Jornalismo

30 DIAS: Gestão Temer conserva a cabeça na responsabilidade fiscal e pés na lama

Valter Campanato/ABr

POR JOSIAS DE SOUZA

Sugestão para analisar o desempenho de Michel Temer neste domingo (12), dia em que o governo interino faz aniversário de um mês e que você não tem nada com o que se preocupar. Repare na equipe econômica. Ao celebrado Henrique Meirelles (Fazenda), adicionaram-se os aplaudidos Ilan Goldfajn (Banco Central), Maria Silvia Marques (BNDES) e Pedro Parente (Petrobras). Você ouve o que eles têm a dizer e se convence de que a situação pode melhorar, deve melhorar, tem que melhorar. Você fica otimista, volta a acreditar no futuro.

Agora pense no PMDB e nos personagens que rodeiam Temer. O presidente do partido, Romero Jucá, expurgado do Planejamento 12 dias depois de nomeado. O mandachuva do Senado, Renan Calheiros, com uma denúncia e 12 inquéritos no STF. O cardeal Eduardo Cunha, que dá as cartas na Câmara mesmo bloqueado pelo Supremo. José Sarney, o inaposentável. Todos com a prisão requerida na Suprema Corte. Desanimou, certo? É impossível pensar no PMDB e continuar otimista.

Michel Temer escolheu sustentar-se sobre duas estacas de aparência contraditória. Primeiro, propôs-se a transformar a política econômica, devolvendo-a aos trilhos da responsabilidade fiscal e da racionalidade monetária. Segundo, decidiu montar sua base no Congresso da maneira mais tradicional: comprando apoios. Manteve o toma-lá-dá-cá. Preservou e até ampliou espaços que os chefões partidários e os coronéis estaduais ocupavam na máquina federal sob Dilma.

Os mais céticos dizem que Temer busca a quadradura do círculo. Em privado, seus auxiliares palacianos dizem que não se trata de opção, mas de pragmatismo. Nessa versão, Temer mantém a cabeça nas reformas modernizantes e os pés na lama do fisiologismo porque se move com a sabedoria de quem entende o país com que está lidando. Ou o governo joga esse jogo ou Temer não será presidente, disse aoblog um dos operadores políticos do governo. É preciso recordar que o impeachment ainda não foi julgado, ele acrescentou.

Foi dando que Temer recebeu do Congresso tudo o que pleiteou até o momento. Obteve a abertura do processo de impeachment na Câmara e o afastamento de Dilma no Senado. Alterou a meta fiscal do governo, elevando o déficit de 2016 para inacreditáveis R$ 170,7 bilhões. Aprovou na Câmara, em dois turnos de votação, a emenda da DRU, que desvincula as receitas engessadas pela Constituição, permitindo ao governo gastar livremente 30% das verbas alocadas para setores específicos. São matérias que Dilma não conseguia fazer andar.

O resultado é que, vistas as coisas da perspectiva de hoje, para devolver a economia aos trilhos, o governo de Temer informa que terá de transformar sua base congressual numa espécie de PMDB hipertrofiado. A diferença é que saíram do guardachuva do governo PT, PCdoB e um pedaço do PDT. E entraram PSDB, DEM, PPS e Solidariedade. O resto se manteve irremediavelmente igual ao que vigorava sob Dilma.

Por mal dos pecados, é esse pedaço do Brasil, o pedaço das negociatas e dos vícios insanáveis, é esse pedaço do país que transforma a Operação Lava Jato num sucesso de público. Afirma-se no Planalto que, depois que deixar de ser um presidente interino, Temer acumulará musculatura para tomar distância dos companheiros tóxicos do PMDB e adjacências. Será?

O sucesso do governo continuará dependendo de sua funcionalidade no Congresso. Nesta semana, até quarta-feira, Temer deve levar pessoalmente ao Legislativo a proposta de emenda constitucional sugerida por Henrique Meirelles para impor um teto às despesas da União. A aprovação dessa matéria e de outras reformas como a da Previdência e a trabalhista exigirão muita co$tura política.

Temer, depois de ter beijado a cruz do fisiologismo, não terá como assegurar a tão propalada governabilidade senão por meio das alianças espúrias e da tolerância com os maus costumes. Uma tolerância que já o levou a praticar gestos tão arriscados como confiar a presidência da Caixa Econômica Federal a Gilberto Occhi, um funcionário de carreira que foi apadrinhado pelo PP, o partido do petrolão.

Quis o destino que, três décadas depois da eleição de Tancredo Neves, em 1985, o PMDB retornasse a Presidência da República. Novamente, pela via indireta. O maior partido do país não tem prestígio para eleger um presidente pelo voto direto. Tentou com Ulysses Guimarães, em 1989. Amealhou ridículos 4,7% dos votos válidos. Foi à luta novamente com Orestes Quércia, em 1994. Cravou irrisórios 4,4% dos votos. Desde então, o PMDB dedica-se a trocar tempo de tevê e apoio congressual por posições na máquina estatal, onde encaixa seus balcões.

A alegação de que o governo não sobrevive sem uma rendição incondicional às alianças espúrias já não é aceitável. Impossível digerir, por exemplo, a presença de André Moura (PSC-SE) —tri-réu no STF, acusado de tentativa de homicídio, investigado na Lava Jato, miliciano parlamentar de Eduardo Cunha— na posição de líder do governo na Câmara. Difícil de engolir também a presença de investigados na Esplanada dos Ministérios.

De resto, permanece atravessado na traqueia o silêncio de Temer diante da notícia de que a fina flor do seu partido teve a prisão requerida pela Procuradoria da República. Com um mês de existência, o PMDB e a decadência política que o partido representa tornam o resto do governo quase supérfluo.

Se Temer não for capaz de se dissociar do pedaço podre de sua coalizão, não será possível notar nada nos próximos dois anos e meio, nem mesmo uma eventual evolução da economia, de tanto que vai existir o PMDB de Renan, Cunha, Jucá e Sarney. Dependendo do lado que Temer escolher, seu destino será: enquanto a Lava Jato crescer, o governo irá ficando cada vez mais desnecessário.

Hoje, a grande sorte de Temer é que ninguém deseja a volta de Dilma. Aparentemente, nem ela própria, já que sua prioridade depois de um hipotético retorno seria a realização de um plebiscito para saber se os brasileiros querem vê-la novamente sentada na poltrona de presidente. Depois da corrupção sistêmica, do desgoverno permanente e do empregocídio que levou mais de 11 milhões de brasileiros ao olho da rua, não é difícil prever qual seria o resultado da consulta popular.

Opinião dos leitores

  1. Rodrigo Janot está diante de um governo que é um esgoto a céu aberto, tomado por mais de uma dezena de ministros corruptos. Presencia um golpe dado à luz do dia por um esquema de corruptos liderado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para tentar barrar as investigações, como ficou claro nas gravações de Sérgio Machado. Mas Janot, até o momento, parece só enxergar Lula.

  2. Não tem como se dissociar do pedaço podre de sua coalizão, se o pedaçõ podre é o próprio governo Temer, mamulengo de Cunha, menino de recado da FIESP e dos em prasários, refém do PSDB, comprometido com a Rede Globo e suas afiliadas e títere de Gilmar Mendes.
    Temer é o próprio comandandte de um navio cheio de corruptos profissionais.
    Basta olhar a fotografia e ver ele ladeado de Sarney e Renan.

    1. Convém assinalar: Temer, com sua inesgotável carga de defeitos, é o 'pedaço podre' conhecido de sempre, ao qual o PT recorreu – duas vezes seguidas – para compor sua chapa presidencial.
      E convém não esquecer: o cadáver ético da 'cumpanherada' continua sobre a lápide, exalando mau odor, numa demonstração concreta de que o lulopetismo nunca teve 'pedaço puro'.

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Eleições 2026

[VÍDEO] ELEIÇÃO 2026: Flávio contesta processo eleitoral, diz que não desistirá do Brasil e cogita pedir anulação do resultado


O senador Flávio Bolsonaro (PL) se pronunciou na noite deste domingo (25) reafirmando que não pretende desistir do Brasil após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

Flávio criticou duramente a condução do pleito e as decisões judiciais que estenderam o horário de votação, afirmando que a oposição estuda pedir a abertura das urnas e a anulação da votação.

“Não pretendo desistir do Brasil em hipótese alguma. Vamos questionar tudo o que foi feito no processo eleitoral”, declarou o senador.

Com informções da Revista Oeste 

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Geral

[VÍDEO] Fátima Bezerra diz que “tentaram puxar seu tapete”, mas nega vingança após vitória de Cadu de Lula


Na coletiva, ao lado do governador eleito Cadu de Lula (PT), Fátima Bezerra (PT) fez um desabafo sobre sua situação com a oposição e disse que “puxaram seu tapete mas venceu a esperança”.

Questionada sobre o clima pós-eleitoral e ataques de adversários, a gestora estadual cravou que o momento é de celebração e nega qualquer sentimento de vingança.

“Tentaram puxar o meu tapete, mas não tem espaço para vingança, não. Absolutamente nenhum. Pelo contrário, o que tem aqui é celebração, é a vitória da esperança que nunca nos faltou e de acreditar na luta. Essa vitória de hoje a gente tem que dedicar, sobretudo, ao povo do Rio Grande do Norte e ao povo brasileiro”, declarou.

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Eleições 2026

ELEIÇÕES 2026: diz que prorrogação das urnas não alterou totalização dos votos

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (25) que a prorrogação do horário de votação não provocou problemas na totalização dos votos, após a confirmação da vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL).

“Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”, declarou o ministro. Segundo ele, a Justiça Eleitoral adotou as providências necessárias e concluiu o processo sem intercorrências atribuídas à mudança no horário de encerramento das urnas.

Com informações da Folha de São Paulo

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Eleições 2026

[VÍDEO] “Quem venceu foi o povo do RN”, diz Fátima Bezerra sobre vitória de seu aliado Cadu


A Governadora em exercício, Fátima Bezerra (PT) falou sobre a vitória do seu sucessor Cadu de Lula (PT) no RN.

Questionada sobre sua atuação ao longo da campanha no segundo turno, a chefe do Executivo potiguar avaliou seu engajamento direto e afirmou ter cumprido seu papel de liderança política.

“Meu papel é o de quem exerce a liderança política. Me dediquei, fiz exatamente o que era para fazer e fiz. E hoje estamos celebrando aqui a vitória. O vitorioso em primeiro lugar é o povo do Rio Grande do Norte”, declarou Fátima Bezerra.

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Eleições 2026

[VÍDEO] Ezequiel Ferreira comemora resultado da eleição para o Governo do RN e elogia trajetória de Cadu


O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), comemorou a vitória do Governador eleito Cadu de Lula.

Ezequiel ressaltou que a campanha vitoriosa se pautou por propostas concretas para a população e pela apresentação da trajetória pessoal e administrativa do governador eleito.

“Uma avaliação extremamente positiva de uma campanha propositiva, onde o candidato Cadu de Lula conseguiu mostrar ao povo do RN não só o seu projeto de desenvolvimento e políticas públicas para a população que mais precisa, mas também o seu histórico de entrega, dedicação ao serviço público, honestidade e seriedade”, declarou.

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Eleições 2026

[VÍDEO] Cadu confirma telefonema de Lula, celebra apoio do Governo Federal e garante cumprimento de propostas


Durante coletiva de imprensa realizada após a divulgação do resultado do segundo turno, o Governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), confirmou ter recebido ligação telefônica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Cadu relatou que o presidente o parabenizou pela vitória nas urnas e garantiu apoio total da gestão federal ao Governo Estadual.

“O presidente me ligou quando estávamos a caminho. Fiquei super feliz, claro, ele nos parabenizou pela vitória e deixou muito claro: ‘Cadu, nós vamos governar juntos o Rio Grande do Norte’. Isso me dá mais tranquilidade ainda de que teremos condições de concretizar todas as propostas que fizemos”, declarou Cadu.

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Política

[VÍDEO] Governador eleito, Cadu agradece votação e promete priorizar saúde, educação e emprego no RN


Em coletiva após a confirmação da vitória no segundo turno, o Governador eleito Cadu Xavier (PT) afirmou que conhece o tamanho da responsabilidade de comandar o Rio Grande do Norte e prometeu concentrar esforços na saúde, na educação pública e na geração de empregos.

Cadu agradeceu aos mais de 1 milhão de eleitores potiguares e declarou que trabalhará para “melhorar a vida de quem mais precisa do Estado”.

O petista também agradeceu à militância e às lideranças políticas que participaram da campanha, entre elas Samanda, Natália Bonavides, Isolda, Divaneide, Mineiro e Ezequiel.

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Eleições 2026

[VÍDEO] Cadu Xavier é recebido com festa em seu comitê após confirmação da vitória para o Governo do RN


O Governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), foi recebido com festa em seu comitê após a vitória nas urnas.

Recebido sob gritos de “Governador” e cantos de apoio, Cadu foi abraçado por apoiadores, familiares e lideranças aliadas que acompanhavam a apuração dos votos.

Cadu de Lula (PT) foi eleito com 1.073.024 votos, o equivalente a 50,77% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Política

[VÍDEO] Allyson Bezerra agradece votos, confirma que ligou para parabenizar Cadu e deseja bom mandato


Allyson Bezerra (União Brasil), divulgou um vídeo nas redes sociais na noite deste domingo (25) agradecendo ao mais de 1 milhão de eleitores potiguares que votaram em sua chapa no segundo turno.

No pronunciamento, Allyson confirmou que já entrou em contato por telefone com o governador eleito Carlos Eduardo Xavier, o Cadu (PT), para parabenizá-lo e reconhecer o resultado da apuração.

“Já liguei para o novo governador eleito do Estado, Cadu. Desejei a ele que fizesse um grande mandato e reconheci o resultado das urnas de forma democrática”, declarou Allyson.

O gestor agradeceu também ao seu vice na chapa, Hermano Moraes, às lideranças aliadas e à militância nos 167 municípios do Rio Grande do Norte, afirmando que a “luta continua”.

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Eleições 2026

Ministério Público Eleitoral foi contra prorrogação da votação até as 19h

Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério Público Eleitoral se posicionou contra a extensão do horário de votação até as 19h, solicitada pelas campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) neste domingo (25).

Em manifestação, o vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinoza defendeu a manutenção do horário previsto em lei e afirmou que eventuais irregularidades no transporte de eleitores devem ser apuradas, com responsabilização dos envolvidos, caso sejam comprovadas.

O órgão também ressaltou que deve ser garantido o direito ao voto de quem estava na fila até as 17h. A manifestação foi contrária à prorrogação geral do horário, apesar dos pedidos apresentados pelas duas campanhas.

Com informações da CNN Brasil 

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