Para garantir mais um voto a favor da PEC dos gastos públicos, o presidente Michel Temer exonerou na tarde desta segunda-feira (10) o ministro Marx Beltrão (Turismo), que reassume a cadeira de deputado federal para votar pela aprovação da iniciativa.
Como Beltrão assumiu o ministério da semana passada, ainda não havia nenhum suplente em sua vaga (a Câmara estava com um deputado a menos).
Por volta das 18h30, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aguardava o retorno dos deputados para o plenário para dar início à votação da PEC. Enquanto Maia aguarda quorum, os deputados seguem com as discussões.
Pela manhã, já haviam sido publicadas as exonerações de dois outros ministros: Fernando Coelho (Minas e Energia) e Bruno Araújo (Cidades). A informação já havia sido adiantada pela Folha de S.Paulo nesta segunda (10).
Os suplentes dos dois ministros, que estavam exercendo o mandato, estavam indecisos em relação à votação por causa da disputa política pela Prefeitura de Recife e sinalizavam que poderiam deixar de votar nesta segunda (10). São eles: Creuza Pereira (PSB-PE) e Severino Ninho (PSB-PE).
Fernando Coelho e Bruno Araújo decidiram, então, acertar com o presidente Temer a exoneração para participarem da votação e, com isso, pouparem os dois deputados pernambucanos. O candidato de Creuza Pereira e Severino Ninho, o atual prefeito Geraldo Julio (PSB-PE), disputa o segundo turno da eleição municipal com o petista João Paulo.
Os ministros avisaram os dois parlamentares da exoneração com antecedência. Depois da votação, eles vão reassumir seus postos nos ministérios de Minas e Energia e Cidades.
O governo Temer acredita que já tem mais de 350 votos, acima dos 308 necessários, para aprovar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que cria o teto dos gastos públicos. A votação está marcada para esta segunda (10).
Folha

Agora este País vai pra frente.
Gabriel Priolli: quem vai sair do vermelho é a grande imprensa!
"Se o governo de fato vai, de fato, tirar as contas públicas do vermelho, vamos ver. Se conseguirá erradicar o partido vermelho da política do Brasil, também é duvidoso. Mas que a imprensa aliada vai sair do vermelho este ano, com a torneira da bondade aberta no Palácio do Planalto, parece certo", diz o jornalista e professor Gabriel Priolli, em vídeo, ao site Nocaute.
É porque fecharam a torneira do "outro lado". Brasil 247, coversa afiada, dentre outros, estão com as torneiras fechadas.
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