Diversos

TEXTO REPERCUTE: Respeite Marisa, Lula!, por Ricardo Noblat

Foto: Instituto Lula

O ex-presidente Lula, condenado por corrupção e réu em cinco processos, aproveitou, ontem, o 14º Encontro da União Nacional por Moradia, realizado em São Paulo, para se defender da “caçada judicial e midiática” de que se julga vítima. Criticou o governo. E disse que sairá em caravana pelo país para conversar com o povo.

Até aí nada demais. Mas como quem fala muito acaba dizendo o que não deve, Lula comentou a certa altura do seu discurso:

– Se quiserem me condenar, achem uma prova. Eles são responsáveis pela morte precipitada da dona Marisa. Eu sei o que meus filhos estão passando. Mas eu não vou perder a cabeça.

Eles, quem? A mídia? Os procuradores da Lava Jato? O juiz Sérgio Moro? O governo? Todos eles juntos – e sabe-se lá mais quem?

Não foi a primeira vez que Lula culpou os outros pela morte de sua mulher. E pelo visto não será a última. No velório de Marisa, em meio a um choro sem lágrimas, ele disse:

– Marisa morreu triste pela canalhice, leviandade e maldade que fizeram com ela… Quero provar que os facínoras que levantaram leviandades contra ela tenham um dia a humildade de pedir desculpas. Esse homem que está enterrando sua mulher hoje não tem medo de ser preso. Descanse em paz, Marisa. O seu ‘Lulinha Paz e Amor’ vai ficar aqui para brigar por você.

O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, presente ao velório, observou a propósito do que Lula havia dito: “Obviamente, se tem alguma situação, é derivada da emoção que motiva esse tipo de doença. Acabou acarretando o agravamento”. O ex-ministro Gilberto Carvalho foi mais enfático:

– A ameaça de prisão dos filhos dela, do próprio Lula e dela mesma levou Marisa a uma tristeza terrível nos últimos tempos. Não tenho dúvida nenhuma que a tensão desse quadro causou isso.

Marisa morreu no último dia 3 de fevereiro por complicações decorrentes de um AVC (acidente vascular cerebral) do tipo hemorrágico. De acordo com Roberto Kalil Filho, chefe da equipe médica que a atendeu, ela tinha um aneurisma diagnosticado há mais de dez anos. A causa da morte foi o rompimento do aneurisma.

Com histórico de pressão alta, Marisa fumava muito e desprezava os exercícios físicos. Era uma mulher de “temperamento forte e sangue quente”, segundo pessoas íntimas do casal. Direta e enérgica quando dava suas opiniões, foi casada com Lula por 43 anos.

Deu-lhe três filhos. E cuidou praticamente sozinha deles enquanto o marido fazia política. Por conta de brigas, não foram poucas as vezes que Lula acabou obrigado a dormir no sofá do apartamento onde ainda mora em São Bernardo do Campo.

Marisa costumava dizer que Dilma era responsável pelo desgaste da imagem do PT e que não defendia Lula publicamente desde quando a Lava Jato começara a investigá-lo. Do marido, cobrava uma postura mais discreta que protegesse sua família.

Em 2016, junto com Lula, Marisa virou ré em dois processos. Depois de sua morte, em depoimento prestado a Moro, Lula sugeriu que o tríplex do Guarujá, reformado de graça pela construtora OAS para abrigar a família, era coisa de Marisa, dele não. Sabe como é mulher…

Lula é um homem que mandou os escrúpulos às favas desde que descobriu as delícias do poder – primeiro como líder sindical, depois como presidente de partido.

Viveu à base de obséquios prestados por amigos, admiradores e gente interessada em se aproximar dele para fazer negócios. Enriqueceu com a política. Hoje, luta para não ser preso.

Respeitaria mais a memória da ex-mulher se a pranteasse sempre que quisesse sem, no entanto, tentar tirar proveito político da sua morte.

Blog do Noblat – O Globo

Opinião dos leitores

  1. É só pôr um texto sobre Lula q os Lunáticos ficam ouriçados.
    Enquanto isso a quadrilha de bandidos organizada primeiramente pelo candidato dos lunáticos e financiada pela FIESP, vai destruindo o país.

  2. A Ferrari era de um árabe, nada é de Lula & Cia. Inclusive mais de um milhão confiscado… É o único trabalhador brasileiro q se tornou milionário e, ainda, conseguiu transformar o sofrido ex ASG de zoológico em outro milionário com ou sem Ferrari… Acorda meu povo. Defendemos a bandeira do Brasil. Deixemos as bandeiras das facções pro crime organizado. Aliás, a única coisa q o Brasil com seguiu organizar…

  3. Esse Luladrao diz que é perseguido politicamente
    Agora a justiça matou a mulher dele
    Daqui a pouco vai dizer que tem 10 dedos nas mãos e todo MILITONTOS acredita nesse vagabundo ladrao

  4. Tem uma verdadeira indústria da desinformação. Esse povo brinca com a cara do brasileiro. Acham que são todos idiotas.
    Estou começando a acreditar que Lula pode ser inocente e a lavajato pertence ao PSDB.

  5. O culpado pela morte de Dona Marisa foi única e exclusivamente você Lula. Ela o conheceu quando você era honesto, trabalhador, sonhador. Depois você se transformou em um corrupto, desonesto, alguém que vendia até a própria alma por alguns reais desviados do erário público e que automaticamente era retirado da saúde, da segurança, da educação dos que mais necessitavam. Com certeza você carregará para o resto da vida essa condenação na consciência pela morte da sua esposa a quem por sinal você traía a toda hora. A condenação da justiça brasileira você tira de letra pois os corruptos são insensíveis, frios e pouco se importam com a honra. Agora a consciência pesada em relação a morte de Dona Marisa essa não vai ser fácil de se livrar.

  6. Noblat perdeu credibilidade faz algum tempo. Piorou quando tentou advinhar certos acontecimentos sem o cuidado necessário de investigar. Muita gente que acredita em tudo o que vê, não sabe dessa passagem e ainda posta falando de riqueza mostrada num video quando o mesmo se tratava de um fake, pois era um Sheik árabe em Monte Carlo e não no Uruguai.
    Esse é fã de Noblat. Poderia ser maia cuidadoso.

  7. Os filhos do Nove Dedos tão sofrendo taaaaannnnto…. Tanto que estão andando de Ferrari de cor Ouro…. tão sofrido o bichinho… e o pai condenado no primeiro de muitos processos…

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Diversos

O governo perderá a batalha do impeachment na comissão da Câmara, por Ricardo Noblat

impeachment_1Um dos líderes da tropa do governo no Congresso respondeu assim quando lhe perguntei, ontem, se havia alguma chance de o pedido de impeachment da presidente Dilma ser derrotado dentro da Comissão Especial que o examina, formada por 65 deputados de todos os partidos representados na Câmara:

– Esquece. Ali já perdemos. Vamos tentar ganhar quando o relatório da comissão for votado no plenário.

De outro político com largo trânsito no Palácio do Planalto, e com quem Lula costuma se reunir, ouvi que o governo, no momento, não conta com mais de 20 votos na comissão.

Favorável ou contrário ao impeachment, o relatório será votado no plenário da Câmara. Para aprovar o impeachment serão necessários 342 votos de um total de 513.

Com 171 votos, o governo derrota o impeachment. O que não quer dizer que ele precise pôr no plenário 171 deputados que o apoiem. Se os 171 faltarem à votação, por exemplo, é o que bastará para o governo vença.

– Um governo que não disponha de 171 votos em 513 não merece continuar governando – comentou outro dia o ministro Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo da presidência da República.

Na manhã de ontem, quando o jornalista Fernando Rodrigues postou em seu blog a lista com os nomes de pelo menos 200 políticos de 34 partidos que teriam recebido dinheiro da construtora Odebrecht, auxiliares de Dilma avaliaram que o fato ajudaria o governo em sua luta contra o impeachment.

Nas redes sociais, deputados do PT, blogs e sites fiéis ao governo, celebraram a divulgação da lista. Afinal, disseram, como um Congresso, atingido por denúncia tão grave, poderia sentir-se autorizado a derrubar a presidente da República?

No início da noite, nem PT nem auxiliares de Dilma pensavam mais assim. Passaram a temer que deputados e senadores citados na lista possam apressar a aprovação do impeachment para se livrar logo de um governo que carece de forças para proteger sequer os seus.

De resto, não se tem certeza da ilegalidade do dinheiro distribuído pela Odebrecht aos políticos. Pode ter sido dinheiro doado legalmente para o financiamento de campanhas. Ou só parte do dinheiro ter saído de caixa dois. A polícia levará muito tempo para investigar cada doação.

O governo seguirá empenhado em salvar Dilma do impeachment usando as únicas armas, de fato, ao seu alcance. A saber: oferta de cargos; promessa de liberação de verbas para a construção de obras nos redutos eleitorais de deputados e senadores; e ações na Justiça.

Sim, e ainda o discurso do golpe, que o governo imagina ser capaz de mobilizar seus adeptos e levá-los para as ruas em sua defesa. Quem sabe o risco de conflitos violentos não possa assustar deputados, senadores e partidos dispostos a aprovar o impeachment?

O Palácio do Planalto virou um palanque para os adversários do impeachment. Não se passa um dia sem que Dilma realize, ali, uma cerimônia que sirva a manifestações contra o golpe que, segundo ela, ameaça a democracia brasileira.

Não importa que até embaixadores estrangeiros tenham transmitido seu espanto com isso em despachos enviados para os seus governos. Não importa que, somente ontem, dois ministros do Supremo Tribunal Federal, Carmem Lúcia e Dias Tóffili, tenham declarado que impeachment não é golpe, é instrumento previsto na Constituição.

E não importa também que os presidentes Barack Obama, dos Estados Unidos, e Maurício Macri, da Argentina, tenham dito que a democracia brasileira amadureceu, e que o sistema de leis e as instituições por aqui estão fortalecidos o suficiente para superar eventuais dificuldades.

O impeachment, para o governo, o PT e seus aliados, só deixará de ser golpe se acabar rejeitado pelo Congresso. Quanto ao impeachment de Fernando Collor, cobrado na época pelo PT, esse não foi golpe. Como não foi golpe a iniciativa do PT de pedir o impeachment do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O Globo – Ricardo Noblat

Opinião dos leitores

  1. Um processo conduzido por Eduardo Cunha tem muito o que simbolizar o verdadeiro combate contra a corrupção.

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Polêmica

O que une Lula a Renan, por Ricardo Noblat

Renan Calheiros é tudo, menos bobo. Enquanto mereceu a confiança de Michel Temer, disse-lhe coisas impublicáveis sobre Dilma. Tão logo achou mais vantajoso trocar de lado, aliou-se à Dilma e contou-lhe o que ouviu de Temer.

Estaria bem se não estivesse encrencado na Lava-Jato. Responde a seis inquéritos contra três de Eduardo. Mas os de Eduardo nós conhecemos bem; os de Renan, pouco. Por que será?

Lula é tudo, inclusive bobo quando lhe interessa. À Polícia Federal, em depoimento na semana passada, confessou que lhe passaram a perna mais uma vez como já acontecera no caso do mensalão.

Nomeou, sim, os diretores que roubaram a Petrobras, mas nada teve a ver com a sua indicação. Foram indicações políticas bancadas pelos chefes da Casa Civil dos seus dois governos, José Dirceu e Dilma Rousseff.

É aqui que Renan e Lula se encontram, porém não só. Se precisar, traem a pretexto de que a política real se faz também com traições. De outra forma ela não seria possível.

E em defesa de suas biografias, entregam sem remorsos os que lhes serviram com lealdade. A entrega é mais especialidade de Lula do que de Renan, e marca notável de sua trajetória política.

A situação de Renan é pior do que a de Lula. Ele é investigado pela Lava Jato. Lula, por ora, não passa de informante. Renan é acusado de ter recebido propina em negócios da Petrobras.

Lula de nada é acusado. É suspeito de muita coisa. Mas ninguém diz que é. O juiz Sérgio Moro costuma dizer que não investiga pessoas, mas fatos. Por meio deles chega às pessoas. Cuide-se, Lula!

Embora no olho do furacão, Renan imagina salvar-se do pior, que seria a cassação do seu mandato seguida de prisão, buscando o apoio de Dilma. Um precisa do outro.

Renan pode barrar no Senado o pedido de impeachment. Mas Dilma nada pode garantir a Renan, nem mesmo um telefonema para Moro. Talvez garanta que o governo o ajudará a preservar o mandato.

Por Lula, Dilma e o ministro da Justiça têm agido às sombras. Há pouco mais de 10 dias, o ministro voou de madrugada a Curitiba e, ao chegar, logo se reuniu com agentes da Polícia Federal.

Estava preocupado com Lula e com um dos filhos dele que embolsou mais de R$ 2 milhões para copiar textos da internet a título de consultoria prestada a uma empresa. O que o ministro disse e ouviu não se sabe.

Em seguida, foi Lula que voou a Brasília para depor em segredo. O que ele disse e ouviu já se sabe. O que disse serviu para reforçar os traços mais perversos do seu caráter – ou da falta dele.

José Dirceu perdeu o emprego, o mandato de deputado e a liberdade para que Lula continuasse no poder como o presidente enganado pela organização criminosa que se apoderou de parte do aparelho do Estado.

Nem por isso Lula deixou de entregá-lo pela segunda vez – desta no caso do assalto à Petrobras. Por tabela entregou Dilma, que substituiu Dirceu na Casa Civil.

Outro dia, ele já havia entregado Dilma no caso de três Medidas Provisórias suspeitas de terem sido compradas para beneficiar a indústria automobilística. Lula disse que não as assinou. Mentiu. Assinou uma delas, e Dilma as outras.

Se doravante o impeachment for ladeira a baixo, Renan e Lula ajudarão a enterrá-lo. Do contrário, Renan o levantará como o capitão do time que celebra a conquista de um título.

E Lula, fingindo-se de indignado, irá para a reserva à espera de ser convocado de novo para jogar.

Ricardo Noblat, O Globo

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Diversos

O inferno do PT vem por aí – por Ricardo Noblat

Está próximo. E produzirá resultados surpreendentes se até lá o governo não reverter sua situação de forte impopularidade.

Para isso, a economia haverá de se recuperar, e o mais rapidamente possível. Mas não é o que parece provável. Pelo contrário.

Se tal não ocorrer, portanto, 2016, ano de eleições municipais, deverá ser o mais catastrófico da história recente do PT.

Não é possível que a rejeição a Dilma, ao governo, ao PT, agravada por uma conjuntura econômica que dará saudades da que enfrentamos hoje, não enseje a derrota do partido nas maiores cidades.

De que outra maneira os brasileiros poderão manifestar sua revolta?

Um governo rejeitado, um partido que vê cair ano a ano a preferência que o povo tinha por ele, enfrentarão maiores dificuldades para montar coligações. Quem desejará a companhia deles?

Qual político, hoje, se arriscaria a posar para fotos ao lado de Dilma? Ou mesmo de Lula?

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Pelo que o país vem sendo transformado, o PT perder as eleições nas prefeituras em 2016 e NADA é a mesma coisa. Dilma vive no seu país imaginário e sem problemas, o PT vive em sua ideologia acima das leis, razões, ética, conceitos morais e vem mostrando seu maior valor: ILUDIR e vender MENTIRAS como forma de governo.
    O preço a ser pago pelo povo será a volta da INFLAÇÃO e o DESEMPREGO. Esses números ao final de junho / 2015 já vão demonstrar o tamanho do estrago que o PT vai causar. Sem esquecer a CORRUPÇÃO, as investigações aos empréstimos do BNDES e DESVIOS dos FUNDOS de PENSÕES. Espero que cheguem ao escandaloso e vergonhoso APARELHAMENTO FEITO NO Estado.

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Diversos

VÍDEO: O que é estelionato eleitoral. (E o que Dilma tem a ver com isso), por Ricardo Noblat

 

Untitled-8ASSISTA AQUI

http://noblat.oglobo.globo.com/geral/noticia/2014/11/o-que-e-estelionato-eleitoral-e-o-que-dilma-tem-ver-com-isso.html

O Globo

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Diversos

Aécio é aprovado no teste do avião, por Ricardo Noblat

aecio_neves_1 – Isto é uma pegadinha? – espantou-se a mulher ao olhar para o homem sentado na cadeira do corredor da terceira fila do voo 1488 da GOL, que decolaria ontem, no meio da tarde, do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino a Brasília.

– Pegadinha, como? – perguntou o homem, sorrindo.

– O senhor é a cara de Aécio – observou a mulher.

– Eu sou Aécio – o homem respondeu.

Instalou-se então a confusão, que acabou por atrasar a decolagem. Bem mais da metade dos passageiros que quase lotavam o avião fez questão de cumprimentar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e de tirar fotos junto com ele.

Outra mulher comentou depois de abraçar Aécio:

– Você está por aqui? Não acredito.

Um homem idoso apertou a mão de Aécio e disse:

– Aécio, é você? Chorei muito quando você perdeu a eleição.

Entre uma foto e outra com o senador, uma jovem tascou:

– Nossa, você é muito bonito. É mais bonito do que na televisão.

A tripulação teve trabalho para conseguir que as pessoas ocupassem seus assentos. Antes que o avião decolasse, por três vezes, e a curtos intervalos, passageiros gritaram o nome de Aécio provocando aplausos.

Na descida do avião em Brasília, o comandante falou aos passageiros por meio do sistema de som:

– A GOL sente-se honrada em transportar o senador Aécio Neves, futuro presidente do Brasil.

Novamente Aécio foi aplaudido. E por último foi aplaudido ao se levantar para desembarcar, olhar para os fundos do avião e dizer:

– Obrigado pelo carinho, pessoal.

Ricardo Noblat, O Globo

Opinião dos leitores

  1. meu presidente, nada esta perdido, perdemos a eleição, mas não perdemos a guerra

  2. Inveja de que? Temos a presidenté e que tem avião do governo para viajar. Talvez um dia Aecio possa andar neste avião, mas primeiro tem que ganhar a eleição e contra Lula em 2018 tá difícil. …kkkkk

  3. TÔ ACHANDO QUE O FUTURO PRESIDENTE É MICHEL TEMER, AS COISAS PARA A MUIER ANDA COMPLICADA E TENDE A SE COMPLICAR MAIS AINDA"PETROLÃO" AÉCIO VAI SER ELEITO EM 2018.

  4. Os cuuumpanheiros não podem ler essa notícia que ficam com inveja e vergonha diante da fluência de Dilmao kkkkk

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Diversos

Mar de lama ameaça a Petrobras, por Ricardo Noblat

A exemplo de Lula no caso do mensalão em 2005, quando Dilma dirá que foi traída e pedirá desculpas aos brasileiros pelo escândalo do mar de lama que entope os dutos da Petrobras, ameaçando tragar a maior empresa do continente?

No mínimo, é o que se espera dela, ex-ministra das Minas e Energia, ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras, e presidente da República em final de mandato.

Digamos que Dilma compete com Lula para ver quem foi mais feito de bobo por seus subordinados.

A auxiliar de mais largo prestígio nos oito anos de Lula no poder, a presidente eleita sem jamais ter sido, sequer, síndica de prédio, Dilma foi surpreendida, assim como o seu mentor, pelo escândalo do mensalão – o pagamento de propina a deputados federais para que votassem conforme a vontade do governo.

Foi surpreendida de novo quando chefiou a Casa Civil da presidência da República e ficou sabendo que um dos seus funcionários confeccionara um dossiê sobre o uso de cartões corporativos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, dona Ruth.

Dilma pediu desculpas ao casal. O autor do dossiê conseguiu manter-se na órbita do serviço público.

Outra vez, Dilma foi surpreendida pela suspeita de malfeitos praticados por Erenice Guerra, seu braço direito na Casa Civil e, mais tarde, sucessora no comando do ministério.

Na ocasião, Dilma estava em campanha pela vaga de Lula. Para evitar danos à sua candidatura, Erenice pediu demissão. Dali a dois anos, a Justiça a inocentou por falta de provas de que roubara e deixara roubar.

Quase ao término do seu primeiro ano de governo, batizada por assessores de “a faxineira ética”, Dilma degolou seis ministros de Estado. Pesaram contra eles acusações de corrupção publicadas pela imprensa.

De lá para cá, ministérios e cargos públicos foram entregues por Dilma aos ex-ministros degolados ou a grupos políticos ligados a eles. A “faxineira ética” baixou à sepultura.

Por ora, Dilma está atônita e se recusa a falar sobre o mais novo escândalo que bate à sua porta.

Paulo Roberto Costa, chamado de Paulinho por Lula, preso em março último pela Polícia Federal como um dos cérebros da quadrilha acusada de roubar a Petrobras, começou a contar o que sabe – ou o que diz saber. Em troca, quer o perdão judicial para não ter que amargar até 50 anos de cadeia.

Dilma sabe muito bem quem é Paulinho, nomeado por Lula em 2004 para a diretoria de Abastecimento da Petrobras. Saiu dali só em 2012.

No período, compartilharam decisões, algumas delas, responsáveis por prejuízos bilionários causados à Petrobras.

Dilma mandou diretamente na empresa enquanto foi ministra das Minas e Energia e chefe da Casa Civil. Manda, hoje, via o ministro Edison Lobão, das Minas e Energia.

Lobão foi citado por Paulinho como um dos políticos integrantes da mais nova e “sofisticada organização criminosa” da praça, juntamente com mais seis senadores, 25 deputados federais e três ex-governadores.

A organização superfaturava licitações da Petrobras e desviava dinheiro para um caixa que financiava campanhas de políticos da base de apoio ao governo. Por suposto, nem Lula nem Dilma sabiam disso.

O que é mais notável: entra campanha e sai campanha da Era PT, e os adversários do governo são acusados por Lula e Dilma de se valerem da Petrobras como arma política.

Pois bem, debaixo do nariz deles, camaradas deles usaram a Petrobras como arma para enriquecer.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. A delação premiada e o linchamento moral antecipado!
    Quando o compromisso é com a verdade e não apenas com a campanha de "A" ou "B", é preciso ter cuidado no tratamento da notícia.
    Segundo matéria publicada no Brasil247, depois de mais de 60 anos da crise política que culminou no suicídio de Getúlio Vargas, o jornalista Ricardo Noblat, colunista do Globo, recorre ao mesmo mote do incendiário Carlos Lacerda, da antiga UDN, para atacar o PT; segundo Noblat, a Petrobras está coberta por um "mar de lama"; criada por Vargas na campanha "o petróleo é nosso", a Petrobras foi um dos símbolos do governo Lula e da campanha da presidente Dilma, em 2010, com as descobertas do pré-sal; agora, está de novo no centro do debate político nacional.
    É bom que todos saibam, independente das paixões, que a "delação premiada" é um benefício legal concedida a um criminoso que aceite colaborar na investigação ou entregar seus companheiros. Mas só abrir o bico não basta. Precisa se formar um cabedal de provas endossando o que é denunciado. A Justiça, em muitas situações, tem rechaçado pedidos dessa natureza e desconsiderado “certezas” denunciativas.
    Caberá ao Ministério Público Federal (MPE) a condução do caso, oferecendo denúncia. Depois, muitos dos denunciados terão foro privilegiado, ou seja, serão julgados no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). E ao final, talvez tenhamos alguns culpados, certamente inocentes.
    Hoje, o juízo de valor de boa parte da sociedade é que todos são culpados. Existe uma sentença prolatada em cada cabeça. No entanto em casos semelhantes somos mais tolerantes, tais como o Mensalão Mineiro (pai e mãe de todos os outros mensalões), escândalo dos Trens Urbanos de São Paulo que atravessaram de Mario Covas até Geraldo Alckmim, o Aeroporto do Claudio, e o caso do jatinho fantasma.
    Qual será o mais grave? Será que todos os acusados serão identificados, denunciados e punidos? Ou será que a justiça e a imprensa vão continuar a utilizar os seus instrumentos apenas para fazer campanha política de uns e perseguição de outros?

  2. Deixa entender a situação:
    No mensalão existem mais de 1000 (MIL, isso mil) mil páginas com PROVAS e o PT continua negando a situação.
    Nessa agora?
    Vão fazer o quê com as provas?
    Lembrando que no Mensalão EXISTIA no STF um HOMEM chamado Joaquim Barbosa e AGORA RESTA 07 (SETE) ministros "colocados" pelo PT e aquela corte é presidida pelo MAIOR DEFENSOR DO PT no julgamento do Mensalão. Então…

  3. Acho engraçado a coerência do Noblat, Josias de Sousa, Reinaldo Azevedo, entre outros, quando do ESCÂNDALO DO METRÔ DE SP, esquema de corrupção que desviou dinheiro por 20 anos durante as gestões do PSDB no governo de SP, e que continua em banho maria e provavelmente terá o mesmo destino do MENSALÃO TUCANO, ou seja, a prescrição sem punição de nenhum envolvido, esses mesmoS colunistas/jornalistas fazem questão de separar o executivo (governador) dos secretários e funcionários envolvidos no esquema, dizem que o governo está sujeito ao desvio de conduta dos seus secretários e funcionários, mas quando se trata do executivo federal a postura desse colunistas partidários muda completamente.

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