O discurso é conhecido: não há dinheiro. Apesar disso, as estatísticas apontam em outra direção: a arrecadação do Rio Grande do Norte tem batido recordes, enquanto a administração tem apertado o cinto.
Por um lado, o governo economiza, e por outro as receitas aumentam. Como não há dinheiro?
De acordo com o Portal da Transparência, até agora foram arrecadados 64,53% do orçamento de 2011, ou 6.117.781.649, um aumento de 7% sobre os R$ 5,7 bi arrecadados no mesmo período do ano passado e que já representava 75% de todo o orçamento de 2010.
Os gasto com diárias despencaram. Esse ano o governo despendeu R$ 9,4 milhões, contra R$ 19 mi no mesmo período do ano passado. Uma redução de mais de 50%.
Se há economia, e aumentaram as receitas como explicar, então, o discurso estatal de que não há dinheiro em caixa para honrar as despesas mínimas de manutenção do Estado?
Nem mesmo quem esteve lá dentro sabe – e se sabe estava lúcido suficientemente ao ponto de não comentar. De acordo o ex-secretário do Gabinete Civil, Paulo de Tarso, é inexplicável a circunstância.
Entrementes, convivemos com educação e saúde sucateadas e a segurança pública é medieval.
Só não há crise em Mossoró, onde a governadora anunciou o aporte de recursos para um hospital, a revitalização de uma estrada e de um estádio e outros investimentos.
Torcemos para que o Rio Grande do Norte seja lembrado em sua totalidade.
Foto: Divulgação
não me admira que a (o)"GOVERNADOR(A)" do Estado fulturamente não transforme Mossoró na nova capital do ESTADO!