Polêmica

Para Aécio, realizar novas eleições neste ano é medida ‘criativa e utópica’

O senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, criticou nesta terça-feira (5) a ideia de se realizar eleições presidenciais neste ano como forma de resolver a crise política no país. Para ele, a iniciativa é “criativa e utópica”, não tem qualquer correlação com a realidade porque não está prevista na Constituição e serve apenas para fragilizar a tese do impeachment.

Para ele, a ideia surge entre os que não querem votar a saída da presidente e tentam, assim, desvirtuar o debate que está colocado.

“O impeachment é o ideal? Não, não é. Mas é o possível, é o emergencial. Por isso estimulamos uma decisão rápida do TSE [Tribunal Superior Eleitoral], mas não coordenamos essa decisão, que pode demorar meses e chegar ao ano que vem. […] Neste momento, nós que sempre defendemos a tese de eleições gerais a partir de uma decisão do TSE convergimos para o impeachment por uma única razão. A presidente Dilma não tem mais condições de continuar governando o Brasil”, afirmou Aécio.

Questionado sobre a possível análise de um processo de impeachment contra o vice-presidente da República Michel Temer, Aécio afirmou que isso ainda não está colocado e quando o for, o partido discutirá a questão.

Aécio também criticou a defesa de Dilma feita nesta segunda (4) pelo advogado-geral da União na comissão especial do impeachment instalada na Câmara dos Deputados.

“Qual a intenção do ministro Cardozo ao dizer que a presidente Dilma não cometeu dolo nas pedaladas fiscais? Ele quis dizer que a presidente da República é incapaz de saber a extensão de seus atos? Na campanha eu cansei de questioná-la sobre a bomba que ia estourar. Dilma sabia sim que estava cometendo crime de responsabilidade”, disse o tucano.

Para Aécio, mesmo que Dilma consiga sobreviver ao processo de impeachment, ela continuará sem condições de governar porque não terá apoio suficiente do Congresso.

“A presidente Dilma escancarou o mercado persa no Planalto e prepara sua saída pela porta dos fundos. Mesmo se obtiver os 171 votos, 180 votos ou 200 votos, como pode uma presidente que escancara o Palácio do Planalto para esse comércio de votos e cargos públicos? Com que autoridade essa presidente vai tirar o país dessa crise se ela continuar no cargo?”, questionou.

Folha Press

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Para Aécio Neves, pedido de prisão de Santana vincula Dilma a petrolão

15354287Foto: Pedro Ladeira – 17.dez.2015/Folhapress

Para o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), o pedido de prisão temporária do marqueteiro João Santana é o “mais grave acontecimento de vinculação da campanha da presidente Dilma Rousseff com o petrolão”.

O tucano disse em entrevista por telefone à Folha que vê na nova fase da Lava Jato o agravamento do cenário político, especialmente porque, desta vez, a investigação está totalmente calçada em provas documentais, e não em testemunhos.

“Ultrapassamos a fase testemunhal, das delações, e chegamos à fase documental. As investigações mostram que o publicitário do PT recebeu dinheiro durante o período eleitoral”, ressaltou Aécio.

O juiz Sergio Moro acatou pedido de prisão temporária de Santana e sua mulher, Mônica Moura, nesta segunda-feira (22). O marqueteiro de Dilma e do PT recebeu dinheiro da Odebrecht em contas no exterior. O avanço da investigação sobre Santana e a Odebrecht foi revelado pela Folha no dia 12.

Para Aécio, essa fase da Lava Jato corrobora a principal acusação da oposição, especialmente do PSDB, sobre a última campanha presidencial de Dilma.

“É um forte indício de que o que apontamos lá atrás, que a campanha recebeu dinheiro de propina, estava correto. Por isso, temos que ter a serenidade de não apenas fazer o embate política, mas tratar as coisas no leito adequado: a Justiça”, afirmou o tucano.

Nesta terça (23), o PSDB vai pedir ao TSE que solicite as provas obtidas pela Lava Jato contra João Santana para anexar ao processo. Os tucanos querem ainda que a Corte escute um dos operadores do esquema de desvios da Petrobras para saber qual o motivo de ele ter feito depósitos em contas de João Santana no exterior.

Numa tentativa de afinar o discurso do partido diante das novas revelações, Aécio vai se reunir, nesta terça, com as bancadas do PSDB da Câmara e do Senado.O senador, que disputou a última eleição presidencial contra Dilma, voltou a dizer que não concorreu com um partido, mas sim com uma “organização criminosa”.

OPERAÇÃO “ACARAJÉ”

A 23ª fase da Operação Lava Jato, intitulada “Acarajé”, tem como alvo o publicitário João Santana, que encabeçou campanhas presidenciais petistas, e a empreiteira Odebrecht.

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal encontraram transferências de US$ 7,5 milhões (R$ 30 milhões, em valores desta segunda) de investigados da Lava Jato para a conta da offshore Shellbill Finance S.A., controlada pelo marqueteiro João Santana e pela mulher e sócia dele, Mônica Moura. A offshore, baseada no Panamá, não foi declarada às autoridades brasileiras.

Deste montante, US$ 3 milhões foram pagos ao marqueteiro por meio das contas das offshores Klienfeld e Innovation Services, que são atribuídas pelos investigadores à Odebrecht, entre 13 de abril de 2012 e 08 de março de 2013. Para a Procuradoria, “pesam indicativos de que consiste em propina oriunda da Petrobras transferida aos publicitários em benefício do PT”.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. Será que a campanha do Aécio nõo recebeu din heiro de nenhuma Empreiteira? quem financiou a campanha dele?

  2. COM A PRISÃO DE JOÃO SANTANA, OS VOTOS DE DILMA SERÃO CANCELADOS E AECIO NEVES FINALMENTE VAI GANHAR A ELEIÇÃO PERDIDA

    1. Precisa ser cancelado não ela vai cair de todo jeito e so assim vai ter novas eleições e Bolsonaro vai ensinar a ela o que e ter regime militar

    1. Vocês vão cair essa mamata ta acabando e vagabundo vai saber o que e trabalhar pra se sustentar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Para Aécio, governo é cada vez mais ‘refém da semana seguinte’

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse nesta segunda-feira, 28, que o governo é “cada vez mais refém da semana seguinte” e não tem condições de levar adiante um projeto para o País.

“A presidente Dilma tem como projeto de governo apenas se manter no cargo mais uma semana. O Brasil acompanha perplexo essa incapacidade do governo de responder à altura das dificuldades que ele mesmo criou. Faz-se o diabo para se manter no poder mesmo que tenha que entregar a saúde dos brasileiros, a condução da infraestrutura a aliados, independente da sua qualificação”, criticou o tucano, que participa de encontro do PSDB do Rio para discutir as eleições municipais do ano que vem.

O senador fez referência ao fato de que a presidente Dilma Rousseff prometeu ao PMDB da Câmara dois ministérios, entre os quais o da Saúde. Para Aécio, a negociação com o PMDB em torno dos ministérios “é a demonstração clara de que a presidente não se coloca mais em condições de governar o País”.

O senador voltou a ressaltar que o impeachment tem “previsão constitucional, se adquiridos componentes políticos e jurídicos” mas que “não cabe ao PSDB escolher se a saída é o impeachment, cassação no Tribunal Superior Eleitoral ou afastamento por livre e espontânea vontade ou até mesmo eventual continuidade no cargo”.

Aécio disse ser “natural” que governadores tucanos sejam mais cautelosos em relação ao impeachment do que os deputados. “Todos nós, o presidente Fernando Henrique, o governador Geraldo Alckmin, todas as lideranças do partido cada vez acreditam menos na capacidade da presidente de se sustentar no cargo.”

fonte: Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Esse playboy chorão devia parar de atrapalhar o Governo explicar as 124 viagens para o Rio de Janeiro com o jatinho do governo de MG.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Para Aécio, governo foi irresponsável por não reconhecer gravidade da crise

O senador Aécio Neves (PMDB-MG) criticou nesta terça-feira (25) a admissão feita pela presidente Dilma Rousseff em que reconhece que errou na avaliação da situação econômica durante a campanha eleitoral do ano passado.

Para o tucano, um dos principais nomes de oposição à presidente, Dilma e o PT optaram por vencer as eleições presidenciais do ano passado ao invés de tomar medidas que pudessem, já na época eleitoral, minimizar os impactos da crise.

“A verdade é que a presidente estabeleceu a mentira como método. Foi assim que ela se conduziu durante toda a campanha eleitoral, e infelizmente, continua se conduzindo assim. Os alertas sobre o agravamento da crise fiscal do país foram feitos durante todo o processo eleitoral não apenas por nós, da oposição, mas por especialistas”, disse o senador.

Em entrevista à Folha de S.Paulo e a outros dois jornais nesta segunda (24), Dilma afirmou que as dificuldades só ficaram mais claras entre os meses de novembro e dezembro de 2014, depois da sua reeleição, o que a fez demorar para perceber a gravidade da crise.

“A impressão que se tem é que ela vivia em outro país ou outro planeta. Quando busquei o debate sobre a necessidade de fazer os ajustes, a presidente me chamava de pessimista. A presidente fugiu de qualquer medida responsável que poderia hoje minimizar os efeitos dessa crise. A ação do governo não foi de desconhecimento, foi de irresponsabilidade porque optou por vencer as eleições mesmo sabendo da gravidade da situação”, disse.

Aécio criticou ainda a permanência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no cargo porque considera que ele não tem mais legitimidade para conduzir a equipe econômica do governo. “Temos um ministro da Fazenda que a cada votação no Congresso, a cada reunião da base, é desautorizado pela dinâmica do governo”, disse Aécio em referência ao recentes embates entre Levy e o núcleo político do Planalto.

Para Aécio, a estratégia da presidente de colocar na pasta um nome ligado ao mercado financeiro como forma de resgatar a credibilidade do governo não deu certo. “O que eu percebo e os brasileiros vêm percebendo é que a necessidade de colocar no Ministério da Fazenda alguém que conversasse com o mercado e minimamente resgatasse alguma credibilidade virou coisa do passado. Infelizmente, o Brasil é hoje uma nau desgovernada e o ministro não demonstra mais condições de impor a sua agenda ao Brasil”, disse.

O tucano tem se reunido com líderes da oposição para discutir como esta continuará a encaminhar a defesa do impeachment da presidente Dilma. Inicialmente, Aécio pretendia fazer uma grande reunião com todas as lideranças e com juristas que também defendem a saída da presidente.

No entanto, ele recuou da proposta e tem realizado pequenos encontros com alguns deputados e senadores. A decisão foi tomada porque ainda não há consenso no grupo sobre a melhor estratégia a ser adotada, com alguns parlamentares, inclusive, desistindo da ideia da saída de Dilma.

Folha Press

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Para Aécio, PT ‘se rende ao óbvio’ ao anunciar corte de ministérios

Apesar de defender a redução do número de ministérios, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou nesta segunda-feira (24) o anúncio feito pelo governo federal de que irá cortar 10 dos 39 ministérios. Para o tucano, o PT se “rende ao óbvio” e o corte vem com “injustificado atraso”, sendo apenas uma medida de um governo “em busca de algum oxigênio”.

“Vemos hoje o governo do PT se render ao óbvio ao anunciar, com injustificado atraso, o corte de ministérios e cargos, prometendo um redesenho da pesada e onerosa máquina administrativa petista. Medida que foi violentamente rechaçada pela candidata do partido [a presidente Dilma Rousseff] na campanha eleitoral, quando a propusemos. A redução de ministérios e cargos é necessária, mas melhor seria se realizada com convicção, e não por um governo em busca de algum oxigênio para continuar a existir”, afirmou Aécio em nota.

Pressionada pela crise política e econômica que acomete seu governo, a presidente Dilma Rousseff autorizou a redução de pastas até setembro, além de reduzir o número de secretarias e cargos comissionados da União, conforme anunciou nesta segunda-feira (24) o ministro Nelson Barbosa (Planejamento).

Em situação difícil no Congresso, com a base aliada se desfazendo e dificultando a aprovação de projetos de interesse do Palácio do Planalto, Dilma resistia ao corte das pastas. Durante a campanha eleitoral de 2014, Dilma chegou a criticar as propostas de redução da Esplanada apresentadas por seus adversários, o próprio Aécio e Eduardo Campos (PSB-PE), que morreu durante a campanha e foi substituído por Marina Silva (PSB-AC).

A petista afirmava que quem defendia o corte possuía uma “imensa cegueira tecnocrática”.

Para Aécio, o governo da petista perdeu credibilidade e por isso, mesmo a redução de pastas pode ter um efeito “muito aquém daqueles necessários”.

“Medidas tomadas para atender circunstâncias costumam ter efeitos muito aquém daqueles necessários, como os que assistimos também na área econômica. Continua, no entanto, faltando ao governo o que seria essencial para que essas e outras medidas sejam adequadamente implementadas: credibilidade. Um ativo que, na política, quando se perde, é difícil ser recuperado”, disse.

‘ANÚNCIO IMPRECISO’

Líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), criticou o que chamou de “anúncio impreciso” feito pelo governo, que não determinou ainda quais pastas serão extintas.

Para o senador, o fato de o Planalto não apresentar mais informações sobre o valor que será economizado com a medida e nem quais ministérios serão atingidos, mostra apenas que as medidas adotadas pelo governo para conter a crise estão sendo feitas de forma “atabalhoada”.

“O governo, na voz do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, atua de forma atabalhoada e irresponsável. Esse anúncio sem qualquer detalhe gera desconfiança no mercado e faz o país perder credibilidade”, disse Caiado, também por meio de nota.

Folha Press

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

“PEDALADAS FISCAIS”: Para Aécio, documento do Tesouro não tira responsabilidade de Dilma

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou nesta sexta-feira (19) que o fato de o ex-secretário do Tesouro Nacional Arno Augustin ter assinado documento no qual supostamente assume a autoria das chamadas “pedaladas fiscais” do governo não retira a responsabilidade da presidente Dilma Rousseff.

Segundo reportagem publicada pelo jornal “Valor Econômico”, em seu último dia de trabalho no governo, Augustin assinou uma nota técnica sobre “ratificação de procedimentos” para liberação de recursos. O documento diz que cabe ao secretário do Tesouro decidir sobre os valores a serem desembolsados, após analisar dados elaborados pela área técnica, segundo a reportagem.

Segundo o jornal, auditores do TCU (Tribunal de Contas da União) interpretaram o ato como uma forma de eximir Dilma da responsabilidade pelas manobras que melhoraram artificialmente o resultado das contas públicas do governo nos anos passados.

“Ele era a cara metade da presidente Dilma, como ambos gostavam de dizer. […] E se o Arno Augustin assume a responsabilidade, na minha avaliação, é como se a própria presidente da República assumisse a responsabilidade”, afirmou Aécio.

“A instrução era capitaneada e conduzida pelo Arno Augustin e com a participação permanente da presidente da República. Então torna a coisa assim ainda mais grave”, completou o tucano.

Aécio prometeu que a oposição irá fiscalizar o desenrolar dos fatos durante o prazo de 30 dias dado pelo TCU para que a presidente explique por ofício as irregularidades apontadas pelo órgão na prestação de contas do governo de 2014. É a primeira vez que o tribunal convoca um presidente a se explicar.

“Os documentos, as análises são tão claras, tão cristalinas que se a votação for como deve ser, e acredito que será, baseada em preceitos técnicos, não há como aprovar as contas da presidente da República por mais que tenham se dado um prazo”, disse.

“Nós vamos estar contando esses dias e acompanhando o trabalho do Tribunal de Contas, que terá oportunidade de fazer história e mostrar que não é um órgão submisso ao Executivo”, completou o tucano.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. Com a mesma repercussão da "bolinha de papel" jogada no Serra, a visita do Aécio a Venezuela é um episódio da mesma dimensão dos ataques de populares na Paulista a pessoas que vestiam camisas vermelhas. E menos grave do que os tais Revoltados Online atiçando a malta contra repórteres de uma revista tida como de esquerda. Onde existe malta ocorrem problemas típicos de ajuntamento de malta. Simples assim", opina o jornalista, sobre a "missão política e diplomática" na Venezuela, segundo Aécio Neves.
    Quem planta ventos pode colher tempestades, senhor Coronel de Minas Gerais criado no Leblon.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Para Aécio, 39 ministérios é 'acinte à inteligência'

O candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), disse nesta quarta-feira, 06, que o número atual de ministérios – 39 – é um “acinte à inteligência dos brasileiros”. O tucano afirmou, durante sabatina promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que, caso eleito, pretende extinguir o ministério da Pesca e incorporá-lo ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Trinta e nove ministérios é um acinte à inteligência dos brasileiros e à qualidade dos serviços públicos. E esses ministérios, boa parte deles, foram criados não para atender à população brasileira, mas para atender à base partidária, para garantir alguns segundos a mais de propaganda eleitoral”, criticou Aécio, em uma rápida entrevista após participar da sabatina.

“Estamos começando a apresentar ao Brasil o desenho de um ministério enxuto, eficiente, ocupado pela meritocracia e não aparelhado. O Ministério da Agricultura, hoje, é subordinado ao Ministério da Fazenda e, em alguns momentos, até ao presidente do Banco do Brasil. Isso não ocorrerá mais. O ministro da Agricultura (no meu governo) se sentará em todos os fóruns de formulação de políticas econômicas, políticas de crédito, dos investimentos também em infraestrutura. Esse é o desenho da eficiência que eu pretendo fazer.”

O candidato do PSDB à Presidência voltou a criticar a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, ao afirmar que ela não tem autoridade para prometer que o Brasil se desenvolverá.

“Toda vez que vocês virem a presidente com seu latifúndio de tempo na televisão, a partir do dia 19, lembrem-se que alguma obra ferroviária está no papel, alguma obra rodoviária foi interrompida, porque ela (Dilma) subordinou um ministério como esse, estratégico, dos Transportes e agora o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que faz as licitações, que define as prioridades das obras, ao interesse de um partido político”, disse Aécio.

“Então eu não vejo hoje como ela possa ter autoridade para dizer que o Brasil se desenvolverá, que os investimentos voltarão ao Brasil, se uma área absolutamente central para a definição desses investimentos e a condução deles, tenha sido entregue a um partido político porque esse partido ameaçava não lhe dar os segundos de televisão.”

Em junho, Dilma trocou o comando do Ministério dos Transportes após pressão do PR, que alegava que o ministro César Borges (realocado para a Secretaria de Portos) não representava os interesses do partido.

Assentamentos

Aécio se comprometeu ainda a ampliar os assentamentos de trabalhadores sem-terra caso seja eleito. O candidato criticou a lentidão dos assentamentos do governo Dilma, que, segundo ele, desapropriou apenas 2,5 milhões de hectares via reforma agrária entre os 72 milhões de hectares dos três governos do PT. “Meu governo vai avançar na reforma agrária com regras e segurança jurídica muito mais do que avanço no atual governo da presidente Dilma”, disse.

O tucano se comprometeu também, após a sabatina, a melhorar a condição dos assentamentos para que não virem “favelas rurais, como disse um ministro palaciano”. “Precisamos fazer a requalificação de produtores, dar acesso a tecnologia e apoio a comercialização para não continuar vendo nossos assentamentos virando favelas rurais”, afirmou.

Aécio afirmou ainda que é contrário à proposta de emenda constitucional (PEC) sobre demarcação de terras indígenas em tramitação no Congresso. “Essa PEC só avançou por causa da incapacidade do governo de avançar na questão de cumprir a legislação que já existe”, disse. “Sou a favor que se cumpra a lei que existe hoje”, disse. Colaboraram Nivaldo Souza, Erich Decat, Daiene Cardoso e Bernardo Caram

fonte: Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Para Aécio, Serra como vice é apenas especulação

2014050581774Foto: Marcos Alves / Agência O Globo

Aliados do ex-governador José Serra estão trabalhando para emplacar o nome do paulista entre as possibilidades de escolha para vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador e presidente do PSDB, Aécio Neves (MG). Mas a hipótese é recebida com resistência por aecistas, que consideram a personalidade forte de Serra pouco apropriada para o papel de um vice. Nos bastidores, tucanos ligados a Aécio temem que o paulista provoque constrangimentos e tente se sobrepôr ao mineiro.

Na segunda-feira, Aécio disse que o assunto ainda não foi tratado e que ele nem sabe qual seria a disposição de Serra.

— São especulações absolutamente naturais nessa hora. Mas esse assunto não foi tratado ainda por nós. Não sei nem qual é a disposição do ex-governador — afirmou Aécio.

As especulações cresceram nas últimas semanas, no âmbito de uma estratégia de serristas de trazer o ex-governador de volta aos holofotes. Desde outubro de 2013, quando Serra anunciou que não trocaria o PSDB pelo PPS, e virtualmente abriu mão de disputar a Presidência da República, o paulista tem estado afastado do jogo eleitoral. A intenção, ao incluir o nome de Serra nos debates sobre a escolha do vice de Aécio, é justamente trazê-lo de volta ao núcleo de discussões tucanas para essa eleição.

Um interlocutor de Serra relata que o paulista “não fechou as portas” para a hipótese de ser vice porque nunca joga apenas com uma possibilidade. Até agora, a informação mais frequentemente divulgada é que Serra será candidato a deputado federal. O discurso usado pelos defensores da presença do ex-governador na chapa presidencial consiste em comparar a situação do PSDB com a de Eduardo Campos (PSB), que tem Marina Silva como vice para potencialmente agregar votos.

Embora seja visto como um político associado ao “velho” — antagônico à imagem que Aécio tenta construir —, Serra ainda tem força junto aos tucanos paulistas. Portanto, não seria simples para Aécio vetar sua participação na chapa, o que poderia afastá-lo dos tucanos paulistas.

Oficialmente, o discurso no PSDB é de que o vice de Aécio só será decidido na primeira semana de junho, pouco antes da convenção do partido, marcada para 14 de junho. Segundo tucanos próximos a Serra, o relacionamento entre Aécio e Serra, que nunca foi amistoso, estaria “melhor”. Por enquanto, ninguém diz, oficialmente, ter ouvido de Serra ou de Aécio manifestações sobre o vice.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Já notaram que o blogueiro com sua desilusão seletiva com a política tem a "mão" bem macia com o Aecin?

  2. E A HISTÓRIA SE REPETE…
    A primeira República durou quarenta anos. Foi a época da política do “café com leite”. Grupos de proprietários e homens influentes em Minas Gerais (“coronéis do leite”) e em São Paulo (“barões do café”) se alternavam no controle da presidência da República.
    A história é fonte inesgotável de explicação dos mecanismos que a "CASA GRANDE" tem se utilizado desde sempre para REINAR no PODER e provocar "PSEUDOREVOLUÇÕES" para retomá-lo, pois não suportam ficar longe dele e fazem qualquer coisa para não perdê-lo. Sendo inaceitável que "outros", senão eles, cheguem, ocupem e permaneçam no Trono do Poder. Principalmente se forem Nordestinos!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *