Diversos

'Verdade dói', diz colunista de O Globo que ironizou pobres

“O pobre quer ter uma doença. Problema na tireoide, por exemplo, está na moda. É quase chique.”
“Eu acho que o sonho de muitos pobres é ter nódulos.”
 “A grande preocupação do pobre é procriar.”

As opiniões sobre o acesso a planos de saúde pela população de baixa renda, publicadas pela colunista Silvia Pilz na crônica “O plano cobre”, do jornal O Globo, foram compartilhadas mais de 15 mil vezes em 24 horas. Alvo de fortes críticas nas redes sociais, a carioca se defende: “Não pediria desculpas”, afirma. “Não ofendi ninguém e fiz um texto divertidíssimo.”

Em entrevista à BBC Brasil, Pilz diz que “somos todos preconceituosos” e que no humor “vale tudo”. “Quem mais se divertiu com o texto foram os pobres”, alega a jornalista, moradora da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. “Os incomodados são da classe média.”

150114194556silviapilz624x351facebookBBC Brasil: Você esperava essa repercussão?

Silvia Pliz: Jamais.

BBC Brasil: Como recebeu os comentários negativos?
Silvia Pliz:Fiquei perplexa porque o texto é uma sátira. Esperava uma repercussão diferente. Há muitas pessoas que se divertem e outras que se revoltam. Meu blog fala sobre hipocrisia, eu digo ali o que eu penso. É o tipo de assunto que está todo mundo superacostumado a ver em novela da rede Globo. Fiquei um pouco chocada, as pessoas xingam, são brutas.

Fiz um texto tolo, corriqueiro, de humor, você escolhe a palavra que achar mais interessante, relatando o cotidiano da classe média. Meus textos são politicamente incorretos, sim, mas acho que muitas pessoas se divertiram muito.

BBC Brasil: E houve também quem não se divertisse.
Silvia Pliz: Essas pessoas talvez se identifiquem, ou se sintam agredidas com o que está colocado ali. Nem todo mundo entende o humor sarcástico.

BBC Brasil: Você diz escrever sobre o cotidiano da classe média. Mas a palavra “pobre” aparece de forma bastante enfática em todo o texto.
Silvia Pliz: Eu escrevo sobre o cotidiano de todos nós. Tenho textos falando sobre as coisas da classe “AAA”, da classe média. De repente eu virei uma Joana D’Arc por um texto em que uso a palavra “pobre”. Quando na verdade quem mais se divertiu com o texto foram os pobres. Os incomodados são da classe média.

BBC Brasil: Como sabe que os pobres foram quem mais se divertiu?
Silvia Pliz: Tenho as respostas no Facebook. Inclusive tem o depoimento de um cara que diz “Sou da classe pobre, ri, me diverti, não tem nada disso”. As pessoas estão equivocadas, é uma sátira.

BBC Brasil: Há limites para a sátira? O humor pode se tornar ofensivo ou vale tudo?
Silvia Pliz: Vale tudo.

BBC Brasil: Mas muita gente diz que você teria sido pejorativa e preconceituosa. Que estaria fazendo graça com a desgraça alheia. Vê coerência nisso?
150114195237commentspilz624x351facebookSilvia Pliz: Zero coerência. Quem não se diz preconceituoso não tem dicionário em casa. Somos todos preconceituosos. Temos um preconceito sobre aquilo que a gente não conhece. Sou uma pessoa lúcida e sei que todo ser humano tem preconceitos. Isso é lucidez.

BBC Brasil: Imagino que se inclua.
Silvia Pliz: Então coloque: somos todos preconceituosos. Não eu. Aí fica ruim para mim.

BBC Brasil: Nesta entrevista, você justifica o que escreveu como crítica ácida, humor. Mas no texto e nas redes sociais você diz que falhou. Falhou ou não falhou?
Silvia Pliz: Olha… é dificil essa resposta. Acho que não falhei. Não pediria desculpas e diria “foi mal, não era bem isso que queria dizer”. Jamais. Me posicionei porque vi que a coisa estava pegando fogo e não queria que as pessoas tivessem uma imagem minha diferente do que sou. Realmente acho que, quando fazemos humor e ele precisa ser explicado, significa que foi mal feito.

Quando eu digo “falhei”, digo, “falhei como escritora na tentativa de fazer humor”. A reação foi ridícula. E hipócrita também, porque as pessoas são todas bem hipócritas. Fui vítima de um linchamento digital dos militantes da ditadura do politicamente correto. Não ofendi ninguém e fiz um texto divertidíssimo.

BBC Brasil: Dizer que “pobre gosta de procriar” não seria pejorativo ou ofensivo?
Silvia Pliz: Não. Pobre gosta de procriar. Não é fato? O que dói no leitor é a verdade. Pobre gosta de procriar, você concorda comigo? Eles têm mais filhos do que deveriam ter.

BBC Brasil: Você convive com pobres em que situações da sua vida?
Silvia Pliz: Eu convivo com pobre como qualquer pessoa da classe média.

BBC Brasil: Por exemplo?
Silvia Pliz: Deixa eu pensar com que pobres eu convivo (pausa). Que pergunta mais estranha. Eu convivo com… Essa resposta é f*da porque ela pode me sujar, digamos assim, né? Eu convivo com pobres que são professores, bailarinos, músicos, empregadas domésticas, porteiros de prédio, motoristas de ônibus.

BBC Brasil: Você diz que as pessoas não entenderam a graça do seu texto. Qual é a graça dele?
Silvia Pliz: Eu acho superengraçado. Acho que humor não se explica. A graça do texto são os detalhes.

Essa fascinação pelos exames acontece. As pessoas, porque têm plano de saúde, ficam contentes e ávidas por fazerem exames. É uma brincadeira que fiz com uma coisa complicada que é doença. Talvez tenha sido aí o ponto de explosão do texto. A graça é a mudança de comportamento da sociedade com relação às novidades. Como na aviação. Há anos, só as pessoas que tinham dinheiro podiam viajar. Agora temos passagens a preços acessíveis e isso gera situações cômicas.

BBC Brasil: Você falou sobre o dicionário. Muita gente apontou um erro seu: a palavra “exige” escrita com “J”, que depois foi corrigida. Também achou engraçado?
Silvia Pliz: Achei (silêncio). Inclusive teve um cara que me chamou de Caco Antibes e quando eu fiz a correção eu disse: ‘Magda fez a correção’. Mas isso precisa aparecer na entrevista?

BBC Brasil: Foi só uma pergunta.
Silvia Pliz: Porque eu acho que isso me ridiculariza.

BBC Brasil: Gostaria de deixar alguma mensagem aos leitores ou não leitores?
Silvia Pliz: Não. Só acho que as pessoas deveriam de repente serem menos ofensivas, tomarem muito cuidado.

BBC Brasil: Você pretende tomar cuidado em ser menos ofensiva em seus próximos textos?
Silvia Pliz: Não. Eu não sou ofensiva. Eles veem como ofensivo. Eu sou divertida nos meus textos. Eu nunca fui ameaçada, foi a primeira vez. Fui ameaçada de morte nos comentários.

BBC Brasil: Fará algo em relação a isso?
Silvia Pliz: Acho que não vai ser necessário. Foram ameaças infundadas, imbecis, nada disso vai acontecer. É a liberdade do Facebook, aquela coisa que começa a pegar fogo, vai crescendo, as pessoas confundem tudo. As pessoas estão muito apavoradas e agressivas demais. É incoerente: defensivo e agressivo.

Me chamaram de nazista. Isso é ignorância. Por favor. A única coisa que gostaria muito que você dissesse é: em tempos em que estamos defendendo tanto a liberdade de imprensa, um texto tolo, não tolo, simples, bobo, como um capítulo de uma novela da rede Globo ter uma repercussão dessa…. sabe?

Terra, via BBC Brasil

Opinião dos leitores

  1. Vindo de alguém da(o) Globo não se pode esperar outra coisa!
    Esse LIXO, com todo respeito ao lixo, não é jornalista nem muito menos humorista, é simplesmente uma mente podre e preconceituosa, que destila seu desprezo aos pobres em forma de grosserias e desrespeito.
    Liberdade de Expressão não é a mesma coisa que Desprezo Social. Pra tudo na vida há limites e muitos desses vermes que se autodenominam "jornalistas" estão ultrapassando os limites de suas liberdades ao confundirem humor sarcástico com desrespeito e desprezo, pois é comum ver pseudo-humoristas achincalhando tudo e todos com a desculpa da liberdade de expressão. É sempre bom lembrar que direito de alguém termina onde começa de outrem.
    E mais: se essa estúpida se surpreendeu com a repercussão de seu "vômito" preconceituoso, deveria saber que quem diz o que quer, escuta o que não quer!!!

  2. Muito fraco o texto dessa senhora. Pobre p ser mais precisa. Ser for jornalista precisa melhorar muito e ser pretendia ser comediante muito pior. Preconceito é isso q o texto transmite. Mas, penso realmente q ela queria ter seu minuto de fama…

  3. olha é muito triste ver esse tipo de comentário, mas infelizmente vivemos em um mundo cheio de preconceito, ela é jornalista ou humorista, pois se ela for jornalista comprou o diploma e se é humorista não teve graça nem uma, recomendo a essa senhora procurar estudar um pouco mais, ou já que ela é rica não precisa estudar???

  4. Ridicula, não achei graça nenhuma! De onde tirar sarro das pessoas com baixa renda é divertido? ela fala isso porque nunca precisou de um sus na vida. Volto a dizer: Você é uma ridicula!

  5. É triste saber que esse tipo de gente acredita que fazendo este tipo de humor é algo divertido, mas ela fique sabendo que o pobre pode até ser apegado ao seu plano de saúde e acreditar que com ele pode tudo, mas triste é ela ser a cara da riqueza e apodrecer em cima da cama de um hospital, sabendo-se que o dinheiro não compra saúde.

  6. Li uma parte do texto dessa jornalista, não vi graça nenhuma, achei um texto muito fraco.

  7. O mais triste é ela achar que o texto é engraçado. Virou moda a liberdade de expressão. E o respeito em que lugar devemos colocar?

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VÍDEO: Motorista perde o controle e capota Troller em trilha no interior do RN

Um veículo Troller capotou durante uma trilha no interior do Rio Grande do Norte após o motorista perder o controle do veículo. O acidente foi registrado por pessoas que acompanhavam o percurso, e as imagens repercutiram nas redes sociais.

Apesar dos danos materiais provocados pelo capotamento, ninguém ficou ferido.

Até o momento, não foram divulgadas as circunstâncias que fizeram o motorista perder o controle do automóvel durante a trilha.

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Governo Lula tenta última reunião com EUA antes de decisão de Trump sobre tarifas

oto: REUTERS/Dado Ruvic

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta realizar uma última reunião com representantes dos Estados Unidos antes de o presidente Donald Trump decidir, até quarta-feira (15), se aplicará novas tarifas contra produtos brasileiros. As informações são da CNN Brasil.

Segundo a emissora, o Planalto busca um encontro com Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), na expectativa de conhecer antecipadamente a decisão do governo norte-americano. Na última quinta-feira (9), Greer afirmou à Fox Business que as negociações “ainda estão distantes de um acordo”.

Na sexta-feira (10), Lula reuniu ministros para definir a estratégia brasileira. De acordo com a CNN Brasil, o governo trabalha com dois cenários: o mais provável é a aplicação das tarifas, que o Planalto considera injustificadas; o outro é um eventual adiamento da medida por parte dos EUA.

Ainda segundo a CNN Brasil, integrantes do governo avaliam que, caso o adiamento seja atribuído ao pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que as tarifas sejam aplicadas apenas após as eleições de outubro, isso reforçaria a percepção de que as sanções têm motivação política, e não econômica.

As tarifas propostas pelo USTR incluem 25% sobre produtos brasileiros por supostas práticas comerciais desleais, resultado de uma investigação iniciada em 15 de julho de 2025, e mais 12,5% por alegada falta de restrições à importação de produtos feitos com trabalho análogo à escravidão.

O QUE OS EUA ALEGAM PARA TARIFAR O BRASIL EM 25%*

Pontos criticados:

  • PIX: BC favorece o sistema em detrimento de provedores norte-americanos.
  • Decisões judiciais: Tribunais brasileiros emitiram ordens sigilosas para remoção de conteúdos políticos e suspensão de perfis.
  • Tarifas preferenciais desleais: Audiência pública para debater medidas propostas.
  • Desmatamento ilegal: Brasil historicamente falhou no combate.
  • Acesso ao mercado de etanol: Brasil não oferece tratamento recíproco à exportação do etanol vindo dos EUA.
  • Proteção da propriedade intelectual: Falta de aplicação de leis penais e aduaneiras contra falsificação de serviços.
  • Combate à corrupção: Brasil não adota medidas de combate à corrupção.

*Fonte: Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

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Mais um restaurante anuncia encerramento das atividades na Grande Natal em 2026: o Mirante do Mar, em Tabatinga

Imagem: reprodução

O Mirante do Mar, um dos mais tradicionais bares e restaurantes de Tabatinga, em Nísia Floresta, anunciou neste domingo (12) o encerramento das atividades em publicação nas redes sociais. O estabelecimento funcionará até 26 de julho.

“Agradecemos de coração a todos os clientes e amigos que fizeram parte da nossa história”, diz a publicação que também comunicou que o Point Arituba, que funciona na Lagoa de Arituba seguirá funcionando.

O Mirante do Mar é mais um restaurante na Grande Natal que encerra as atividades em 2026. Desde o início do ano, tradicionais estabelecimentos também fecharam suas portas. Entre os casos mais emblemáticos estão o Santa Maria, um ícone da gastronomia portuguesa em Natal, que em fevereiro anunciou o fechamento após mais de 20 anos de funcionamento; O Duma Cozinha, que encerrou as atividades em abril; E ainda o Restaurante Caicoense, que funcionava na praça de alimentação do Natal Shopping desde 2012 e fechou em junho deste ano.

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COLUNA DO ESTADÃO: Temer revela que Trump perguntou a ele: ‘Quando é que vocês vão invadir a Venezuela?’

Foto: Felipe Rau/Estadão

Coluna do Estadão, por Roseann Kennedy 

Se pudesse dar um conselho ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a relação com Donald Trump, Michel Temer recomendaria ao petista “amenizar as palavras”. Mas, desde o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, Temer e Lula não conversaram mais.

Em entrevista ao Estadão, o ex-presidente lembrou uma passagem que teve com Trump, pouco mais de um ano após a deposição de Dilma, para descrever as idas e vindas do americano.

A sopa de cenoura com gengibre e carneiro ainda estava fumegando naquele jantar de gala, em Nova York, quando o presidente dos Estados Unidos, à época em seu primeiro mandato, fez uma pergunta que deixou os interlocutores desconcertados. “Quando é que vocês vão invadir a Venezuela?”, disparou Trump, sem rodeios nem meias-palavras.

A cena ocorreu em 18 de setembro de 2017, na véspera da abertura da Assembleia-Geral da ONU. A indagação de Trump foi dirigida a Temer e a seus colegas da Argentina, da Colômbia e do Panamá. O americano parecia nervoso.

“Foi a primeira pergunta que ele fez”, contou Temer. “Houve um certo constrangimento, mas cada um disse: ‘Olha, presidente, nós estamos tomando providências de natureza diplomática’”.

Trump foi ouvindo um a um. À mesa, muitos destacaram o bom relacionamento com a Venezuela e o povo venezuelano, embora não admitissem o regime de Nicolás Maduro. Argumentaram que, por isso mesmo, a Venezuela havia sido suspensa do Mercosul.

“É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação”, disse Temer.

No discurso para todos os convidados, Trump afirmou que os EUA estavam prontos para adotar “ações adicionais” contra a ditadura de Maduro. Na conversa com os presidentes latino-americanos, porém, ele concordou que o melhor era agir pela via diplomática, e não fazer uma intervenção militar.

“É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação”, insistiu Temer ao ser questionado sobre o risco de Trump usar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas para também intervir no Brasil.

Na prática, porém, o tom cada vez mais inflamado do governo contra as investidas de Trump – da ameaça de novo “tarifaço” ao carimbo do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas – serve sob medida à campanha de Lula. Tanto é assim que a defesa da soberania entrou até no programa de governo do PT.

De qualquer forma, como o que Trump fala não se escreve, quase nove anos depois daquele jantar de sinais trocados em Nova York, a invasão da Venezuela saiu do papel.

Coluna do Estadão, por Roseann Kennedy 

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Geral

PEDIDO DE PAZ: Papa Leão XIV pede diálogo para fim de guerras no Oriente Médio e na Ucrânia

Foto: Mídia do Vaticano/ via Reuters

O papa Leão XIV fez neste domingo (12), em Castel Gandolfo, um novo apelo pela paz diante dos conflitos no Oriente Médio, na Ucrânia e em outras regiões do mundo. O pontífice defendeu o diálogo e a diplomacia para conter a escalada da violência.

“Não permitamos que esses ventos extingam a chama da esperança e da paz, mesmo quando ela parecer frágil e vacilante”, afirmou o papa, ao renovar seu pedido por negociações entre as partes.

O pronunciamento ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, após a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã, e ao aumento da ofensiva russa contra a Ucrânia. Nas últimas semanas, Kiev também intensificou ataques contra a logística militar russa em áreas ocupadas.

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Geral

APARECEU O COITADO: Autor de perfil criado para defender Allyson e atacar adversários tenta se vitimizar, mas não explica ligações com ex-prefeito de Mossoró

Foto: reprodução/pngtree

João Carlos Medeiros, autor do perfil @rncomallyson, criado para fazer propaganda da pré-candidatura de Allyson Bezerra e detonar seus adversários na disputa pelo Governo do Estado, publicou um vídeo se vitimizando, dizendo que está sendo atacado e afirmando que é alvo de “mentiras orquestradas por gente que se acha muito poderosa”.

Ele disse que o perfil que administra “não é fake, não é anônimo e nem apócrifo”, que foi feito com seu número de telefone e e-mail pessoal e que não precisaria sequer de decisão judicial para identificá-lo. Em seguida, João Carlos confirmou que a página foi criada para defender Allyson Bezerra, mas omitiu que também promove ataques sistemáticos contra os adversários do ex-prefeito de Mossoró.

Apesar de dizer que não precisaria de decisão judicial para identificá-lo, João Carlos só esqueceu de explicar que a autoria do perfil só foi revelada após a Meta enviar ao TRE as informações sobre o endereço IP vinculado à conta @rncomallyson. Não fosse isso, até hoje ninguém saberia quem administra a página no Instagram.

Ele também não explicou suas muitas ligações com o pré-candidato ao Governo do Estado. João Carlos é vice-presidente estadual e presidente da Juventude do União Brasil em Mossoró. Além disso, ele é noivo da ex-secretária de Comunicação da Prefeitura de Mossoró e braço direito de Allyson Bezerra.

As ligações não param por aí. O Blog do BG revelou nesta semana que João Carlos também era sócio de outro blog, chamado “Toda Hora Mossoró”, junto com sua prima Jaiane Carla da Silva Medeiros, que recebeu R$ 46.905,00 da Prefeitura de Mossoró entre 2021 e 2024.

João Carlos quer dar uma de coitado para esconder que, apesar de garantir que “fazia tudo por conta própria”, ele na verdade sempre foi remunerado pela estrutura de Allyson Bezerra. Essa estratégia de dizer que está “sendo perseguido pelos poderosos”, além de não ser original, não resiste aos fatos.

Opinião dos leitores

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Guerra

VÍDEO: EUA concluem nova rodada de ataques ao Irã e dizem ter atingido 140 alvos militares

Imagens: CENTCOM/EUA

Os Estados Unidos anunciaram a conclusão da terceira rodada de ataques contra o Irã. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a operação atingiu cerca de 140 alvos militares, incluindo instalações de mísseis e drones, equipamentos navais, depósitos de munição, redes de comunicação e sistemas de vigilância costeira.

Com a nova ofensiva na noite de sábado (11) , o número de alvos atingidos pelos EUA no Irã na última semana ultrapassa 300. De acordo com o governo norte-americano, a ação busca reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz.

O Centcom afirmou, em comunicado:

“Durante três noites de ataques nesta semana, o CENTCOM atingiu mais de 300 alvos sob as ordens do Comandante-em-Chefe, com o objetivo de prejudicar a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam livremente pelo estreito. O trânsito de navios comerciais por este importante corredor marítimo internacional continua.”

Também neste sábado, a Marinha iraniana anunciou o bloqueio por tempo indeterminado do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo. A medida ocorre após o rompimento do cessar-fogo entre os dois países e a retomada das hostilidades.

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Geral

VÍDEO: Manifestantes protestam contra situação precária da RN-269, bloqueiam trecho da rodovia e cobram ação do governo Fátima

Moradores da região Agreste Potiguar bloquearam um trecho da RN-269, que liga Nova Cruz às cidades de Montanhas e Pedro Velho, em protesto pelas más condições da rodovia, na manhã deste domingo (12). Eles utilizaram galhos e atearam fogo.

“Isso é uma vergonha para a governadora. As estradas esburacadas, os carros quebrados. É uma vergonha para ela não ajeitar a estrada. Ajeitou até perto de Pedro Velho e não ajeitou o resto porque o prefeito de Nova Cruz não apoia ela”, reclamou um cidadão presente na manifestação.

Opinião dos leitores

  1. Foram esses mesmos idiotas que elegeram esse lixo , façam uma pesquisa no WALFREDO GURGEL , as dezenas que estão no corredor esperando a morte , votaram no PT , então MERECEM , povo burro

  2. É revoltante essa buraqueira nas estradas do RN.
    Agora é repugnante, imoral o que acontece no trecho Nisia Floresta a praia de Barreta.
    O governo gastou milhões do contribuinte e a estrada já acabou, lembrando que essa obra foi entregue no final de 2025 e não aguentou hum inverno o de 2026.
    Isso é sacanagem com o dinheiro do povo, asfalto Sonrisal não pode ver água que desmancha.
    Não tem o menor cabimento isso.
    Quem quiser ver é só ir até Barreta e comprovar com as proprias vistas.

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Geral

Ministério diz que hacker que enviou alerta de Defesa Civil aprendeu a mandar alarme falso em curso do governo

Foto: Ilusrativa/Gerada por IA via Inpainting/ChatGPT

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou à Câmara dos Deputados que o hacker responsável pelo envio de alertas falsos da Defesa Civil, em 19 de junho, aprendeu a operar o sistema por meio de um curso disponível na plataforma do governo.

Segundo a pasta, o invasor, que se identifica como “Misantropi4”, utilizou credenciais válidas de usuários da plataforma IDAP, obtidas após vazamento em um grupo no Telegram, e explorou uma vulnerabilidade no sistema para disparar mensagens falsas, incluindo alertas sobre um suposto “ataque alienígena”. A Polícia Federal investiga o caso.

O ministério afirmou que os problemas já foram corrigidos e que não houve comprometimento da infraestrutura do órgão. Entre as medidas adotadas estão o bloqueio das contas utilizadas, a implantação de autenticação em dois fatores, restrição de acesso ao sistema à rede interna do ministério e uso obrigatório de VPN pelas Defesas Civis autorizadas.

Opinião dos leitores

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Geral

A ingratidão de Allyson Bezerra com o amigo e aliado Kelps Lima

Foto: reprodução

O pior defeito do ser humano é ser ingrato. A ingratidão é uma faca nas costas que diz mais a respeito do autor da facada do que sobre quem sofre o golpe. O agora pré-candidato a governador Allyson Bezerra foi lançado na política pelo ex-deputado estadual Kelps Lima em 2018, que lhe abriu as portas do Solidariedade, viabilizou sua vitoriosa candidatura à Assembleia Legislativa e o ajudou a se defender dos ataques que vinham do grupo rosalbista de Mossoró.

Kelps apostou em Allyson, defendeu seu nome junto à classe política, inclusive de acusações daqueles que hoje, oportunamente, estão ao lado do ex-prefeito de Mossoró. Quando Allyson foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na Operação Mederi, no final de janeiro, Kelps foi o primeiro a manifestar apoio a ele. No mesmo dia, publicou um vídeo dizendo ser seu “amigo pessoal”, afirmando que não poderia se omitir e enfatizando que não faria “pré-julgamentos” nem “condenação antecipada” do pré-candidato ao Governo do Estado.

Allyson, no entanto, até agora não retribuiu a solidariedade que recebeu de Kelps. Depois de 72h de Kelps ter anunciado em entrevista exclusiva ao “Meio Dia RN” a retirada de sua pré-candidatura a deputado federal pelo União Brasil, Allyson ainda não fez nenhuma declaração pública de apoio ao amigo e correligionário que foi leal a ele no momento mais difícil da sua vida política.

Kelps foi praticamente expulso da nominata do União Brasil, mesmo partido de Allyson Bezerra. Em linguagem popular, ele sofreu uma verdadeira puxada de tapete que inviabilizou sua candidatura. Não lhe restou alternativa a não ser se retirar da disputa eleitoral. Allyson, porém, não fez nenhum gesto público de solidariedade a Kelps. Não manifestou apoio ao amigo e aliado de tantos anos.

Kelps, mesmo arrasado, magoado e triste com o golpe sofrido, se resignou, isentou Allyson de responsabilidade e reiterou publicamente seu apoio à pré-candidatura a governador do ex-prefeito de Mossoró.

Allyson escolheu o silêncio conivente, confirmado que ele de fato nunca vestiu a camisa da candidatura de Kelps Lima. A política é dura, bruta, uma verdadeira máquina de moer gente. Allyson demonstrou que, para chegar ao poder, é capaz de deixar aqueles que foram mais fiéis a ele serem moídos sozinhos. Esse episódio mostrou que o RN tem um novo ingrato: Alysson Bezerra, o “coronel” que passa por cima de tudo e todos para atingir seus objetivos. Quem pratica ingratidão é capaz de tudo.

TENHO DITO.

BG

Opinião dos leitores

  1. BG, esse Alison é mais falço do que uma nota de trinta reais, num tá vendo que esse chapeuzinho de couro não combina mais com ele!!.
    Vai enganar a trouxas a mim não.
    Tú é doido?!!!!!!!!!!!!!!!!!!!,

  2. Esse chapéuzinho de couro é o símbolo artístico utilizado pelo político para enganar os bestas… Esse aí nunca me enganou !

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