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“UM CALO” NA TV ABERTA: “Vamos fazer novelas”, diz criador da Netflix, que alcança 10 anos no Brasil e 200 milhões de lares no mundo

Foto: Kwaku Alston/Netflix

Fundador e um dos CEOs da Netflix, o americano Reed Hastings, de 60 anos, falou a VEJA com exclusividade, por videoconferência, sobre as conquistas e o impacto comportamental da plataforma — além de abordar o futuro do entretenimento

Nestes dez anos no Brasil, o que a Netflix captou sobre o gosto nacional? Aprendemos muito com os brasileiros. O país foi nossa primeira aposta fora da América do Norte, e o hábito de ver o que quiser, na hora e no aparelho da preferência de cada um, logo caiu no gosto das pessoas de todas as regiões. É fascinante notar o apetite de vocês por filmes e séries em línguas que não o português ou o inglês: as pessoas no Brasil curtem produções da Espanha, Alemanha, Japão, de todos os lugares. É um povo muito aberto.

A Netflix se manteve em crescimento na pandemia, enquanto os exibidores de cinema vêm sofrendo perdas irreparáveis. O streaming vai matar o cinema? O efeito da Covid-19 sobre a audiência do streaming é mais modesto do que se imagina. Quando o coronavírus for superado, as pessoas vão voltar a frequentar bares, eventos esportivos, teatros e cinemas. São formas de entretenimento para aproveitar junto com outras pessoas. Felizmente, teremos a chance de fazer tudo isso de novo graças à vacinação. Ir a uma sessão de cinema e assistir a um filme por streaming em casa não são atividades excludentes.

A Netflix acaba de conquistar 35 indicações ao Oscar, um recorde histórico. Qual a receita para esse desempenho? Pensamos, em primeiro lugar, nas boas histórias que podemos trazer para nossos assinantes. A aposta em uma produção original começa sempre com o ponto de vista das pessoas — é preciso estar atento ao que elas adoram compartilhar e falar a respeito. Quando cumprimos bem nossa função, o público se identifica e os votantes da academia do Oscar reconhecem. O foco é na qualidade das tramas que vamos contar, não em se dar bem no prêmio.

A despeito do Oscar, a Netflix ainda desperta alguma aversão nos grandes festivais europeus — o espanhol Pedro Almodóvar já disse que as produções da plataforma não são cinema de verdade. Como vencer a rejeição? De certa maneira, eu concordo com eles. É diferente a magia de ver um filme na tela grande. Mas, na prática, as pessoas acabam vendo a maioria dos filmes em casa. As duas formas de ver filmes podem conviver em harmonia. Nós adoramos os festivais e não temos problemas com eles. Só que o streaming tem sua vantagem: você pode assistir a filmes de todo o mundo que jamais passariam nos cinemas.

Em meio à pandemia, a Warner — um estúdio tradicional — chocou Hollywood ao anunciar que passaria a lançar seus filmes ao mesmo tempo nos cinemas e em seu serviço de streaming, o HBO Max. A distância entre os lançamentos nos vários meios de exibição está fadada ao fim? Nossa meta é que as pessoas sintam prazer com o entretenimento do modo como quiserem. E isso inclui dar aos consumidores a escolha de ver um filme em casa ou no cinema. Se a nova estratégia de lançamentos for apreciada, não vejo por que ignorar seu apelo. Na nossa visão, as janelas de exibição (distância entre lançamentos no cinema, televisão e streaming) são hostis ao interesse do público. O prazer do consumidor vem em primeiro lugar. Vejo com otimismo a coexistência de múltiplas telas, inclusive a dos smartphones. Na minha idade, não me imagino vendo um longa assim. Mas muita gente vê e acha o máximo.

A Netflix enfrenta a concorrência cada vez mais forte de serviços de streaming como o Disney+ e o HBO Max. Há espaço para todos? A competição global veio para ficar, e todas essas são grandes companhias. Mas não se trata de nosso único desafio. No caso do Brasil, a existência de uma empresa tão focada e onipresente como a Globo significa concorrência em várias frentes. De longe, eles são o maior rival que temos por aqui, e em nenhum outro país vejo uma empresa local tão forte. Nós admiramos e ao mesmo tempo tememos a Globo. Adoraríamos trabalhar com eles, e quem sabe produzir programas juntos.

A Disney não assusta mais? A Disney é, sem dúvida, nossa competidora global. As produções da companhia são amadas pelas pessoas no mundo inteiro. Eles sempre fizeram um grande trabalho em conceber filmes, séries e outras atrações cultuadas por gerações. Eu diria que ainda estamos lidando para atingir um alcance cultural como o da Disney.

Em vez de investir em seus próprios estúdios, como a Amazon e a Disney, a Netflix optou por produzir filmes e séries com múltiplos parceiros. Qual a vantagem? Há muitos talentos disponíveis no Brasil e em outros países, e podemos trabalhar com maior flexibilidade se não formos proprietários das estruturas físicas de estúdios. Aprendemos a nos adaptar às parcerias com produtores diferentes, em contextos culturais diversos. Com isso, ganhamos agilidade para buscar as melhores histórias.

Uma crítica recorrente é que, apesar de produções de prestígio como Mank, há mais quantidade que qualidade na Netflix. O que pensa dessas reclamações? As pessoas ao redor do mundo têm gostos muito diferentes. Alguns gostam de cinema chique, como Mank, mas parte da audiência pode achar filmes assim lentos e aborrecidos. Outros curtem tramas de ação, ou musicais — as preferências são ilimitadas. Queremos que a Netflix traga títulos de qualidade para todas as faixas. Mas é verdade que, se você buscar alea­toriamente em nosso catálogo, provavelmente topará com títulos de que não goste.

Qual é o perfil do típico espectador da Netflix no país? Todo mundo assiste à Netflix no Brasil. De forma geral, no entanto, nosso público costuma ser ligeiramente mais jovem em todos os países, pois esses espectadores se sentem mais confortáveis com a internet e os smartphones, enquanto as pessoas mais velhas passaram a vida sendo fiéis a atrações como as telenovelas na TV aberta, e vão continuar assim. Mas entendemos as necessidades dessas pessoas, e estamos trabalhando para que elas se sintam felizes na Netflix.

Produzir novelas está na mira de vocês? Com certeza. Vamos fazer novelas e nos arriscar em muitos outros campos. Não queremos parar de fazer coisas diferentes, e poder dar nossa contribuição.

A Netflix financia sua política agressiva de investimentos em superproduções com uma dívida que passa de 16 bilhões de dólares. É um arranjo sustentável? Sim, é sustentável porque nós continuamos a crescer, e investimos mais para crescer mais. Uma série leva dois anos para ser finalizada, e é preciso gastar pesado antes de lucrar. Financiar a expansão assim tem funcionado muito bem até agora. Valeu a pena.

Como será o entretenimento daqui a dez anos? Em uma década, ver vídeos por streaming será quase automático e estará em toda parte, como a eletricidade. A qualidade de imagem será superior, pois os televisores em 4k serão muito baratos. E a indústria de entretenimento se tornará ainda mais global, com filmes e séries do mundo inteiro disponíveis. Será um futuro espetacular, em termos daquilo que poderemos oferecer aos espectadores.

O que embasa sua previsão otimista? Muito dessa evolução se dará pela competição acirrada. A competição dificulta as coisas para nós e nossos rivais, mas é ótima para os consumidores. Daremos nosso melhor para que sejamos os favoritos das pessoas até lá.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Ta precisando de um jornalismo imparcial, onde só as notícias interessam, sem esse como o da globo lixo, onde apresentadores dizem que é o que tem e que o choro é livre.
    Palhaçada.

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PAPO DE FOGÃO: Confira as receitas de bife dos pedreiros com tortilla de macaxeiras; e drink Pina Cocada

BIFE DOS PEDREIROS E TORTILLA DE MACAXEIRAS 

BIFE DOS PEDREIROS
Ingredientes:
1 filet mignon (1,5 kg aproximadamente)
2 pimentões vermelhos
3 cebolas branca
200g de queijo parmesão
Sal, pimenta do reino e azeite a gosto

Modo de preparo:
Limpar o filet mignon, tirar as pontas, deixando apena a parte do meio.
Cortar porções de 10cm, 4 porções.
Colocar os pimentões, a cebola numa assadeira/placa e temperar com azeite, sal e pimenta do reino.
Levar para assar no forno a 200 graus por 20 minutos.
Deixe esfriar, descascar, cortar finamente e reservar.
Com uma faca bem afiada abra o filé como um bife grande.
Com o bife aberto, rechear com o pimentão, a cebola e o parmesão, enrolar e amarrar com barbante de cozinha.
Aqueça bem uma panela de ferro mineira e selar a fogo forte 1 minuto por todos os lados aproximadamente.
Se quiser bem passado, finalizar no forno bem aquecido por 5 minutos.

Tempo de preparo: 15 min
Tempo de cozimento: 26 min

TORTILLA DE MACAXEIRAS
Ingredientes:
500g de macaxeira
Coentro
Alho
3 ovos
1L de água
Sal e pimenta do reino a gosto
Azeite
Óleo para fritar

Modo de preparo:
Descascar as macaxeiras e cozinhar em panela de pressão por 8 min. Dexar esfriar, fritar em pedaços pequenos.
Num bowl bater 3 ovos, o alho fatiado, o coentro, o sal e pimenta, amassar a macaxeira frita. Misturar bem.
Em uma frigideira coloque um pouco de azeite e coloque o creme da tortilla, deixando cozinhar 5 minutos por cada lado.

Tempo de preparo: 8 min
Tempo de cozimento: 20 min

DICA RÁPIDA

PINA COCADA

Ingredientes:
50ml Cachaça Cristal
50ml Redução de abacaxi
25ml Xarope coco queimado
5ml Limão Tahiti
Gelo a vontade

Modo de preparo:
Encha a taça coupet com gelo para resfriar.
Coloque todos os ingredientes numa coqueteleira, com o gelo que estava na taça e misture bem.
Coe direto pra taça coupet.
Enfeite com um pouco da raspa do coco queimado, umas folhinhas do abacaxi e sirva em seguida.

Tempo de preparo: 7 min

REDUÇÃO DE ABACAXI
Ingredientes:
1 abacaxi

Modo de preparo:
Descasque o abacaxi e corte em cubos.
Bata no liquidificador até ficar bem batido.
Coe os bagaços e leve para o fogo baixo para reduzir durante 15 minutos após levantar fervura.
Duração de 15 dias em geladeira ou 6 meses no congelador.

Tempo de preparo: 8 min
Tempo de cozimento: 20 min

XAROPE DE COCO QUEIMADO
Ingredientes:
2 cocos secos
1 copo de açúcar
2 copos de água

Modo de preparo:
Raspe 2 cocos secos e leve ao fogo baixo com 1 copo de açúcar, mexendo sempre até dourar.
Adicione 2 copos de água e abafe.
Após esfriar, coar e levar pra geladeira ou congelador.
Duração de 30 dias em geladeira ou 12 meses no congelador.
O bagaço do coco pode ser levado ao fogo novamente, para dourar e servir de guarnição.

Tempo de preparo: 10 min
Tempo de cozimento: 15 min

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VÍDEO: Homem é preso em Areia Branca após tentar vender maconha a policiais da Rocam

Um homem foi preso no município de Areia Branca, litoral norte do RN, após tentar vender drogas a um grupo de policiais militares da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) que estavam em horário de folga.

Os militares lotados em Natal foram escalados para reforçar o policiamento em Areia Branca durante o Carnaval. A ocorrência na manhã de sábado foi relatada pelo perfil @rocaniano14, no Instragram.

Segundo o publicação, os policiais de folga foram abordados pelo homem que lhes ofereceu maconha por R$ 40. Os militares então deram voz de prisão ao indivíduo, que também portava uma faca na cintura. Após ser detido, ele foi levado para a delegacia.

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CARNAVAL EM NATAL: Programação deste domingo (15) tem Rai Saia Rodada, Jorge Aragão e É o Tchan

Fotos: reprodução/Prefeitura de Lagoinha-PB | Adriano Von Markendorf/Governo do Paraná | Gustavo Santos / É O Tchan

Shows gratuitos e programação espalhada por diferentes regiões marcam o Carnaval de Natal neste domingo (15). A cidade recebe atrações musicais em três polos oficiais, além do tradicional Baile das Kengas, no Centro Histórico.

Em Ponta Negra, a programação reúne estilos variados, com apresentações de Raí Saia Rodada, Jorge Aragão, É o Tchan e Pagode do Coxa. Já na Avenida da Alegria, na Zona Norte, Raí Saia Rodada se apresenta novamente, ao lado de Ricardo Chaves e Capilé.

No Ginásio Nélio Dias, o destaque é Luiz Caldas, que faz seu segundo show no Carnaval da capital. O dia também inclui o Baile das Kengas, que terá como uma das atrações a cantora Karol Conká.

Polo Praia de Ponta Negra

Engorda de Ponta Negra – a partir das 19h

  • Raí Saia Elétrica
  • É o tchan
  • Jorge Aragão
  • Pagode do Coxa

 

Polo Avenida da Alegria

Redinha – concentração a partir das 14h

  • Raí Saia Rodada
  • Capilé
  • Ricardo Chaves

Polo Ginásio Nélio Dias

Estacionamento do Ginásio Nélio Dias – a partir das 19h

  • Além do Normal
  • Luiz Caldas
  • Jonas Esticado
  • Dan Ventura

 

Polo Petrópolis (Largo do Atheneu)

 

  • Bloco as Cinquentas

 

Avenida Praia de Ponta Negra

 

  • Fobica do Jubila (concentração a partir das 16h

 

Centro Histórico – Baile das Kengas

Concentração a partir das 14h

  • Orquestra de Frevo
  • DJ Samir
  • Will Cantor
  • Karol Conká
  • Gege/Gigi

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Nove ministros do STF e 12 parentes próximos são sócios de ao menos 31 empresas

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Nove ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e 12 parentes diretos mantêm participação societária em ao menos 31 empresas ativas no país. Parte delas atua nas áreas de advocacia, ensino jurídico e mercado imobiliário.

O número pode ser maior, já que a legislação permite a existência de sócios ocultos, não visíveis em registros públicos. A apuração incluiu empresas em nome de ministros, cônjuges e filhos, além de casos com indícios de ligação indireta e companhias registradas em nome de ex-cônjuges com separação recente.

Embora legais, as participações levantam questionamentos sobre conflitos de interesse e imparcialidade, especialmente em casos que envolvem setores econômicos ou instituições com ligação direta ou indireta aos magistrados ou seus familiares.

A Lei Orgânica da Magistratura autoriza juízes a serem sócios e a receberem dividendos, desde que não exerçam funções administrativas. Não há restrição legal para familiares. Em sessão recente, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que críticas a esse tipo de participação são feitas “de má-fé”.

O caso mais sensível envolve Dias Toffoli, que admitiu participação na holding Maridt, ligada ao resort Tayayá, vendido a um fundo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A relação levou ao seu afastamento da relatoria de um processo, após a Polícia Federal apontar possível suspeição.

Entre os ministros, Gilmar Mendes concentra o maior número de participações empresariais, com sociedades diretas e indiretas em empresas de educação, agropecuária e advocacia. Seus filhos e ex-esposa também mantêm vínculos societários ativos.

Outros ministros aparecem com participações próprias ou por meio de familiares, como Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Flávio Dino. Já Luiz Fux e o presidente da Corte, Edson Fachin, não possuem empresas em seus nomes, mas têm filhos com sociedades registradas.

Veja a lista abaixo:

ALEXANDRE DE MORAES

Empresas de parentes

  1. Barci de Moraes Sociedade De Advogados – Esposa e dois filhos
  2. Lex – Instituto de Estudos Jurídicos Ltda – Esposa e três filhos
  3. Barci e Barci Sociedade de Advogados – Esposa e filha

ANDRÉ MENDONÇA

Empresas ligadas ao ministro

  1. Integre Cursos e Pesquisa Em Estado De Direito E Governança Global Ltda – Sócio

Empresas de parentes

  1. Instituto Iter – Esposa foi sócia, e segue vendendo cursos do ministro
  2. Editora Iter – Instituto Iter é sócio

CRISTIANO ZANIN

Empresas ligadas ao ministro

  1. Attma Participacoes Ltda – Sócio
  2. Instituto Lawfare – Sócio

Empresas de parentes

  1. Triza Participacoes Ltda – Esposa
  2. Zanin Martins Advogados – Esposa
  3. Mito Participacoes Ltda – Esposa

DIAS TOFFOLI

Empresas ligadas ao ministro

  1. Maridt Participações S.A – Sócio oculto

EDSON FACHIN

Empresas de parentes

  1. Anfabi Servicos Medicos Ltda – Filha
  2. Empresa Paranaense de Locação de Equipamentos Médicos Para Cirurgia Fetal Ltda – Filha
  3. Mahalta Participacoes Ltda – Filha
  4. Fachin Advogados Associados – Filha

FLÁVIO DINO

Empresas ligadas ao ministro

  1. IDEJ (Instituto de Estudos Jurídicos) – Dinamo Educacional – Sócio

GILMAR MENDES

Empresas ligadas ao ministro

  1. Roxel Participacoes Ltda – Sócio
  2. M&F Armazens Ltda (Mt Crops) – Roxel é sócia
  3. Gmf Agropecuária – Roxel é sócia
  4. Instituto Brasileiro De Ensino, Desenvolvimento E Pesquisa Idp – Ltda – Roxel é sócia
  5. Loja Idp Ltda – IDP é sócio
  6. Idp Cursos E Projetos Ltda – Roxel é sócia

Empresas de parentes

  1. Schertel Ferreira Mendes Advogados – Filho
  2. Laura Schertel Mendes – Sociedade Individual De Advocacia – Filha

LUIZ FUX

Empresas de parentes

  1. Fux Advogados – Filho
  2. Rodrigo Fux Advogados Associados – Filho

NUNES MARQUES

Empresas ligadas ao ministro

  1. Ifs Patrimonial Ltda (Nunes & Marques Administradora De Imóveis) – Sócio
  2. Educacional e Capacitação Ltda – Sócio

Empresas de parentes

  1. Kevin De Carvalho Marques Sociedade Individual De Advocacia – Filho
  2. Iptg – Instituto De Pesquisa E Gestao Tributaria Ltda – Filho

Com informações de Folha de S. Paulo

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Economia brasileira desacelera e fará PIB ter menor alta desde 2020

Foto: Arquivo/GES

A economia brasileira começa 2026 em ritmo mais fraco, com desaceleração da atividade e inflação ainda resistente. A combinação deve levar o PIB a crescer cerca de 2,3%, o menor avanço desde 2020, enquanto a inflação em 12 meses subiu para 4,44% em janeiro, acima do centro da meta.

O cenário é de contradição: juros elevados já esfriam consumo, crédito e produção, mas os preços não cedem na mesma velocidade. O IPCA ficou em 0,33% em janeiro e as projeções indicam aceleração em fevereiro, o que aumenta a cautela do Copom sobre o início do ciclo de cortes da Selic em março.

Economistas apontam que a desaceleração se intensificou no segundo semestre de 2025, refletindo o aperto monetário mais forte em duas décadas. Comércio, indústria e serviços perderam fôlego, com crescimento menor e limitações estruturais, como baixa produtividade. Ao mesmo tempo, a inflação de serviços segue pressionada, mantendo as expectativas elevadas.

O mercado se divide sobre a intensidade do primeiro corte de juros: parte vê espaço para redução de 0,50 ponto percentual, enquanto outra aposta em movimento mais contido, de 0,25 ponto. O desafio do Banco Central do Brasil será calibrar a política monetária diante de uma economia que desacelera, mas ainda convive com inflação acima do desejado.

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Extratos comprovam repasses milionários de Daniel Vorcaro para empresa de ministro Dias Toffoli

Foto: Fábio Vieira e Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

Fundo ligado ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, movimentou R$ 35 milhões na compra de parte da participação do ministro do STF Dias Toffoli no resort Tayayá, no Paraná, segundo extratos obtidos pelo Estadão. Os aportes ocorreram em datas coincidentes com a formalização da sociedade entre o fundo e a empresa da família do ministro.

Os recursos foram realizados por meio de uma estrutura de fundos controlada pelo pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, mensagens extraídas do celular do banqueiro mostram cobranças por esses repasses e ordens diretas para a liberação dos valores. Documentos apontam que o fundo Arleen, abastecido pelo fundo Leal, adquiriu participação relevante no empreendimento avaliado em mais de R$ 200 milhões.

LEIA TAMBÉM: Vorcaro foi cobrado por aportes e determinou repasses que totalizaram R$ 35 milhões a resort do qual Toffoli era sócio

As informações integram relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que também detalha a venda posterior da participação remanescente da empresa Maridt, ligada a Toffoli. Após a divulgação do material, o ministro deixou a relatoria do inquérito do Banco Master, que passou ao ministro André Mendonça. Toffoli admite ter recebido dividendos da empresa familiar, mas nega ter recebido pagamentos de Vorcaro.

Opinião dos leitores

  1. O banqueiro tá fazendo seu papel natural, roubar. Porém, o ministro que era para ser o que pune o erro dos outros, é do mesmo time do ladrão, ou seja seu crime é muito mais grave.

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VÍDEO: Sogro denunciado por chicotear genro após descobrir que filha sofria violência doméstica é absolvido pela Justiça, por unanimidade

A Justiça absolveu, por unanimidade, um lavrador acusado de tentar matar o próprio genro após descobrir que a filha era vítima de violência doméstica. A decisão encerrou um processo que se arrastava há dez anos e teve como base o entendimento de que o pai agiu para proteger a filha, que estava grávida na época dos fatos.

O vídeo mostra trecho do depoimento do Sr. Luiz, no qual ele narra com detalhes os questionamentos feitos ao genro e a confissão de que ele agredia a filha do lavrador. “Enquanto eu viver e souber que tu tá batendo na minha filha, nela você não bate mais”, contou Sr. Luiz ao explicar no Tribunal o que fez com o genro após descobrir as agressões praticadas pelo homem.

O caso ocorreu em 2015, no município de Irecê, no interior da Bahia, e envolveu agressões cometidas contra o genro após a revelação das violências sofridas pela mulher. O julgamento foi concluído no fim de 2025, com a absolvição do réu pelo Tribunal do Júri.

Em depoimento à Justiça, L.C.S. contou que, logo após o Natal de 2015, recebeu bem cedo uma ligação informando que o genro havia agredido sua filha durante a madrugada. Ao chegar à casa dela, soube da própria filha que o agressor também havia quebrado seu celular e que não era a primeira vez que praticava violência física.

Ele então levou a filha e as netas para sua residência e chamou o genro para “olhar uns tomates” em uma roça. No local, amarrou o homem e bateu com uma corda, na presença de outras pessoas, afirmando não ter tido intenção de matar, apenas “aplicar um corretivo”. O genro, que ficou com vários hematomas, registrou a denúncia na delegacia três dias depois. O caso foi denunciado como sequestro, cárcere privado e tentativa de homicídio.

“A absolvição de seu Luiz não é apenas a vitória de um homem; é a vitória da justiça, da dignidade e do direito de defesa”, concluiu a Defensoria Pública da Bahia, que atuou a favor do Sr. Luiz no julgamento. Segundo o defensor, a sessão foi marcada por forte emoção, pois o réu, visivelmente abalado, chorou diversas vezes diante da possibilidade de ser punido por ter agido para defender a própria família.

Opinião dos leitores

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VÍDEO: Lula se empolga e pula ao som de BaianaSystem no Carnaval de Salvador

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou a apresentação do BaianaSystem no circuito Campo Grande, neste sábado (14), durante o Carnaval de Salvador. Ao lado de Janja, no camarote do governo estadual, comandado por Jerônimo Rodrigues (PT), e ao som da guitarra baiana e da música “Lucro”, o presidente se empolgou e pulou com performance do grupo, que reuniu grande público no tradicional percurso da folia baiana. O vídeo foi publicado nas redes sociais de Lula.

Opinião dos leitores

  1. “Se Lula for as ruas haverá vaias e chuva de ovos”. Tô vendo isso acontecer em salvador. Os alucinados tem que parar com isso, acharem que o pensamento deles vale para todos. Igual a “se bolsonaro for preso o Brasil vai parar”. Tô vendo o Brasil parar por causa de um homem condenado por seus crimes.

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VÍDEO: BaianaSystem puxa coro em apoio a Lula e protesta contra anistia no carnaval de Salvador

 Vídeo: Isabela Cardoso | Ag. A TARDE

Foto: reprodução/redes sociais

O grupo BaianaSystem puxou coro para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante passagem pelo Circuito Osmar, no Campo Grande, na noite deste sábado, 14, no terceiro dia oficial do Carnaval de Salvador.

Do trio, ao lado da ministra da Cultura e cantora Margareth Menezes, o vocalista Russo Passapusso conduziu o público nos gritos de “Olê, olê, olá, Lula, Lula” e, em seguida, no coro de “sem anistia”.

Em cima do trio, Margareth  agradeceu ao presidente Lula pelos investimentos que tem feito na cultura.

A ministra também agradeceu ao BaianaSystem pelo espaço no trio, afirmando que a banda é “simplesmente revolucionária”.

Lula participou do carnaval ao lado da primeira-dama Janja da Silva e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.

Com informações do Jornal A Tarde

Opinião dos leitores

  1. Se isso não for campanha política seria o quê? Logo com Margareth Menezes em cima do trio!!! Quem paga a banda escolhe a música.

  2. E ainda existem pessoas com pensamentos medíocres falando que houve fraude nas urnas. É Lula em 2026 reeleito.

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Janja articulou apoio empresarial para escola de samba que homenageia Lula

Foto: S1 Fotografia e Comunicação

Janja passou o chapéu para alguns empresários mais próximos de Lula para doarem recursos para a Acadêmicos de Niterói, segundo informações do jornalista Lauro Jardim, em seu blog, no O Globo. A escola que desfila hoje na Marquês de Sapucaí com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, desfilará em carro alegórico de uma escola de samba do Rio de Janeiro no domingo de Carnaval, 15 de fevereiro. A avaliação de assessores jurídicos do governo é de que não há problema na participação da primeira-dama, uma vez que ela não é formalmente uma autoridade nem ocupa nenhum cargo público. Parte dos petistas vê com preocupação o desfile por achar que se trata de exposição excessiva. Lula deve acompanhar o desfile a partir do camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, comandada por seu aliado Eduardo Paes (PSD).

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