O presidente interino, Michel Temer (PMDB), disse em entrevista à revista “Veja” que privatizará tudo, “na medida do possível”. Na conversa, ele garantiu que a Petrobras, principal estatal brasileira, não fará parte do processo, por estar ligada “à ideia de nacionalidade, patriotismo”. O peemedebista, no entanto, deixou claro que os Correios podem ter destino diverso. Segundo ele, privatizar a estatal parece não ser “tão complicado”. Não é a primeira vez que a predileção de Temer pelas privatizações fica explícita. No programa “Uma Ponte para o Futuro”, produzido oficialmente para orientar as discussões eleitorais da legenda, o PMDB já apontava para este caminho.
Na entrevista à “Veja”, Michel Temer destacou que pode abrir novas frentes de concessões e que irá incrementar as já existentes, nas áreas de portos e aeroportos. Afirmou ainda que irá buscar novos investimentos para o país em nações como Estados Unidos, Emirados Árabes e Japão. O peemedebista afirmou que um dos aspectos negativos de figurar como interino no cargo é o fato de outros países estarem aguardando o que vai acontecer em agosto, quando deve ser concluído o processo de impeachment.
A Lava Jato. Questionado se a maior operação de combate à corrupção pode abalar seu governo, Michel Temer afirmou que a chance de isso ocorrer é “zero”. Para justificar, citou o que considera avanços nos primeiros 45 dias de gestão. “Resolvemos o problema federativo no país com a dívida dos Estados, aprovamos a Desvinculação de Receitas da União (DRU), em duas semanas… No caso das estatais, o projeto estava parado no Senado. Votamos na Câmara. São exemplos de que a Lava Jato não atrapalha em nada”, apontou o presidente interino. Sobre a possibilidade de ele próprio ser afetado pela operação, já que o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado afirma ter sido procurado por ele para obter doações ilícitas para Gabriel Chalita, candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo em 2012, Temer novamente rejeitou a hipótese. “O que houve é que fui presidente do partido por muitos anos. Entravam doações, todas oficiais. Há uma tendência para criminalizar as doações oficiais. É preciso separar bem o que é propina do que foi doação legal”, afirmou o político. Michel Temer ainda afirmou que, nos 15 aos em que comandou o partido, “nunca soube que alguém pudesse dar verbas fora da doação oficial”. As investigações mostram que, nesse período, houve pagamentos de propina a políticos como o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR) e o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Eu cuidava das doações oficiais”, afirmou. “(As acusações contra os colegas de partido) são afirmações que merecem comprovação, não são definitivas, têm de ser comprovadas”, completou.
O PODER. Temer ainda reclamou do que chama de “campanhas” contra ele, citou ataques ao seu escritório e protestos diante de sua residência, o que avalia como reflexos da interinidade. “Enquanto existir a perspectiva do retorno, desejosos desse retorno se dedicarão a esse tipo de ação”, disse o peemedebista, que ainda demonstrou sentir os efeitos da solidão do poder. “Comecei a compreender que a vida do presidente da República é muito devassada, não há como evitar. Hoje, não vou a cinema, não vou a restaurante, não ando mais na praça como fazia. Se eu for, vão dez seguranças junto”, lamentou.
O Dia
Foto: Reprodução
kkkkkkkk, agora vai ser pior! eu avisei!
Privatizar pra não roubar mais chega de robalheira
O PRESIDENTE NECESSITA PRIVATIZAR SUA AMANTE PARA SER VISTA NA PAYBOY´, SER EXPOSTA NAS OFICINAS MECÃNICAS. ( NO BANHEIRO )
Correto..
Para qualquer governo e$$e projeto é $empre muito bom…
O caminho é esse PRIVATIZAR!!!!
Comentário vago como costumeiramente se observa no público desse blog. O caminho é simplesmente privatizar? Vou usar como exemplo uma privatização de uma área que ocorreu no Brasil, privatização que não sou contra, mas servirá de argumento pra provar que a privatizar por si só não resolve muita coisa. Você usa o serviço de empresas de telefonia privadas, o serviço é bom? Você se sente respeitada? Você já observou quem está no topo do ranking de reclamações no Procon? Por favor, parem de colocar privatização como solução divina pra corrupção no Brasil. Gente pouco instruída e que toma isso como verdade absoluta possibilita que nossos belos políticos entreguem empresas por preço de banana para a iniciativa privada, como já ocorreu em outros tempos nesse país. Por favor, deixemos de extremismos!
Reitero minha opinião….
PRIVATIZAR o q for possível,
começando pelos Correios….
Keyla deve ser tão jovem!… O serviço das telefônicas privadas pode não ser uma maravilha, mas só acha ruim em comparação quem não viveu o inferno do monopólio do Sistema Telebrás… Linhas a milhares de dólares, espera de anos por uma linha, celulares fora do alcance de quem queria: evidentemente para o sustento de cargos e roubalheira, como vemos hoje na quebrada Petrobrás.
Privatizem tudo já!
Keyla deve ser bem jovem e não conheceu o sistema Telebrás. Na época, telefone era patrimônio, declarado no Imposto de Renda, com ações negociáveis na Bolsa. Esperavam-se anos por uma linha telefônica. serviço péssimo. Filas em orelhões de rua. Hoje em dia, todo mundo tem celular com internet, por mais pobre que seja. E digo mais, não fosse a ANATEL, órgão estatal corrupto e ineficiente, a coisa estaria melhor. Precisamos diminuir o tamanho do Estado brasileiro. CEF, Correios, Petrobrás, Eletrobrás, todas foram saqueadas e destruídas pelo PT. Se tivessem sido privatizadas, estariam em situação bem diferente.