O presidente interino Michel Temer sancionou sem vetos o projeto de lei que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016 para incluir a nova meta fiscal que prevê um déficit primário de até R$ 170,5 bilhões nas contas públicas. A Lei 13.291 está publicada na edição de hoje (27) do Diário Oficial da União.
O texto estabelece que “a elaboração e a aprovação do Projeto de Lei Orçamentária de 2016, bem como a execução da respectiva lei, deverão ser compatíveis com a obtenção da meta de déficit primário para o setor público consolidado não financeiro de R$ 163.942.000.000,00, sendo a meta de déficit primário dos orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União de R$ 170.496.000.000,00, e R$ 0,00 para o Programa de Dispêndios Globais”.
O Diário Oficial da União também traz publicado um anexo de metas fiscais com os parâmetros que foram atualizados para a definição da nova meta. O texto diz que “o objetivo primordial da política fiscal do governo é promover a gestão equilibrada dos recursos públicos, de forma a assegura a manutenção da estabilidade econômica, o crescimento sustentado, a distribuição da renda”.
O anexo acrescenta que “para 2017 e 2018 o governo está revendo o cenário macroeconômico e os números de projeção da receita (administrada e extraordinária) de forma a adotar o cenário mais prudencial, de forma a evitar frustrações de previsão de arrecadação tão elevadas quanto as observadas nos últimos dois anos”.
A sessão do Congresso Nacional que aprovou, em votação simbólica, a revisão da meta fiscal para 2016 durou mais de 16 horas, com governistas e oposicionistas travando uma batalha política em torno do tema.
Sessão de Debates – Fim da escala 6×1 no Brasil. — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O Senado realizou nesta quarta-feira (1º) uma sessão de debates sobre a PEC que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
Representantes do setor produtivo alertaram para o aumento dos custos de produção e defenderam que a discussão ocorra sem influência das eleições.
O presidente da Fecomercio-SP e diretor da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Ivo Dall’Acqua Júnior, afirmou que mudanças na jornada de trabalho afetam toda a economia e precisam considerar fatores como produtividade, geração de empregos, competitividade e impacto nas contas públicas.
Já o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, defendeu mais flexibilidade nas relações de trabalho e criticou a possibilidade de o tema ser influenciado pelas eleições. “É um debate profundo e de grande responsabilidade. Não pode ter contaminações eleitorais”, afirmou.
O presidente da CNC, Ricardo Albano, também disse que o desafio é definir uma forma adequada de implementar as mudanças e defendeu uma transição gradual.
Integrantes do governo e representantes de centrais sindicais manifestaram apoio à proposta. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que a redução da jornada vai além da questão econômica e pode melhorar a qualidade de vida e a produtividade dos trabalhadores.
A PEC ainda não começou a tramitar formalmente no Senado. O texto prevê a redução da jornada semanal para 40 horas e a garantia de, no mínimo, duas folgas por semana, com implementação gradual em até 14 meses após a promulgação.
A Petrobras vai reduzir em 14,5% o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras a partir de julho. O corte representa uma queda de R$ 0,81 por litro em relação ao valor praticado em junho.
Segundo a estatal, a redução foi motivada pela queda dos preços internacionais do combustível após a diminuição das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Apesar de ser a segunda redução consecutiva, o QAV ainda acumula alta de 40,5% em 2026 e segue R$ 1,39 por litro acima do preço registrado em dezembro de 2025.
O querosene de aviação é um dos principais custos das companhias aéreas. A redução pode aliviar as despesas do setor, mas não garante queda imediata no preço das passagens, que também depende de fatores como demanda, câmbio e concorrência.
A Polícia Federal encontrou uma anotação da ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL), Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, que pode indicar a continuidade de um mecanismo semelhante ao orçamento secreto após a decisão do STF que proibiu repasses sem rastreabilidade. A informação foi publicada pelo portal UOL.
Segundo a reportagem, a anotação faz referência à destinação de recursos de RP2 para órgãos como FNDE, Codevasf, Ministério da Cidadania e Ministério da Agricultura, o que, para a PF, pode indicar a reserva de verbas para indicação de parlamentares ou grupos políticos já durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A investigação teve início em 2025, quando a PF cumpriu mandado de busca e apreensão contra a ex-assessora, apontada como uma das articuladoras da distribuição de verbas parlamentares desde o governo Jair Bolsonaro.
Em nota, a Secretaria de Relações Institucionais afirmou que a execução de recursos discricionários é responsabilidade dos ministérios e que atua apenas na gestão de emendas parlamentares conforme as regras definidas pelo STF. A defesa de Mariângela Fialek disse que sua atuação era exclusivamente técnica e que as decisões sobre a destinação dos recursos cabiam às autoridades políticas.
O FNDE informou que desconhece o valor citado na anotação, enquanto a Codevasf declarou que não comenta elementos de investigações em andamento.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ameaça deixar a equipe responsável pelo plano de governo da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), em meio à disputa interna no núcleo bolsonarista. A informação é do blog da jornalista Malu Gaspar, de O Globo.
Segundo a publicação, Damares ficou insatisfeita com os ataques de aliados de Flávio nas redes sociais contra ela e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Como reação, a senadora já informou que não participará do encontro de Flávio com lideranças femininas, marcado para esta quarta-feira (1º), em Brasília. De acordo com interlocutores ouvidos pelo blog da jornalista Malu Gaspar, Damares também avalia deixar de colaborar com a elaboração do plano de governo do pré-candidato.
Damares havia sido convidada para contribuir com propostas nas áreas de direitos humanos e assistência social. O convite foi feito por Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e apontada como possível candidata a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, em uma tentativa de ampliar o diálogo da campanha com o eleitorado feminino.
O empresário e cabeleireiro Thalyson Salvino, de Natal, usou as redes sociais para relatar que passou cinco dias internado após utilizar uma dose da chamada “Retatrutida”, uma caneta emagrecedora cuja substância ainda está em fase de pesquisa clínica e não possui autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização no Brasil.
No vídeo publicado em seu perfil, Salvino contou que decidiu usar o produto por influência de amigos, mesmo após receber orientação contrária de sua médica. Segundo ele, antes de aplicar a substância, consultou sua nutróloga, que o alertou para não fazer o uso do medicamento por não ser regulamentado e por não haver garantia de segurança.
Ainda de acordo com o relato, mesmo utilizando uma dose considerada baixa, ele apresentou fortes reações. Entre os sintomas, citou enjoos intensos, incapacidade de se alimentar e episódios frequentes de hipoglicemia, quadro que o levou a procurar atendimento médico e permanecer hospitalizado por cinco dias.
“Não tomem Retatrutida. Ela não é legalizada pela Anvisa. Você não sabe o que tem dentro dessa caneta ou dessa ampola”, afirmou.
O influencer também disse desconhecer a procedência do produto e levantou a hipótese de que o conteúdo da caneta pudesse não corresponder ao que era anunciado. “Não sei se tinha realmente os ativos que eram para estar. É um mercado clandestino”, declarou.
Ao longo do vídeo, Salvino reconheceu que errou ao utilizar uma substância sem aprovação dos órgãos reguladores e afirmou que decidiu compartilhar sua experiência como forma de alertar outras pessoas sobre os riscos da compra e do uso de medicamentos de origem desconhecida. Segundo ele, a motivação para recorrer ao produto foi exclusivamente estética.
O pré-candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) anunciou Gilberto Kassab como vice em sua chapa nesta quarta-feira (1). A formalização aconteceu na sede do PSD, em Brasília, no lançamento das pré-candidaturas.
Em seu discurso, Kassab defendeu a necessidade de reforma administrativa e afirmou que, junto com Caiado, vai melhorar os serviços de saúde e educação.
Kassab, presidente do PSD, é considerado um ótimo articulador político. Ele, inclusive, fez parte do secretariado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Diferentes institutos apontam que Caiado tem entre 2% e 3%. Nem mesmo as revelações da ligação de Flávio Bolsonaro (PL) com o caso Master fizeram o pré-candidato subir nas pesquisas.
Com a escolha de Kassab como vice, o PSD vai para a corrida presidencial com chapa pura. Kassab defendia que Tarcísio fosse o indicado da direita para concorrer contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como esta não foi a opção da família Bolsonaro, lançou um candidato.
O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu mais um importante reforço à sua pré-candidatura. Desta vez, o apoio veio da prefeita de Rodolfo Fernandes, Claudinha (PL), e de seu grupo político, fortalecendo o projeto que vem sendo construído em todas as regiões do estado.
Declararam apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado a prefeita Claudinha; o secretário municipal de Saúde e liderança política histórica de Rodolfo Fernandes, Chico do Mundo; e o secretário municipal de Administração, Francisco Matias.
Durante o encontro, Álvaro conversou com as lideranças sobre os principais desafios enfrentados pelo município e ouviu sugestões para a construção de um plano de governo voltado ao desenvolvimento do Rio Grande do Norte, considerando as demandas e as prioridades de Rodolfo Fernandes.
Ao agradecer o apoio recebido, Álvaro Dias destacou a importância da união de lideranças comprometidas com o fortalecimento dos municípios e com o desenvolvimento do estado.
“Recebo esse apoio com muita alegria e responsabilidade. Nosso compromisso é construir um governo municipalista, presente em todas as regiões do Rio Grande do Norte, ouvindo prefeitos, lideranças e a população para transformar as necessidades dos municípios em prioridades da gestão estadual”, finalizou Álvaro Dias.
A Polícia Federal deu um banho de água fria na oposição e avisou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a investigação sobre Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha — alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes e descontos ilegais em aposentadorias do INSS —, não vai avançar antes das eleições de 2026. Não há chance, por exemplo, de o conteúdo da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dele ser analisado este ano.
Obviamente que isso não está escrito literalmente. O recado está nas entrelinhas de um documento no qual a PF pede mais prazo para apresentar o Relatório Parcial Global da Operação Sem Desconto. E foi assim compreendido nos bastidores. Procurada, a instituição não se manifestou.
Atendendo a uma determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, a Polícia Federal apresentou o documento para explicar a quantas anda a investigação da Sem Desconto. Segundo apurou a Coluna do Estadão, os delegados não responderam exatamente ao que Mendonça indagou sobre prazos e detalhamento de dados do material apreendido e analisado.
A Operação Sem Desconto (do INSS) começou em abril do ano passado, seis meses antes da Compliance Zero (do Banco Master). Mas anda a passos lentos em relação às conclusões periciais.
Até agora, teve nove fases, com mais de quatrocentos mandados de busca e apreensão cumpridos. Foram confiscados dispositivos eletrônicos, documentos físicos e mídias digitais. Entretanto, os policiais examinaram menos de 38% do material.
O acervo inclui quase 1.700 itens, e faltam mais de mil para passar pela lupa da PF. A instituição estima que precisa de cerca de seis dias para analisar cada elemento. Ou seja, hoje, mesmo se todos os 11 policiais envolvidos na apuração estivessem mergulhados exclusivamente nesse escrutínio, seria necessário mais de um ano para concluir os trabalhos.
No documento, a Polícia Federal avisou que apresentará nos próximos dois meses um calendário de análise e entrega de relatórios. Primeiramente, vai focar na averiguação de tudo o que for referente aos investigados que estão presos.
Depois, a atenção será voltada ao que foi coletado dos 30 investigados que cumprem medidas cautelares — como prisão domiciliar, monitoramento eletrônico, retenção de passaporte e bloqueio de bens. Nesse caso, são mais de 300 itens. Os delegados dizem que já pediram reforço na equipe e estimam que podem terminar essa fase em seis meses — após a chegada de novos integrantes ao time.
Somente depois de tudo isso é que os policiais federais vão compilar, cruzar e analisar dados e evidências dos sigilos e materiais apreendidos para preparar os relatórios de IPJs (Informação de Polícia Judiciária) dos demais investigados que não estão presos nem sob medidas restritivas. É nesse grupo que está Lulinha.
Ou seja: ficou para o ano que vem.
Integrantes da PF e do STF que conversaram com a Coluna avaliaram que as alterações feitas na equipe da Operação Sem Desconto este ano também prejudicaram o andamento dos trabalhos. Em maio, a corporação trocou a coordenação do caso, retirando-o da divisão de crimes previdenciários e enviando a apuração para a Coordenação de Inquéritos dos Tribunais Superiores (Cinq).
A mudança tirou, por exemplo, o delegado que vinha comandando as investigações e que havia sido responsável por pedir a quebra do sigilo bancário de Lulinha ao STF. Na ocasião, a PF argumentou que a medida serviu para dar mais apoio à equipe, porque o Cinq possui uma estrutura voltada a conduzir operações sensíveis.
Ao cobrar respostas da PF, Mendonça também determinou a manutenção da equipe de investigação e das autoridades policiais que presidem o inquérito. O ministro deixou claro que qualquer alteração deve ser previamente comunicada para análise de justificativas.
Mais uma vez, a Polícia Federal comprova que virou instituição de Governo e não Estado, como deveria ser… Se o suspeito fosse filho de outro candidato, certamente a investigação estaria a passos largos ou talvez concluída… No caso do Senador Jacques Wagner, por exemplo, a investigação só progrediu porque o Diretor da PF, não tomou ciência da operação… É lamentável…
O senador Rogério Marinho (PL-RN) viabilizou mais de R$ 24,7 milhões em recursos para fortalecer a saúde pública de Natal. A maior parte do investimento, R$ 20 milhões, será destinada ao Hospital de Natal, uma das principais obras da área da saúde em execução pela Prefeitura da capital.
A liberação dos recursos, que já estão disponíveis para o município, foi comunicada pelo senador ao prefeito Paulinho Freire. O investimento permitirá o avanço da estrutura hospitalar, ampliando a capacidade de atendimento à população natalense.
Além do Hospital de Natal, os recursos destinados por Rogério Marinho também contemplam importantes instituições de saúde do Rio Grande do Norte. A Liga Norte Riograndense Contra o Câncer receberá R$ 3 milhões; a Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva, R$ 650 mil; o Hospital Infantil Varela Santiago, R$ 600 mil; o Centro SUVAG do Rio Grande do Norte, R$ 250 mil; e a Associação Neuronutre, R$ 250 mil.
Para Rogério Marinho, os investimentos reforçam o compromisso de apoiar ações que melhorem a qualidade dos serviços de saúde oferecidos à população.
“Esses recursos são resultado de um trabalho permanente para garantir investimentos que façam diferença na vida das pessoas. A saúde é uma prioridade e precisamos fortalecer tanto a rede pública quanto as instituições que prestam serviços essenciais ao Rio Grande do Norte”, destacou o senador.
Uma denúncia que chegou ao Blog do BG mostra as condições da estrada de acesso a Santana do Matos, no interior do Rio Grande do Norte.
Um homem que foi ao município buscar uma carga de gado teve o caminhão tombado no meio da estrada. Segundo ele, o veículo havia sido comprado há apenas 15 dias.
Em vídeo gravado logo após o acidente, ele atribui o tombamento às condições da via e faz um desabafo direcionado aos gestores públicos.
“Pelo amor de Deus, gestor, secretários, cadê vocês? Vocês só pensam em poder e dinheiro. Trabalhei, suei, faz 15 dias que comprei esse caminhão para ficar numa situação dessa. Na hora de pedir voto vocês sabem pedir”, afirma.
Ao final do vídeo, ele faz um apelo para que as autoridades tomem providências e melhorem as condições da estrada.
Triste situação, conheço de perto a situação de varias estrada (chamadas de carroçavel), está são estradas escoadoras de riquezas geradas no campo, mas os entes públicos de forma geral esquecem delas. E por esquecer o campo os alimentos estão cada vez mais caros
BG, pior é a estrada entregue no final do ano de 2025 no trecho Nizia Floresta a Barreta.
Acredite!
A estrada já está toda esburacada acabada.
Isso é uma tremenda de uma sacanagem com o dinheiro do contribuinte, parece que fizeram com material de quinta categoria.
Deveria o MP fiscalizar essa aberração.
Não exister garantias por parte da construtora empreiteira?
Fica a pergunta no ar.
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