Saúde

A aposta no remdesivir, antiviral com ótimos resultados contra a Covid-19

ESPERANÇA - Ampola do composto: rápida recuperação de doentes Ulrich Perrey/Pool/Reuters

Lá no outro mundo em que vivíamos, em fevereiro, quando a Covid-19 começava a se espalhar, ainda silenciosa e sorrateiramente, o consultor sênior da Organização Mundial da Saúde (OMS), o canadense Bruce Aylward, alocado na China, mal foi escutado ao chamar atenção para um composto químico desenvolvido em um laboratório da farmacêutica Gilead, em Foster City, na Califórnia, ao sul de São Francisco. “Há apenas uma droga com real eficácia contra a Covid-19”, disse Aylward. “É o remdesivir.” Criado em laboratório há exatos oito anos — o primeiro estudo foi publicado na revista Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters em 15 de abril de 2012 —, o antiviral foi aplicado em dois outros momentos. Inicialmente, nas pesquisas em torno de um possível tratamento do surto de Mers, a síndrome respiratória por coronavírus, identificada na Arábia Saudita, naquele mesmo ano do primeiro registro científico do medicamento. E, depois, como terapia em casos africanos de ebola, na Guiné, Serra Leoa e Libéria, entre 2013 e 2016. Nos episódios da Mers, verificou-se em laboratório uma freada na multiplicação do vírus. Com o ebola, houve testes em humanos, mas os resultados foram decepcionantes.

A segunda vida do remdesivir, celebrada agora nos corredores da OMS, veio à luz de forma quase anedótica, bem ao modo de nosso tempo, o das redes sociais, da internet. No dia 16, o conteúdo de um vídeo sobre um estudo da Universidade de Chicago com 125 doentes (113 deles com infecções graves) foi vazado pela Stat News, uma influente publicação americana do setor de saúde. Nele, Kathleen Mullane, especialista em doenças infecciosas e líder dos ensaios clínicos, informava que, depois de iniciado o tratamento com o remdesivir, os pacientes tiveram a febre diminuída rapidamente e alguns saíram dos ventiladores no dia seguinte. “Mas a melhor notícia é que a maioria dos nossos voluntários se recuperou e apenas dois morreram”, ela afirmou. A resposta pôde ser rapidamente medida em dólares. Pouco mais de quinze minutos após a celebração de Kathleen, as ações da Gilead, a fabricante da droga, saltaram até 14% nas bolsas de Chicago e Nova York. O índice financeiro Stoxx 600, que reúne pequenas e médias empresas de países europeus, registrou ganhos de 2,9%. O FTSE, de Londres, subiu 3,2%. Deu-se alguma oscilação natural nos dias seguintes, mas a Gilead cresceu e apareceu — e, tudo indica, definitivamente.

As curvas ascendentes dos papéis foram o eco financeiro, medida de interesse global, atrelado a um par de ótimas notícias. Além dos dados vazados, outro trabalho, cujas conclusões foram publicadas na reputada revista científica The New England Journal of Medicine (NEJM), apontou boas respostas com o remdesivir. Um grupo de 53 pacientes afetados pela Covid-19 recebeu por via intravenosa 200 miligramas do antiviral e, na sequência, foi tratado ao longo de nove dias com 100 miligramas da substância. Depois de dezoito dias, 68% dos doentes apresentaram melhora na condição clínica — entre os trinta casos mais graves, controlados por meio de ventilação mecânica, na UTI, dezessete pacientes deixaram o quarto de tratamento intensivo. Do grupo inicial, sete pessoas morreram. Parece muito, mas o medicamento foi ministrado quando a situação já era desesperadora, e, mesmo assim, mais da metade se recuperou.

O renascimento do remdesivir, que anima os mercados e representa uma esperança, muito além de uma quimera, é a tradução de um dos movimentos mais fascinantes da aventura histórica da medicina, em especial da epidemiologia: substâncias originalmente desenvolvidas para determinada enfermidade são aplicadas, com sucesso, em outra. A trajetória mais espetacular foi de outro antiviral, a zidovudina, mais conhecida pela sigla AZT, que se mostraria eficaz no combate ao vírus HIV, da aids. Desenvolvida em 1964 como fármaco contra a leucemia, foi deixada de lado depois do desempenho ruim em testes com ratos. O criador da medicação, o americano Jerome Horwitz (1919-2012), guardou as anotações numa gaveta e disse a seus colegas da Wayne State University, em Detroit, uma frase que se tornaria célebre: “Desenvolvemos um conjunto muito interessante de compostos que aguardam a doença certa”. A partir da eclosão da aids, a inesperada e triste “doença certa”, o AZT voltou a entrar na engrenagem dos laboratórios. Foi patenteado pela farmacêutica Burroughs Wellcome (Horwitz nada recebeu) e, em 1987, quase 25 anos depois dos passos iniciais, acabou aprovado oficialmente pela rigorosa FDA, a agência de controle de saúde dos Estados Unidos. Em São Francisco, com o anúncio, foram organizados bailes de rua pela comunidade de homossexuais, então o grupo de risco mais atingido pela síndrome, para celebrar a boa-nova, o prólogo de um coquetel que salvaria vidas. A bioquímica Janet Rideout, agora com 81 anos, envolvida na descoberta da relação do AZT com o HIV, lembra-se daqueles dias como quem esteve na frente de batalha de uma guerra, e a metáfora ainda hoje é pertinente. “Trabalhávamos em altíssima velocidade”, recorda. “Havia muito nervosismo quando chegava a hora de administrar o medicamento aos pacientes pela primeira vez. Era assustador pensar que poderíamos prejudicar as pessoas que queríamos socorrer.”

A velocidade que se impunha é a mesma que se exige atualmente — e, tanto para o AZT quanto para o remdesivir, a corrida autorizou e autoriza a supressão de algumas etapas, como ocorre com a criação de uma vacina (veja a reportagem na pág. 54). O motivo é simples: não há tempo a perder. A conduta é atrelada a riscos. Os próprios cientistas da fabricante Gilead admitem algumas fragilidades, ainda, embora tenham a anuência das autoridades de saúde para seguir em frente. As investigações divulgadas na semana passada foram ancoradas em uma metodologia conhecida como “teste aberto”, em que médicos e pacientes sabiam que o remdesivir estava sendo ministrado — o padrão acatado hoje é o “duplo-cego”, em que ambas as partes trabalham com desconhecimento sobre o remédio oferecido. Evidências estatísticas realmente válidas virão de levantamentos mais amplos. Nesses ensaios, os doentes são divididos aleatoriamente em dois grupos — um recebe remdesivir e o outro, placebo.

Um estudo mais detalhado, dentro dos rigorosos moldes exigidos pela boa medicina, está sendo conduzido pela universidade americana de Nebraska. Iniciado em meados de fevereiro, terá os primeiros resultados concluídos em três semanas. Trata-se da pesquisa com o mais curto tempo para aprovação das autoridades do governo na história dos Estados Unidos. Financiada pelos Institutos Nacionais da Saúde (NIH) americanos, ela investiga a ação do remdesivir em 500 infectados de setenta instituições de saúde de diversos países, acometidos pela doença, em estado clínico de média e alta gravidade. “Estou esperançoso, mas o ímpeto para a descoberta da bala de prata não pode comprometer a ciência séria”, disse a VEJA o infectologista e intensivista brasileiro André Kalil, um dos coordenadores do trabalho de Nebraska.

Na terça-feira 21, autoridades dos NIH informaram, claramente, a inexistência de remédios já aprovados para o controle da Covid-19 — mas puseram o remdesivir no grupo de substâncias que aguardam “dados definitivos de ensaios clínicos para identificar tratamentos ideais”. Faz parte do pacote outro antiviral, a famosa cloroquina, a droga da ideologia, desenhada originalmente contra malária, lúpus e artrite reumatoide. Cabe aqui fazer uma pergunta que não quer calar: por que, afinal de contas, apostar no remdesivir e não na cloroquina? “Os primeiros relatos que indicam a eficácia da cloroquina, um antiviral e anti-inflamatório disponível no mercado e barato, contra uma epidemia desconhecida nos entusiasmaram”, afirma a pesquisadora da molécula Ludhmila Hajjar, intensivista do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo. “Mas o tempo tem mostrado que os resultados não representaram melhora real para os doentes.” Entre os problemas estão efeitos colaterais drásticos, como arritmia e defeitos visuais. Há relatos de mortes em decorrência das aplicações. São obstáculos que não foram identificados na trajetória do remdesivir com a Mers e o ebola, apesar da insuficiência de certezas. Ressalte-se, ainda, que o remdesivir atua de modo muito mais direto no controle da circulação do coronavírus no organismo (veja o quadro na pág. 50).

Não seria exagero dizer, portanto, que estamos hoje, com três décadas de avanços em tecnologia e ciência, em momento semelhante ao da véspera do bater de tambores com o AZT — talvez seja cedo ainda, talvez haja demasiado e humano otimismo, mas dados os investimentos em jogo (só nos Estados Unidos, despendem-se 8 bilhões de dólares, o equivalente a 44 bilhões de reais, em pesquisas com o remdesivir e similares) e o empenho da OMS, além da iniciativa privada, há uma avenida aberta, como a de uma cidade em isolamento. A disputa, paralela e positiva, é outra — o que virá antes, um medicamento poderoso, sem falsas promessas, como pode ser o remdesivir, associado a mecanismos de fortalecimento do sistema imunológico (veja o quadro na pág. 52), ou a vacina. É uma luminosa luta pela vida.

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Geral

FIM DAS BETS? Governo articula medida provisória para banir jogos online e limitar apostas esportivas


Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O governo federal prepara uma Medida Provisória (MP) com o objetivo de proibir os jogos online e impor restrições severas às apostas esportivas no país. A minuta do texto ainda passa por ajustes finais, mas a tendência inicial avaliada nessa quarta-feira (16) era o veto total a essas modalidades. A publicação oficial é esperada para os próximos dias.

A iniciativa alinha-se às recentes críticas públicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o impacto negativo do vício em apostas e o endividamento das famílias brasileiras. Contudo, o teor da medida já enfrenta forte resistência de clubes de futebol, empresas do setor e veículos de imprensa.

No início da semana, Lula deu entrevista com críticas às bets, após encontrar famílias que sofreram com o vício do jogo. “Estamos tomando decisões e logo vamos anunciar a decisão que a gente vai tomar em relação a isso, porque é uma doença, não é um jogo. É a indução de inocentes a um vício”, disse o presidente.

Impacto financeiro e mobilização dos clubes

Os clubes de futebol brasileiros iniciaram uma forte articulação para tentar barrar a iniciativa governamental. O setor calcula uma perda estimada em R$ 1 bilhão em patrocínios caso a proibição seja confirmada.

Grandes clubes como Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo possuem acordos de patrocínio master com casas de apostas que superam a marca de R$ 100 milhões anuais por clube. Nos bastidores, discute-se a redação de uma nota oficial classificando a MP como eleitoreira e resultado da ineficiência do Estado no combate ao mercado ilegal.

As empresas de apostas (bets) também se mobilizam para tentar reverter a decisão, estudando medidas judiciais caso a MP seja editada. O setor argumenta que a proibição formal pode surtir o efeito oposto, estimulando o crescimento de plataformas clandestinas, que operam sem registro oficial no Brasil e sem recolhimento de impostos. A medida desagrada a veículos de comunicação que transmitem partidas de futebol e lucram com a publicidade.

Com informações do Estadão

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Geral

[VÍDEO] PF apreende R$ 2,5 milhões e investiga desvio de recursos para financiamento de campanhas no Pará


Vídeo: Reprodução/Metrópoles

A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 2,5 milhões em espécie dentro de uma caixa de papelão transportada em um veículo blindado em Belém (PA). A operação, realizada na última quarta-feira (16), resultou na prisão em flagrante de duas pessoas logo após o saque do dinheiro em uma agência bancária.

Além da expressiva quantia em dinheiro, a corporação recolheu uma arma de fogo, materiais diversos para perícia e o automóvel utilizado no transporte. De acordo com as investigações conduzidas com o apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU), o montante tem origem em desvio de recursos públicos e seria destinado ao financiamento irregular de campanha eleitoral.

A apuração aponta que a operação mira diretamente dois políticos suspeitos de envolvimento em esquema de compra de votos, sendo um candidato a deputado estadual, que atualmente exerce o cargo de vereador e um candidato a deputado federal, que possui mandato de deputado estadual.

Nenhum dos dois políticos investigados foi detido durante a ação policial. Os dois presos em flagrante foram encaminhados à Justiça Eleitoral do Pará e poderão responder, de acordo com o grau de participação de cada um, por crimes como lavagem de dinheiro, peculato, associação criminosa, corrupção eleitoral, porte ilegal de arma de fogo e resistência.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] Janja pede rejeição ao bolsonarismo e alfineta Michelle Bolsonaro durante comício em Ceilândia


Vídeo: Reprodução/Estadão

A primeira-dama Janja Lula da Silva aproveitou o comício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizado nessa quarta-feira (16), em Ceilândia, no Distrito Federal, para atacar o bolsonarismo, em especial a candidata ao Senado Federal pelo PL, Michelle Bolsonaro.

“Inclusive tem uma Bolsonara daqui de Ceilândia que vocês conhecem bem. Digam não ao Bolsonaro e não ao Bolsonarismo. Não ao retrocesso e ao entreguíssimo do nosso país. Vamos continuar construindo um Brasil mais justos, mais inclusivo e com mais oportunidade para todas e todos”, disparou Janja em referência a candidatura de Michelle e ao clã bolsonarista do Distrito Federal.

Após a fala de Janja, Lula discursou pedindo voto as candidatas apoiadas pelo PT ao Senado Federal no DF. “Nós temos duas candidatas da direita e nós temos ao nosso nado essas duas senhoritas aqui. A Érica e a Leila. Quem votar no 13 vota no 123 e 131. É importante saber, quem vota na Érica o segundo voto é da Leila, quem vota na Leila o segundo voto é da Érica. Precisamos eleger às duas ao Senado”, concluiu o petista.

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TRE-RN multa Allyson Bezerra em R$ 53 mil por alterar percentual de Álvaro Dias em pesquisa divulgada no Instagram

Foto: Reprodução/Internet

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) condenou o prefeito Allyson Bezerra ao pagamento de multa no valor mínimo de R$ 53.205,00 por divulgar incorretamente dados de uma pesquisa eleitoral em seu perfil oficial no Instagram. A sentença foi proferida pelo desembargador eleitoral João Afonso Morais Pordeus, ao julgar procedente a representação movida pela coligação Endireita RN.

O processo (nº 0600928-27.2026.6.20.0000) teve origem em uma postagem feita em 11 de setembro, referente ao levantamento da Exatus registrado sob o número RN-07539/2026. Na publicação, que trazia expressamente o número de registro oficial da pesquisa, Allyson aparecia com 41,90% das intenções de voto e Cadu de Lula com 17,59%, índices corretos. No entanto, o percentual atribuído ao candidato Álvaro Dias foi divulgado como 20,5%, enquanto o dado real registrado era de 22,20%, gerando uma divergência de 1,70 ponto percentual.

A defesa reconheceu a falha e alegou ausência de dolo, sustentando que se tratava de um erro material sem intenção de manipular o eleitorado. Os advogados de Allyson argumentaram que a discrepância estava dentro da margem de erro da pesquisa (2,53 pontos percentuais) e não alterava a posição dos candidatos no cenário eleitoral.

O relator do caso rejeitou as justificativas. O magistrado destacou que a margem de erro é uma ferramenta técnica estatística e não autoriza o divulgador a alterar os números oficiais apurados. O voto ressaltou ainda que a indicação do número de registro da pesquisa reforçou na postagem a falsa garantia de fidelidade aos dados oficiais.

O TRE-RN ressaltou que a exclusão posterior da postagem e a publicação de uma versão corrigida não anulam a irregularidade anterior, embora a atitude espontânea tenha servido para atenuar a pena, fixada no patamar mínimo legal.

A condenação fundamenta-se no artigo 33, § 3º, da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e no artigo 17 da Resolução-TSE nº 23.600/2019, que coíbem a veiculação de pesquisas manipuladas ou com dados alterados em relação ao registro oficial.

Com informações do Agora RN

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Geral

MAIS UMA ESTATAL NO VERMELHO: Infraero acumula rombo de R$ 1,3 bilhão em dois anos e TCU alerta para risco financeiro

Foto: reprodução/Google Mapas

A Infraero fechou 2024 e 2025 com um rombo acumulado de R$ 1,315 bilhão. O Tribunal de Contas da União (TCU), diante da deterioração das contas, alertou para o risco à sustentabilidade financeira da estatal.

O prejuízo primário foi de R$ 540 milhões em 2024 e saltou para R$ 775 milhões no ano seguinte. A situação piorou depois que as concessões reduziram drasticamente a presença da Infraero. A empresa administrava 66 aeroportos em 2011, mas iniciou 2026 com apenas 22 terminais regionais — todos deficitários — além do Santos Dumont, no Rio de Janeiro, seu único aeroporto lucrativo.

De acordo com a projeção técnica do TCU, o limite anual de 6,5 milhões de passageiros no Santos Dumont pode retirar R$ 983 milhões do resultado operacional da Infraero entre 2026 e 2030. Mantida a restrição, a estatal deve continuar no vermelho e terminar o período com apenas R$ 441,5 milhões em caixa, aumentando o risco de passar a depender de dinheiro do Tesouro Nacional.

O tribunal ressalta que não existe necessidade imediata de socorro público. A Infraero encerrou 2025 com R$ 1,58 bilhão disponível, parte obtida com receitas extraordinárias. O problema é que essa reserva poderá ser consumida nos próximos anos se o cenário não mudar.

O TCU comunicou, por unanimidade, o risco ao Ministério de Portos e Aeroportos e ao Tesouro Nacional. A Corte não determinou o fim do limite no Santos Dumont, mas cobrou justificativas técnicas para que novos aeroportos deficitários sejam entregues à estatal.

Com informações do Poder360

Opinião dos leitores

  1. Flávio Bolsonaro vai ter muito trabalho para resolver esse pipino deixado por lula. O Brasil está uma bagunça generalizada!

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Polícia

PECULATO: Agente público é preso após admitir que pegou carteira de estrangeiro morto em Natal

Reprodução

Um agente público de 69 anos foi preso em flagrante nesta quarta-feira (16), suspeito de peculato, após admitir que pegou e abriu a carteira de um estrangeiro encontrado morto em um apartamento no bairro de Ponta Negra, Zona Sul de Natal.

De acordo com a Polícia Civil, as equipes foram acionadas durante a madrugada para atender à ocorrência da morte. Durante a análise do local, foi percebido que a carteira da vítima, deixada sobre um móvel, havia desaparecido.

Após buscas, o objeto foi encontrado em um terreno próximo ao condomínio, ainda com cartões bancários do estrangeiro. Questionado pelos policiais, o agente público admitiu que havia pegado e aberto a carteira.

O homem foi encaminhado ao sistema prisional e ficará à disposição da Justiça. A Polícia Civil não informou qual função pública era exercida pelo suspeito.

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Brasil

“NÃO SEJA MODERADO COM O MAL”: Nikolas declara apoio a Mendonça antes de sessão no STF

Imagem: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados e Nelson Jr./SCO/STF

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou apoio ao ministro André Mendonça antes da sessão do STF que discutiu a possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes no caso Banco Master.

“Não seja moderado com o mal. Estamos com você”, escreveu Nikolas em uma publicação no X, direcionada a Mendonça.

O julgamento analisaria se os elementos reunidos pela Polícia Federal justificavam uma investigação sobre a relação de Moraes com Daniel Vorcaro. O relatório cita 52 mensagens enviadas pelo banqueiro ao ministro, mas não apresenta eventuais respostas. A sessão terminou sem decisão após Flávio Dino pedir vista.

Com informações do Poder360

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Saúde

SAÚDE MENTAL: RN registra 8,3 mil afastamentos por transtornos mentais e fica em 5º no Nordeste

Foto: Artur Moês – Coordcom/UFRJ

O Rio Grande do Norte registrou 8.339 licenças médicas por transtornos mentais em 2025 e aparece na quinta posição no Nordeste, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Em todo o país, mais de meio milhão de afastamentos foram concedidos por problemas como depressão, ansiedade, transtorno bipolar, alcoolismo e dependência de drogas.

O trabalhador que ficar impossibilitado de exercer suas atividades por mais de 15 dias consecutivos pode pedir ao INSS o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. De acordo com o advogado trabalhista e professor da Estácio Túlio Chaves, é necessário comprovar a incapacidade em perícia, manter a condição de segurado e, normalmente, ter pelo menos 12 contribuições mensais.

Quando o transtorno é provocado ou agravado pelo ambiente profissional, o benefício pode ser enquadrado como acidentário, na categoria B91. Nesse caso, a empresa deve continuar depositando o FGTS, e o trabalhador tem estabilidade de 12 meses após retornar ao emprego.

Para comprovar a relação com o trabalho, podem ser apresentados laudos médicos, registros de metas abusivas ou sobrecarga, mensagens, e-mails, depoimentos de colegas e a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). Se a empresa se recusar a emitir o documento, o trabalhador pode procurar o sindicato ou o próprio médico.

Já o benefício comum, classificado como B31, é concedido quando não existe relação reconhecida entre o adoecimento e a atividade profissional. Nessa modalidade, não há estabilidade depois do retorno, e a empresa não precisa recolher o FGTS durante o afastamento. Caso o INSS faça o enquadramento incorreto, a decisão pode ser contestada.

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Brasil

PRESSÃO INTERNACIONAL: Deputado aliado de Trump cobra ação da OEA contra Moraes antes das eleições

Imagem: REUTERS/Adriano Machado

O deputado republicano Chris Smith, aliado do presidente Donald Trump, enviou uma carta à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ligada à OEA, cobrando medidas e monitoramento das ações do ministro Alexandre de Moraes às vésperas das eleições brasileiras.

No documento, Smith cita denúncias de abuso de autoridade e censura e usa as revelações do caso Banco Master para aumentar a pressão sobre o ministro. O parlamentar menciona as mensagens e os encontros de Moraes com Daniel Vorcaro, além do contrato entre o banco e o escritório de advocacia da mulher do magistrado.

O republicano pediu uma manifestação pública da OEA e medidas para garantir aos brasileiros liberdade de expressão e “eleições livres e autênticas”. Até o momento, a entidade não respondeu oficialmente à cobrança.

Smith já havia defendido sanções contra Moraes. A nova ofensiva ocorre enquanto Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo estão em Washington articulando a retomada de punições da Lei Magnitsky contra o ministro e outros integrantes do STF.

Com informações do UOL

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Brasil

“QUEM VOTA EM LULA VOTA EM MORAES”: Flávio promete indicar cinco ministros ao STF

Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL) voltou a associar Lula (PT) ao ministro Alexandre de Moraes e afirmou que, se eleito, poderá indicar cinco novos integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada nesta quarta-feira (16), durante agenda em Juazeiro do Norte, no Ceará.

“Quem está votando em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, disparou Flávio. De acordo com ele, as novas indicações acabariam com o “triste espetáculo de tentativa de proteger Alexandre de Moraes” dentro da Corte.

A conta apresentada por Flávio inclui a vaga atualmente aberta, após o Senado rejeitar Jorge Messias, indicado por Lula, as futuras aposentadorias de Cármen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes e uma eventual saída de Moraes por impeachment.

Ao comentar a sessão que terminou sem decisão sobre a abertura de investigação contra Moraes, Flávio afirmou que o episódio representa uma “esperança” para o país. O candidato não comentou as mensagens do caso Master que citam Kassio Nunes Marques, indicado ao STF por Jair Bolsonaro, e o filho do ministro.

Com informações do UOL

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