Segundo reportagem da Tribuna do Norte na edição desta sexta-feira (21), o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN) julgou nessa quinta-feira (19) improcedente a acusação do Ministério Público Eleitoral contra o deputado federal João Maia (PR), denunciado por excesso de doação. Ao apreciarem o mérito do processo (decisão definitiva) — onde era pedida a cassação do mandato – os juízes do TRE/RN acolheram, por 3 votos a 1, a preliminar de incompetência para a quebra de sigilo bancário do parlamentar. Com isso, não chegaram sequer a apreciar o pedido. O argumento apresentado pelos advogados de defesa do deputado João Maia foi a incompetência da Justiça Eleitoral do Distrito Federal ter decretado a quebra do sigilo bancário do deputado. Assim, o processo foi rejeitado.
A reportagem ainda destaca que como o Tribunal acolheu a preliminar de ilegalidade das provas, o mérito do processo não foi nem mesmo apreciado. João Maia era acusado de excesso de doação. O Ministério Público Federal aponta para o fato de que João Maia doou mais de 10% da renda declarada para o comitê de campanha do PR de deputado federal. Em contrapartida, a defesa do parlamentar observa que como ele próprio era o beneficiado, por ter sido o único candidato a deputado, a doação se configura como sendo do candidato para ele próprio, o que não há percentual limitado em lei.
Pesquisa DataTrends divulgada nesta sexta-feira (23) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51,9% dos votos válidos na disputa presidencial, contra 48,1% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Considerando os votos totais, Flávio lidera com 50%, contra 46% de Lula. Brancos e nulos somam 3% e não sabem ou não responderam são 1%.
O levantamento ouviu 2.000 pessoas entre os dias 19 e 21 de outubro. A margem de erro máxima é de 2,19 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03365/2026.
Restando apenas três dias para a eleição que definirá o futuro governador do Rio Grande do Norte, o prefeito de Areia Branca, Souza Neto (União Brasil), anunciou apoio a Cadu de Lula (PT), adversário de Allyson Bezerra (União Brasil) no segundo turno. O detalhe que chama a atenção é que o gestor pertence ao mesmo partido de Allyson, mas decidiu mudar de lado na reta final da disputa.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Souza afirmou que, no primeiro turno, apoiou outro candidato, mas decidiu caminhar com Cadu após a oposição de Areia Branca também se aproximar do grupo adversário. Ele acusou os opositores de agir por “oportunismo” e “desespero pelo poder”.
O prefeito justificou a mudança citando parcerias entre o Governo do Estado e o município, como o IERN e o Polo Gás Sal. Cadu agradeceu o apoio e prometeu ampliar as ações em benefício da população.
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A campanha de Lula (PT) não apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dados bancários e fiscais pessoais da lobista Roberta Luchsinger. Ela questionou nas redes sociais como informações sobre seus sigilos teriam sido obtidas e afirmou que seus dados estão sob segredo de Justiça. Segundo ela, ninguém pediu autorização para acessar os documentos. A empresária prometeu tomar “todas as medidas cabíveis”.
Estas informações às quais Roberta se refere não foram solicitadas pela equipe de Flávio Bolsonaro (PL). O pedido se restringe a registros de visitas dela a prédios públicos, voos em aeronaves da FAB e reuniões em órgãos federais.
Lula e Flávio travam um embate sobre a divulgação de informações financeiras na reta final do segundo turno. As campanhas formalizaram um acordo para autorizar a abertura de sigilos, mas ainda divergem sobre a forma de divulgação dos dados.
Na quinta-feira (22), o ministro André Mendonça, do TSE, afirmou que os candidatos podem divulgar voluntariamente as informações, sem necessidade de autorização judicial. Ele ressaltou, porém, que a divulgação não substitui eventuais investigações sobre irregularidades.
Um dos fundadores do PT, o cientista político Paulo Delgado (MG), criticou o nome “Exército de Lula”, usado no grupo de WhatsApp criado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Idealizado pelo deputado André Janones (Rede-MG), o grupo já reúne mais de 8 milhões de usuários. Janones é chamado de “general” e distribui “missões” aos participantes.
Delgado, que é ex-deputado federal, e está fastado do PT, afirmou que a nomenclatura desrespeita a memória das vítimas da ditadura militar.
“Chamar de Exército de Lula é patético. Fere a memória de quem pediu reparação pelos crimes do regime militar. O PT nasceu para enfrentar os abusos do autoritarismo, não deveria adotar essa nomenclatura”, disse à coluna Painel do jornal Folha de S. Paulo.
Um grupo de adolescentes foi filmado depredando um parquinho infantil, no conjunto Pirangi, nesta sexta-feira (23). O espaço fica ao lado de uma quadra de esportes que está sendo reformada pela Prefeitura de Natal. Um homem que registrou a cena chamou a atenção dos jovens em razão do ato que estavam praticando. De acordo com o homem que registrou as cenas, eles seriam estudantes de uma escola privada que fica a poucos metros do local.
“Ei, boy. Assim não, né! Eu vou conversar com a diretora do Colégio Ação. Vou mandar pra ela. Vou mandar pra todo o bairro. Assim não, né! O lazer é para todos, mas destruir as coisas alheias não dá, não”, disse enquanto filmava o grupo.
As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as autorizações para abertura de sigilos, conforme acordo firmado entre as equipes. Mas os dados sigilosos ainda não foram divulgados pelas campanhas.
A campanha de Flávio afirmou ter cumprido o acordo, incluindo a autorização referente à Alcazar Holding, investigada por suspeita de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal suspeita que o senador seja sócio do advogado Willer Tomaz na empresa.
A equipe de Flávio também classificou como “puramente política” a iniciativa de Lula e cobrou a divulgação de informações sobre os gastos com o cartão corporativo. Já a campanha petista afirmou ter entregue os dados disponíveis, incluindo agendas, planos de voo e informações do cartão.
As campanhas divergem sobre a atuação do ministro André Mendonça, relator do caso. Enquanto Lula pede que o TSE coordene a divulgação simultânea das informações, o ministro entende que os candidatos podem tornar os dados públicos sem necessidade de intervenção judicial.
Foto: Breno Esaki/Metrópoles | Mario Agra/Câmara dos Deputados
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) convidou a prefeita de Ituiutaba (MG), Leandra Guedes (Avante), ex-esposa do deputado federal André Janones (Rede-MG), para acompanhar o debate presidencial da TV Globo nesta sexta-feira (23), no Rio de Janeiro.
A iniciativa busca impedir a participação de Janones no evento. A prefeita afirmou que ainda analisaria o convite antes de decidir se participaria.
Em abril de 2025, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais concedeu uma medida protetiva a Leandra contra o ex-marido, após supostas ameaças de divulgação de fotos íntimas.
Aliados de Janones disseram que o episódio “não é o foco” do deputado neste momento.
Flávio Bolsonaro (PL) tem 52,7% dos votos válidos na disputa pela Presidência, contra 47,3% do presidente Lula (PT), segundo pesquisa Vetor Arrow divulgada nesta sexta-feira (23). A diferença é de 5,4 pontos percentuais, com margem de erro de 1,2 ponto.
Nos votos totais, Flávio registra 50%, enquanto Lula tem 44,9%. Brancos e nulos somam 3,6%, e 1,5% dos entrevistados estão indecisos.
O levantamento foi realizado nos dias 22 e 23 de outubro, com 6.867 eleitores das 27 unidades da Federação. O levantamento foi feito por telefone, com entrevistas automatizadas, e tem margem de erro nacional de 1,2 ponto percentual, para mais ou para menos. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no TSE sob o número BR-06957/2026.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apresentou, nesta sexta-feira (23), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma nova Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin, denunciando um esquema de abuso de poder político e econômico, uso de recursos públicos e manipulação das redes sociais para favorecer a campanha de reeleição petista.
A ação, que também envolve o Facebook como terceiro juridicamente interessado, apresenta um levantamento de anúncios pagos, gastos milionários com impulsionamento, propaganda negativa contra Flávio Bolsonaro e uma estrutura de mobilização digital que, segundo a denúncia, teria sido construída ao longo de três anos para influenciar o eleitorado.
Um dos pontos mais graves da investigação é a acusação de que dinheiro público da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República teria sido utilizado para direcionar usuários das páginas oficiais do governo ao perfil pessoal de Lula, posteriormente declarado à Justiça Eleitoral como canal oficial de sua candidatura.
A petição é contundente ao descrever a estrutura denunciada: “A máquina deixa de ser apenas estatal e se torna algorítmica.”
Gastos milionários e milhares de anúncios contra Flávio
De acordo com o levantamento apresentado ao TSE, páginas oficiais ligadas a Lula e ao PT teriam investido entre R$ 4,16 milhões e R$ 5,22 milhões em impulsionamento antes do início oficial da campanha eleitoral.
Já durante a campanha, a investigação identificou 6.606 anúncios classificados pelos autores da ação como propaganda negativa contra Flávio Bolsonaro, com gastos estimados entre R$ 1,53 milhão e R$ 2,49 milhões e até 170,9 milhões de impressões.
Segundo a petição, 1.818 desses anúncios foram removidos pelo próprio Facebook por descumprimento das regras da plataforma. Mesmo após decisões do TSE, em 11 e 13 de outubro, outros 2.008 anúncios negativos teriam começado a circular, enquanto 893 permaneciam ativos no momento da coleta dos dados.
A defesa de Flávio sustenta que a prática configura impulsionamento irregular de propaganda negativa e demonstra a utilização sistemática de recursos financeiros para atacar o adversário.
Financiamento oculto e anúncios pagos em moedas estrangeiras
Outro ponto considerado grave pela acusação envolve a identificação de 53 páginas sem titular identificável, responsáveis por 4.625 anúncios pagos em reais, dólares e pesos colombianos.
Segundo a investigação, todas apresentavam o campo de inscrição fiscal vazio, levantando questionamentos sobre a origem dos recursos utilizados para financiar conteúdos eleitorais e direcionar usuários aos canais declarados da candidatura de Lula.
A ação pede que a Justiça Eleitoral apure a origem do dinheiro e a responsabilidade pela contratação dos anúncios.
Exército digital de Lula e manipulação do algoritmo
A denúncia também apresenta dados sobre a atuação do canal denominado “Exército do Lula”, associado ao deputado federal André Janones.
Segundo os documentos, o grupo alcançou 8.348.363 inscritos em 22 de outubro, contra aproximadamente 4,9 milhões apenas cinco dias antes.
Entre 8 e 21 de outubro, a investigação identificou 130 ordens de mobilização digital. Das 66 hashtags utilizadas, 53 chegaram às dez primeiras posições entre os assuntos mais comentados do país, conforme o levantamento apresentado.
A petição sustenta que a estratégia buscava produzir artificialmente tendências, buscas e engajamento nas plataformas digitais.
Em uma das publicações reproduzidas na ação, o próprio canal declarou: “Não adianta eles tentarem nos boicotar! O algoritmo não é páreo para o exército de um homem chamado LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA”.
A investigação também aponta 3.977 publicações em coautoria entre perfis oficiais e páginas de apoio, que teriam acumulado 454 milhões de reproduções sem custos diretos de impulsionamento.
Flávio pede investigação do conjunto das irregularidades
Esta é a décima ação de uma série apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro ao TSE para denunciar supostos abusos cometidos em benefício da reeleição de Lula.
Diferentemente das anteriores, a nova investigação concentra-se no financiamento e na estrutura de distribuição dos conteúdos digitais, reunindo dados da Biblioteca de Anúncios do Facebook, registros de publicações e informações sobre a atuação coordenada de páginas e canais.
A acusação sustenta que os episódios não devem ser analisados isoladamente, mas como parte de uma estratégia organizada de utilização de recursos públicos, dinheiro partidário e estruturas digitais para interferir na disputa presidencial.
Na petição, os advogados afirmam: “O Estado pagou; o perfil privado recebeu a audiência.”
A ação pede medidas urgentes para interromper as práticas denunciadas, remover conteúdos apontados como irregulares, preservar provas digitais e obter informações da plataforma. Também requer que os fatos sejam examinados em conjunto com as ações anteriores.
O processo, registrado sob o número 0603359-89.2026.6.00.0000, está sob a relatoria do corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
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