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Vinte e seis profissionais renomados do mundo do direito estão na lista do HSBC

mosaico3Do alto à esquerda, em ordem horária: Arnaldo Malheiros Filho, Carlos Antonio Navega, José Roberto Opice, Paulo Razuk, Sérgio Mazzillo e Valter Uzzo

Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo, um ex-procurador-geral de Justiça do Rio e uma ex-defensora pública-geral de Pernambuco estão relacionados a contas da agência do HSBC em Genebra, na Suíça.

Também aparecem no acervo de dados vazado do banco sócios e ex-sócios de alguns dos maiores escritórios de advocacia do país: Machado, Meyer, Sendacz e Opice; Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga; Levy e Salomão; e Trench, Rossi e Watanabe.

Procurados pela reportagem, todos negam irregularidades ou se recusam a comentar.

O vazamento dos dados, conhecido como SwissLeaks, refere-se a informações dos anos de 2006 e 2007, extraídas da agência do HSBC, em Genebra, em 2008 por um então técnico de informática da instituição, Hervé Falciani. Em 2014, o ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) firmou uma parceria com o jornal francês “Le Monde” para investigar o caso. No Brasil, o UOL e o “Globo” têm exclusividade na apuração.

Para esta reportagem, foram pesquisados os nomes de todos os ministros do Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior Eleitoral, Tribunal Superior do Trabalho e Superior Tribunal Militar. O cruzamento incluiu os desembargadores dos 5 Tribunais Regionais Federais e os dos Tribunais de Justiça dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O UOL e o “Globo” também compararam a lista do HSBC com a dos 500 advogados mais admirados do país, segundo um ranking especializado produzido pela editora Análise Editorial, e outras listas de profissionais premiados. Foram ainda checados os nomes de chefes do Ministério Público e da Defensoria Pública. No total, cerca de 1.500 nomes foram pesquisados.

Do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), aparecem 2 desembargadores.

Jayme Queiroz Lopes Filho, da 36ª Câmara de Direito Privado, ex-presidente da Associação dos Advogados de São Paulo, está ligado a 2 contas. Uma aberta em janeiro de 1997 e fechada em janeiro de 1999. Outra surge em outubro de 1998 e ainda permanecia ativa em 2006 e 2007, com saldo de US$ 131.147.

Também está na lista Paulo Eduardo Razuk, da 1ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, com uma conta aberta em novembro de 1994 e fechada em março de 2004 –o saldo, nesse caso, está zerado.

Há 1 desembargador aposentado do TJ-SP relacionado ao HSBC de Genebra: Ney de Mello Almada, hoje advogado. A conta vinculada ao seu nome na agência suíça do banco foi aberta em maio de 1992 e permanecia ativa em 2006 e 2007, com saldo de US$ 263.922.

O ex-procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro de 1987 a 1991, Carlos Antonio da Silva Navega, está relacionado a 3 contas no HSBC, todas já fechadas quando os dados foram extraídos do banco, em 2008.

Está também na listagem a ex-defensora pública-geral de Pernambuco Marta Maria de Brito Alves Freire. Ela comandou a instituição de 2010 a 2014. A conta vinculada ao seu nome e ao de seu marido, o advogado Marcos Freire Filho, foi aberta em 29.out.1996 e tinha saldo de US$ 1,016 milhão em 2006/07.

Marcos Freire Filho não tem relação de parentesco com o político pernambucano Marcos Freire (1931-1987), líder do MDB durante a ditadura militar e ministro da Agricultura de José Sarney, nos anos 1980.

Os dados completos das contas estão relacionadas na tabela abaixo:

tabela

ADVOGADOS FAMOSOS

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. Esse Pais só terá jeito com a solução que Marco Cola deu eu sua entrevista, estar tudo contaminado, a solução é um ditador no poder.

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Finanças

Ratinho e outros doadores de campanha estão na lista do HSBC; veja 16 nomes

ratinhoratinhoaNa sequência da série de matérias do jornal O Globo e o portal UOL, sobre as contas secretas mantidas na Suíça, no banco HSBC, entre 2006 e 2007, foram divulgados hoje (19) os nomes de 16 pessoas que doaram dinheiro para a campanha eleitoral de 2014. Elas doaram mais de R$ 5 milhões para políticos de 12 partidos.

Os dados foram levantados a partir de cruzamento feito pelo jornal, em parceria com o portal UOL, entre as pessoas físicas que mais doaram às campanhas com os registros do HSBC vazados por um ex-técnico de informática do banco.

A investigação jornalística sobre o caso, conhecida como SwissLeaks, é comandada pelo ICIJ, sigla em inglês para Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. As investigações dão conta, até o momento, de que houve sonegação e evasão fiscal por parte do banco e de alguns correntistas.

Na lista das pessoas que aparecem com contas secretas no HSBC no período investigado estão 8.667 brasileiros. Ter uma conta numerada no exterior não pressupõe necessariamente crime e implica declaração dos valores à Receita Federal e ao Banco Central.

negocios-finanzas-hsbcNa Receita, está em andamento uma investigação de brasileiros com indícios de movimentação financeira no Banco HSBC na Suíça, com base em lista divulgada pelo consórcio de jornalistas. As denúncias também serão investigadas por uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Senado.

Os 16 nomes de doadores de campanha encontrados pelo jornal O Globo e o portal UOL, que também aparecem nas planilhas do SwissLeaks, são: Alceu Elias Feldmann (Grupo Fertipar); Armínio Fraga Neto (Gávea Investimentos); Benjamin Steinbruch (CSN); Carlos Roberto Massa, o Ratinho, do SBT; Cesar Ades (Banco Rendimento); Cláudio Szajman (Grupo VR); Edmundo Rossi Cuppoloni (da incorporadora 5S); Fábio Roberto Chimenti Auriemo (empreiteira JHSF); Francisco Humberto Bezerra (ex-sócio do BicBanco); Gabriel Gananian (Steco Construtora); Hilda Diruhy Burmaian (Banco Sofisa); Jacks Rabinovich (CSN); José Antonio de Magalhães Lins (Axelpar); Miguel Ricardo Gatti Calmon Nogueira da Gama (advogado); Paulo Roberto Cesso (Colégio Torricelli); e Roberto Balls Sallouti (BTG Pactual).

Segundo a reportagem, as doações foram destinadas a candidatos de vários partidos: PSDB, PT, PSDC, PV, PMDB, PSC, DEM, PROS, PTB, PSB, PRB e PP. Dez dos 16 doadores analisados têm relação com empresas abertas em paraísos fiscais. Ainda dentro dessa lista, dez tinham contas abertas e em operação no período 2006/2007 pouco antes de os dados serem vazados.

Quatorze desses doadores disseram ao Globo e ao UOL que não são donos de contas numeradas, que não estão envolvidos em irregularidades ou preferiram não comentar o caso. Dois deles não retornaram à reportagem de O Globo. Os políticos que receberam dinheiro para campanhas disseram ao jornal que o financiamento foi declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Terra, via Agência Brasil

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