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EDITORIAL – CRISE: O RN sobreviveu até agora. E 2017?

O Rio de Janeiro afundou numa crise sem precedentes. O Rio Grande do Sul acaba de decretar calamidade financeira. O Distrito Federal está à beira da falência.

O Mato Grosso, de acordo com o próprio governador Pedro Taques, após deixar reunião no Palácio do Planalto, já vivencia uma situação em que o Poder Público decide quem sobrevive e quem morre no Estado, porque simplesmente não há recursos suficientes para investir em saúde pública. “Os governadores estão com a corda no pescoço”, declarou Taques ao jornalista Josias de Souza.

E o Rio Grande do Norte?

Apesar de todas as medidas financeiras e administradas já adotadas, consultorias e auditorias na folha a crise continua. E vai continuar.

Com os recursos cada vez mais escassos, a prioridade tem sido o pagamento do funcionalismo.

Deixa-se de pagar fornecedores, diárias para pagar salários, deixa-se de pagar outras despesas de custeio da máquina governamental para não aumentar ainda mais o atraso do pagamento dos salários dos servidores.

A duras penas, o Governo do Estado vai concluir o pagamento da folha salarial de outubro. E poderá é deverá pagar os meses de novembro, dezembro e décimo terceiro. Para isso, usará os recursos oriundos da repatriação dos recursos depositados por brasileiros em contas no Exterior. Primeiro, foram os recursos dos impostos, depois virão os das multas.

Para ajudar no fluxo de caixa, entrará também o dinheiro do Refis recém-aprovado pela Assembleia Legislativa.

Em 2015, o Estado conseguiu pagar os salários graças aos saques no Fundo Financeiro (Funfir). Em 2016, cortou gastos, reduziu despesas em vários setores e graças à repatriação dos recursos do Exterior e ao Refis vai conseguir chegar ao final do ano.

E como será 2017?

O esforço do governo e do governador são visíveis. Não se discute o otimismo, a disposição ao diálogo com os servidores e a força de trabalho.

Mas é hora de se questionar a oportunidade e a necessidade de adoção de medidas amargas.

Não há perspectivas otimistas para 2017.

Os salários, proventos e pensões, mesmo com atraso, estão sendo pagos. Mas, até quando?

Os fornecedores já não recebem há muito tempo. Serviços públicos estão sendo prejudicados por falta de material, por problemas financeiros, por falta de pagamento.

Para completar o cenário totalmente adverso, o Estado enfrenta o quinto ano de uma seca prolongada que consumiu rapidamente praticamente todos os principais mananciais do litoral, do agreste e do sertão.

Não está na hora de substituir um certo tom de otimismo pela adoção de medidas amargas, que possam evitar que o Estado entre em definitivo em situação de calamidade financeira?

A situação de estados bem mais ricos e desenvolvidos como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Mato Grosso mostra que não há mais tempo para se adiar decisões urgentes, mesmo que impopulares.

O remédio amargo de hoje pode ser a melhoria de amanhã.

Se o Rio Grande do Norte quer evitar o colapso total amanhã a hora de agir é agora.

 

Opinião dos leitores

  1. E os fantasmas da Assembleia??
    E as mordomias do TCE, Judiciario e legislativo ???
    E os trocentos cargos comissionados do governo??
    E as pensões vitalícias e exorbitantes??

  2. O principal é cortar (no mínimo congelar por 20 anos) salários, despesas e regalias no Legislativo e no Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas… Diminuir a remuneração dos médicos, não tem cabimento médicos ganhando R$1000 por uma noite de plantão no Walfedo, por isso não tem dinheiro nem pra esparadrapos.

    1. Apoiado. Ações urgentes:
      a) Estabelecimento de teto remuneratório (inclusive todo tipo de penduricalho vinculado) abaixo do limite constitucional para o RN;
      b) Corte de todas as regalias desnecessárias para magistrados e demais altos funcionários públicos (auxílio paletó, auxílio residência, auxílio cafezinho, auxílio ar-condicionado, e outras aberrações do gênero);
      c) Faxina geral em tudo que é cargo comissionado. Ter o estritamente necessário. Corte de indicações políticas e nepotismo cruzado.
      d) Instituir a adoção de previdência privada para aqueles que ganham acima do teto do INSS. O IPERN apenas pagaria pensões e proventos de aposentadoria no limite do teto do INSS.
      d) Cessão de direitos e/ou leilão do Arena das Dunas. Não é da competência do Estado manter Estádio de futebol.

  3. A solução passa por reter salário de quem ganha muito. Impor um teto temporário. Quem ganha mais de 10mil só recebe 10mil e pronto. E nada de reajustes. Além de vender a UERN e a Caern.

  4. Crise? Kkkkkkkk… Os cargos comissionados aumentam a cada dia mais. MP e JUDICIÁRIO com salários exorbitantes e sedentos por mais e mais… Nosso país é um circo, onde os palhaços somos nós!!!

  5. Essa Crise deveria se chamar : CRISE DOS FUNCIONÁRIOS DO EXECUTIVO PORQUE O RESTO É SÓ ALEGRIA, E ainda tem reclames é mole?

  6. Enquanto isso no Ministério público, No judiciário, na A. Legislativa e no Tribunal de Contas é só alegria o resto que se f…

  7. Para alguns políticos a crise é uma desculpa para não fazerem nada.

    O Estado fará algum invese no carnaval?
    Não deveria, tem-se outras prioridades.

  8. Pedro Martins, o senhor precisa conhecer um pouco mais a história do RN. O prédio que funciona o Clube dos Radio Amadores nunca foi do Estado, nem o Aero Clube do RN, que pertenceu ao ex governador Juvenal Lamartine e fez na época, uma doação ao clube que foi fundador e primeiro presidente.

  9. Vocês funcionários do Estado fiquem de olho porque o acordo ontem com o Governo Federal é que se envie para à AL uma reforma da previdência estadual e com certeza irão aumentar o desconto previdenciário de todos vocês.

  10. Meus amigos. Essa crise é estrutural o governo gasta mais do que arrecada e para equacionar isso o governo tem que achar instrumentos para reduzir o deficit orçamentário e não adiante medidas pontuais como verba do repatriamento ou alienação de imóveis. Nos tempos de inflação de 20/30% ao mês, bastava atrasar o salário e postergar correção salarial que a inflação fazia o serviço. Agora os estados tem que esperar anos para conseguir uma redução significativa via inflação. Reduzir pessoal é difícil, reduzir salário impossível. Acho que a solução é uma congelamento de salários e esperar a inflação fazer o serviço. Porém, como disse acima, o processo vai ser lento, posto que a inflação futura vai ficar próxima à meta.

  11. Podera e deverá pagar novembro dezembro e o decimo? Muito otimista. Ja houve uma parcela da repatriação e a folha nao esta em dia. Nada provisionado para o decimo terceiro. O refis nao arrecadara 200 milhoes, no maximo 50 milhoes. Fica claro q nao honrara com essas 3 folhas cada uma no valor de 400 milhoes, ou seja 1.2 BILHOES ate o final do ano. Donde vem tanto otimismo?

  12. O governo do RN poderia começar vendendo uns imóveis que hoje estão na mão de uns sabidos, como Clube dos Radiomadores, Aeroclube e muitos outros.
    Outros dá destinação social, feito o Juvenal Lamartine.
    Garanto e sei do que falo que se fosse feito um levantamento do que pode ser vendido veriam a fortuna que está entesourada na mão de espertos. Mesma coisa cobrar dívidas. Basta vontade política.

    1. Sem esquecer do terreno valiosíssimo onde funcionou a Escola Agricola de Ceara mirim, uma fazenda dentro da Cidade, e que hoje está abandonado e entregue ao mst que se quer tem CNPJ, e está fazendo de lá um centro de treinamento de suas ideologias.

  13. Eu só queria que pau que batesse em Chico também batesse em Francisco. TOLERÂNCIA ZERO COM ESSES POLÍTICOS CORRUPTOS QUE ROUBAM A NAÇÃO DIUTURNAMENTE !!!

  14. O Governo vem se omitindo nas medidas que deveria adotar e muito pior que isso, fala em um caminho questionável tirando de quem não deveria, o funcionalismo.
    O Governo resiste em não cortar os cargos comissionados por acomodação política.
    O Governo não afasta e suspende os salários dos descobertos e apontados funcionários fantasmas.
    O Governo não tem gestão eficaz sobre os gastos da máquina pública, parece que tudo depende da vontade e acomodação política.
    Até entendemos que nem todo eleito tem visão gerencial, ou se interessa por ela, afinal se trata de gasto com recurso público e não do próprio bolso. Isso faz toda diferença!
    São anos e anos, entra e sai de governadores, mas os recursos públicos são vistos para gastar mais, gastar mais e mais. Não vi 01 candidato falar em corte de despesas, diminuição de cargos, economia de recursos durante as campanhas. Foram promessas em cima de promessas sempre aumentando os custos da máquina pública.
    Há necessidade de se manter no RN tantas secretarias e órgãos estaduais?
    O que o legislativo fez até agora para diminuir suas despesas?
    Será que só o executivo tem obrigação de arcar com a redução das despesas e estrutura?
    Agora estão sendo obrigados a dar um freio de arrumação e vão jogar a conta no colo de quem menos tem culpa: o funcionalismo público do executivo. Os demais vão assistir a crise passar!

  15. Os Deuses do MP não. Pode receber com dez dias de atraso aciando justiça justiça obriga paga em dia eo resto dos sevidores com mais de um mês de atrasos no salários. Se fisco para ai estado vai para de vez

    1. Kkkkkkk… Faltou vc dizer tbm os Deuses do judiciário e da assembléia legislativa.

  16. Essa crise é fictícia… Mantemos uma Universidade publica estadual, sinal que somos um Estado muito, muito rico. A UERN tem ate conservatorio de musica, visto na TV hoje. Leia-se na propaganda estatal que a cidade de Mossoró vive uma efervescência na área musical.. erudita? Mas nao consegue oferecer ao ensino fundamental publico aula de musicalizaçao. Pelo menos as empresas publicas arrecadam impostos e tem receita propria.. tendo seus funcionarios aposentados pelo INSS. Mas gastar 300 milhoes de reais por ano com o que nao é obrigatorio numa crise dessas? Inchando o IPERN com uma massa de professores que adoram greve! Nao ha crise. Ha muito luxo em mossoro. Vai ver que a UFRN e o IFRN nao dao conta da formacao publica de nivel superior… Nesse caso ha incompetencia do PT? Ou luxo no RN?

  17. Com a saída do PT no comando da nação, este país deixou algum dia ou melhor algum segundo de arrecada imposto? Ou reduziu sua carga tributaria?

  18. Até o presente o prefeito n ão pagou o mes de outubro ao resto do funcionalismo municipal. Mas inaugurou duas arvores de natal na zona norte cheias de luz pra que os lisos possam admirar.

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