Os jornais diários britânicos, de alcance nacional, venderam em novembrouma média de 7.023.738 exemplares por dia, de acordo com o mais recente levantamento feito pelo instituto verificador de circulação (Audit Bureau of Circulations – ABC). No mesmo mês, em 2013, os 11 títulos em conjunto venderam 7.596.192 exemplares. Houve uma queda de pouco mais de 9% em 12 meses.
Esses números também são reflexo da quedanasvendas do “The Sunday Times” e de suas plublicações (as revistas The Sunday Times Magazine, Culture e Style e os suplementos em formato tabloide, Travel, Home e Driving).De modo geral, esses resultados ilustram a situação de declínio geral dos veículos impressos.
A taxada queda nas vendas é provavelmente maior do que há cinco anos, mas não tão mais expressiva. Ela prova que está havendo uma “morte lenta” e que o desenlace ainda ainda está distante.
É interessante notar queo “The Times”, que circula de segunda a sábado, aparece sozinho na contramão dessa tendência. Suas vendas se estabilizaram durante o ano passado. Não admira que o departamento de marketing daeditora do “The Times”, a News UK, tenha produzido uma peça publicitária sugerindo que a morte foi enganada.
De outra parte, o “The Sun”, líder de mercado, registrou um resultado histórico negativo em novembro, com queda de 2% nas vendas, enquanto as vendas do “The Sunday Times” recuaram 4% em 12 meses.
Apesar de negativos, todos esses números parecem bons quando comparados com muitos jornais concorrentes. As vendas do “The Daily Telegraph”, “Independent”, “Guardian” e “Financial Times” caíram 10% nos 12 meses terminados em novmbro, bem como as do “Daily Express”. O “Daily Mail recuou 5% e o “Daily Mirror”, mais de 8%. Esses sinais de menos são de fato sinais dos tempos (menos para “The Times”).
A situaçãotem sido pior em relação às edições dominicais. O declínio parece inexorável. As vendas aos domingos caíram 13,6% no “Daily Star Sunday”; 10,6% no”Observer”; 10,9% no “Sunday People”; 9,6% no “The Sun”; e 9,8% no “Sunday Telegraph”. Jornais de porte médio, como o “Mail on Sunday” e “Sunday Express” também enfrentam dificuldades. Suas vendas caíram cerca de 8% ao longo desse ano.
A realidade é dura, mas nada disso soa inesperado. Assim é a situação hoje e assim será por vários anos adiante. Em algum momento, eu acho que haverá uma ‘queda do penhasco’. Por enquanto, as rotativas continuam a girar – e os anúncios impressos ainda fornecem a maior parte da receita para a maioria das empresas jornalísticas.
Caro Marcos! Devemos lembrar que estes ditos "medalhões" como você diz, deram com grande importância, sua contribuição ao jornalismo que temos hoje. Há também os nomes dos jornalistas Luiz Maria Alves, do Diário de Natal e Aluízio Alves, da Tribuna do Norte e Sistema Cabugi de comunicações, dentre tantos outros. Foram os pioneiros da imprensa em nosso Estado e porque não, em nosso país. Devem ser respeitados e reverenciados dentro de nossa História, pois o país que não respeita a sua memória, é um país com um futuro condenado, ou seja, será fadado a sempre ser, um país sem História, um país sem passado.
Bastante lúcido o seu comentário, Marcos. Porém, não ouse dizer isso com relação a imprensa de Mossoró. Nem que você esteja na companhia do bando de Lampião. Por lá, ainda vive-se em plena era de ouro do rádio.
Olá Marcos, desculpa discordar. Primeiro, velho que ler jornal não é estúpido. Todos que leem têm o seu valor. Outra, essa modernidade que vc fala, tem se limitado aos nossos jovens lerem resumo de livros, pesquisarem e trabalharem sobre artigos ou teses de outros, sem criatividade e, pior ainda, os jovens nem ama a leitura. Buscam fotos, fofocas e redes sociais cheias de selfs ou materia de blogs, que necessitam ser limitadas, eis que impossível ser comprida. Assim, o que vc chama de velho ou incompetente, apesar de que sou novo, mas consciente, chamo de preferencia por boa leitura. Os jovens têm buscado o facil e o barato, ainda que não confiavel. Na net todos podem atribuir tudo a qualquer um, seja a materia, seja a ação divulgada. E isso sem culpas, ainda que irresponsavelmente. No jornal fisico ou no livro, a autoria é de facil responsabilização. Ah! Revistas e jornais, inclusive os que vc relata estão virtualizados e mantém a mesma segurança? É verdade, mas é questão de gosto a leitura no papel. Ao menos serve, depois de passado o dia, disponibilizarmos as folhas para limpar essa cagada que vc fez ao macular a competencia do idoso. Respeita mais ô cidadão.
Na Banca Cidade do Sol (Tota) vende hoje por dia apenas 30 Tribuna de Norte, 30 Jornal de Hoje e 5 Novo Jornal.
Jornal impresso é coisa do passado, coisa de velho atrasado que não saber acessar a Internet, ler as noticias nos blogs e portais de noticias.
Os medalhões da imprensa potiguar é coisa do passado, Cassiano Arruda Camara, Vicente Serejo, Marcos Aurelio de Sá, Aluisio Lacerda, etc.
São apenas uma leve lembrança sem o prestigio, força e leitores do passado, mais jovens não sabem nem que eles existem.
É a tecnologia mudando o mundo
A educação pública de Guamaré alcançou um marco inédito. Os resultados do IDEB 2025 confirmam que a rede municipal registrou as maiores notas de sua história nos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental, consolidando um dos melhores desempenhos já obtidos pelo município. Nos anos iniciais, a nota saltou de 4,4, em 2019, para 5,5, em 2025 — um crescimento de 25% que colocou Guamaré na 9ª colocação entre os municípios do Rio Grande do Norte com mais de 15 mil habitantes. Já nos anos finais, a rede também estabeleceu um novo recorde ao atingir nota 4,0, evidenciando a evolução contínua da aprendizagem e da qualidade do ensino ofertado.
Segundo o prefeito Hélio Willamy, esse resultado é atribuído a um conjunto de investimentos realizados pela gestão municipal, entre eles a modernização da infraestrutura escolar, valorização dos profissionais da educação, formação continuada, acompanhamento pedagógico, realização de concurso público e fortalecimento das estratégias de ensino.
Essa conquista também reflete o trabalho diário de professores, gestores, equipes pedagógicas, servidores, estudantes e famílias. “Esse desempenho representa o reconhecimento de um esforço coletivo e reforça o compromisso de seguir investindo na educação pública. Considerado o principal indicador da qualidade da educação básica no país, o IDEB mede o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, aliado às taxas de aprovação escolar.
Após conversas com Vladmir Putin e Xi Jinping, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia uma ligação para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump nos próximos dias.
Mesmo no meio da crise entre Brasil e EUA, fontes afirmaram que a ideia seria tratar de conflitos globais. A conversa se daria nos mesmos moldes do diálogo com os presidentes da Rússia e da China.
Nada impediria, avaliam interlocutores, que a ligação também tocasse na relação conflituosa dos últimos meses.
Apesar da sinalização sobre o telefonema, não há nada marcado ainda.
Os atritos entre os dois países se agravaram após os Estados Unidos revogarem o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luísa Viotti.
Em entrevista ao canal Meteoro Brasil e ao podcast Os Três Elementos, Lula afirmou nessa quarta-feira (05) que a medida é “impensada” e “desnecessária” diante de uma relação diplomática construída há mais de dois séculos.
Lula teve uma conversa por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, no início desta semana para tratar da guerra na Ucrânia. A conversa ocorreu após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky solicitar a interlocução do mandatário brasileiro.
No domingo (26), o presidente brasileiro também falou por mais de uma hora com o presidente da China, Xi Jinping. Os dois teriam abordados temas como o acordo Mercosul-China, cooperação em terras-raras e inteligência artificial.
Um confronto entre criminosos e equipes da Polícia Militar, com apoio do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), nas proximidades da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Mãe Luíza, em Natal, mobilizou profissionais de saúde e pacientes na noite desta quarta-feira (5).
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), diante da troca de tiros e do risco à segurança, médicos, demais profissionais e pacientes permaneceram protegidos dentro da unidade enquanto policiais reforçavam a segurança no entorno e no interior da UBS.
Após uma vistoria realizada pelas forças de segurança, que confirmou a integridade do local, todos os profissionais e pacientes deixaram a unidade em segurança e retornaram para suas residências. Não houve registro de feridos.
A Secretaria informou ainda que alguns pacientes que estavam em atendimento foram transferidos para outras unidades da rede municipal de saúde, sem intercorrências.
Em nota, a SMS afirmou que segue em articulação com os órgãos de segurança pública para garantir a proteção de profissionais e usuários e assegurar o pleno funcionamento dos serviços de saúde.
A defesa das famílias atípicas encampada pela deputada federal Carla Dickson (PL-RN) ganhou um novo e importante aliado. No último domingo (2), em Brasília, durante a convenção partidária do PL no Distrito Federal, o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil possui recursos suficientes para garantir suporte às famílias atípicas. Ao lado da parlamentar potiguar, ele assumiu o compromisso de priorizar essa pauta.
Única candidata a deputada federal do Rio Grande do Norte presente no evento, Carla Dickson participou da agenda política ao lado das principais lideranças nacionais do PL e recebeu de Flávio Bolsonaro o reconhecimento pelo trabalho que desenvolve em defesa das pessoas com deficiência e das famílias atípicas.
“Esse trabalho que a Carla vem fazendo no Rio Grande do Norte é extremamente importante e essa é uma bandeira que eu também vou erguer. O orçamento da União tem, sim, recursos suficientes para dar suporte às famílias atípicas, só precisa ser bem administrado. Esse é um compromisso meu que assumo ao lado da deputada Carla Dickson”, declarou Flávio Bolsonaro.
Carla Dickson comemorou o compromisso público firmado pelo senador e destacou que a pauta das famílias atípicas precisa ser tratada como prioridade nacional.
“Receber esse compromisso de Flávio Bolsonaro fortalece uma luta que travamos diariamente. As famílias atípicas precisam de políticas públicas permanentes, investimentos e respeito. Saber que essa pauta terá prioridade no projeto que defendemos é motivo de esperança para milhares de brasileiros, já que nem a gestão federal atual, nem o Governo Fátima fazem algo de concreto por essas pessoas. “, afirmou a deputada.
O Regime Próprio de Previdência dos Servidores do Rio Grande do Norte (RPPS) fechou o primeiro semestre de 2026 com um déficit de R$ 1,022 bilhão, segundo dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do terceiro bimestre. O resultado mostra que as receitas do sistema não foram suficientes para bancar o pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores. Isso obriga o Tesouro Estadual a cobrir a diferença.
A situação pode se agravar ainda mais até o fim do ano. A projeção apresentada no relatório indica que o déficit previdenciário poderá atingir R$ 2,437 bilhões em 2026. O levantamento também aponta que o Fundo em Capitalização do RPPS vem acumulando resultados negativos no primeiro semestre desde 2019, evidenciando o desequilíbrio entre arrecadação e despesas do sistema.
O déficit previdenciário é um dos principais indicadores das contas públicas estaduais e mede a diferença entre o que é arrecadado para financiar a previdência dos servidores e o total gasto com aposentadorias e pensões. Quanto maior esse rombo, maior a necessidade de aportes do governo estadual para manter o pagamento dos benefícios.
Eu lembro que existia um Fundo Previdenciário dos Servidores Públicos do RN que foi criado exatamente pra isso, à época em meados de 2015 tinha 1Bilhão, e se o desgoverno Robson nâo tivesse “usado” hj provavelmente teria próximo dos 20Bi.
sugestão, assim como os servidores estaduais foram a favor do aumento do ICMS para todos pagarem, aumenta o percentual da contribuição previdenciaria dos mesmo.
A justiça deveria intervir e nomear um interventor para não haver mais saques no combalido cofre do IPERN. Essa desgovernadora deverá responder por esse desastre criminalmente, junto com os gestores do IPERN.
O ex-prefeito de Patu, Rivelino Câmara, está enquadrado na Lei da Ficha Limpa até 2033. Ele teve o nome incluído pela Tribunal de Contas da União (TCU) na relação de responsáveis com contas julgadas irregulares para fins eleitorais. A certidão, emitida na quinta-feira (6), registra dois processos com trânsito em julgado.
O cadastro do TCU é usado pela Justiça Eleitoral para analisar a elegibilidade de candidatos, o que significa que Rivelino Câmara poderá ser alcançado pela Lei da Ficha Limpa.
O Governo do Estado comemorou o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Inep, que mostra o Rio Grande do Norte deixando a última colocação nacional no ensino médio, saindo de uma nota 3,2 em 2023 para 4,0 em 2025, um avanço de 0,8 ponto, equivalente a 25%.
O que a gestão da professora Fátima Bezerra não diz é que esse resultado é artificial e foi favorecido por uma mudança nas regras da própria Secretaria Estadual de Educação (Seec). Em 2025, o governo publicou uma portaria autorizando estudantes do 1º e do 2º ano do ensino médio a avançarem para a série seguinte mesmo reprovados em até seis disciplinas.
A medida interfere diretamente na taxa de aprovação, que é um dos principais critérios utilizados para calcular o Ideb. Na prática, ao reduzir artificialmente a reprovação, o índice tende a subir, ainda que isso não represente uma melhora efetiva na aprendizagem dos alunos. Desse jeito é fácil melhorar o Ideb.
Sem sombra de dúvidas a melhor governadora da história do RN. Seria importante ler a Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971, sancionada pelo então presidente Emílio Garrastazu Médici.
Além de passarmos vergonha, por sermos um estado analfabeto por votarmos no PT, agora, também passamos vergonha por sermos duplamente analfabetos, ela comprova ser inteligente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou a anistia a multas aplicadas a caminhoneiros, motoristas e transportadoras que participaram de manifestações e bloqueios de rodovias depois das eleições de 2022. A decisão foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta 5ª feira (6.ago.2026).
A medida beneficiaria participantes dos atos realizados depois da vitória de Lula sobre o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno. Os manifestantes contestavam o resultado da eleição. Parte deles defendia intervenção militar e o impedimento da posse do petista.
O perdão foi incluído pelo deputado Zé Trovão (PL-SC), relator da MP 1.343 de 2026, enviada pelo Executivo para alterar as regras do piso mínimo do frete rodoviário. A Câmara aprovou o texto de forma simbólica em 17 de junho.
O trecho vetado estabelecia:
a anulação de multas judiciais e administrativas;
o cancelamento de sanções civis e administrativas;
a extinção de débitos inscritos em dívida ativa;
a suspensão das cobranças em andamento.
A anistia alcançaria transportadores de cargas, pessoas físicas e jurídicas, e motoristas punidos pela participação em manifestações, bloqueios de rodovias ou atos relacionados realizados em 2022.
Ao justificar o veto, o governo afirmou que a anulação genérica de multas violaria a separação dos Poderes e a garantia da coisa julgada. Também declarou que o perdão representaria renúncia de receita sem estimativa do impacto orçamentário e financeiro.
BLOQUEIOS PÓS-ELEIÇÃO
Os protestos começaram na noite de 30 de outubro de 2022, depois da divulgação do resultado do 2º turno. Houve registros de pedidos de intervenção militar e de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
No dia seguinte, caminhoneiros bloquearam ou interditaram rodovias em 25 Estados e no Distrito Federal. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) contabilizou 321 pontos de bloqueio ativos na noite de 31 de outubro.
O Congresso ainda poderá analisar o veto presidencial. Deputados e senadores poderão mantê-lo ou derrubá-lo em sessão conjunta.
O rebaixamento das relações diplomáticas entre Brasil e Argentina, determinado pelo Itamaraty nesta terça-feira (4) em resposta aos ataques do presidente Javier Milei a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é a mais grave crise entre dois países que trabalharam para construir fortes laços nas últimas quatro décadas.
A mais recente derrocada entre os vizinhos teve início em 2019, quando o ex-presidente de esquerda Alberto Fernández assumiu o poder no momento em que Jair Bolsonaro terminava seu primeiro ano de mandato no Palácio do Planalto.
Desde então, houve apenas um ano de trégua, no qual os aliados Fernández e Lula comandaram suas respectivas nações simultaneamente. Mas, mesmo nesse período de desavenças políticas iniciado há sete anos, nunca a relação entre Brasil e Argentina esteve em um ponto tão baixo quanto nos últimos dias.
A tensão teve início em 25 de julho, quando Milei chamou Lula de ladrão e presidiário durante o lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em São Paulo —um combo que uniu 1. ofensa ao presidente; 2. no evento de um adversário; 3. em solo nacional.
A convocação dos embaixadores da Argentina e do Brasil no dia seguinte não foi suficiente, já que o ultraliberal reafirmou os ataques no último domingo (2), em entrevista a uma emissora argentina. Segundo membros do governo Lula, as relações se darão apenas com os encarregados de negócios nos dois países enquanto os ataques persistirem.
“Isso não tem precedente pelo menos desde o século 19”, afirma Miriam Saraiva, professora de relações internacionais da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). “Quando um país fica sem embaixador, precisa negociar com o segundo escalão. A relação fica mais limitada à manutenção do que já está em funcionamento, e iniciativas novas não conseguem ir para frente.”
O ineditismo da medida não significa que a convivência entre os dois países sempre tenha sido pacata. A história dessa relação, aliás, é marcada por rivalidades até o começo dos anos 1980 —incluindo conflitos armados quando o Brasil era um império e a Argentina ainda não havia se constituído como nação.
Mais recentemente, no século 20, as disputas se davam principalmente pela influência regional. “No início do século 20, por exemplo, houve a chamada Crise dos Encouraçados, a compra de armamentos navais por Argentina e Brasil que quase incorreu no risco de uma corrida armamentista entre os dois países”, diz Tullo Vigevani, cientista político e professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista).
Isso mudou na década de 1980, e os dois tratados que simbolizam esse novo momento são um acordo para uso pacífico da energia nuclear, primeiro passo para a criação da Abacc (Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares), em 1991; e, principalmente, a Declaração do Iguaçu, assinada em 30 de novembro de 1985 pelos então presidentes José Sarney (Brasil) e Raúl Alfonsín (Argentina) e embrião do que seria o Mercosul.
Isso não significa que não tenha havido desacordos ao longo desse percurso mais recente. “As tensões nas relações bilaterais entre países sempre existiram; elas são inerentes ao convívio internacional. Assim como existe alinhamento e acordo, existe o conflito e a disputa”, diz Leonardo Granato, professor de administração pública na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
Algumas das principais disputas ocorreram em 1994, quando, sob o governo Itamar Franco, o Brasil pleiteou de forma mais explícita um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU; e em 1999, quando o presidente argentino Carlos Menem enviou uma carta ao então homólogo americano, Bill Clinton, pedindo a entrada de seu país como “membro associado” da Otan, a aliança militar ocidental.
Em nenhum momento, porém, a crise chegou ao ponto de rebaixar as relações —mesmo quando os dois países se desencontravam ideologicamente, o que não era um pré-requisito para a boa convivência. Isso mudou com a nova onda de direita na região.
Após Fernández vencer as primárias, em agosto de 2019, Bolsonaro afirmou que poderia haver uma onda de migrantes no Rio Grande do Sul “se essa esquerdalha” ganhasse, ao que o argentino respondeu afirmando que o ex-presidente brasileiro era “racista, misógino e violento”.
Quando Fernández por fim venceu as eleições, em outubro, Bolsonaro disse que a Argentina havia escolhido mal seu representante. Dois dias após o pleito, o então deputado federal Eduardo Bolsonaro compartilhou um meme que colocava lado a lado uma foto dele mesmo segurando um fuzil e do filho de Fernández, Estanislao Fernández, que é drag queen.
“O que a gente viu nos últimos oito anos é inédito nessas quatro décadas. São presidentes que não tem o menor desejo de trabalhar juntos, de manter encontros de alto nível. Isso não é tão essencial para a manutenção das relações —as questões práticas do dia a dia, o comércio, investimentos, se mantém”, afirma Paulo Velasco, professor de política internacional da UERJ. “Mas você não tem um impulso que ajude a catalizar projetos em um momento desafiador para a América do Sul.”
Cuba, Nicarágua, Venezuela, China, Iraque, Rússia, e outros países ditaduras, são o nosso deleite e parceiros, estamos na rabeira, mas no caminho deles kkkk
Não existe crise institucional nenhuma entre os países…O Milei disse que Lula é ladrão, aqui nós também o tratamos por essa mesma alcunha…Acho que nenhum brasileiro de bem se sentiu ofendido nem injuriado com isso.
A escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ocorreu menos de 24 horas antes do anúncio e incluiu uma consulta a outros nomes que estavam no páreo para o cargo.
Estavam cotadas a vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), por quem Michelle Bolsonaro (PL) brigou pela vaga ao Senado do partido no Ceará sem sucesso, o da própria ex-primeira-dama e o do coordenador político da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN).
Priscila, inclusive, foi sondada por telefone na tarde de terça-feira (4), poucas horas antes de Flávio bater o martelo pelo nome de Gaspar como seu companheiro de chapa.
A articulação foi feita em uma força-tarefa restrita ao núcleo duro da campanha. Pessoas envolvidas na negociação afirmam que o nome de Gaspar começou a ganhar força há cerca de duas semanas, em um movimento encabeçado por Marinho.
A busca por opções dentro do PL se intensificou depois que o partido entendeu que poderia terminar sem o apoio do PP e do Republicanos, inviabilizando a indicação de Tereza Cristina (PP-MS) ou de Daniella Marques (Republicanos-RJ) para a vaga.
Gaspar foi consultado sobre a possibilidade de ser vice de Flávio dias atrás. Segundo o relato de duas pessoas a par do assunto, o deputado federal respondeu que estava à disposição para ajudar a campanha, deixando a porta aberta para um convite formal.
O nome de Gaspar também recebeu o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apesar de não ter mais acesso à casa do pai desde 13 de julho, Flávio mantém interlocução com ele por meio de advogados.
Um amigo de Gaspar afirma que o deputado estava em Maceió (AL) quando recebeu a ligação de Flávio na noite de terça, horas depois de lançar sua pré-candidatura ao Senado. Gaspar, segundo ele, voou para Brasília às pressas para participar do anúncio nesta quarta (5).
Antes da chegada de Flávio, Gaspar estava sentado na primeira fileira do auditório ao lado de poucos políticos, como o deputado federal Coronel Meira (PL-PE). Quando o presidenciável se posicionou no palco, Gaspar ficou ao fundo para não levantar suspeitas.
Antes da articulação da definição, Marinho telefonou para Priscila durante a tarde desta terça perguntando se ela aceitaria ser vice de Flávio, caso fosse convidada. Priscila pediu um tempo, conversou com a família dela, com Michelle e com líderes da igreja. À noite, respondeu para Marinho que toparia o convite. Na manhã desta quarta, porém, o senador ligou para avisar que a campanha havia escolhido outra pessoa —mantendo segredo sobre o nome.
Michelle também foi sondada sobre a possibilidade pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na última sexta-feira (31). A ex-primeira-dama disse que precisava cuidar do marido, em prisão domiciliar, e que não conseguiria conciliar as duas coisas. Michelle só soube da decisão durante o anúncio oficial, de acordo com pessoas próximas.
Segundo relatos, Flávio também ligou para Tereza na noite desta terça para contar que Gaspar seria seu vice e convidá-la para a cerimônia desta quarta, pedindo para que ela mantivesse o nome sob sigilo.
Flávio estava do lado de Tereza quando divulgou que Gaspar seria seu vice, surpreendendo até mesmo parlamentares que já estavam no palco para acompanhar o anúncio.
Para tentar compensar a indicação de um homem para o posto após meses de procura por uma mulher, Flávio tentou se cercar de aliadas. Além de Tereza, estavam no palco a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) —que também foram cogitadas para a vaga.
Integrantes da campanha afirmam que o nome de Gaspar não foi testado em pesquisas internas encomendadas pelo partido.
Pesou, no fim, o entendimento de que um dos principais pontos de desgaste para Lula (PT) será o escândalo de descontos ilegais em aposentadorias e pensões —tema que projetou Gaspar no cenário nacional a partir da relatoria da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Como relator da CPI, Alfredo Gaspar vinculou as fraudes em aposentadorias e pensões ao governo Lula e a um dos filhos do presidente, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a abertura de inquéritos contra Lulinha para apurar suspeitas de tráfico de influência. Também vieram à tona pagamentos da empresária Roberta Luchsinger ao ex-chefe de gabinete de Lula Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
Na visão de correligionários de Flávio, Gaspar pode melhorar o desempenho da chapa junto aos idosos pela atuação dele na CPI. O deputado federal, na avaliação do grupo, também vai reforçar a mensagem de combate à criminalidade, tema central na campanha do PL.
O entorno de Flávio afirma que também pesou na escolha dados colhidos em pesquisas internas sobre a percepção do eleitorado a respeito de Priscila. Havia a preocupação de que a vereadora de Fortaleza passasse a mensagem de inexperiência e imaturidade —pontos que o próprio candidato do PL precisa afastar sobre si.
“O Alfredo é uma pessoa que traz senioridade e credibilidade. Ele defende duas pautas muito importantes, contra a corrupção e de [defesa da] segurança pública”, opina Tereza.
Durante o evento desta quarta, Valdemar tentou afastar a ideia de que Gaspar era a última opção do partido, dizendo que o nome dele era mencionado por Flávio e Marinho há pelo menos seis meses.
“Sempre foi o nome que eles falaram. Eu falava para eles o seguinte: Flávio, pelo menos fala para o Alfredo. [Ele dizia] não fala nada, isso não pode vazar. Vamos levar isso até o final. Não tem um vice melhor para nós do que o Alfredo Gaspar”, disse o presidente do PL.
Caro Marcos! Devemos lembrar que estes ditos "medalhões" como você diz, deram com grande importância, sua contribuição ao jornalismo que temos hoje. Há também os nomes dos jornalistas Luiz Maria Alves, do Diário de Natal e Aluízio Alves, da Tribuna do Norte e Sistema Cabugi de comunicações, dentre tantos outros. Foram os pioneiros da imprensa em nosso Estado e porque não, em nosso país. Devem ser respeitados e reverenciados dentro de nossa História, pois o país que não respeita a sua memória, é um país com um futuro condenado, ou seja, será fadado a sempre ser, um país sem História, um país sem passado.
Bastante lúcido o seu comentário, Marcos. Porém, não ouse dizer isso com relação a imprensa de Mossoró. Nem que você esteja na companhia do bando de Lampião. Por lá, ainda vive-se em plena era de ouro do rádio.
Olá Marcos, desculpa discordar. Primeiro, velho que ler jornal não é estúpido. Todos que leem têm o seu valor. Outra, essa modernidade que vc fala, tem se limitado aos nossos jovens lerem resumo de livros, pesquisarem e trabalharem sobre artigos ou teses de outros, sem criatividade e, pior ainda, os jovens nem ama a leitura. Buscam fotos, fofocas e redes sociais cheias de selfs ou materia de blogs, que necessitam ser limitadas, eis que impossível ser comprida. Assim, o que vc chama de velho ou incompetente, apesar de que sou novo, mas consciente, chamo de preferencia por boa leitura. Os jovens têm buscado o facil e o barato, ainda que não confiavel. Na net todos podem atribuir tudo a qualquer um, seja a materia, seja a ação divulgada. E isso sem culpas, ainda que irresponsavelmente. No jornal fisico ou no livro, a autoria é de facil responsabilização. Ah! Revistas e jornais, inclusive os que vc relata estão virtualizados e mantém a mesma segurança? É verdade, mas é questão de gosto a leitura no papel. Ao menos serve, depois de passado o dia, disponibilizarmos as folhas para limpar essa cagada que vc fez ao macular a competencia do idoso. Respeita mais ô cidadão.
Na Banca Cidade do Sol (Tota) vende hoje por dia apenas 30 Tribuna de Norte, 30 Jornal de Hoje e 5 Novo Jornal.
Jornal impresso é coisa do passado, coisa de velho atrasado que não saber acessar a Internet, ler as noticias nos blogs e portais de noticias.
Os medalhões da imprensa potiguar é coisa do passado, Cassiano Arruda Camara, Vicente Serejo, Marcos Aurelio de Sá, Aluisio Lacerda, etc.
São apenas uma leve lembrança sem o prestigio, força e leitores do passado, mais jovens não sabem nem que eles existem.
É a tecnologia mudando o mundo