Diversos

SENTIMENTO AMBÍGUO DA POPULAÇÃO: Levantamento VEJA/FSB mostra que maioria apoia e confia em Bolsonaro, mas não gosta do excesso de propostas polêmicas e de “caneladas”

FIRME NA SELA – Na Festa do Peão, em Barretos: 30% dos entrevistados avaliam como “ótima” ou “boa” sua gestão (Marcos Corrêa/PR)

Essas facetas de Bolsonaro aparecem com clareza em um levantamento encomendado por VEJA ao Instituto FSB Pesquisa sobre a avaliação da gestão, dos principais pontos de sua agenda e do desempenho do presidente. Feito por telefone com 2 000 pessoas em todo o país entre os dias 16 e 18 deste mês, o levantamento mostra que Bolsonaro continua bem na foto junto ao eleitorado. Na pesquisa, 37% o apontaram como a liderança que serve de referência no avanço do Brasil ao responder à pergunta “quem está fazendo mais pelo país hoje?”. A avaliação do governo é positiva para 30%, e 45% acreditam que Bolsonaro encerrará bem o mandato. “Temos apenas oito meses de governo. As pessoas ainda não estão julgando resultados, mas as expectativas”, diz o analista político Alon Feuerwerker, coordenador da pesquisa. Por outro lado, o levantamento revela que, mesmo neste começo, 48% dos brasileiros desaprovam a forma como Bolsonaro governa — contra 44% que lhe conferem respaldo. E outros 68% acreditam que as falas do presidente prejudicam em algum grau o andamento do governo — para 49%, elas atrapalham muito.

Nenhum eleitor de Bolsonaro pode dizer que se surpreendeu com a saraivada de declarações desastradas que o presidente vem distribuindo nas últimas semanas sobre temas variados. Afinal, o ex-deputado do baixo clero ficou famoso justamente por, entre outras frases polêmicas, chamar o torturador da ditadura Brilhante Ustra de “herói nacional”. Havia, porém, a esperança de que, uma vez no cargo, ele reduzisse o tom. Não é o que vem acontecendo. Ainda sem mostrar consciência do tamanho da cadeira presidencial, Bolsonaro dispara os impropérios que lhe vêm à cabeça, da defesa extremada do filho Eduardo para embaixador nos Estados Unidos à afirmação, sem provas, de que ONGs e governadores promovem queimadas na Amazônia para prejudicá-lo. Nesta semana, ele divulgou um vídeo de caça às baleias para desdenhar da preocupação ambiental da Noruega, que suspendeu o repasse de dinheiro para um fundo de preservação da Floresta Amazônica — as filmagens, porém, ocorreram na Dinamarca.

Como se vê na pesquisa, o comportamento irrefreável do mandatário, repleto de ofensas, fake news e temas já superados na cena política brasileira, vem chamuscando sua imagem. Ao mesmo tempo, o levantamento revela que a maioria ainda confia em sua liderança e capacidade de fazer uma boa gestão. O que explica esse paradoxo? Por ora, o pouco tempo de duração do governo e o rescaldo dos antagonismos da campanha de 2018. “Essa foi uma eleição de hiperexposição. Muita gente se indispôs em seus grupos pessoais e familiares. Há um custo bem alto para que essas pessoas digam que o governo acabou com oito meses, embora já possam ter críticas à gestão”, afirma Jairo Nicolau, professor da UFRJ. Mesmo rejeitadas pela maioria, as caneladas verbais sustentam, em paralelo, a mobilização de sua base eleitoral — um núcleo de apoio barulhento nas redes sociais e fora delas. Para Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, o presidente age dessa forma para impedir uma reação do campo adversário. “São minibombas que Bolsonaro joga na sociedade. Assim, dificulta uma reação coordenada contra ele e fortalece a plateia a quem se dirige”, diz.

Manter um grupo que lhe garanta respaldo, independentemente do que entregou até agora, supre duas urgências para Bolsonaro. Uma diz respeito às ambições eleitorais para 2022 (leia a reportagem). A outra desvia o foco dos índices cambaleantes na economia. Apesar da aprovação da nova Previdência e de haver um clima propício ao encaminhamento de outras reformas importantes no Congresso, os ganhos que elas trarão para o crescimento do país visam ao longo prazo. O maior desafio de Bolsonaro, segundo a pesquisa, é justamente criar postos de trabalho: 17% dos brasileiros citaram o combate ao desemprego como a área que mais piorou desde o início do governo — outros 14% a consideram a segunda pior. Na soma geral, a questão fica atrás somente da saúde pública (38%) e está empatada tecnicamente com a educação (30%), áreas historicamente mal avaliadas. Ao serem questionados sobre o tema, só 25% dos entrevistados mostraram plena confiança que Bolsonaro conseguirá diminuir o desemprego em até um ano. “Com o passar do tempo, as pessoas vão atenuar a culpabilidade do PT sobre a crise econômica e exigirão mudanças vindas dele. Se elas se cansarem da economia, a paciência com as bobagens ditas pelo presidente poderá acabar”, diz o cientista político Alberto Almeida. No estilo comunicativo de Bolsonaro, em que até o “cocô petrificado dos índios” vira assunto presidencial, os temas relevantes, de fato, ficam ausentes de suas manifestações diárias. Poucas vezes se vê Bolsonaro falar sobre saúde e educação, muito menos sobre economia.

Os últimos dados do IBGE mostram que a taxa de desemprego continua altíssima, e o recuo ocorre em um ritmo preocupante. No segundo semestre, ela retrocedeu de 12,7% para 12%, o que corresponde a 12,8 milhões de brasileiros. Um exemplo dessa tragédia social ocorreu no último dia 16, quando centenas de pessoas formaram uma fila no centro de Niterói (RJ) depois de terem recebido um áudio no WhatsApp com informações falsas sobre a abertura de vagas. Derrubar o desemprego de forma expressiva será tarefa árdua diante dos sinais nebulosos emitidos pela economia mundial nas últimas semanas. Apesar dos desafios e da conjuntura complicada, a avaliação do ministro da Economia, Paulo Guedes, não foi afetada negativamente até agora. Muito pelo contrário. Seu trabalho é visto como ótimo por 14%, como bom por 21% e como regular por 37% — na Esplanada, ele só fica atrás do ministro Sergio Moro, da Justiça (veja o quadro). Na visão do ex-ministro Gustavo Bebianno, que conviveu intensamente com o presidente até ser demitido por desavenças com o vereador Carlos Bolsonaro, os números comprovam a existência de duas gestões paralelas. “O governo Guedes tenta acertar e possui uma diretriz. Já o governo Bolsonaro tem caráter eleitoreiro. Ele não se preocupa com o país, mas em manter sua família no poder”, critica Bebianno.

De positivo, Bolsonaro pode comemorar também o fato de ter sua gestão identificada com o combate à corrupção, embora seu filho mais velho, Flávio, esteja enrolado no caso das rachadinhas do ex-assessor Fabrício Queiroz. Quase 35% das pessoas apontaram essa área como a que mais apresentou resultados desde janeiro. É muito, levando-se em consideração que 25% dos entrevistados disseram que nenhum setor melhorou na gestão de Bolsonaro. Aqui cabe uma reflexão. Até agora, realmente não houve nenhum grande escândalo de desvio de recursos na atual administração.

Em relação à agenda, o presidente deve enfrentar alguma resistência nos próximos meses. Enquanto a redução da maioridade penal e a unificação dos impostos sobre produtos e serviços são amplamente apoiadas (84% e 67%, respectivamente), a maior dificuldade está na liberação da posse e do porte de armas. A posse é malvista por 56% dos brasileiros, ao passo que o porte é rejeitado por 78%. Já as privatizações são descartadas por 59%. Na economia, embora o governo faça um esforço de desestatização com o lançamento, no último dia 21, de um plano para se desfazer de nove estatais (leia a reportagem), a população não demonstra o mesmo entusiasmo com o tema. Na pesquisa, a maior parte dos entrevistados ainda se mostra contrária à venda de ícones do estatismo brasileiro, como a Petrobras e o Banco do Brasil. Já a volta da CPMF é rejeitada por 48%.

Em outros governos, foram necessárias graves crises econômicas para que a população se impacientasse de vez com o presidente. FHC, entre a reeleição e o início do segundo mandato, teve de lidar com a desvalorização cambial e se desgastou por completo com o apagão de 2001. Dilma Rousseff perdeu capital político nos protestos de 2013, mas desabou para valer com o ajuste fiscal fracassado do segundo mandato. “Sobre Bolsonaro, quando toda a fumaça se dispersar, a avaliação de seu governo dependerá dos resultados concretos de sua administração”, diz Feuerwerker, da FSB. Em outras palavras, “it’s the economy, stupid”, como cunhou o marqueteiro americano James Carville para explicar a improvável vitória de Bill Clinton contra George Bush pai, em 1992, graças a uma recessão. Ou seja: mesmo criticado, Bolsonaro talvez possa continuar a falar suas bobagens. A questão é que ele vai ter de entregar o que se espera — crescimento econômico e empregos.

Veja

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Geral

Prefeito Paulinho Freire anuncia transporte público gratuito aos domingos em Natal

Foto: José Aldenir/Agora RN

A Prefeitura do Natal anunciou que implantará transporte público gratuito aos domingos na capital. A medida foi divulgada nesta terça-feira (17) pelo prefeito Paulinho Freire, durante coletiva sobre os resultados do Carnaval.

Segundo o prefeito, a iniciativa busca ampliar o acesso ao lazer, especialmente para famílias que dependem do transporte público. “Vamos garantir transporte gratuito todos os domingos”, afirmou.

Os detalhes sobre o início da operação e o funcionamento do benefício ainda serão divulgados.

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Geral

Grupo Morada lança a campanha Mês Premiado Morada da Paz

Foto: Divulgação

O Grupo Morada lançou a campanha Mês Premiado Morada da Paz, uma iniciativa que reconhece e valoriza a relação de confiança construída com seus clientes. A ação é voltada para clientes das marcas Morada da Paz, Morada da Paz Essencial e Morada da Paz Pet, com sorteios mensais de prêmios no valor de R$ 1.000.
O primeiro contemplado da campanha foi o Sr. Marinaldo Ramos Xavier, de Recife, que inaugurou a lista de ganhadores da promoção, reforçando o propósito da iniciativa de valorizar clientes que mantêm seus compromissos em dia.

Segundo Aline Costa, gerente financeira do Grupo Morada, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com relações responsáveis, transparentes e baseadas no cuidado com as pessoas. “O Mês Premiado é uma forma de reconhecer a confiança dos nossos clientes e valorizar quem mantém seus compromissos em dia. Além disso, a campanha incentiva o uso de meios de pagamento mais práticos e seguros, como o Pix, que facilita o dia a dia dos clientes, traz mais agilidade nas transações e ainda aumenta as chances de participação nos sorteios”, destaca.

Participam automaticamente da campanha clientes com contratos ativos e adimplentes das três marcas. Cada pagamento mensal realizado em dia gera 1 número da sorte para concorrer aos sorteios. Quando o pagamento é realizado via Pix, o cliente recebe 2 números da sorte extras, triplicando suas chances de ganhar e tornando o Pix a forma de pagamento mais vantajosa dentro da campanha.

Além de ampliar as chances nos sorteios, o uso do Pix garante mais praticidade, rapidez e segurança no pagamento, sem depender de compensações bancárias, reforçando a proposta da campanha de aliar benefício direto ao cliente com soluções financeiras mais modernas.

Os sorteios são realizados com base nos resultados da Loteria Federal, conforme regulamento oficial, garantindo transparência e segurança em todo o processo.
O Grupo Morada reforça que não solicita dados bancários, senhas ou qualquer tipo de pagamento adicional para a liberação de prêmios. O contato com os clientes contemplados ocorre exclusivamente pelos canais oficiais da empresa.

O regulamento completo e todas as informações sobre a campanha estão disponíveis em:
https://mespremiado.moradadapaz.com.br/participe

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Saúde

Bolsonaro tem 2º dia de melhora clínica, mas segue sem previsão de alta

Foto: Reuters

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou o segundo dia de melhora clínica após sair da UTI (Unidade de Terapia Intensiva), conforme as informações do boletim médico desta terça-feira (17).

Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde sexta-feira (13). Ele foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, causada pela aspiração de líquido do estômago.

Na segunda-feira (16), Bolsonaro saiu da UTI e foi encaminhado para a semi-intensiva após apresentar melhora clínica.

O ex-chefe do Executivo deu entrada no hosítal após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. A equipe médica acredita que Bolsonaro permaneça internado por ao menos 7 dias.

CNN

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Política

Fátima permanece no governo e PT articula Samanda Alves para o Senado

Foto: Reprodução

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato, consolidando uma definição que já foi comunicada à cúpula nacional do partido. A principal mudança ocorre na disputa pelo Senado: ganha força o nome da vereadora Samanda Alves, apontada como a mais cotada para ocupar a vaga que poderia ser de Fátima em uma eventual saída do governo.

A composição da chapa majoritária já começa a ganhar forma. O secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, o “Cadú”, é o nome do PT para disputar o Governo do Estado. Para o Senado, além de Samanda Alves, a outra vaga deve ser ocupada pelo ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates (PDT).

Resta ainda a definição do candidato a vice-governador, posto que deve ficar com a ex-deputada Larissa Rosado, de Mossoró.

Apesar de, em um primeiro momento, o nome da deputada federal Natália Bonavides ter sido citado como opção ao Senado, a parlamentar já indicou preferência por disputar a reeleição à Câmara dos Deputados, o que abriu espaço para o avanço de Samanda Alves como principal alternativa dentro do PT.

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Judiciário

“Estou de luto novamente”, diz mãe de Zaira após decisão pela progressão de regime do PM condenado

Foto: Reprodução

A decisão que autorizou a progressão de regime do policial militar Pedro Inácio Araújo, condenado pelo homicídio e estupro da universitária Zaira Cruz, para o semiaberto domiciliar provocou reação da família da vítima. Em resposta à TRIBUNA DO NORTE, a mãe da jovem, Ozanete Dantas, afirmou que recebeu a notícia com indignação e revolta.

Para a família, a decisão representa um novo momento de dor. “Hoje estou de luto novamente. Meu coração sangra de tristeza, de falta de respeito pelo ser humano, pelas mulheres, pela minha filhinha”, disse. A mãe de Zaira criticou ainda a legislação penal e a possibilidade de progressão de regime para condenados por crimes graves. Para ela, o sentimento é de descrença no sistema de Justiça. “De revolta, de raiva, indignação. Dessa legislação que vê o que acontece todos os dias com as mulheres e não faz nada pra melhorar. Não acredito mais em nada e ninguém”, declarou.

A mudança no regime penal executada na segunda-feira (16) ocorre após a condenação recente no Tribunal do Júri em 4 de dezembro de 2025. Zaira Cruz foi encontrada morta em 2 de março de 2019, durante o sábado de Carnaval, no município de Caicó, no Rio Grande do Norte. De acordo com a denúncia que levou a condenação, ela foi estuprada e assassinada pelo policial militar Pedro Inácio Araújo.

Na decisão, além do “bom comportamento”, o juiz José Vieira de Figueirêdo Júnior considera que “o apenado já atingiu o requisito objetivo para a progressão de regime em data de 31/08/2025”, contemplando os “requisitos previstos legalmente”. Para a progressão de regime, a Justiça avaliou não há estabelecimento prisional adequado para execução de pena privativa de liberdade em regime semiaberto, que deveria ser uma colônia agrícola ou industrial. Por isso, o acusado deverá cumprir a condenação em regime semiaberto domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.

Tribuna do Norte

 

Opinião dos leitores

  1. LEGISLAÇÃO CADUCA. CÓDIGO PENAL ULTRAPASSADO. NO BRASIL, A LEI PROTEGE O BANDIDO. É UMA VERGONHA ESTA DECISÃO.

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Judiciário

Testemunha disse que Lulinha recebia R$ 300 mil do ‘Careca do INSS’, diz Carlos Viana

Foto: Rafa Otero

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou nesta segunda-feira (16) que não pode acusar Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de ter recebido dinheiro do esquema de desvios das aposentadorias, mas ressaltou que uma testemunha disse que Lulinha recebia uma mesada de R$ 300 mil do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como principal operador das fraudes.

“O governo blindou e nos impediu de quebrar o sigilo fiscal dele”, disse Viana, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. A quebra dos sigilos de Lulinha chegou a ser aprovada pela CPMI, mas foi derrubada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Carlos Viana também afirmou na entrevista que o telefone para o qual o banqueiro Daniel Vorcaro mandou uma mensagem que teria como destino o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é uma linha funcional da Corte.

Viana disse que pedirá esclarecimentos ao STF sobre quem estava em posse da linha na ocasião. Vorcaro escreveu “conseguiu bloquear?” na mensagem enviada no dia 17 de novembro, horas antes de ser preso pela primeira vez.

“Em um país sério, Moraes seria afastado, assim como os parlamentares citados”, disse Viana, que ressaltou que o fato de o nome do ministro aparecer na lista de contatos do celular de Vorcaro não é um problema, já que o banqueiro montou uma grande rede de influência.

O nome de Viana também aparece entre os contatos, mas o senador disse que não conhecia Vorcaro antes da eclosão do escândalo.

Viana disse torcer para que Vorcaro feche um acordo de delação premiada. O senador afirmou também acreditar que o ministro André Mendonça, do STF, homologaria a colaboração, mesmo que outros ministros da Corte sejam citados.

Infomoney

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Brasil

Boulos chama fim da escala 6 x 1 de “projeto da família”

Foto: Reprodução

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), afirmou nesta 3ª feira (17.mar.2026) que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalhará para aprovar ainda em 2026 o fim da escala 6 X 1, tema central de sua entrevista ao Canal Gov, no programa Bom Dia, Ministro. Segundo ele, a proposta estabelece uma jornada de até 40 horas semanais, 2 dias de folga e manutenção dos salários. “Esse projeto poderia chamar o projeto da família brasileira”, declarou. “Estamos falando de mais tempo com a família”.

Boulos disse que a mudança responde ao desgaste dos trabalhadores. “Qual é a convivência familiar que um trabalhador que está 6 dias no trabalho e 1 único dia em casa consegue ter?”, questionou. Também afirmou que “o trabalhador brasileiro está exausto” e citou aumento de afastamentos por burnout. Para o ministro, não faz sentido manter a mesma jornada desde 1988. “Você teve tantos avanços tecnológicos e na produtividade. Por que o trabalhador ainda precisa trabalhar ao mesmo tempo?”.

Ao tratar da resistência à proposta, Boulos criticou empresários. “Toda vez que você fala em direito para o trabalhador, você vai ter uma reação dos grandes empresários, dos banqueiros, do andar de cima”, disse. Segundo ele, há uma “operação em curso contra o fim da 6 X 1” para evitar a votação. “O negócio é não votar”, afirmou, ao descrever a estratégia que atribui a esses grupos.

O ministro declarou que, se o Congresso atrasar a tramitação, Lula poderá enviar um projeto com regime de urgência. “Uma coisa é respeitar o trâmite do Legislativo, outra coisa é permitir a enrolação”, disse. Segundo ele, a proposta incluiria “fim das 6 X 1, máximo de 5 X 2, redução da jornada de 44 para 40 horas, sem redução do salário”.

Ao rebater críticas do setor produtivo, afirmou que a mudança é viável. “Um trabalhador descansado é mais produtivo. É o lógico”, declarou. Também disse que a alteração não impede o funcionamento de atividades aos fins de semana. “Ninguém está dizendo que vai fechar no sábado e domingo. Vai ter que reorganizar a escala”. Segundo levantamento do Datafolha, 71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6 X 1.

Outro tema da entrevista foi a regulamentação do trabalho por aplicativos. Boulos declarou que o governo não pretende criar impostos nem restringir a atividade. “Ninguém está querendo cobrar imposto. Não terá cobrança de imposto”, disse. Segundo ele, a proposta busca limitar a retenção das plataformas a 30%. “A Uber chega a ficar com até 50% de uma viagem. Isso é justo?”, questionou.

Para os entregadores, defendeu aumento do valor mínimo por entrega. “Hoje o iFood paga R$ 7,50 até 4 km. A demanda é passar para R$ 10. É justa”, afirmou. Também disse que o projeto determina seguro, auxílio-doença e correção anual dos valores. “O que esse projeto vai garantir? Trabalho digno. O resto é mentira”.

O ministro ligou o fim da escala 6 X 1 ao debate com setores evangélicos. “Estamos defendendo a medida que é o projeto de lei da família brasileira”, declarou. Também afirmou que valores cristãos estão associados à solidariedade. “Sou cristão. O que é valor cristão? É defender arma, tiro porrada e bomba? É defender feminicídio?”, questionou. “Valor cristão é amor ao próximo, é partilhar”, disse.

Poder360

Opinião dos leitores

  1. O melhor mesmo é o trabalhador ganhar por hora. Cada um trabalha a quantidade de horas q quiser. Simples assim!!

  2. As empresas de pequeno porte que tem seus colaboradores na escala 6×1 irão demitir muita gente, só lembrando que isso representa 90% da força de trabalho do pais, os comunistas agradecem, pois irá aumentar muito o do bolsa familia aquele programa que da muito voto.

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Brasil

PF relatou ao STF receio sobre risco de fuga de Lulinha do Brasil

Foto: Reprodução

A PF (Polícia Federal) chegou a temer que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, fugisse do Brasil. A informação foi antecipada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmada pela CNN.

O receio foi compartilhado, no ano passado, com o STF (Supremo Tribunal Federal), em um documento sigiloso.

Em dezembro, foi solicitada também a quebra do sigilo fiscal do empresário à Suprema Corte.

A defesa de Lulinha nega motivação de fuga. Ela admitiu ao STF que ele viajou a Portugal com as despesas pagas pelo empresário Antônio Camilo Antunes.

Conhecido como Careca do INSS, Antunes está preso sob suspeita de liderar um esquema de desvios em aposentados.

O advogado de Lulinha, Guilherme Suguimori, disse à CNN, porém, que seu cliente não fechou qualquer negócio ou recebeu dinheiro do empresário.

O filho do presidente negou que tinha conhecimento dos esquemas de fraudes no INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).

Lulinha teria se interessado quando o Careca do INSS lhe relatou um projeto de produção de canabidiol medicinal, já que tem uma sobrinha que faz tratamento médico com o medicamento.

No início deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chegou a pedir a Lulinha, seu filho, que prestasse os devidos esclarecimentos, para evitar que a suspeita prejudicasse a imagem do governo federal.

A atitude do presidente deve ser explorada na campanha à reeleição caso o tema seja usado para tentar prejudicar o petista.

O discurso é de que, diferentemente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula não passou a mão na cabeça de eventuais irregularidades do filho.

CNN

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Brasil

Advogado procura Mendonça e diz que Lulinha topa falar

Foto: Danilo M.

À frente da estratégia da defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o advogado Marco Aurélio de Carvalho procurou o ministro do STF André Mendonça na semana passada para falar sobre o inquérito da “Farra do INSS”, relatado pelo magistrado.

O encontro, segundo apurou a coluna, ocorreu na noite da quarta-feira (11/3), no gabinete de Mendonça na Corte, em Brasília. Na conversa, o advogado reiterou a confiança no ministro e colocou Lulinha à disposição para prestar depoimento.

“Ele (Lulinha) está disposto a prestar depoimento pessoalmente. Ele pretende fazer uma colaboração espontânea, voluntária e efetiva para esclarecer qualquer dúvida que porventura possa surgir a respeito do seu envolvimento direto ou indireto com qualquer tipo de irregularidade”, afirmou Marco Aurélio à coluna, confirmando a conversa com Mendonça.

Na segunda-feira (16/3), o advogado deu entrevista à emissora GloboNews admitindo que Lulinha viajou a Portugal em 2024 com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, mais conhecido como “Careca do INSS”.

A viagem foi revelada pelo Metrópoles, na coluna Andreza Matais, em dezembro de 2025. A entrevista, contudo, foi a primeira vez que a defesa admitiu publicamente a viagem e a relação de Lulinha com o Careca do INSS.

Ao admitir a viagem e colocar o filho do presidente à disposição para falar, a defesa visa passar uma imagem colaborativa. Com isso, tenta evitar que Mendonça determine medidas cautelares contra o filho do presidente da República.

Igor Gadelha – Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Se está querendo colaborar, deveria apresentar os dados bancários e entregar o celular. Simples assim. O resto é blá blá blá.

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Cidades

VÍDEO: Greve de terceirizados paralisa serviços essenciais na saúde pública do RN por atraso salarial

Vídeo: Cedido

Um vídeo que chegou ao BLOGDOBG, nesta manhã de terça-feira (17), mostra os trabalhadores terceirizados da rede pública de saúde do Rio Grande do Norte que iniciaram uma greve por tempo indeterminado.

A paralisação foi anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Higienização, Locação de Mão de Obra e Limpeza Urbana do RN (SIPERN) e atinge diversas unidades hospitalares do estado.

De acordo com o sindicato, o movimento foi motivado pelo atraso no pagamento dos salários por parte das empresas responsáveis pelos serviços terceirizados, já que nao houve repasse do governo do RN. A greve envolve profissionais de setores essenciais, incluindo maqueiros, equipes de lavanderia, copa e higienização.

Opinião dos leitores

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