Na próxima quarta-feira (16), às 14h30, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará audiência pública com representantes dos partidos políticos e das emissoras de rádio e televisão para debater a elaboração do chamado plano de mídia, que definirá o tempo do horário eleitoral gratuito para as legendas nas Eleições 2014. A audiência será conduzida pelo relator das instruções do pleito deste ano, ministro Dias Toffoli, presidente da Corte.
A convocação dos partidos e emissoras para a audiência pública é determinada pelo artigo 52 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). Na ocasião, os interessados debaterão a minuta de resolução do plano de mídia, que estabelecerá as regras de distribuição do tempo que cada uma das 32 agremiações partidárias terá durante o período do horário eleitoral gratuito. Os participantes da audiência poderão apresentar sugestões acerca do tema.
Depois da audiência, o relator das instruções das Eleições 2014, ministro Dias Toffoli, elaborará o texto final da resolução, que será submetido à apreciação do Plenário em agosto. A minuta já está disponível no Portal do TSE.
Horário eleitoral gratuito
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV será veiculada de 19 de agosto a 2 de outubro, ou seja, terá início 45 dias antes do primeiro turno e encerrará três dias antes das eleições.
Nos municípios onde houver segundo turno, a data-limite para o início do período de horário eleitoral gratuito é o dia 11 de outubro, 15 dias antes do pleito.
O último prazo previsto no calendário eleitoral deste ano para esse tipo de propaganda é o dia 24 de outubro, dois dias antes do segundo turno das eleições de 2014.
A mesma data também é o último dia para a divulgação paga, na imprensa escrita, de propaganda eleitoral do segundo turno, bem como a realização de debates, não podendo estender-se além do horário de meia noite (Resolução nº 22.452/2006).
A Polícia Federal indiciou senador Marcos do Val (Podemos-ES) por obstrução de investigação de organização criminosa e incitação ao crime. A informação em decisão desta sexta-feira (29) do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogou as medidas cautelares impostas a Do Val.
O indiciamento aconteceu no último dia 13 de agosto, em relatório que permanece em sigilo.
Do Val é investigado por obstrução de Justiça após publicar, nas redes sociais, dados pessoais do delegado da PF Fábio Schor, que atua em investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros nomes do bolsonarismo.
A PF também indiciou blogueiros Allan Lopes dos Santos, Oswaldo Eustáquio Filho e Ednardo D’Avila Mello Raposo.
Moraes e Do Val
Moraes revogou parcialmente, nesta sexta-feira (29) as medidas cautelares impostas contra o senador Marcos do Val (Podemos-ES). As contas bancárias foram desbloqueadas e ele terá a tornozeleira eletrônica retirada, por exemplo.
O senador estava usando tornozeleira e teve as contas bancárias e verba de gabinete bloqueadas. A decisão se dá após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, solicitar que a Advocacia Geral do Senado entrar com um recurso no STF para atenuar as cautelares impostas a Do Val.
“A Presidência do Senado Federal encaminhou pedido de reconsideração de medidas cautelares alternativas à prisão em relação ao Senador Marcos do Val, em virtude de fato novo e superveniente consistente no pedido de licença temporária do cargo de Senador da República. Anexou, ainda, laudo médico “que comprova a necessidade de afastamento da função parlamentar para tratamento de sua saúde”, diz Moraes.
Moraes atendeu o pedido e determinou o desbloqueio do salário e verbas de gabinete do senador, contas bancárias e a dispensa do uso da tornozeleira, proibição das redes sociais e o recolhimento no período noturno.
Por outro lado, as medidas cautelares de proibição de ausentar-se do país e apreensão dos passaportes ficam mantidas, pois “continuam presentes os requisitos exigidos pelo art. 319 do Código de Processo Penal”
O ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), afirmou na sexta-feira que não há decisão sobre sua saída do governo, mesmo com o aumento da pressão da cúpula da sigla para desembarcar da gestão petista. A relação do partido com o Planalto piorou ainda mais após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente do União, Antonio Rueda, em reunião ministerial.
— Nada foi decidido, nenhuma saída foi conversada. Inclusive, estou hoje (ontem) inaugurando obras relativas à COP 30, continuando meus trabalhos — afirmou o ministro.
Segundo dirigentes do partido, Sabino procurou Rueda na quinta-feira, para tentar convencê-lo a dar aval para a permanência no governo. O presidente do partido não atendeu o pedido do ministro e disse que, se ele não sair do governo, será expulso da sigla.
A aliados, o ministro reafirma a intenção de permanecer tanto no governo quanto no partido e que acredita ainda ser possível reverter o ultimato recebido do presidente do União Brasil.
‘Cota Alcolumbre’
A Executiva Nacional do União tem reunião marcada para a próxima quarta-feira, quando pretende aprovar uma resolução para impedir que filiados ocupem cargos no governo Lula. A decisão pouparia as principais indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que apadrinhou os ministros Frederico Siqueira (Comunicações) e Waldez Góes (Integração Nacional), mas que não são filiados ao partido.
A cúpula do União Brasil considera que ter um filiado como ministro é insustentável após ele deixar claro a indisposição pessoal com Rueda. Já havia uma movimentação para desembarcar da Esplanada até o fim do ano, após a federação com o PP ser aprovada pela Justiça Eleitoral, mas a decisão deve ser adiantada para semana que vem depois da fala do presidente na reunião ministerial.
A pressão de Lula para que os ministros do Centrão defendam mais o governo das críticas dos dirigentes de seus partidos provocou insatisfação em parte das legendas. A decisão do União Brasil vai ser centrada no ministro do Turismo, Celso Sabino, que é o único formalmente filiado à legenda no primeiro escalão.
Segundo relatos de integrantes do partido, o assunto ganhou força com cobranças dos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e de Mato Grosso, Mauro Mendes, em um grupo de WhatsApp do partido após as falas de Lula. Ainda de acordo com integrantes da legenda, Sabino mandou diversas mensagens no grupo reclamando da pressão pela saída e defendendo o governo, mas estava em minoria.
Com exceção dos votos contrários de Sabino e de outros poucos nomes da Executiva, como Alcolumbre e o ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho, o União espera amplo apoio para aprovar o desembarque.
Na reunião ministerial de terça-feira, além de cobrar uma defesa mais contundente do governo aos ministros, Lula disse acreditar que não vai ter o apoio do União Brasil em 2026 e que não gosta pessoalmente do presidente do partido, Antonio Rueda. Em resposta, o dirigente afirmou nas redes sociais que “na democracia, o convívio institucional não se mede por afinidades pessoais, mas pelo respeito às instituições e às responsabilidades de cada um”.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta em aumento de gastos com investimentos e programas sociais no Orçamento de 2026, ano de eleições presidenciais, mas com uma série de receitas incertas, despesas obrigatórias crescendo e “buracos” na peça orçamentária do ano que vem.
O Poder Executivo envia nesta sexta-feira, 29, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, com a estimativa de arrecadação e todas as despesas previstas para o ano que vem. O Orçamento total é de R$ 6,530 trilhões, sendo R$ 3,2 trilhões em despesas do dia a dia, aposentadorias, benefícios sociais, programas assistenciais, investimentos e emendas parlamentares.
O governo enviou o projeto com uma previsão de superávit de R$ 34,5 bilhões nas contas públicas (a meta fiscal é de R$ 34,3 bilhões), ou seja, 0,25% do PIB. Mas, na prática, há uma margem de tolerância que permite déficit zero. O arcabouço fiscal tem uma margem de tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB para mais ou para menos.
Além disso, algumas despesas estão fora dessa contabilidade, como parte do pagamento de precatórios (dívidas judiciais da União). Considerando todos os gastos e receitas, haverá um déficit real de R$ 23,3 bilhões no ano que vem, de acordo com as projeções do governo.
O Bolsa Família terá um orçamento de R$ 158,6 bilhões, o mesmo valor de 2025, sem previsão de reajuste no benefício, mas o governo quer turbinar outros programas sociais. O Auxílio Gás ficou com R$ 5,1 bilhões, acima dos R$ 3,6 bilhões deste ano, mas abaixo da ampliação anunciada e prestes a ser lançada, com atendimento de 17 milhões de famílias e gastos superior a R$ 10 bilhões. Para colocar esses valores no Orçamento, a peça terá de ser ajustada.
De acordo com a equipe econômica, o valor de R$ 5,1 bilhões atende ao desenho que está sendo feito pelo governo e que ainda estava em processo de discussão antes da finalização da peça orçamentária. Os técnicos garantiram que a despesa estará dentro do Orçamento, mas que o programa terá uma dinâmica diferente, atendendo famílias de acordo com a quantidade de pessoas e vinculado diretamente à compra do botijão de gás, e não como um dinheiro livre na conta.
O governo reservou R$ 52,9 bilhões para o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em 2026. No total, serão R$ 83 bilhões em investimentos públicos, um aumento de R$ 11,7 bilhões em relação ao ano anterior.
O Pé-de-Meia, que voltará para o Orçamento, após o Tribunal de Contas da União (TCU) condenar os gastos paralelos do programa de incentivo à permanência no Ensino Médio, tem uma previsão de R$ 12 bilhões em despesas.
As emendas parlamentares somaram R$ 40,8 bilhões no Orçamento de 2026, mas o valor diz respeito apenas às emendas impositivas (obrigatórias), indicadas pelos deputados e senadores (individuais) e pelos grupos estaduais do Congresso (bancada). O Congresso deverá incluir R$ 12,1 bilhões em emendas de comissão, herdeiras do orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão. Para isso, terá de cortar despesas do Poder Executivo para abrigar os recursos.
Além disso, o governo reservou R$ 1 bilhão para o fundo eleitoral, que bancará os candidatos na eleição de 2026 – valor menor do que os R$ 5 bilhões destinados nas eleições de 2022 e 2024. Se o Congresso quiser aumentar a cifra, deverá cortar das emendas de bancada, como prevê a legislação.
O salário mínimo será de R$ 1.631 em 2026, conforme os parâmetros do Orçamento. O valor representa um aumento de 7,44% em relação ao piso atual, de R$ 1.518. A quantia impacta no pagamento de aposentadorias e benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
No total, as despesas previdenciárias vão chegar a R$ 1,1 trilhão. O total de despesas obrigatórias do governo, é de R$ 2,952 trilhões, o equivalente a 92,4% do Orçamento.
“Isso é decorrente basicamente da variação do valor salário mínimo e que afeta diretamente a despesa com benefícios previdenciários”, disse o secretário de Orçamento Federal, Clayton Luiz Montes, ao falar dos gastos com Previdência Social.
Papo de Fogão Sabor e Tradição – Feito Potiguar: onde cada receita tem o gosto da nossa história e do nosso povo. Direto de Caicó! Dona Gertrudes, da Queijeira Gertrudes, vai mostrar como faz o queijo de coalho do jeitinho que aprendeu há mais de 50 anos. E ainda tem a dica rápida com a geleia de mangaba da Fernanda Câmara do Sabores da Vivenda, de Ceará-Mirim. Está simplesmente imperdível!
SÁBADO
BAND MARANHÃO e PIAUÍ – 8h
PARAÍBA
TV CORREIO/RECORD, 13h30
DOMINGO
RIO GRANDE DO NORTE – TV TROPICAL/RECORD, 10h
O Ministério do Trabalho e Emprego – de Luiz Marinho (foto, ao lado de Lula) – autorizou o afastamento do país do superintendente regional da pasta no Distrito Federal, Jackson da Silva Ázara, para integrar uma missão técnica em Nápoles, na Itália. A viagem será realizada entre 26 de outubro e 2 de novembro de 2025, segundo portaria publicada pela secretaria-executiva do ministério em 21 de agosto.
Ázara participará como conselheiro do Senac-DF na missão “Aprendizagem da Verdadeira Pizza Napoletana”, promovida pela Associação da Verdadeira Pizza Napoletana (AVPN). O objetivo do evento é promover intercâmbio de conhecimentos em áreas como segurança alimentar, sustentabilidade, inovação social e desenvolvimento comunitário.
De acordo com a portaria, a participação do servidor terá “ônus limitado” para o governo federal, ou seja, parte das despesas não será custeada pela União. O processo administrativo que autoriza a viagem está registrado sob o número 19964.206980/2024-78. Na prática, o governo Lula está custeando parte de uma viagem para que um servidor aprenda os segredos da “Pizza Napoletana”.
Pelo texto no Diário Oficial, a autorização para participação nessa missão especial foi dada pelo Secretário Executivo da Pasta: Francisco Macena da Silva.
Para além da pizza no governo Lula
A missão também a troca de experiências voltadas ao combate ao desperdício de alimentos e à articulação em rede entre instituições públicas e privadas.
A chamada “Pizza Napolitana” é considerada uma das expressões mais tradicionais da culinária italiana e surgiu em Nápoles no século 18. A receita, preparada com massa de fermentação lenta, molho de tomate fresco, mussarela de búfala e manjericão, simboliza as cores da bandeira italiana.
Reconhecida por sua simplicidade e rigor técnico, a pizza de Nápoles recebeu em 2009 o selo de Especialidade Tradicional Garantida pela União Europeia e, em 2017, o modo de preparo foi inscrito na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.
Nota do MTE
“O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) esclarece que a missão técnica em Nápoles, Itália, mencionada em reportagem, não é organizada nem financiada pelo governo federal.
O evento é promovido e custeado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). O superintendente regional do MTE no Distrito Federal, Jackson da Silva Ázara, foi convidado pelo Senac a participar, na condição de conselheiro da instituição.
A participação do servidor foi apenas autorizada administrativamente, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, sem qualquer ônus financeiro para o MTE.”
A Polícia Federal avalia que Jair Bolsonaro pode escapar de sua residência pulando o muro dos fundos, entrar na casa de um vizinho e sair em um carro não fiscalizado em direção à embaixada dos Estados Unidos, onde pediria asilo. A informação foi publicada inicialmente por Mônica Bergamo, na Folha de SP.
O estudo foi feito com base em imagens aéreas captadas por drones. A parte traseira do imóvel não é monitorada pela segurança externa, o que permitiria ao ex-presidente sair sem ser visto, segundo croquis anexados ao relatório da PF.
Uma vez no carro de um vizinho, Bolsonaro poderia se abaixar no banco traseiro e cruzar a portaria do condomínio sem qualquer revista. A embaixada americana fica a cerca de 10 minutos do local.
Diante do risco, a PF solicitou ao ministro Alexandre de Moraes a presença de agentes dentro da casa de Bolsonaro 24 horas por dia. A Procuradoria-Geral da República, no entanto, discordou.
Para o procurador-geral Paulo Gonet, a prisão domiciliar e a vigilância externa são suficientes. “Não se aponta situação crítica de segurança no interior da casa”, afirmou a PGR ao Supremo Tribunal Federal.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ser chamado de “falso humilde”pelo chefe do Executivo federal durante entrevista à Itatiaia na manhã desta sexta-feira (29).
Em publicação nas redes sociais, Zema compartilhou uma foto em que Lula aparece usando um tênis da grife italiana Zegna, avaliado em R$ 10.550.
Na legenda, o governador rebateu a fala do presidente e afirmou: “As atitudes falam por si. Eu prefiro falar menos e mostrar mais”. Antes, Lula havia dito: “É por isso que eu acho ele um falso humilde. Vai chegar a hora da verdade de ver quem fez o que.”
Ainda na entrevista à Itatiaia, Lula também disse que Zema é uma figura “caricata”, que “tenta ser algo que ele não é”, além de dizer que o governador de Minas pautou o seu mandato, que irá terminar no final de 2026, “fazendo críticas ao [ex-] governador [Fernando] Pimentel. Tentando dizer que o Pimentel tinha destruído o estado e ele recuperou”.
De acordo com o presidente, Zema deveria ter mais honestidade e reconhecer que Minas Gerais recebeu mais recurso público no governo atual do que no de Jair Bolsonaro (PL).
Em discurso no dia 16 de agosto, o governador falou em “varrer o PT do mapa” e criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Lula afirmou não ver “nenhum problema” na candidatura de Zema e disse que quanto mais candidatos, melhor.
Os governadores Tarcísio de Freitas(Republicanos-SP) e Romeu Zema (Novo-MG), além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, confirmaram participação na manifestação pró-Bolsonaro agendada para o Dia da Independência, 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo.
Organizado pelo pastor Silas Malafaia, o ato reafirma o apoio ao ex-presidente e as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). A mobilização ocorre paralelamente ao julgamento da corte sobre a alegada trama golpista de 2022.
Nem tão perto que pareça adesão, nem tão longe que pareça traição…
Tarcísio confirmou sua presença. Percebido como sucessor natural de Jair Bolsonaro, ele descarta publicamente a intenção, e prefere reforçar suas intenções na reeleição estadual. A Faria Lima parece ter outra opinião, captada pelos filhos de Bolsonaro, que têm medo de ver o eleitorado bolsonarista tomar a direção do centro, para aonde vão os moderados e indecisos.
Romeu Zema, governador de Minas, também estará na capital paulista para o encontro, segundo sua assessoria. Ambos foram questionados a respeito de sua ausência em um evento anterior, em 3 de agosto. Na ocasião, Bolsonaro já utilizava tornozeleira eletrônica.
Tarcísio justificou sua ausência por um procedimento de saúde agendado. (Ele recebeu alta no mesmo dia.) Já Michelle Bolsonaro disse que faltou por compromissos em Belém, mas confirmou sua participação para o próximo 7 de Setembro.
Na pauta das manifestações, pedidos de anistia e censura ao Supremo. Malafaia, que foi indiciado pela Polícia Federal, declarou que o ato de setembro será mais amplo. Prometeu manter a postura crítica ao STF.
O pastor garantiu que sua retórica será a mesma: “Do mesmo jeito que eu faço sempre. Sem refrescar nada. Não estou impedido disso, não, apesar da covardia, de toda injustiça. Opinião não é crime, criticar ministros do STF não é crime. Vou abrir a boca lá e não vai ser brincadeira não”.
O que vem por aí…
O ex-presidente Bolsonaro atravessa um período de vulnerabilidade política e jurídica. Ele cumpre prisão domiciliar, com restrições a visitas, e tem demonstrado pessimismo frente a uma possível condenação pelo STF. As penas, somadas, poderiam ultrapassar quarenta anos de reclusão.
Malafaia, ao ser indagado sobre a capacidade de influenciar o julgamento, disse que “Bolsonaro já foi julgado. Dos cinco ministros que vão julgar, três estão em suspeição. O que estamos fazendo é influenciar sociedade e pressionar o Congresso Nacional. Essas são as duas questões. STF, só intervenção do divino, se você quer saber minha opinião”.
O julgamento de Bolsonaro e dos demais réus envolvidos na trama golpista começará na Primeira Turma do STF na terça-feira, 2 de setembro. Ele se estenderá até o dia 12 do mesmo mês. A presença do ex-presidente na corte durante este período é incerta, conforme sua defesa. Isso se deve a crises de soluço que frequentemente resultam em vômitos.
Ainda que não existam outras manifestações planejadas, os apoiadores de Bolsonaro esperam por atos espontâneos caso ele seja condenado. Parlamentares planejam discursar em defesa do ex-presidente. Também buscam credenciamento para acompanhar as sessões do julgamento na corte.
O governo brasileiro descarta usar cobranças de tarifas contra produtos dos Estados Unidos como ferramenta de retaliação contra o tarifaço de 50% aplicado por Donald Trump sobre o Brasil.
Na última quinta-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou o início do processo que pode resultar em retaliação, com base na lei da reciprocidade. Essa autorização vem causando preocupação em empresários e importadores nacionais.
Caso o Brasil concretize alguma medida de retaliação, estão previstas barreiras não tarifárias, como quebra de patente, por exemplo. A reportagem apurou que na avaliação do governo Lula cobrar tarifas mais altas de produtos americanos seria “um tiro no pé”, porque, no fim das contas, a punição — ou seja, preço mais alto — recairia sobre o consumidor brasileiro um ano antes das eleições.
Caso o Brasil decida impor tarifas mais caras será apenas de forma simbólica, pinçando produto de super luxo, como joias, por exemplo. Mas mesmo esta hipótese, por enquanto, está descartada.
A ideia de iniciar este processo junto à Camex (Câmara do Comércio Exterior) tomou corpo nos últimos três dias. Lula foi convencido de que era preciso deixar o processo de retaliação “engatilhado”, caso o Brasil decida dar uma resposta dura a Trump, pois pode levar meses.
Há ainda uma preocupação de que o iminente julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Supremo Tribunal Federal, que começa no dia 2 de setembro, a depender do resultado, pode implicar em ainda mais sanções sobre o Brasil.
Além de deixar pronta esta carta na manga, o gesto de Lula neste momento foi explicado à reportagem como uma tentativa de mostrar internamente e para a comunidade internacional que o Brasil não está acuado nem intimidado por Donald Trump.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta sexta-feira (29), que gostaria de se candidatar à Presidência da República caso o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não possa disputar a eleição. Nos Estados Unidos, o parlamentar mencionou a possibilidade de realizar uma “campanha virtual”.
O parlamentar também não descartou deixar o Partido Liberal, caso o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se filie ao PL. O chefe estadual é cotado como possível presidenciável e herdeiro do espólio eleitoral de Bolsonaro, que está inelegível até 2030.
“Se o meu pai não puder se candidatar, eu gostaria de sair candidato. Se o Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo] vier para o PL, o que vai acontecer? Eu não terei espaço. Estou no meu terceiro mandato, sei como a banda toca. Eu teria que ir para outro partido”, afirmou em entrevista ao portal Metrópoles.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro. Em março deste ano, ele pediu licença do cargo por 120 dias. Desde 21 de julho, com o fim da licença, ele voltou a exercer o mandato oficialmente, mas não retornou ao Brasil.
“Qualquer pessoa que esteja apta, com seus direitos políticos, consegue concorrer. Isso é o que basta para poder concorrer. Como é que seria feita a campanha são outros quinhentos. Talvez, a primeira campanha virtual da história do país, mas, eu acredito que até lá a gente tenha aprovado uma anistia”, declarou.
Na quinta-feira (28), o deputado enviou ofício à Câmara solicitando autorização para exercer seu mandato parlamentar remotamente dos Estados Unidos. No documento, o congressista argumentou estar impossibilitado de retornar ao Brasil devido a uma suposta perseguição política.
Segundo ele, cabe agora ao presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), decidir sobre o assunto e enfrentar as “consequências”.
“Acho que o ideal é a gente pressionar o Hugo Motta para que seja dada uma solução. A solução tecnológica já existe. Eu consigo perfeitamente exercer o meu mandato [à distância], consigo fazer participações nas comissões”, disse.
Sanções dos EUA
No STF (Supremo Tribunal Federal), Eduardo Bolsonaro é alvo de inquérito que apura possível prática de crime contra a soberania nacional por articular contra o Judiciário brasileiro e em favor de sanções contra o país.
Segundo o deputado, a sua proposta original apresentada ao presidente norte-americano Donald Trump mirava sanções individuais contra Alexandre de Moraes, ministro do STF. Desde 6 de agosto, os Estados Unidos passaram a sobretaxar em 50% os produtos brasileiros.
“Ele [Trump] optou por fazer as tarifas. Eu confio no presidente Trump, acho que ele tem muito mais experiência nesse ponto do que eu e ele entendeu que existia um aparato financeiro que dá suporte ao regime e preferiu começar as pressões a partir dali”, declarou.
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