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Ceará-Mirim: MPRN lança projeto para estimular leitura por presos

Fotos: MPRN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), através da Coordenação das Promotorias de Justiça de Ceará-Mirim, lançou na segunda-feira (3) o projeto Renascer na Leitura, em benefício dos presos do Centro de Detenção Provisória de Ceará-Mirim (CDP-CM) que tem por objetivo fornecer livros e revistas para leitura pelos custodiados.

Para o coordenador do projeto, promotor de Justiça Roger de Melo Rodrigues, o Renascer na Leitura tem o propósito de oportunizar uma chance às pessoas presas, inclusive os provisórios, ajudando-os em sua ressocialização.

Segundo ele, o projeto atua sob três vertentes: do acesso gratuito a livros para os presos como forma de ocupação e ressocialização, bem como da estruturação do CDP para favorecer a leitura; da alfabetização dos apenados iletrados por professores do Município de Ceará-Mirim; além da oferta da leitura como meio de remissão de pena, a ser disciplinado pela Vara Criminal.

Os livros e revistas disponíveis foram doados com coletas instaladas em três pontos: na sede das promotorias de Justiça de Ceará-Mirim; na sede da procuradoria-geral de Justiça em Natal; e no anexo da sede das promotorias de Justiça da avenida Tororós. Foram arrecadados mais de 1 mil exemplares de publicações.

O projeto foi lançado ontem de manhã no CDP de Ceará-Mirim e já conta com o interesse de mais de 50 dos 76 presos custodiados na unidade. “O que posso dizer é que eles ficaram muito bem empolgados”, destacou o diretor do CDP, Flávio Lúcio Batista de Almeida.

Ele fez os agradecimentos a todos os envolvidos, destacando a atuação integrada para que o projeto efetivamente saísse do papel. E deu uma palavra de estímulo aos apenados provisórios. “É uma oportunidade de mudança dada a vocês”, disse.

Para padre Bianor Francisco de Lima Júnior, a igreja abraçou o projeto do Ministério Público, pois ajuda a transformar a mentalidade das pessoas. “Se trata sem dúvidas de uma obra de misericórdia”, comentou.

O juiz criminal João Henrique Bressan informou que o projeto foi idealizado em consonância com a legislação federal e estadual que trata a remissão de pena. Ele explicou aos presos que se durante o período de trinta dias o apenado ler um livro e fizer um fichamento dessa publicação, uma vez validado, poderá reduzir quatro dias de sua pena. Ao longo de um ano, mantendo a média de leitura de um livro por mês, é possível a redução de 48 dias de pena. “Eu sou fruto do estudo. Digo para vocês que sempre é tempo de escolher outro caminho”, ressaltou o magistrado.

O prefeito de Ceará-Mirim, Marconi Barreto, também destacou aos presos do CDP que eles tem com o projeto uma excelente oportunidade de recuperação. Ele antecipou que o Município está na iminência de ter inaugurado o presídio e antecipou a proposta do executivo de oportunizar uma área para que seja desenvolvido um projeto de plantio também voltado para a remissão e a ressocialização.

O lançamento do Renascer na Leitura foi acompanhado ainda por representantes do Núcleo de Ressocialização da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, policiais, agentes, guardas municipais, o secretário de Defesa Social de Ceará-Mirim, Carlos Paiva, e Coronel Ricardo Albuquerque.

Opinião dos leitores

  1. Tinha que "estimular" os presos a quebrarem pedra e fazer asfalto isso sim.
    Monte de desocuapado, poderiam pelo menos reverter em serviços para a sociedade.
    A leitura ficaria para outras horas vagas, que alias eles tem de sobra.

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Diversos

MPRN lança projeto e gera economia de R$ 1,6 milhão

O Ministério Público do Rio Grande do Norte fez nesta segunda-feira (3), na Promotoria de Justiça de Nísia Floresta, o lançamento do sistema de automação MP Virtual. Desenvolvido a partir do compartilhamento de tecnologia com o Ministério Público da Paraíba, o MP Virtual é uma ferramenta aberta, que controla e faz todo o trâmite dos processos judiciais e extrajudiciais do MPRN, facilitando e dando transparência à atuação ministerial.

O procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis Lima, participou do lançamento da ferramenta e frisou que, com o MP Virtual, o MPRN terá uma economia de R$ 1,6 milhão anual em relação ao sistema anteriormente usado, sem contar que toda a tecnologia é própria da Instituição.

O PGJ finalizou o lançamento do MP Virtual relembrando o desafio feito perante o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) de receber e desenvolver, como modelo de sistema passível de ser adotado nacionalmente, a tecnologia desenvolvida originariamente pelo estado vizinho da Paraíba, aperfeiçoando a ferramenta para que pudesse ser um sistema de automação confiável e aberto para todo o Ministério Público brasileiro. “Lançamos o desafio no CNPG, foi audacioso de nossa parte, mas fizemos isso pois sabíamos que somos um Ministério Público diferenciado em vários aspectos”, disse.

O modelo escolhido após análise de vários outros sistemas utilizados pelos MPs brasileiros se mostrou adequado às necessidades verificadas no MPRN, tendo sido implantado hoje, pioneiramente, como projeto-piloto, na Promotoria de Justiça de Nísia Floresta, em função da comarca atender a vários critérios definidos pela comissão que toca o projeto, como proximidade de Natal, ter trâmite de todas as matérias a cargo da Instituição, bem como possuir considerável movimentos de feitos judiciais e extrajudiciais, o que a qualifica como um bom teste inicial para o software.

Desde a manhã da segunda-feira, tudo que for feito na Promotoria de Justiça de Nísia Floresta, desde um despacho até uma manifestação ministerial em processo judicial, será registrado através do MP Virtual. “Tenho a expectativa de que me dê celeridade e que consiga também apresentar um relatório fiel de nossas atividades”, destacou a Promotora de Justiça Ana Jovina de Oliveira Ferreira, responsável pela comarca-piloto.

Para a representante ministerial, toda mudança que signifique avanço, apesar dos transtornos iniciais, sempre será uma vitória. “Estamos empolgadas e agraciadas com esse divisor de águas na Instituição”, disse ao despachar determinando que todos os feitos naquela Promotoria de Justiça sejam, a partir de então, movimentados pelo MP Virtual. “Já vai mudar nossa rotina, mas todo mundo só tem a ganhar”, comentou a servidora do MPRN Itamárcia Belém Cecílio.

VANTAGENS – A Promotora de Justiça Naide Maria Pinheiro, que coordenou equipe de implantação do MP Virtual, lembra que a necessidade de mudança para uma solução efetiva começou das insatisfações do sistema de automação judicial e extrajudicial anterior. Ela ressalta três vantagens da nova ferramenta: agilidade no exercício da função, transparência da atuação ministerial e economia de recursos para a Instituição.

O Diretor de Tecnologia da Informação (DTI), Salerno Ferreira de Souza e Silva, disse que para se chegar a uma ferramenta que melhor atendesse às demandas do MPRN, foi de fundamental importância a “imersão” que servidores da informática fizeram no MP da Paraíba, conhecendo a primeira versão do sistema já em uso pelo Parquet daquele estado. Entusiasta da modernidade, o chefe de Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, Promotor de Justiça Alexandre Frazão, também ressaltou o MP Virtual como um projeto marcado por diferenciais. “Saímos da caverna em busca de uma luz de futuro e a administração foi feliz por encampar o projeto e ter o cuidado de corrigir os defeitos do sistema anterior. Isso redundou numa entrega muito mais segura”, destacou.

HISTÓRICO – O Corregedor-Geral do Ministério Público, Paulo Leão, prestigiou o lançamento do MP Virtual e reforçou o apoio do órgão de correição ao novo sistema. Ele parabenizou todos os envolvidos pela implantação, que classificou como um dia histórico para o MPRN. “A história é feita da junção de momentos como esse. É um instrumento como de modernidade, como em outros tempos o foi a caneta com papel, o computador de mesa, o notebook, chegando agora com esse sistema de integração que coloca nossa Instituição em posição de vanguarda, de dianteira do Ministério Público brasileiro”, disse o Corregedor-Geral. “Todos nós estamos de parabéns, temos um instrumento a mais para prestar, com maior qualidade, um serviço à coletividade que é nosso fim”, complementou.

Para o Procurador-Geral de Justiça Adjunto, Jovino Pereira da Costa Sobrinho, a ferramenta que foi implantada na Promotoria de Justiça de Nísia Floresta já vem criando expectativa e conquistando a receptividade de representantes ministeriais por todo o Estado. “Temos conseguido boa receptividade baseada na busca de uma melhoria funcional e institucional. Movido pelo desejo dos membros de que a coisa acontecesse, isso contagiou positivamente a administração para o aperfeiçoamento do sistema. É algo importante e que não tem mais volta”, pontuou. “Esse é o momento de enfrentar o novo. Não é um sistema de gestão, mas o sistema do nosso Ministério Público”, conclamou.

MP BRASILEIRO – O Gerente de Sistemas do MPRN, Marshal Carlos Neves, manifestou o desejo de que a nova ferramenta seja implantada não só em todas as Promotorias de Justiça do Rio Grande do Norte, mas esteja disponível para o Ministério Público de todo o País. “Temos um sonho que esse sistema seja implantado em todas as Promotorias de Justiça do MPRN, e também em todo o MP do Brasil. Que as equipes de sistemas possam trabalhar em conjunto de forma colaborativa”, confia.

O PGJ se disse particularmente feliz, falou que valeu à pena ter concorrido à recondução para a concretização de um sonho, que não foi somente promessa de campanha, mas um sonho antigo que foi tirar o MPRN “do tempo da pedra” nesse quesito da automação judicial e extrajudicial.

Ele destacou que o sistema evita a dependência de empresas, gera economicidade e também confia no uso da ferramenta por MPs de todo o País. “Como criança essa ferramenta vai crescer e ganhar o mundo, estará em todo MPRN, em todos os órgãos em que haja a necessidade dela”, comemora o Procurador-Geral de Justiça Rinaldo Reis Lima.

Com informações do MPRN

Opinião dos leitores

  1. Soube por amigos que tem juiz aposentado querendo voltar a trabalhar por conta desse imoral e absurdo Auxilio-Moradia e Gratificação de acúmulo de Processo, só essa besteirinha aumenta em 10mil reias o salário desses semi-deuses que tem 90 dias de ferias por ano.
    É um absurdo, uma vergonha nossa justiça querer forçar a barra com uma tamanha REGALIA, sem o menor fundamento, procurando brechas para incorporar aos seu pequeno salario de 35mil reais.
    Porque nenhum outro servidor público recebe?
    Pior ainda é receber morando numa capital e tendo uma casa propria?
    É IMORAL!!!

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