Foto: Tribunal Superior do Trabalho/Divulgação
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve por unanimidade a condenação da Ortobom ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos em ação movida pelo Ministério Público do Trabalho por discriminação contra mulheres na promoção a cargos de chefia.
O caso envolve a unidade da empresa em Arapongas (PR), onde, segundo o processo, todos os 22 cargos de gerência e os dois de subgerência eram ocupados por homens. Para o relator, ministro Alberto Balazeiro, a empresa não apresentou critérios objetivos que justificassem a ausência de mulheres nos postos de liderança, caracterizando discriminação indireta.
Durante o julgamento, o ministro Maurício Godinho Delgado afirmou que os dados apresentados são evidência de uma discriminação estrutural no ambiente de trabalho. A decisão da Terceira Turma manteve a condenação já imposta pelo tribunal regional.
Em nota, a Ortobom afirmou que o caso se refere apenas a uma de suas 13 unidades fabris e não representa a realidade da empresa. A companhia destacou que, por tramitar sob sigilo, não pode comentar detalhes do processo.
“A Ortobom reafirma seu compromisso com a legislação, com a igualdade de oportunidades e com uma gestão pautada pela meritocracia. Atualmente, a companhia tem uma mulher como CEO, reflexo de uma cultura organizacional que valoriza competências, desempenho e potencial no desenvolvimento de seus profissionais.”
A empresa acrescentou que mantém investimentos em ações voltadas à atração, desenvolvimento e permanência de talentos femininos, visando fortalecer um ambiente de trabalho inclusivo e alinhado às melhores práticas de gestão de pessoas.
Daqui a pouco a gente vai ler nesse blog “Ortobom abre fábrica no Paraguai”. Esse governo gosta de prejudicar quem produz.
Infelizmente, quem atira com pólvora alheia não quer saber do tamanho do tiro.
Daqui a pouco as empresa que não tiverem,Gay e Travesti nos cargos de chefia serão também multadas.
É por isto que muitos defendem o fim da Justiça Trabalhista .