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Os dados foram levantados a partir de cruzamento feito pelo jornal, em parceria com o portal UOL, entre as pessoas físicas que mais doaram às campanhas com os registros do HSBC vazados por um ex-técnico de informática do banco.
A investigação jornalística sobre o caso, conhecida como SwissLeaks, é comandada pelo ICIJ, sigla em inglês para Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. As investigações dão conta, até o momento, de que houve sonegação e evasão fiscal por parte do banco e de alguns correntistas.
Na lista das pessoas que aparecem com contas secretas no HSBC no período investigado estão 8.667 brasileiros. Ter uma conta numerada no exterior não pressupõe necessariamente crime e implica declaração dos valores à Receita Federal e ao Banco Central.
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Os 16 nomes de doadores de campanha encontrados pelo jornal O Globo e o portal UOL, que também aparecem nas planilhas do SwissLeaks, são: Alceu Elias Feldmann (Grupo Fertipar); Armínio Fraga Neto (Gávea Investimentos); Benjamin Steinbruch (CSN); Carlos Roberto Massa, o Ratinho, do SBT; Cesar Ades (Banco Rendimento); Cláudio Szajman (Grupo VR); Edmundo Rossi Cuppoloni (da incorporadora 5S); Fábio Roberto Chimenti Auriemo (empreiteira JHSF); Francisco Humberto Bezerra (ex-sócio do BicBanco); Gabriel Gananian (Steco Construtora); Hilda Diruhy Burmaian (Banco Sofisa); Jacks Rabinovich (CSN); José Antonio de Magalhães Lins (Axelpar); Miguel Ricardo Gatti Calmon Nogueira da Gama (advogado); Paulo Roberto Cesso (Colégio Torricelli); e Roberto Balls Sallouti (BTG Pactual).
Segundo a reportagem, as doações foram destinadas a candidatos de vários partidos: PSDB, PT, PSDC, PV, PMDB, PSC, DEM, PROS, PTB, PSB, PRB e PP. Dez dos 16 doadores analisados têm relação com empresas abertas em paraísos fiscais. Ainda dentro dessa lista, dez tinham contas abertas e em operação no período 2006/2007 pouco antes de os dados serem vazados.
Quatorze desses doadores disseram ao Globo e ao UOL que não são donos de contas numeradas, que não estão envolvidos em irregularidades ou preferiram não comentar o caso. Dois deles não retornaram à reportagem de O Globo. Os políticos que receberam dinheiro para campanhas disseram ao jornal que o financiamento foi declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Terra, via Agência Brasil
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