Um vazamento na Adutora do Boqueirão, em Touros, na manhã desta segunda-feira, paralisou o abastecimento nas áreas rurais e urbanas dos municípios de Caiçara do Norte, São Bento do Norte, Pedra Grande. Também foram afetadas as comunidades rurais de São Miguel do Gostoso e Touros. Técnicos da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) já estão trabalhando para resolver a situação.
A previsão é que até o final do dia desta segunda-feira, o vazamento tenha sido consertado, com o retorno do funcionamento do sistema de abastecimento. No entanto, para que o fornecimento esteja completamente normalizado, é necessário aguardar um prazo de até 48 horas.
A Caern recomenda às populações das áreas afetadas que usem a água de forma racional nesse período, a fim de minimizar o impacto da parada.
O aeroporto internacional de Riade, na Arábia Saudita, foi atingido pelo terceiro ataque terrorista da semana atribuído aos Houthis, grupo apoiado pelo Irã. A ofensiva deixou 12 mortos e 309 feridos, segundo a Autoridade de Aviação Civil saudita. Imagens que circulam nas redes sociais mostram um dos momentos do ataque realizado no sábado (10).
A ação terrorista provocou a suspensão temporária das operações no aeroporto, com voos desviados ou cancelados. Hospitais receberam centenas de feridos, alguns em estado crítico. A coalizão liderada pela Arábia Saudita classificou a ofensiva como crime de guerra e prometeu retaliação.
Os Houthis reivindicaram a ação e orientaram companhias aéreas a evitar o espaço aéreo saudita, que classificaram como zona de operações militares. Os dois ataques anteriores nesta semana haviam deixado quatro mortos e danificado uma aeronave comercial.
Questionado sobre uma possível participação dos Estados Unidos em ações contra o grupo, o presidente Donald Trump afirmou que a hipótese será avaliada. “Podemos participar. Vamos analisar a situação”, declarou.
Apesar da escalada da violência, organizadores de conferências sobre energia e investimentos previstas para Riade afirmaram que os eventos serão mantidos. A sequência de ataques, porém, levou companhias aéreas a suspender rotas para a capital saudita e ampliou as preocupações com a segurança na região.
Parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defendem deixar para depois das eleições o julgamento das ações que questionam a Lei da Dosimetria, que prevê a redução de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Ministros ouvidos pela TV Globo veem a manutenção da lei como alternativa aos pedidos de revisão criminal apresentados pela defesa de Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão. Pelos cálculos dos advogados, a aplicação das novas regras poderia reduzir a pena do ex-presidente em até três anos.
A avaliação destes ministros é que há maioria no STF para manter a norma, possivelmente com ajustes, enquanto uma revisão da condenação enfrentaria maior resistência.
A Lei da Dosimetria foi vetada totalmente pelo presidente Lula, mas o Congresso derrubou parte do veto e promulgou o texto.
Em maio, o relator, Alexandre de Moraes, suspendeu sua aplicação até o julgamento das ações no plenário. Em junho, a Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a suspensão.
O julgamento agora depende da liberação do caso por Moraes e da definição de uma data pelo presidente do STF, Edson Fachin.
O Papa Leão XIV anunciou, neste domingo (11), que passará por uma intervenção cirúrgica nos próximos dias para a remoção de um nódulo no pulmão, descoberto recentemente em exames de rotina.
Durante a tradicional bênção do meio-dia, o pontífice acalmou os fiéis ao explicar que o tumor foi detectado em estágio inicial e se encontra “circunscrito”. O Vaticano não forneceu detalhes adicionais sobre o hospital onde o procedimento será realizado nem sobre o tempo estimado de internação.
Aos 71 anos, o papa norte-americano costuma apresentar excelente histórico de saúde. Conhecido pela rotina fisicamente ativa, o líder da Igreja Católica costuma praticar tênis semanalmente e manter treinos regulares de natação no retiro papal em Castel Gandolfo.
O anúncio lança incerteza sobre a agenda internacional do Vaticano. Leão XIV tem uma extensa viagem oficial agendada para o período de 6 a 17 de novembro, com passagens previstas por Uruguai, Argentina e Peru. Até o momento, o Vaticano não informou se o cronograma será alterado ou suspenso para o período de recuperação.
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), anunciou neste sábado (10) seu apoio oficial à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. O movimento amplia a rede de apoio regional do candidato da direita na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).i
“Conversei com Flávio Bolsonaro e com o governador [de São Paulo] Tarcísio [de Freitas]. Vamos caminhar juntos pelo futuro do nosso Brasil”, declarou Ratinho Junior em publicação nas redes sociais.
O anúncio ocorre após seu correligionário, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ter ficado de fora da etapa decisiva no primeiro turno (4) e também ter formalizado aliança com Flávio.
No início do ano, Ratinho Junior chegou a ter o nome cotado para disputar o Planalto pelo PSD. A sigla conduzida por Gilberto Kassab avaliou ainda o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, antes de oficializar a chapa com Caiado à Presidência e o próprio Kassab como candidato a vice.
Consolidação do Centrão e apoio de ex-candidatos
A adesão de Ratinho Junior consolida uma ampla frente de apoio partidário e regional construída por Flávio Bolsonaro para o segundo turno. Além de quadros do PSD, a candidatura reúne legendas do Centrão e da direita como Republicanos, Podemos e Novo, além da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas.
O senador também atraiu candidaturas que disputaram o primeiro turno do pleito: além de Caiado, declararam apoio o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Clariana Barão (Democracia Cristã) e o escritor e médico Augusto Cury (Avante). Por outro lado, o candidato Renan Santos (Missão) informou que adotará postura neutra no segundo turno.
A vantagem nas pesquisas para o segundo turno das eleições presidenciais acelerou a corrida interna na campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Nos bastidores, familiares, caciques políticos e conselheiros econômicos já travam uma intensa disputa velada pelo comando do Ministério da Fazenda em um eventual governo do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O fogo cruzado ocorre em um momento de maior pressão sobre a candidatura, que enfrenta a ofensiva do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a sinalização de um corte de R$ 200 bilhões em despesas públicas, cerca de 1,5% do PIB.
A disputa ganhou novos contornos após a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo de São Paulo com 62,65% dos votos. Agora empenhado diretamente na campanha presidencial após divergências iniciais com a família Bolsonaro, Tarcísio trouxe para o centro do debate o nome de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central e atual vice-chairman do Nubank.
Campos Neto conta com a simpatia do mercado financeiro e a chancelar de Tarcísio, com quem trabalhou no governo federal. A interlocutores, porém, o executivo afirma estar focado em sua atuação no setor privado, enquanto o governador paulista nega formalizar indicações antes do resultado das urnas.
A aposta de Eduardo Bolsonaro e as alas rivais
Em outra frente, o deputado Eduardo Bolsonaro articula a indicação do financista Marcelo Kayath, sócio da gestora QMS Capital e ex-executivo do Credit Suisse. Embora tenha atuado na aproximação da candidatura com banqueiros e grandes empresários, Kayath já enfrenta focos de “fritura” da ala ideológica por ter apoiado Lula no passado e criticado a gestão de Paulo Guedes.
No centro das articulações também figura Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e coordenadora do plano de governo de Flávio. Cotada tanto para uma pasta social quanto para o núcleo econômico, Daniella costura diálogo com o mercado e é entusiasta do nome de Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America.
Correndo por fora no núcleo duro estão o ex-ministro Adolfo Sachsida, que coordena o plano econômico com apoio de Carlos e Jair Bolsonaro, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), lembrado como uma possível alternativa política.
Ciente das tensões, Flávio Bolsonaro tem evitado declarações públicas sobre nomes. Nos bastidores, aliados são unânimes: a palavra final sobre quem comandará a economia do país caberá a Jair Bolsonaro.
A conquista dos eleitores que faltaram às urnas no primeiro turno aparece como um dos principais gargalos estratégicos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto.
O obstáculo, no entanto, vai muito além do simples convencimento à participação. Segundo pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada em 8 de outubro, 40% dos entrevistados que se abstiveram na primeira etapa garantem que certamente não comparecerão no próximo dia 25 de outubro.
A rejeição ao pleito ganha contornos ainda mais desafiadores quando somados os 38% que afirmam que provavelmente também não votarão. Apenas 22% dos faltosos admitem algum grau de abertura para ir às urnas no segundo turno, considerando aqueles que disseram que talvez, provavelmente ou certamente participarão da votação.
O levantamento ouviu 1.600 pessoas entre os dias 6 e 7 de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Os dados expõem a enorme complexidade para reverter o desinteresse popular em um cenário de disputa acirrada: no primeiro turno, Flávio encerrou com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
Estados com maiores taxas de abstenção no 1º turno:
Mato Grosso do Sul: 23,87%
Rio de Janeiro: 23,32%
Minas Gerais: 22,81%
São Paulo: 22,54%
Mato Grosso: 22,20%
Goiás: 21,83%
Rondônia: 21,71%
Espírito Santo: 21,37%
Rio Grande do Sul: 21,35%
Para entender melhor as análises das pesquisas de intenção de voto e o equilíbrio entre os candidatos, você pode assistir à discussão sobre os dados de intenção de voto em Flávio Bolsonaro 46% vs. 45% for Lula in potential runoff. Esse vídeo contextualiza o cenário eleitoral do segundo turno e o impacto dos índices trazidos pela Real Time Big Data.
O Bote fé Natal levou quase 50 mil pessoas a Arena das Dunas nesse sábado (10) para os shows de Frei Gilson e Maria. O evento católico foi um sucesso e atraiu pessoas de várias cidades do Nordeste, movimentando a economia local e impondo um novo recorde de público do estádio.
O prefeito de Portalegre e presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), José Augusto Rêgo, conhecido como Zé Augusto, declarou apoio a Allyson Bezerra no segundo turno da disputa pelo Governo do Estado.
A adesão reforça a presença de Allyson no Alto Oeste e amplia sua articulação entre prefeitos e lideranças municipais. Zé Augusto passa a somar forças na mobilização pela candidatura nesta etapa decisiva da eleição.
Allyson Bezerra segue recebendo uma onda de adesões no segundo turno, com prefeitos, vereadores e lideranças de diferentes regiões do Rio Grande do Norte somando forças à candidatura.
Quase 20% das famílias brasileiras compromete mais da metade da renda com dívidas. O dado de setembro de 2026 chegou ao maior nível desde fevereiro deste ano, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC).
O comprometimento médio da renda subiu de 29,3% para 29,6%, enquanto o percentual de famílias endividadas caiu de 82% para 81,7%. A inadimplência também recuou, de 29,9% para 29,6%, mas o tempo médio de atraso nos pagamentos atingiu 65,3 dias, maior marca desde novembro de 2024.
Entre as famílias com renda de até três salários mínimos, 38,5% tinham contas atrasadas. Nesse grupo, 18,5% disseram não ter condições de regularizar as dívidas no mês seguinte.
A CNC prevê nova redução da inadimplência nos próximos três meses, com estabilização do endividamento. O levantamento reúne dados mensais de cerca de 18 mil consumidores nas capitais e no Distrito Federal.
Cortar gastos com assessores, estruturas administrativas, carros e voos, sem reduzir programas sociais. Essa é a proposta apresentada neste sábado (10) por Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), durante encontro com mulheres apoiadoras no Rio de Janeiro.
“Não faremos ajuste nos programas sociais, mas nas regalias em Brasília”, afirmou. Ela garantiu que eventuais cortes não atingiriam aposentados, trabalhadores ou beneficiários do Bolsa Família e acusou adversários de disseminar “fake news” sobre possíveis perdas de direitos sociais.
Daniella também criticou a política econômica do governo Lula, atribuindo o endividamento de famílias e empresas ao aumento da dívida pública e da carga tributária. Ela defendeu incentivos ao empreendedorismo, ampliação do crédito para mulheres e penas mais duras para crimes contra mulheres e crianças.
As propostas para o público feminino integram o plano “Brasil por Elas”, que prevê ações de combate à violência, incentivo à autonomia financeira e reconhecimento da economia do cuidado.
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