmente ele mantinha um site pessoal 9http://www2.uol.com.br/millor/) em que escrevia textos de humor e cartuns, além de reunir seus trabalhos dos últimos 50 anos. Seu perfil no Twitter já contava com mais de 285 mil seguidores.

Fonte: G1

Opinião dos leitores

  1. Chico Anysio e agora Millôr Fernandes, em menos de uma semana. E os grandes mestres vão ficando pra posteridade.

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