Parada de abastecimento para ‘melhorias’ afeta seis bairros em Natal neste domingo, informa Caern

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Uma parada programada no abastecimento de água vai afetar seis bairros de Natal neste domingo (21). A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) vai realizar a instalação de dois registros na rede de distribuição que abastece Bom Pastor, Dix-sept Rosado, Lagoa Nova, Lagoa Seca, Nazaré e Nova Descoberta.

A intervenção trará melhorias à população que recebe água pela estação elevatória (bombeamento de água) Lagoa Nova II, tendo em vista que os registros permitem isolamentos mais específicos, em áreas menores, para retirada de vazamentos na rede de água. Consequentemente, diminuindo também as áreas afetadas com falta d’água durante estes serviços de manutenção, que necessitam a interrupção do abastecimento.

Para realizar a instalação dos registros (um deles na Avenida Miguel Castro com a Avenida 06 e outro na Avenida Nascimento de Castro com a Avenida 06) será necessário interromper o abastecimento às 5h da manhã de domingo, tendo previsão de conclusão no fim da tarde.

Logo depois será retomado o abastecimento, com estimativa de aproximadamente 48 horas para normalizar o abastecimento aos bairros afetados, de acordo com a pressurização gradual da rede de água.

Vazamento em adutora de São José de Mipibu, na Grande Natal, afeta abastecimento na cidade

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A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) identificou nesse domingo (07) um vazamento na principal adutora que abastece a cidade de São José de Mipibu.

Uma equipe está trabalhando no vazamento, que ocorreu em uma rede de água de 200 milímetros, e o serviço tem previsão de ser concluído na tarde desta segunda-feira (08), quando o sistema será religado. A normalização do abastecimento se dará progressivamente em até 48 horas, ou seja, até quarta-feira (10) para as áreas mais afetadas.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. TONI disse:

    PRIVATIZA ESSA PORRAAAAAAAAAAAA!!!!!!! OU ENTÃO PUXA A AGUA DE BOQUEIRÃO PELO AMOR DE DEUS

  2. Calígula disse:

    Privatiza essa CAERN.

VACINA COVID: Mundo enfrenta desafio logístico que afeta desde insumos para imunizantes até entregas do e-commerce

Foto: Unplash

Aproximadamente 50 países já iniciaram a vacinação em suas populações, incluindo Estados Unidos, Inglaterra, Israel, Canadá, Costa Rica, Rússia, Grécia, França, entre outros, além do Brasil, que iniciou a vacinação nesta segunda-feira (18).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no domingo (17) o uso emergencial das vacinas CoronaVac e Oxford/AstraZeneca. A primeira vacina do país (fora dos estudos clínicos) foi aplicada logo após a liberação da Anvisa, neste domingo, e a imunização no país teve início nesta segunda-feira (18).

Depois que o obstáculo mais complexo, a descoberta de uma vacina, foi superado e em tempo recorde (nunca na história uma vacina foi desenvolvida em prazo tão curto) um outro desafio, deixado de lado por muitos países, se impõe: a logística, processo que organiza desde o transporte da matéria-prima que sai da fábrica para se transformar na vacina, passando pela entrega aos pontos de vacinação e finalmente a aplicação nos cidadãos. O caminho por trás desse processo é complexo e pode afetar outras cadeias de produtos no Brasil e no mundo.

Filinto Jorge Eisenbach Neto, professor de administração da PUC-PR e especialista em logística, acredita que com as vacinas o mundo hoje enfrenta uma dificuldade logística duas vezes maior do que na Segunda Guerra Mundial. “A demanda é muito maior, a urgência é gigante, e precisamos entregar as vacinas em todos os lugares do mundo. O processo de logística é um fluxo contínuo e não pode ter interrupções. Se um trecho do processo sofre atraso ou paralisação todo o resto da cadeia é afetado.”

Esse é o risco ao qual o mundo todo está submetido agora, que afeta as vacinas e também outros tipos de produtos. E é por isso que alguns especialistas chegam a dizer que o mundo pode passar por uma espécie de “apagão logístico”, com várias cadeias de produtos sendo afetadas em uma reação em cascata até chegar ao consumidor final, em função do esforço global na distribuição das vacinas.

Risco de apagão logístico?

Vinícius Picanço, professor de gestão de operações e cadeia de suprimentos do Insper, explica que o transporte de vacinas é feito majoritariamente por dois modais: aéreo e rodoviário. “O aéreo faz o transporte de ‘hub a hub’ [centro a centro], que leva dos polos de fabricação às cidades de regiões centrais de outros países, e é mais rápido; e o rodoviário faz a ‘perna’ doméstica, o trecho dentro de determinado país entre um aeroporto, por exemplo, ou um armazém – onde as vacinas ficam estocadas – até o posto de vacinação”, explica.

Ana Paula Barros, diretora da Mac Logistics, empresa brasileira de operação e gestão de logística internacional, que atua em mais de 20 países, acredita que um apagão logístico pode acontecer justamente devido à falta de oferta de transporte aéreo. “Vai acontecer um colapso logístico, que vai causar falta de produtos, porque a vacina depende do modal aéreo. É a opção mais rápida e toda a disponibilidade de transporte aéreo vai para a vacina, que terá total prioridade sobre outras cargas, interrompendo ou atrasando o fluxo logístico e impactando todos os produtos transportados por via aérea no mundo”, diz.

Ela explica que há uma quantidade limitada de aviões, que não vai aumentar, e não é viável produzir mais aeronaves devido à pressa e aos custos. “Teremos que usar a infraestrutura que o mundo já tem e redirecioná-la para as vacinas no transporte entre países”, afirma.

Eisenbach Neto concorda que um apagão logístico “pode acontecer sem dúvida nenhuma”, mas principalmente pela falta de alinhamento dos processos logísticos da vacina e não pela restrição na oferta de aviões. “Países que já começaram a vacinar enfrentam dificuldades de planejamento, de suprimento e de produção para fazer a distribuição na velocidade que precisamos, com um volume tão alto de imunizante, mantendo as outras cadeias de produtos funcionando ao mesmo tempo”, diz.

Vacinas viajam de avião, produtos via transporte marítimo

Ana Paula, da Mac Logistics, mora em Miami há cincos anos e diz que nos EUA o impacto das vacinas na logística já pode ser sentido. “As entregas de e-commerce estão demorando mais e o FedEx já enviou avisos informando sobre os potenciais atrasos. Por aqui, houve um crash com a sequência de datas: Black Friday, Natal, e logo em seguida a vacina”, afirma.

Priscila Miguel, coordenadora adjunta do FGV Celog (Centro de Excelência em Logística e Supply Chain), concorda que cadeias de produtos serão afetadas, mas diz que um “apagão logístico” generalizado está fora de cogitação. “Não veremos um apagão completo, a ponto de as pessoas ficarem sem produtos de primeira necessidade, porque a distribuição das vacinas não vai acontecer em um único momento, então não usaríamos toda a capacidade aérea logística do mundo ao mesmo tempo”, diz.

Priscila lembra que os polos de produção das primeiras vacinas aprovadas pelas agências regulatórias no mundo estão espalhados nos EUA, na Rússia, na China, na Inglaterra, na Índia, entre outros. “A própria produção acontece de forma escalonada”, complementa.

Picanço, do Insper, concorda que é exagero falar em apagão logístico global, mas diz que o assunto é uma “preocupação genuína”, sobretudo em relação a dois segmentos específicos: as cadeias frias e ultrafrias. “As cadeias ultrafrias são as que exigem transporte, armazenamento e manuseio em temperaturas abaixo de 0°C, como as vacinas da Pfizer e da Moderna, e as cadeias frias exigem temperaturas entre 0°C e 10°C, como as vacinas do Butantan e da AstraZeneca. O impacto será maior nas cadeias dessas categorias justamente pela prioridade de embarque que as vacinas têm. Mas o Brasil tem algumas peculiaridades (leia mais abaixo)“, explica.

Sobre a disponibilidade dos aviões, Picanço afirma que mesmo as aeronaves comerciais poderão participar de “forças-tarefas” para transportar as vacinas. “As adaptações para cadeias frias em aviões são conhecidas e aplicáveis porque as temperaturas atingidas durante os voos já são mais baixas, facilitando a acomodação de doses. No caso das ultrafrias, vamos usar mais das frotas já existentes de aviões especializados nesse tipo de transporte, mas imagino que empresas logísticas também farão adaptações quando necessário”, diz.

Outro ponto que deve impedir um colapso logístico, segundo Priscila, é que a maior parte do transporte logístico internacional é feito por vias marítimas, que têm custos inferiores à via aérea. “O transporte aéreo é mais caro e focado em produtos leves e de alto valor agregado, não serve para qualquer carga. O marítimo é o principal modal logístico internacional e como as vacinas não devem ser transportadas por ele, boa parte da distribuição e importação de produtos no mundo não sofrerá impactos. E no Brasil a participação do transporte aéreo na logística é bem pequena”, avalia.

Os dados mais recentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que em 2019 a importação, em toneladas, feita por via marítima no Brasil representou 92% das cargas que entraram no país, contra apenas 0,15% pela via aérea. Se considerarmos a participação em valores (US$), a importação pelo modal marítimo representou 71%, enquanto o aéreo chegou a 18%.

Falta de insumos e desafios extras no Brasil

O desafio logístico é global, mas no Brasil os especialistas entendem que a coordenação dos processos logísticos por parte do governo federal pode gerar desafios extras. Atualmente, estão disponíveis 6 milhões de doses da CoronaVac, e há expectativa de que as 2 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford, importadas da Índia, cheguem ainda esta semana.

O governo federal ainda não detalhou como fará a logística da vacinação, explicou apenas que essas 6 milhões de doses serão entregues aos estados com a ajuda da Força Aérea Brasileira (FAB) que levará as doses a “pontos focais” definidos por cada unidade federativa.

“O nosso país é internacionalmente conhecido pela logística de vacinas. Nosso programa de vacinação é um dos melhores do mundo, porém ninguém nunca lidou com um volume do tamanho da Covid-19”, afirma Ana Paula. O InfoMoney já mostrou em detalhes como acontece a distribuição das vacinas pelo país e por que o Plano Nacional de Imunização é considerado referência internacional (veja mais aqui).

“Para que o cidadão tome a vacina no posto de saúde, todas as empresas, pessoas, transportes, precisam funcionar em sincronia. E essa é a maior dificuldade no Brasil. Nem sempre, o fornecedor que entrega o frasco cumpre o prazo como o que envia o insumo, ou a seringa, por exemplo. Fora a entrega de cada parte, os insumos para a produção vêm de diferentes partes do mundo e organizar todo esse fluxo é complicado – ainda mais em um país com dimensão continental, com cidades pequenas e distantes dos centros urbanos”, complementa Eisenbach Neto.

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (18), Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, disse, por exemplo, que há uma preocupação sobre a chegada de insumos da China para dar sequência à produção da Coronavac no Brasil. Vale lembrar que a vacina da AstraZeneca/Oxford produzida pela Fiocruz também depende dos insumos vindos da China. “O pedido emergencial da Fiocruz foi referente às 2 milhões de doses produzidas na Índia e eles também dependem de matéria-prima da China para começar a produção. Ainda não começou”, disse Covas também na coletiva.

O professor da PUC-PR diz ainda que o Brasil não tem capacidade plena de transporte refrigerado para atender o volume de distribuição de vacinas. “Não temos caminhões e armazéns refrigerados suficientes para dar conta de tudo. O governo precisa apresentar alternativas. Serão necessárias adaptações em veículos, armazéns e até empresas. Os Correios, por exemplo, poderiam entrar como alternativa. As movimentações entre os grandes centros comerciais não são um problema, porque temos boa infraestrutura, mas saindo dos grandes centros a estrutura vai ficando pior e as dificuldades aumentam – e os Correios estão em todas as cidades”, diz.

Picanço lembra que essas adaptações são possíveis, mas exigem expertise e investimentos das empresas. “Tem como equipar caminhões que não são refrigerados para entregar vacinas, mas os funcionários sabem manusear? Tem equipamentos para transportar sem danificar? Exige mais do que apenas ‘colocar geladeiras’ nos caminhões. E sai caro. Nem toda empresa tem dinheiro para mudar parte de sua frota para uma cadeia refrigerada. Grandes logísticos que atuam por aqui, como FedEx, DHL, UPS, TNT, estão se movimentando nesse sentido para tentar aumentar a capacidade de atendimento de cadeias frias. Mas precisamos esperar para ver o resultado disso”, diz.

Reportagem da revista britânica The Economist ressalta a importância da agilidade na vacinação para conter os níveis de internações e mortes no mundo e afirma que a credibilidade dos governos vem diminuindo com a demora no processo e a má gestão de muitos governos. “A incompetência também desempenhou um papel importante. Embora os países tenham tido meses para se preparar, perderam tempo e cometeram erros. O governo dos EUA não financiou adequadamente os estados para se prepararem para a vacinação antes do ano novo, por exemplo”, critica o texto.

Picanço diz que no caso do Brasil também tivemos tempo de preparação. “O país teve tempo para se preparar logisticamente, então, em tese, era para tudo funcionar nesse primeiro momento e não termos grandes problemas. Mas sempre tivemos tempo para aprender, em todas as fases da pandemia, com a Ásia e Europa, onde tudo aconteceu com meses de antecedência – logística é a mesma coisa – mas olha a nossa situação, o caos em Manaus. De um lado temos a expertise, mas precisamos esperar para ver se conseguiremos colocá-la em prática”, afirma.

Levando em conta o contexto nacional e global, o impacto que a logística da vacina vai causar no Brasil vai ser limitado a atrasos em entregas de mercadorias, matérias-primas, peças e produtos, segundo os especialistas. Entre os setores que devem ser afetados estão o de alimentos, e-commerce, eletroeletrônicos, farmacêutico e setor automobilístico

Segundo Picanço, o Brasil vai sentir os impactos da logística mundial devido ao recebimento de insumos para a vacina do exterior, principalmente da China, da Índia e eventualmente de alguns países europeus. “Esses insumos serão necessários para a produção local e virão, majoritariamente, via aérea. No longo prazo, o Brasil vai ficando mais independente com a produção local, mas ainda dependerá de insumos vindos de fora para a produção completa da vacina. Por isso, os segmentos importados que possuem a cadeia fria ou ultrafria em sua logística vão ser impactados, mas nada generalizado”, diz.

Como consequência, ele cita o setor de alimentos, itens farmacêuticos, que incluem outras vacinas, insumos hospitalares, equipamentos, além de insumos químicos e eletroeletrônicos. “São itens que geralmente são transportados por modal aéreo ao redor e precisam de temperaturas mais baixas. Frutas de maior valor agregado como cerejas e morangos, por exemplo, podem demorar mais para chegar às prateleiras dos mercados, bem como hardwares para a produção de notebooks e computadores, além de alguns sprays para asma ou insumos para terapias de câncer, por exemplo“, diz.

“Ainda, devido à falta de transporte de cadeias frias no Brasil para atender toda demanda, poderemos ver atrasos também em alimentos refrigerados e congelados que passam por proteínas animais, hortaliças e refeições prontas, por exemplo”, complementa Picanço.

No e-commerce os consumidores também poderão ver atrasos de encomendas. “Se hoje a compra chega em três dias passará para sete, por exemplo. Isso pode ficar mais recorrente em todos os segmentos de mercado, de capinhas de celular, a vestuário, a eletrônicos. Como as cadeias coexistem e ‘disputam’ espaço e prioridade, provavelmente os operadores logísticos no Brasil terão maior demanda para as vacinas e isso deve deixar outros produtos (mesmo que não dependam de cadeia fria) com prioridade menor. Isso fatalmente pega (quase) tudo que é comprado online, sem urgência”, explica o professor do Insper.

Eisenbach Neto destaca a indústria no geral, “que utiliza muitos produtos importados, bem como o setor automobilístico, que usa peças vindas de fora”. No setor automobilístico, os efeitos já podem ser sentidos por aqui: os estoques de automóveis nas fábricas e concessionárias estão em seu menor nível da história e um dos motivos é a falta de peças, boa parte delas importadas. Apesar de a maioria das peças vir pelo modal marítimo, parte vem de avião, principalmente se é uma peça que precisa chegar com certa urgência para não parar a produção, segundo Priscila, da FGV.

Ana Paula, da MacLogistics, estima que em menos de dois meses a partir do início da vacinação, esses atrasos já poderão ser sentidos no Brasil.

Não há perigo de desabastecimento

Para Picanço, esses efeitos nos setores citados não serão definitivos e não teremos desabastecimento em massa da população.

“Não há motivo para desespero. As empresas de logística estão aprendendo muito nesse período. O brasileiro tem na memória os problemas do início da pandemia, quando faltou papel higiênico, álcool em gel. Isso foi fruto da demanda alta, mas também do desespero, que causa o chamado ‘efeito chicote’ – são oscilações no número de pedidos, que amplificam os erros de planejamento logístico e posicionamento de estoque. Isso gera custos e atrasos porque é uma demanda surpresa. Isso não se repetirá com a vacinação”, explica.

Infomoney

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bel disse:

    A PETEZADA tá dizendo que a culpa e do Bolsonaro, oí mermo!!
    Kkkkkkkkk
    Bando da derrotados.

  2. Tico de Adauto disse:

    O governo brasileiro é uma desgraça só no item vacinação.

    • Paulo disse:

      O melhor presidente do mundo é Kim Jong Un.
      Lá não tem covid.
      O esquerdista está convidado a se mudar…
      Esquerdismo é doença.
      Em tudo se apegam na tentativa de chegar ao poder.
      Já tem vacina chinesa para o esquerdista.
      Os demais aguardam vacina de Oxford que sai hoje para o Brasil.

E AINDA TEM SEDENTARISMO NO “PACOTE”: Pandemia afeta sono e altera o humor de quase metade dos adolescentes no país entre 12 e 17 anos , diz Fiocruz

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelou que a pandemia deixou quase metade – cerca de 9 milhões – dos adolescentes do País entre 12 e 17 anos nervosos, ansiosos e de mau humor. Também aumentou o sedentarismo e o consumo de doces e congelados entre eles e está afetando o sono de aproximadamente 4,3 milhões (23,9%) de adolescentes. Os pesquisadores acompanharam de junho a setembro jovens entre 12 e 17 anos de todo o Brasil e investigaram as mudanças na rotina, nos estilos de vida, nas relações com familiares e amigos, nas atividades escolares e nos cuidados à saúde.

De acordo o relatório Covid-19 Adolescentes, o percentual de jovens que não faziam 60 minutos de atividade física em nenhum dia da semana antes da pandemia era de 20,9%, e passou a ser de 43,4%. Setenta por cento dos brasileiros de 16 a 17 anos passaram a ficar mais de 4 horas por dia em frente ao computador, tablet ou celular, além do tempo das aulas online e 59% sentiram dificuldades para se concentrar nas aulas a distância.

“Chama muita atenção também o estado de ânimo desses jovens, que relataram tristeza, ansiedade e a ausência de amigos. A falta de atividade física entre os adolescentes foi um dos resultados que mais se destacou. Em geral, os jovens brasileiros praticam mais atividades coletivas, como aulas de danças e jogos com bola. Com as medidas de restrição social, tornou-se mais difícil para eles manterem a prática de exercícios”, aponta a pesquisadora Celia Landmann Szwarcwald, coordenadora do trabalho.

O estudo foi coordenado pelo Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fiocruz, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e realizado de forma online.

Segundo o levantamento, a piora da saúde foi apontada por 5.488 milhões (30%) dos jovens, com as com as meninas relatando maior impacto na saúde (33,8%) do que os meninos (25,8%), e os adolescentes mais velhos (37,0%) do que os mais novos (26,4%).

O percentual de adolescentes que relataram piora na qualidade do sono durante a pandemia foi de 36% – aproximadamente 6.624 milhões -, sendo que 4,3 milhões (23,9%) começaram a ter problemas com o sono durante a pandemia e 12,1% relataram já terem problemas, porém, eles pioraram. Já a qualidade do sono foi mais afetada entre as meninas, e nos adolescentes com 16 a 17 anos, em relação aos mais novos.

“Também é importante destacar a piora na qualidade de sono e os problemas no estado de ânimo. Há um conjunto de fatores como sentimento de tristeza, nervosismo, isolamento, insegurança, medo por familiares, que está afetando diretamente a saúde dos jovens. Não é à toa que 30% deles identificam uma piora em seu estado de saúde”, explicou a pesquisadora.

Sentir-se preocupado, nervoso ou mal-humorado foi descrito por 48,7% dos adolescentes, na maioria das vezes ou sempre. Entre as meninas, o percentual foi de 61,6%. Os adolescentes de 16-17 anos de idade relataram esse sentimento mais frequentemente (55,3%) do que os de 12-15 anos (45,5%).

Sobre as aulas online, os adolescentes disseram estar tendo muita dificuldade para acompanhar e assimilar o conteúdo: 59% relataram falta de concentração, 38,3% falta de interação com os professores, 31,3% falta de interação com amigos, 47,8% dos adolescentes relataram estar entendendo pouco, e 15,8% disseram não estar entendendo nada. Apenas 1 em cada 4 adolescentes de 16-17 anos relatou estar entendendo tudo ou quase tudo das aulas presenciais.

Dados do IBGE indicam que o Brasil tem 18,2 milhões de jovens entre 12 e 17 anos. A pesquisa da Fiocruz ouviu de forma online 9.470 adolescentes. Eles responderam a um questionário virtual, entre os dias 27 de junho e 17 de setembro.

CNN Brasil

 

Problema elétrico em poço afeta abastecimento de Pium e Cotovelo

FOTO: CAERN/ASSECOM

Por causa de um problema elétrico na bomba do poço tubular 2, em Cotovelo, o abastecimento de água em Cotovelo e Pium está paralisado desde a manhã desta segunda-feira (23). A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) está providenciando o conserto, e a previsão é que o serviço seja concluído nesta quarta-feira (25). A bomba afetada terá que ser substituída.

Após a retomada do abastecimento, na quarta-feira, será necessário aguardar até 24 horas para que o fornecimento esteja completamente normalizado, principalmente nas partes de atendimento mais complexo. A Caern recomenda o uso racional da água armazenada nos imóveis a fim de minimizar os eventuais transtornos.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Turci disse:

    CERTO.

  2. Osvaldo disse:

    Vc sabe no Amapá é um exemplo que privatizar dar SERTO.

  3. Calígula disse:

    Privatizar é a solução pra essa sucata chamada CAERN. Essa companhia só serve para cabide de empregos.

Problema elétrico interno paralisa Estação de Tratamento de Águas (ETA) Jiqui e afeta abastecimento em Natal

FOTO: CAERN/ASSECOM

A Estação de Tratamento de Águas (ETA) Jiqui apresentou um problema elétrico interno na manhã desta quarta-feira (23). A Companhia de Águas e esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) já está tomando as medidas necessárias para o conserto e o prazo de conclusão do serviço será informado ao longo do dia.

O equipamento responde por 70% do fornecimento de água para as zonas Sul, Leste e Oeste da capital. Com isso, todos os bairros destas regiões, com exceção de Guarapes, Pitimbu, Planalto e Ponta Negra, estão com abastecimento reduzido.

Após ser religado o equipamento, o prazo de normalização, ou seja, para que todos os imóveis estejam recebendo água regularmente é de até 72 horas.

DURÕES NA MIRA: Masculinidade tóxica afeta a saúde e o bem-estar dos homens, diz estudo

(Foto: Hunters Race / Unsplash)

As necessidades sociais dos homens são afetadas pela masculinidade tóxica – um conjunto de estereótipos nocivos em torno da masculinidade, como o de que homens devem ser fortes, independentes e durões. A conclusão é de um novo estudo divulgado na publicação científica Sex Roles.

De acordo com a pesquisa, homens que apoiam uma concepção negativa da masculinidade podem acabar se isolando conforme envelhecem, o que impacta na saúde, no bem-estar e na felicidade deles. Quando se deparam com problemas de saúde ou financeiros, por exemplo, eles podem sentir que não têm ninguém com quem se abrir.

“Ter pessoas com quem podemos falar sobre questões pessoais é uma forma de apoio social. Se as pessoas só têm um indivíduo com quem podem compartilhar informações – ou, às vezes, não têm ninguém –, elas não têm uma oportunidade de refletir e compartilhar”, explica em um comunicado stef shuster, que leciona na Universidade do Estado de Michigan, nos Estados Unidos, e conduziu o estudo.

A pesquisa envolveu a análise de dados de 5.487 homens e mulheres mais velhos nos Estados Unidos. Cientistas perceberam que, em comparação com mulheres, homens têm menor probabilidade de terem alguém como confidente e de terem esse tipo de relacionamento próximo tanto com familiares quanto com amigos. Além disso, quanto mais os homens apoiam a masculinidade hegemônica, menores eram as chances de eles terem confidentes.

Celeste Campos-Castillo, coautora do estudo e professora associada do Departamento de Sociologia da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, nos Estados Unidos, observa: “Isolamento social é comum entre adultos que estão envelhecendo. Mudanças como aposentadoria, viuvez e mudança de casa podem atrapalhar as amizades existentes”.

De acordo com stef shuster, está na hora de estudar como a masculinidade tóxica é danosa para os próprios homens. “Frequentemente, masculinidade tóxica é um termo que usamos para descrever como a masculinidade afeta outras pessoas, especialmente as mulheres”, disse. “Mas nosso estudo mostra como a masculinidade tóxica também tem consequências prejudiciais para os homens que seguem esses ideais. A própria premissa da masculinidade hegemônica, de certa forma, é baseada na ideia de isolamento, porque se trata de ser autônomo e não demonstrar muita emoção. É difícil desenvolver amizades vivendo assim.”

A questão é que quanto mais um homem segue os ideais de masculinidade tóxica, menores são as chances dele mudar sua visão de mundo e procurar ajuda. “Você pode mudar os princípios ideológicos de alguém? Acho que isso é mais difícil de vender do que tentar fazer as pessoas acreditarem que o isolamento social é extremamente prejudicial à saúde”, considera shuster. “Trata-se de aprender a oferecer ferramentas para que as pessoas não fiquem socialmente isoladas e ajudá-las a desenvolver a capacidade de reconhecer que todas as formas do ser ‘homem de verdade’ que elas sustentam não vão funcionar para elas à medida que envelhecem”, aponta shuster.

O estudo é um dos primeiros a tratar a masculinidade como um espectro em vez de uma categoria binária. “Muitas pesquisas de gênero são baseadas em binários simplistas de mulheres ou homens, feminino ou masculino, seja você hegemonicamente masculino ou não. Por causa do conjunto de dados que estamos usando, nosso estudo realmente examina a masculinidade em um espectro”, explica shuster.

Galileu

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Romero Cezar da Câmara disse:

    Tá entoxicado Gustavo? Kkkkkkkkkkk, primeiros sintomas a vista.

  2. Gustavo disse:

    Tóxico é a feminização da sociedade.

  3. Neto disse:

    Tempos difíceis criam homens fortes, homens fortes criam tempos fáceis e tempos fáceis criam homens fracos… Para um bom entendedor…

Rompimento de tubulação afeta abastecimento de água de bairros em Natal

FOTO: CAERN/ASSECOM

Oito bairros em Natal estão sem abastecimento nesta segunda-feira (8), em razão de rompimento de tubulação de água na Avenida Interventor Mário Câmara, próximo ao canteiro da obra de drenagem que está sendo realizada pela Prefeitura de Natal. Os bairros atingidos são Nova Descoberta, Morro Branco, Lagoa Nova, Dix Sept Rosado, Quintas, Bairro Nordeste, parte do Alecrim e parte de Lagoa Seca.

Equipe da Companhia  de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) já trabalha no local para solucionar o problema. A previsão é que o abastecimento retorne à noite, com normalização completa do fornecimento no prazo de até 48 horas.

Vazamento em adutora afeta abastecimento de água em bairros das Zonas Sul, Leste e Oeste de Natal

Foto: CAERN/ASSECOM

Diversos bairros das Zonas Sul, Leste e Oeste de Natal estão com o abastecimento suspenso, em decorrência de dois vazamentos detectados na Adutora Jiqui III, sendo um na Avenida Ayrton Senna e outro na Rua Nilo Ramalho. A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) já está trabalhando no conserto dos vazamentos e a previsão é que o serviço seja concluído no final do dia, quando o sistema será religado.

Estão com o abastecimento parado os bairros de Neópolis, Pirangi, Conjunto Jiqui, Tirol, Petrópolis, Mãe Luiza, Rocas, Nova Descoberta, parte do Alecrim, Lagoa Nova e Lagoa Seca. Outros bairros estão com o abastecimento reduzido. São eles Dix-sept Rosado, Bom Pastor, parte de Quintas, parte de Felipe Camarão e Km6.

Após a conclusão do serviço e o retorno do funcionamento, o abastecimento estará totalmente normalizado em até 48 horas.

Manutenção afeta abastecimento em bairros de Natal e São Gonçalo

Foto: Caern/Assecom

Equipes da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) estão trabalhando na manutenção emergencial em registro do sistema de lavagem de filtros da Estação de Tratamento de Água de Extremoz (ETA), que apresentou vazamento. Com isso, foi necessário que os sistemas dos reservatórios R-14 e R-15 passassem a operar com vazão reduzida.

Durante o período de manutenção, alguns bairros da Zona Norte de Natal e de São Gonçalo do Amarante terão o abastecimento afetado. São eles Igapó, Potengi (parcialmente) e Nossa Senhora da Apresentação, em Natal; e Jardim Lola, Amarante, Olho D’água dos Carrilhos e Nova Zelândia, em São Gonçalo do Amarante.

A previsão é que o serviço seja concluído ainda nesta segunda-feira (20). A normalização completa do abastecimento se dará em 48 horas, de forma gradativa, após a conclusão dos trabalhos.

FOTOS: Chuvas interferem na substituição de registros na Zona Norte, que afeta quatro bairros

Fotos: Divulgação/Caern

As equipes de operação da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) trabalham incansavelmente desde quinta-feira (02), incluindo a madrugada desta sexta-feira (03), para substituir dois registros de grande porte que apresentaram vazamento na Zona Norte, cada peça pesa aproximadamente 1 tonelada.

O serviço está provocando o desabastecimento dos bairros de Lagoa Azul, Potengi, Redinha e conjunto Pajuçara. Porém, as fortes chuvas da noite passada atrapalharam a execução do serviço realizado pela Caern.

A previsão de conclusão, que era ontem (02), passou a ser sábado (04). Porém, após religado o sistema amanhã, serão necessárias até 72 horas para que a rede seja totalmente pressurizada para atender a todos os imóveis, ou seja, até terça (07).

O motivo é que os locais onde os registros estão sendo substituídos são profundos e recebem grande volume de água de chuva, que desemboca na rede de drenagem, e também possuem postes de energia elétrica. Ou seja, além de deixar a região úmida e escorregadia, representando um risco para as equipes, tendo que ser feito um escoramento para continuidade do trabalho, também foi necessário acionar a concessionária de energia elétrica para dar suporte no local, nesta sexta (03).

Estes vazamentos inesperados, necessitaram da intervenção urgente, e para isso foram paradas a zona 16 o reservatório – 8, que abastecem os quatro bairros citados. Todos os esforços estão sendo envidados para que o trabalho seja concluído o quanto antes, pois a Companhia entende a importância, mais do que nunca, de manter o abastecimento para todos.

Porém, tecnicamente não há outra alternativa que não seja substituir os registros e evitar novos vazamentos nestes mesmos locais. As equipes estão dedicadas e cientes da importância de solucionar o problema no menor prazo possível.

COMPLEXIDADE

Para se ter uma ideia da complexidade dos registros, são redes de 400 mm e 500 mm, respectivamente, muito pesados e envolvem corte de tubulações de grande diâmetro, a montagem e a instalação desses registros no local do anterior.

“Toda intervenção desse porte é muito complexa. Tecnicamente não dá para acontecer com rapidez, pode levar mais de um dia, principalmente, com a mudança de condições climáticas”, explica o gerente de manutenção de água da região norte, Leonardo Figueiredo. “É fundamental o apoio da população, a equipe está toda comprometida para solucionar”, complementa. Neste sentido, a Caern também tem mantido contato com os líderes comunitários das regiões afetadas, explicando a situação e pedindo o apoio para compreensão da população.

Coronavírus: crise afeta mercado do sexo em BH e mais de 3 mil prostitutas ficam sem trabalho

Rua Guaicurus, em Belo Horizonte — Foto: Ricardo Pessetti/Divulgação

A Rua Guaicurus, no centro de Belo Horizonte, é uma das muitas da cidade que ficaram desertas desde o decreto municipal publicado no dia 20 de março que proíbe o funcionamento de parte do comércio da cidade. A medida é uma tentativa de evitar as aglomerações e a proliferação do novo coronavírus.

Conhecida como “zona boêmia”, a região tem dezenas de pequenos hotéis que funcionam como pontos de prostituição. A pandemia também afastou os clientes fazendo com que estes locais fechassem as portas.

“Muitas prostitutas vivem nestes hotéis. E tentam se manter como podem. Tem gente que não têm dinheiro nem para comer mais”, disse Cida Vieira, presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig).

De acordo com a entidade, cerca de três mil mulheres foram impactadas ela crise do novo coronavírus. Além das prostitutas que moram nos hotéis na região da Guaicurus, muitas sobrevivem nas ruas da cidade. Outras voltaram para suas casa na Grande BH e até no interior.

“Tem conta chegando, né? E muitas escondem a profissional para as famílias. Como explicar agora o porquê da falta de dinheiro? A gente tem tentado ajudar, fazendo doações”, disse Cida.

A Aprosmig tem feito campanha de arrecadação de cestas básicas e produtos de higiene como sabão e álcool em gel. “A gente fala para elas ficarem em casa. Para se protegerem. É um período difícil. Eu diria até caótico”, disse a presidente da entidade.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Belo Horizonte (Abrasel) e a Cruz Vermelha também chegaram a doar mantimentos e produtos de limpeza para 60 mulheres que trabalham na zona boêmia.

G1-MG

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pedro disse:

    😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😜😛é ruim eles darem atenção às colegas…..kkkkkkkk.

  2. BolsoLula disse:

    Mais uma prova que político brasileiro é tão ruim: não ajudam as próprias mães

Poluição atmosférica afeta sistema reprodutor feminino, diz novo estudo

Foto: d3sign / Getty Images

Pesquisadores do Instituto de Avanço da Biociência, em Grenoble, na França, publicaram um novo estudo na revista Environmental Pollution que relaciona a poluição do ar a uma diminuição na fertilidade feminina. Os testes foram feitos com amostras de urina de 184 mulheres em grandes cidades e o ciclo mestrual completo foi analisado.A equipe, então, associou os resultados aos níveis de exposição à poluição nos 30 dias que precederam o ciclo. O que eles observaram é que quanto mais a mulher estivesse exposta a partículas finas, mais durava a fase folicular, aquela que antecede a ovulação. Dessa forma, concluiu-se que a poluição atrapalha a ovulação fisiológica e isso pode causar riscos à fertilidade.

A fase folicular é aquela em que o corpo se prepara para ovular e há um aumento de hormônios nesse processo. Ela começa na menstruação e acaba na ovulação. “Em um ciclo de 26 a 28 dias, a mulher começa a ficar fértil no décimo dia, e no décido primeiro ou décimo segundo estará ovulando”, explica o médico Marcio Coslovsky, membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida. “Com a fase folicular mais longa, a ovulação não se dá no dia que deveria, e acontece apenas de três a seis dias depois. Na prática, a ovulação pode ser imperfeita e isso pode dessincronizar a capacidade receptiva do útero, o que aumenta a dificuldade para gravidez espontânea”, completa.

Para o especialista, o estudo comprova algo que os pesquisadores já suspeitavam: “Sempre soubemos que lugares muito poluídos favorecem a má formação de bebês, seja por inalação ou por ingestão de produtos tóxicos ou químicos. O interessante é que o estudo mediu partículas no ar com produtos poluentes e conseguiu correlacionar com o ciclo menstrual de maneira satisfatória”.

Embora a pesquisa tenha se concentrado no sistem reprodutor feminino, já há estudos que avaliam a influência da poluição do ar na fertilidade masculina. “Nos homens podemos fazer uma ilação com o que já se sabe. Cigarro, maconha, qualquer coisa inalável, qualquer coisa que passe para o sangue muito rápido, diminui a espermatogênese, que é a quantidade e mobilidade do espermatozoide. Esse estudo sobre a poluição aponta uma relação também com essa produção”, afirma Coslovsky.

O Globo

 

Problema na rede elétrica afeta abastecimento de 30 cidades no interior do RN

FOTO: CAERN/ADM

A falta de energia elétrica, ocorrida entre as 22h30 dessa terça-feira (22) e a manhã desta quarta-feira (23), interrompeu durante nove horas o funcionamento da Estação de Bombeamento 2 da Adutora Monsenhor Expedito. Com isso, o abastecimento de água de 30 cidades da região ficou prejudicado, o que pode ser sentido pela população nas próximas 48 horas.

Apesar do sistema já ter voltado a funcionar, o tempo que a EB-2 ficou parada fez a rede de abastecimento perder pressão, sendo necessário um prazo de até dois dias para a situação estar totalmente normalizada.

As cidades afetadas são Rui Barbosa, São Pedro, São Tomé, São Paulo do Potengi, Japi, Coronel Ezequiel, Jaçanã, São Bento do Trairi, Lajes Pintadas, São José de Campestre, Serrinha, Sítio Novo, Boa Saúde, Serra Caiada, Lagoa de Velhos, Barcelona, Bom Jesus, Lagoa Salgada, Lagoa de Pedras, Tangará, Santa Cruz, Monte das Gameleiras, Serra de São Bento, Passa e Fica, Lagoa D`anta, Monte Alegre, Ielmo Marinho, Santa Maria, Senador Eloi de Souza e Campo Redondo.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José disse:

    Monsenhor Expedito fez parte dele… Lutou para levar água ao semi árido Potiguar. Agora os governantes só têm que garantir a continuidade…

Apple vira alvo em nova onda de golpes que afeta o país

Macs e iPhone tiveram 1,6 milhões de ataques de phishing entre setembro de 2018 e 2019 — Foto: Divulgação/Apple

Usuários de Mac, iPhone e outros aparelhos da Apple foram alvo de mais de 1,6 milhão de golpes de phishing apenas no primeiro semestre de 2019. Segundo estudo da Kaspersky divulgado nesta semana, o Brasil teve participação expressiva nos casos que visaram o macOS: de acordo com o levantamento, um terço das vítimas foram brasileiras.

Os ataques já superam em 9% o número total de casos registrados em todo o ano passado. A estatística leva em conta apenas os dados coletados pelo serviço de detecção em nuvem Kaspersky Security Network, levando a crer que a quantidade de fraudes possa ser bem maior. As fraudes visam, principalmente, o roubo de dados financeiros por meio de falsificação de páginas da empresa.

Segundo os especialistas, os golpes mais comuns envolvem a criação de páginas que simulam o site oficial da Apple ou a tela de login do iCloud para roubar senhas. Os golpistas distribuem e-mails de suporte falsos contendo alertas de segurança e ameaças de bloqueio de conta. O objetivo é fazer com que o usuário menos atento clique em um link, caia no site fake e informe dados de login e cartão de crédito ao criminoso sem perceber.

Embora os softwares da Apple sejam considerados popularmente mais seguros que o Windows ou o Android, o relatório aponta certa paridade em número de incidentes quando se trata de phishing. Como esse tipo de golpe é baseado em truques de engenharia social para atrair vítimas, a plataforma onde a isca é plantada importa menos quando o assunto é infecção por malware, em que os produtos de Microsoft e Google ficam em desvantagem.

Segundo a Kaspersky, usuários Apple podem ser mais suscetíveis a ataques do tipo por considerarem o iOS ou macOS mais seguros e, por isso, tomarem menos precauções. No entanto, os softwares tampouco estão livres de vírus: a firma de segurança também detectou adwares e o malware Shlayer, um cavalo-de-troia que se disfarça de atualização para o Flash Player.

Como se proteger

Para se manter seguro é importante entender que os sistemas da Apple podem esconder riscos assim como os concorrentes. Tendo isso em mente, é importante ter um bom antivírus e não baixar programas de locais desconhecidos, dando sempre preferência pela Mac App Store. Além disso, é recomendável manter o sistema operacional e aplicativos atualizados para não deixar de instalar eventuais pacotes de correções de bugs.

Globo, via Techctudo e Kaspersky